Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

17
Mar 15

A partir de agora fica confirmado que um político é “um profissional que organiza, reúne, preserva, controla e fornece acesso a informação orgânica e registada (definição de arquivista – wikipedia.org)”. Ou seja para além de arquivar, nada faz e nada decide.

 

Luís Barra - Expresso.jpg

Filme Mudo

 

Um militante do Bloco de Esquerda apresentou uma petição assinada por mais de 19.000 cidadãos e pedindo a demissão do Primeiro-Ministro – motivada pela recente polémica sobre a sua carreira contributiva. Dirigiu-a ao PR e à AR:

 

O Presidente da Republica arquiva

 

Acuso a recepção da documentação entregue no passado dia 15 de Março, a qual mereceu a devida atenção. Informo que Sua Excelência o Presidente da República, em face do seu conteúdo, decidiu determinar o seu arquivamento. (Casa Civil do PR)

 

A Presidente da Assembleia da Republica arquiva

 

Entende-se não ser a Assembleia da República o órgão competente para apreciar a petição, visto não estar nas suas competências a demissão do Primeiro-Ministro. (Assunção Esteves)

 

Deste modo podendo-se tirar algumas conclusões e certezas – como se pode ver e reconhecer apesar de ser muito difícil de entender:

 

• No nosso país os cidadãos não valem nada nem servem para nada;
• Num país em que os nossos mais destacados políticos confundem as suas funções com as de um mero arquivista;
• E fechadas as portas só nos resta meter o rabo entre as pernas e rezarmos para não levarmos um pontapé no traseiro.

 

Desejando a todos boa-tarde, enquanto se aguarda o próximo episódio que nos mantém ligados à máquina como eternos moribundos.

 

(Um Filme Mudo é um filme que não possui a trilha sonora de acompanhamento que corresponde directamente às imagens exibidas, sendo esta lacuna substituída normalmente por músicas ou rudimentares efeitos sonoros executados no momento da exibição. Nos filmes mudos para o entretenimento, o diálogo é transmitido através de gestos suaves, mímica e letreiros explicativos – wikipedia.org)

 

(imagem – Luís Barra/Expresso)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:00

“O Sol envia-nos de enfiada três CME todas em sequência crescente”

 

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ALASKA – Aurora (hoje)

 

O nosso planeta foi hoje atingido pelo impacto de três CME originadas no Sol e viajando na nossa direcção. Entre as seis horas da manhã e as duas da tarde (e chegando mais cedo do que era previsto) as três vagas evoluíram desde uma tempestade geo-magnética menor até outra severa. A primeira ocorreu por volta das seis (5K-index/G1-menor), a segunda antes das nove (6K-index/G2-moderada) e a terceira (a mais forte) perto das duas da tarde (8K-index/G4-severa).

 

Como consequência foram lançados os alertas habituais, antecipando os possíveis efeitos provocados neste tipo de situações: na rede eléctrica, em satélites, na navegação por GPS, nas ondas de rádio de alta-frequência e até na formação de auroras, a mais baixa latitude (podendo atingir os 45°). Extraordinariamente até o norte da Califórnia poderá assistir a estas auroras. Quanto à tempestade geo-magnética esta ainda continua bastante activa, estando associada à mancha solar AR-2297.

 

Agora que se aproxima uma Super-Lua (Lua Nova e com a mesma no seu perigeu – ponto mais próximo da Terra), um Eclipse Total do Sol (atingindo uma percentagem elevada no norte da Europa e sendo mais reduzido em Portugal) e o Equinócio de Março (no nosso Hemisfério marcando o início da Primavera), provavelmente no dia 20 de Março (sexta-feira) no início da manhã (momento marcado para o eclipse) alguns dos observadores deste fenómeno poderão estar à espera de algo mais (sobretudo os que acreditam em mistérios e em teorias da conspiração): para eles uma quarta coincidência será forte de mais para eles aguentarem e estas CME poderão ser apenas mais um pretexto.

