Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

14
Nov 15

Francois Hollande: Paris attacks were ISIL 'act of war'
(USA TODAY)

 

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Nunca deixando de recordar o atentado levado a cabo pela AL-QAEDA a 7 de Janeiro deste ano em PARIS ao semanário satírico CHARLES HEBDO (e que provocou 12 mortos e 10 feridos), neste caso levado a cabo por um grupo terrorista distinto do ESTADO ISLÂMICO (duas organizações fortemente apoiadas pela Arábia Saudita, contando esta com a passividade estratégica dos EUA seus aliados) e com raízes na Península Arábica (região do Médio Oriente onde a Arábia Saudita é o estado mais rico em petróleo e mais poderoso em armamento, tendo na cauda o Iémen recentemente terraplanado pelos bombardeamentos sauditas).

 

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Entretanto passaram-se nove meses e com o recrudescimento da violência um pouco por todo o Médio Oriente (Síria, Iraque, Iémen) assim como no norte de África (Líbia), novos contingentes de populações desesperadas e em fuga puseram-se em marcha, engrossando cada vez mais as já extensas filas de homens, mulheres e crianças fugindo à destruição e à morte certa: por terra e por mar chegando às margens da Europa e atualmente atravessando-a em toda a sua extensão a caminho da salvação. Tendo curiosamente como destino preferencial os países que mais contribuíram para a destruição dos seus territórios e das suas vidas (como a França e a Grã-Bretanha ao juntarem-se aos EUA) e em alternativa os países frios do norte.

 

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E então em menos de quinze dias e tal como todos os sinais anteriores assim apontavam, o Estado Islâmico atacou (a Europa) provocando mais de 400 mortos e de 500 feridos. A 31 de Outubro o voo 9268 das linhas aéreas russas METROJET é vítima de uma explosão a bordo, pouco mais de meia hora após a sua descolagem e quando atravessava os céus do Egito: acaba por se despenhar no solo provocando 224 mortos. Atentado posteriormente reivindicado pelos terroristas e mercenários ao serviço do Estado Islâmico, como resposta ao início da intervenção russa (contra os EI) no conflito a decorrer na Síria. Atentado esse que não teve grande repercussão nos meios de comunicação social ocidental apesar de associado à luta contra o terrorismo e às vítimas inocentes, pelo mesmo acontecimento provocado. Tendo ainda em atenção um outro caso semelhante ocorrido nos céus da Ucrânia e que provocou 298 mortos. E relembrando tudo o que se escreveu sobre ele (culpando PUTIN) enquanto se ignoravam os outros (Bem-feito, estavam a pedi-las, são russos!).

 

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A 12 e 13 de Novembro sucederam-se dois grandes atentados: um em Beirute e outro logo de seguida (e de novo) em Paris. Com 43 mortos e 240 feridos contabilizados na capital libanesa e mais de 130 mortos e mais de 200 feridos na capital francesa. No primeiro caso utilizando cargas explosivas e bombistas suicidas colocados no meio de grandes ajuntamentos de pessoas e no segundo caso diversificando a sua intervenção (simultânea) entre locais próximos mas diferenciados de modo a criar mais caos e assim instalar o medo. Sempre recorrendo aos meios mais extremos de violência por efetivamente mortais, servindo-se de tiros, bombas, granadas, reféns e até de uma falsa ideologia. Autor: Estado Islâmico.

 

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Talvez agora a Europa se ponha verdadeiramente a pensar sobre o assunto que a leva ao terrorismo e ao refletir sobre ele se questione finalmente sobre qual o seu real papel no meio da estratégia geopolítica norte-americana e do seu mordomo inglês. Se nos lembrarmos dos bombardeamentos levados a cabo pelos EUA, Grã-Bretanha e França na sua luta contra o terrorismo, só a França é que tem levado, A Alemanha? Essa nem se mete (pelo menos de caras)!

 

(imagens: nbcnews.com/ibtimes.com/dailymail.co.uk/dnd.com.pk/wpxi.com/startribune.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:42

They were not moving
They were just standing at the back of the concert room and shooting at us
Like if we were birds
(CNN)

 

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Enquanto alguns se vão entretendo a incendiar o país e outros já pensam na sua viagem até à ilha (ficando os nossos representantes à espera do decisor), logo ali mesmo ao lado noutro país da (mesma) Europa, a realidade não para continuando mesmo a avançar: e num curto espaço de tempo num lugar perto de nós, mais uma carnificina e um aviso do que aí vem.

 

Paris terrorist attacks leave more than 140 dead leave France reeling
(The Washington Post)

 

Numa sequência de trágicos acontecimentos levados a cabo pelos mesmos terroristas que deram origem à grande corrente migratória atualmente em trânsito pela Europa (constituídas por comunidades inteiras em fuga) e que agora infiltrados entre as suas vítimas procuram novos territórios. E no meio do rebanho o lobo mal se vê (transformando-nos todos em lobos).

 

As many as 120 dead, 5 attackers 'neutralized,' 6 sites attacked
(Los Angeles Times)

 

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Recordando os dois mais recentes atentados perpetrados por militantes do mesmo grupo terrorista, um provocando mais de 200 mortos nos céus Egito e o outro provocando mais de 50 mortos em território libanês (Beirute). O primeiro como resposta ao início da intervenção aérea da Rússia na guerra da Síria, o segundo pelo apoio de sectores políticos do Líbano a grupos de combatentes sírios mas inimigos. Sendo agora no centro da Europa, bem pertinho da Alemanha e com a Grã-Bretanha à vista.

 

3 Attackers Detonated Suicide Belts in Bataclan Concert Hall Siege
(ABC News)

 

O atentado ter-se-á sentido com maior intensidade em três locais distintos (mas próximos) do centro de Paris: num restaurante (onde as pessoas jantavam usufruindo do início do seu fim-de-semana), numa sala de espetáculos (onde decorria um concerto do grupo californiano Eagles of Death Metal) e nas proximidades de um estádio de futebol (onde se jogava o amistoso França-2 Alemanha-0). E foi na sala de concertos (do Bataclan) que mais gente morreu: a tiro ou à bomba mais de uma centena de vítimas).

 

150+ killed and many injured in a series of terrorist acts
(RT)

 

(imagens: huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 04:03

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