 

(imagem – Marketa Murray/spaceweather.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:44

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
A Estreita Relação entre Realidade e Imaginário
[Os Trilhos são Muitos (livro) – A Redução está na Mente (capítulo)]

 

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Suponhamos que a partir desse momento tudo se alterou e se anteriormente a vida se estendia tranquilamente por toda a extensão do Sistema Solar, a partir daí teve que se tornar nómada e para sobreviver teve que procurar outros mundos. À medida que nos aproximávamos do Sol a temperatura ia subindo, mas nos extremos o clima tornava-se insuportável. Os passos seguintes eram previsíveis: sob elevada pressão algo de titânico se passou e talvez como resultado duma grande colisão ou de centenas ou milhares de outras, pela pressão exercida pela matéria e energia exterior ao nosso sistema e até pelas forças de reacção produzidas pelo Sol, muitos mundos foram decaindo (e extinguindo-se), outros foram abandonados (morrendo) e até nalguns casos, fugitivos desses mundos ainda encontraram exílio (próximo). E no fim desta fase do processo, com cometas, asteróides e muitos outros corpos celestes (sólidos, líquidos, gasosos ou encontrando-se noutro estado) em constante movimento e repetida interacção, contando ainda aqui e ali com o aparecimento de grandes cataclismos mesmo nas proximidades do Sol (o equilíbrio deve chegar sem excepção a todos os pontos do conjunto) – como foi o caso do aparecimento da Cintura de Asteróides – ficamos com um único planeta ainda revestido de vida. Para simplificarmos a ideia aqui aparentemente exposta, a Terra surge nesta história como o antepenúltimo planeta a poder afirmar ter vida ainda por cima inteligente: aos outros terá restado água e mais uns quantos gases e calhaus. Num esquema de concretização muito simples e analisando a história recente numa perspectiva de anos-luz, a Vida acaba de saltar de Marte para a Terra: e se olharmos para trás vemos o (nosso) passado e se olharmos para o Sol o nosso futuro. Talvez num sítio calmo e por essa altura ameno como o poderá ser o jovem planeta Vénus. Nunca esquecendo que um dia a mãe morrerá e se quiserem viver os filhos terão que partir.

 

Suponhamos que nos encontramos agora em pleno século vinte e um e estando a viver o presente um dia antes do futuro, já não precisamos mais de nos preocupar (em supor), mas apenas em observar: os SINAIS. O sistema Solar continua a sua caminhada pelo espaço sideral, tendo como referência o Sol (estrela de meia-idade) e transportando atrás de si 8 planetas ainda considerados como tal (além das várias luas que geralmente os orbitam e seguem); tendo ainda atrelados outros planetas entretanto despromovidos (casos dos planetas anões CERES e PLUTÃO), cometas e asteróides e tudo o resto que preenche o Espaço. Viajamos sentados na fila T de um gigantesco Vaivém, atravessando o espaço e a matéria estelar a velocidades incríveis e pelo homem nunca atingidas e protegidos no seu interior por um fortíssimo escudo protector deixando-nos a salvo de todas as influências exteriores e negativas para a nossa existência: com esta máquina mais que divina protegida a toda a sua volta pela HELIOSFERA e reforçada na sua zona dianteira por uma forte e larga camada de matéria, extremamente activa a nível energética e onde brutais forças electromagnéticas se gladiam tentando assegurar a sua supremacia. Até hoje e aparentemente ainda inteira e eficaz e capaz de nos assegurar uma boa viagem através do cosmos.

 

Suponhamos que não necessitamos mais de supor e então encaremo-nos sem restrições ou reservas no espelho onde este gigantesco holograma estará a passar. Mas como tudo o que a vida comporta e que a sua constante evolução demonstra, nada se mantém para sempre inalterável e se cada planeta do Sistema Solar tem as suas características muito particulares e a sua respectiva história cronológica, alguns factores por menos visíveis que sejam parecem ter algo de comum a todos eles e a todo o espaço envolvente: o seu modelo evolutivo e sequencial e a presença quase constante (mesmo que em certos casos minoritária e disseminada) do composto que maioritariamente nos dá a nossa forma e constitui o nosso corpo (em torno dos 60/75%): a ÁGUA. Se por um lado o aparecimento deste composto em diversas regiões do nosso Sistema vai sendo cada vez mais evidente (são cada vez em maior número os corpos celestes que pela sua actividade indiciam a sua existência), por outro lado não andará muito longe da realidade a ideia de que a VIDA se tem deslocado entre bolsas de sobrevivência, deslocando-se e saltando entre planetas de um ponto (exterior) para outro ponto (interior): porque não supor que provocado por um fenómeno simétrico e tomando o Sol como foco, o que hoje verificamos na Terra não se terá passado anteriormente em Marte – e muitos outros milhões e milhões de anos atrás num outro qualquer planeta exterior? Um dia Marte terá sofrido um grande cataclismo que acabou por tomar proporções brutais e globais para esse planeta, destruindo todo o seu ambiente propício à existência de vida e como consequência levando à sua extinção: o sinal que lhe deu origem ainda hoje é visível para além da órbita de Marte (a Cintura de Asteróides), talvez um antigo planeta por nós habitado (ou partilhado) e o anterior local ocupado pela nossa civilização antes de ser sujeita a um novo salto. Agora e como crianças ingénuas e felizes mas ainda inconscientes do seu papel fundamental a desempenhar neste mundo, ainda não queremos reconhecer tal como ele foi, é e será (o mundo e a nossa relação com o Sistema Solar): mas dada a nossa especificidade local acrescida de todas as reminiscências que parecemos interiorizar/exteriorizar constantemente (e que talvez sejam um reflexo real do que já fomos, talvez implicando sermos mesmo os únicos seres vivos nascidos e criados nesta parte minúscula do Universo) talvez sejamos mesmo só Nós (neste buraco) e quanto muito mais uns quantos visitantes passageiros e estrangeiros.

 

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Suponhamos que supor é apenas uma parte da verdade e então tentemos esventrá-la: certamente que na escuridão da nossa mente uma pequena luz aparecerá, se fará sentir e se imporá. Olhemos só mais um pouco para a Terra, para aquilo que já poderemos ter sido e para aquilo que seremos. Se na Terra os indícios de não retorno se acumulam, se em Vénus a juventude do planeta ainda nada esclarece, talvez seja em Marte que encontremos a solução para este segredo: um sinal.

 

Durante a passagem efectuada em meados de Outubro do ano passado a pouco mais de 130.000km de Marte (1/3 da distância entre a Terra e a Lua) e a uma velocidade muito próxima dos 56km/s, o cometa SIDING SPRING oriundo da longínqua Nuvem de OORT (nascido antes da Terra e sendo o resultado de um planeta que não vingou) terá provocado um grande clarão luminoso na atmosfera (seja qual for a sua composição) do planeta vermelho: a partir do planeta Terra vários astrónomos (mesmo amadores) interessados e atentos à ocorrência deste tipo de acontecimentos (imaginem o espectáculo que seria um cometa destas dimensões a passar perto do nosso planeta) assistiram talvez espantados mas também iluminados a algo que nunca pensariam visualizar – num planeta aparentemente morto, sem nenhum indício de vida totalmente confirmado, sem vestígios de aí poder ter existido qualquer tipo de civilização e acima de tudo desértico e em muitos locais extremamente fragmentado (à superfície) e parecendo até por vezes ter sido calcinado (a partir de cima do exterior). Nunca esquecendo a sua baixa gravidade, a inexistência prática de atmosfera e a pouca quantidade de água previsivelmente aí ainda existente (pólos). Apesar das hipóteses oceânicas e da ideia de que em Marte num passado já muito distante já teria existido um oceano. Mas o factor que de momento aqui nos chama é evidentemente outro. Poderá num planeta sem atmosfera a considerar, acontecer um fenómeno como o aí verificado? O que é certo é que a passagem do cometa SIDING SPRING provocou uma clara descarga eléctrica, talvez magnética ou mesmo conjunta, talvez mesmo coadjuvada pelo atrito provocado por tão próxima passagem sobre a superfície de Marte, que tal Evento se tornou imediatamente extraordinário quer pela sua fácil visibilidade por um simples astrónomo amador quer pela sua grande dimensão bem expressa nas imagens. Se tal tivesse acontecido connosco na Terra, o que se teria seguido ou estaríamos ainda todos cá para o contar? No Sistema Solar muitos dos seus planetas principais poderão ter sofrido Incidentes dramáticos e como tal marcantes na sua Evolução: sofrendo alterações tão profundas que os poderão ter deformado, fragmentado e até alterado as suas propriedades e apresentação. Os asteróides e os cometas poderão não ser as únicas consequências destes Incidentes, como também as luas acompanhando esses planetas: estes satélites poderão ser fragmentos daquilo que antes existia de uma forma (os planetas iniciais) e que hoje se nos apresentam de outra – os mesmos onde por coincidência a água aparece em abundância e onde o Homem espera um dia chegar. Um dia um mundo partiu-se, foi destruído ou extremamente alterado, acabando no entanto por lançar no espaço uma ilha de esperança, com água e talvez vida primitiva.

 

O que na realidade sucedeu em Marte aquando da passagem do cometa Siding Spring, foi somente mais um aviso para todos nós e mais um alerta de qual será o próximo Salto da Humanidade: ou nos viramos para o nosso interior (com Vénus a deusa do Amor e da Beleza esperando por nós) ou partimos para outro Sistema ou Galáxia (como os antigos e destemidos descobridores atravessando os perigosos e desconhecidos mares da Terra, mas nunca renegando o desejo de aventura e de conhecimento). Ou em alternativa mais uma Informação para os terrestres escrita pelos extraterrestres, não utilizando neste caso hieróglifos mas fenómenos electromagnéticos. Alguns imaginando mesmo uma guerra em Marte (com a acção a ser encoberta pela passagem do cometa) utilizando bombas atómicas – talvez pensando que ainda existirão sobreviventes da imaginada batalha final (que Marte perdeu).

 

(Fim da 2.ª parte de 2)

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:01

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
A Estreita Relação entre Realidade e Imaginário
[Os Trilhos são Muitos (livro) – A Redução está na Mente (capítulo)]

 

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Suponhamos que há cerca de 5 biliões de anos e como resultado de uma interacção ocorrida entre matéria e energia (provocada pela inserção neste conjunto elementar de um outro parâmetro sempre presente, mas podendo aparecer em diferentes estados de intrusão – o movimento), algo semelhante a uma molécula gigante e por acção de diversas forças interestelares em presença entrou em colapso, explodindo de imediato com extrema violência (E = M x C²) e espalhando todo o conteúdo nesse foco criado por todo o espaço (infinito) que o envolvia. A esse momento poderíamos chamar o BIG BANG ou seja, não a data por nós escolhida para celebrarmos o nascimento do Universo, mas somente (não deixando de ser para o Homem o seu momento fulcral e de criação do seu futuro espaço de vida) o Dia da Independência e declaração de existência do nosso Sistema Solar. Quanto ao Universo e não se regendo o mesmo pelas leis superiormente criadas pelo Homem (na tentativa de criar a sua Religião e Deus à sua imagem), logicamente terá sempre existido, não se limitando por definição (de Infinito) aos momentos por nós definidos como o do nascimento e da morte, mas estendendo-se para lá destes pontos virtuais. Aliás foi o Homem que na sua inconsciência e sabedoria afirmou que “nada se perde, nada se cria e tudo se transforma”.

 

Suponhamos que até ao aparecimento de vida no nosso planeta (ocorrida 0,5 biliões de anos após o BIG BANG) entretanto todas as poeiras assentaram e a partir daí se constituíram definitivamente os planetas, luas e restantes corpos celestes. Por essa altura os agregados de maior dimensão ou densidade seriam certamente mais de doze. E aparentemente todos poderiam ser acompanhados por um outro elemento, em princípio posto à disponibilidade de todos: a vida. Mas como tudo o que se transforma inevitavelmente evolui (seja em que direcção for), nem tudo ficou igual e ao longo de mais de 4 biliões de anos muito se alterou. Além da desintegração de pelo menos dois dos seus grandes planetas de referência que deram origem à relativamente próxima Cintura de Asteróides e à mais longínqua Cintura de Kuiper (uma infinidade de fragmentos de maiores ou menores dimensões muitos deles ainda hoje em stand-by e com muitos outros viajando solitariamente ou acompanhados pelo espaço), outro fenómeno extremamente violento terá decorrido simultaneamente e em paralelo. Recordemos que actualmente enquanto os quatro planetas interiores (Mercúrio, Vénus, Terra e Marte) são maioritariamente sólidos e constituídos por pedras e metais, os outros quatro planetas exteriores (Júpiter, Saturno, Úrano e Neptuno) ou são gigantes gasosos constituídos sobretudo por hidrogénio e hélio ou então planetas gelados de água, amónia e metano.

 

Suponhamos que quando se deu o nosso BIG BANG (mais rigorosamente na galáxia a que pertencemos a VIA LÁCTEA e que por coincidência tem sensivelmente a mesma idade) muitos sistemas apareceram, uns perdendo-se nas correntes violentas da criação, outros transformando-se noutras versões de matéria/energia/movimento e até outros formando sistemas planetários organizados e constituindo um conjunto relativamente uniforme de objectos, tendo todos eles um mesmo ponto de referência e uma fonte de energia comum que os suportasse. Um desses pontos de referência e fonte de energia comum foi uma estrela (o SOL), foco de origem do Sistema Solar. E como na dimensão INFINITA um único ponto visto isoladamente (o erro de paralaxe que não admitimos) não tem expressão que verdadeiramente o classifique como um valor (talvez zero), se o Sol apareceu como centro, naturalmente o que ele forneceria seria distribuído por todos. Como terá acontecido com a vida. Todos os planetas se terão candidatado (em condições iniciais muito semelhantes) à presença de vida no espaço por si ocupado, evoluindo como sempre acontece para formas superiores mais organizadas e elaboradas (capazes de experimentar e compreender) e finalmente transformando, criando e construindo (com suas próprias mãos) os dois alicerces centrais de todo este edifício: vida e inteligência. Só que mesmo em espaços pequenos as transformações nunca param e conforme os contextos em que eles se dão, se por um lado o destino é o mesmo a sequência de propagação é sempre diferente. Começa num lado e acaba no outro – saltando depois de sequência.

 

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Suponhamos que terá existido vida talvez mesmo inteligente, entre todos esses planetas inicialmente existentes no Sistema Solar. Que seriam mais de doze ou até muito mais do que isso. Mas para facilitar o raciocínio e até porque a quantidade pode provocar mais confusão e originar falta de credibilidade, limitemo-nos apenas a doze: Mercúrio, Vénus, Terra, Marte, X (que originou a Cintura de Asteróides), Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno, Plutão, Y (que originou a Cintura de Kuiper) e Z (um outro planeta entre muitos outros, ligados à formação da Nuvem de Oort). Antes de tudo e do que de mais se verá, convém relembrar que toda esta região que envolve a nossa estrela (o Sol) está sujeita à acção e influência de constantes ventos solares, sendo os mesmos unicamente detidos aquando da sua chegada à heliopausa, devido ao estabelecimento do equilíbrio entre forças internas e externas exercidas sobre o Sistema Solar. Desse modo se cria uma bolha de protecção solidária e igualitária a ser sistematicamente disseminada por todo o sistema, originando igualdade de oportunidades assentes nesse precioso equilíbrio e na certeza da continuidade da protecção da acção dos raios cósmicos oriundos de outras bolhas (galáxias): como se de uma célula em desenvolvimento se tratasse, rodeada de uma ou de mais membranas protectoras e com a sua forte presença defendendo o seu núcleo de possíveis intrusões de outras células adjacentes. Daí e até à sua total estruturação evolutiva sendo só um instante.

 

Suponhamos que inicialmente todos estes planetas estariam muito vivos e extremamente felizes. Como se vivêssemos numa cidade ou então na sua periferia, mas em qualquer dos casos com ambientes e condições muito semelhantes para a existência de vida. O que aconteceu a seguir tornou-se (por evidente relação íntima com o ponto de vista anteriormente reportado) numa opção bastante racional (emocional) e nesse sentido credível (porque não?), chegando mesmo a atingir de uma forma inesperada e surpreendente, picos máximos (e porque não estranhos) de atitudes e comportamentos – capazes de (vejam lá) conjugar opostos sempre separados. Mesmo em casos envolvendo relações humanas e contando com indivíduos perdidos circulando como zombies: entre liberdade e prisão, mas nunca reconhecendo uma (os normais e a liberdade) ou protegendo ferozmente a outra (os anormais e a prisão). Mas porque seria? Porque só se dá valor aquilo que se conhece (nós) e nunca ao que se oferece (eles). O Sistema Solar era uma célula gigante. Tudo se manteve normal nos primeiros tempos: ordenados, bem distribuídos e protegidos. Mas como sempre acontece um dia a membrana partiu-se e o sistema abriu-se ao Universo: aí as regras mudaram. Mas afinal de contas (já agora) como poderíamos definir melhor o momento do nosso BIG BANG (solar), se quiséssemos inserir integralmente essa grande performance cósmica, na nossa cronologia defensiva e limitada? Tratasse de um modelo assente num processo de simples replicação, por interacção entre um espaço ainda não ocupado e células pré-existentes ocupando espaços adjacentes: como as bolhinhas que aparecem (como que empolgadas ou alucinadas) correndo umas atrás das outras.

 

Suponhamos que o Sistema Solar se formou, se desenvolveu e atingida a maior idade se libertou. A membrana que o envolvia desintegrou-se, deixando de ser a muralha solar – ficando a partir daí completamente escancarada a porta para o exterior e ao mesmo tempo profundamente exposto o intimo do sistema. Com o passar do tempo o Sol foi alterando de uma forma significativa a sua intervenção, tornando-se incerto, evasivo, por vezes duro e outras inexistente: e quebrada a bolha que mantinha o sistema equilibrado desde há milhões de anos, as condições globais deterioraram-se e para alguns dos planetas que de início o constituíam o pesadelo concretizou-se. Uma grande explosão varreu a periferia do nosso sistema, originando o que mais tarde seria a Nuvem de OORT – resultado de um choque violento entre regiões adjacentes e bastante energéticas, pertencentes à Via Láctea; este pré-condicionamento que se estendeu até ao centro do Sistema sobrecarregando as condições de funcionamento da nossa estrela, não só condicionou a sua acção em todo o espaço circundando a mesma, como causou a mudança dos seus raios emitidos e do calor/energia que os mesmos transportavam – extremando condições em certos pontos do sistema e pondo em causa a estrutura original do mesmo e até as condições de existência de vida. Com o passar do tempo os ajustes sucederam-se e o Sistema Solar passou por um período de grande actividade e cataclismos renovadores.

 

(Fim da 1.ª parte de 2)

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:51

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