Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

13
Dez 15

Da mesma forma que o Sol levou com um calhau em cima, amanhã seremos nós a levar com uma grande pedrada.
Mas será que nos avisam antes (para fazermos as malas)?

 

Na passada terça-feira as câmaras do Observatório Solar e Heliosférico da NASA (SOHO) registaram as imagens da passagem de mais um cometa na sua trajetória de aproximação ao Sol. Pelas imagens recebidas o cometa ter-se-á desintegrado ao aproximar-se do seu periélio, dado não terem sido registados nenhuns vestígios na sua previsível trajetória de saída.

 

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Cometa na sua trajetória de aproximação ao Sol
(SOHO LASCO C2)

 

Apenas mais um dos tantos calhaus que atravessam constantemente o interior do nosso Sistema Solar e todos deles atraídos pela enorme força exercida pela estrela de referência deste sistema: o Sol. O que para planetas situados mais próximos do Sol, até que se pode tornar muito perigoso.

 

E que desde logo coloca duas questões: Teriam os astrónomos ou outros cientistas conhecimento da aproximação de mais este cometa ao Sol e como consequência à Terra? E se o cometa se tivesse mesmo desintegrado, qual seria a trajetória de possíveis fragmentos desse mesmo cometa? Não excluindo todas as probabilidades até que nos poderiam atingir.

 

(provavelmente este cometa terá sido o resultado da fragmentação de um outro cometa de maior dimensão pertencendo à família KRUETZ e que agora se terá totalmente vaporizado – tipo de cometas conhecidos como SUNGRASERS por passarem tão perto do Sol)

 

(imagem: SOHO/NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:17

Um pequeno pássaro habitual em certas zonas do globo terrestre como as do norte do continente americano: neste caso nos EUA e mais precisamente em Nova Iorque no Prospect Park de Brooklin (dia 2 de Dezembro).

 

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Passerina ciris
(macho)

 

Uma data já pouco comum para a permanência desta ave migratória no estado norte-americano de Nova Iorque, quando se sabe que esta espécie se desloca no Inverno mais para sul à procura de temperaturas mais amenas durante o mês de Setembro.

 

(imagem: Tomasz Kapala/livescience.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:14

11
Dez 15

Esta fotografia foi tirada no passado dia 8 algures na costa Atlântica do México, na companhia de uns bichinhos focinhudos e com uma cauda bastante comprida, deveras curiosos com a presença de um novo contingente de turistas nos seus territórios habitualmente partilhados: e como é habitual nestes casos, com os animais extremamente interessados em comer!

 

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México – Quatis

 

O hotel está cheio desses animais que vem atras de ti a ver se tens comida.
Um deles veio com o nariz até à minha mão.
Mas depois ao ver que não temos comida fogem logo.
Hoje demos um pãozinho aqueles animais (os quatis) e um tentou trepar pela minha perna.
E arranhou-me e não foi pouco.
Ele devia pensar que tava a subir na árvore dele.

 

Frequentadores habituais destas zonas costeiras localizadas no sul do Golfo do México (bem à frente de Cuba) e tal como os nossos cães e os gatos perseguidores constantes de todos aqueles que lhes poderão providenciar serviços básicos de sobrevivência: como a comida e a amizade. Vivendo no seu paraíso entre praias, hotéis e turistas.

 

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Estado de Quintana Roo – Riviera Maia

 

Vimos uns animaizinhos muito fofos e uns pássaros lindos.
E quando fomos dar um mergulho na praia com água quente, vimos peixinhos que nos rodeavam na água e que vinham dar beijinhos.

 

Mas não são só estas belas praias nem os seus simpáticos bichinhos (como os quatis) que atraem a curiosidade de todos aqueles que visitam esta zona do globo terrestre conhecida como a Riviera Maia: também as suas célebres pirâmides da Civilização Maia (oriundas dos tempos pré-hispânicos) e os seus lagos subterrâneos ligados à superfície (os cenotes) nos levam para outras culturas e diferentes visões sobre o mundo.

 

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Grande Cenote – Tulum

 

Nadamos no cenote que é uma espécie de lago (uma piscina natural numa gruta).
E comemos tortilha feito na hora e fizemos uma limpeza espiritual maia.

 

Mas um dos animais mais típicos e resistentes desta zona de desenvolvimento urbano e turístico deste estado mexicano onde se insere a Riviera Maia é sem dúvida a iguana. Não só porque esta espécie se teve que adaptar ao repentino desenvolvimento artificial e humano registado no seu espaço de vida (implicando a invasão do seu território pelo imobiliário e pela indústria turística), como para sua infelicidade e como consequência da invasão de grandes e sucessivos contingentes de humanos, se ter transformado num prato tradicional (como nos estados de Tabasco e de Chiapas situados a oeste de Quintana Roo).

 

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Típica iguana mexicana

 

Ao pequeno-almoço vimos uma iguana pela janela.
E depois fomos lá dizer olá.
Vimos também iguanas com cerca de 5 quilos: os homens que as tinham pegavam nelas como bebés, de tão grandes e pesadas que elas eram.

 

Com os vestígios ainda intactos e bem conservados da existência em tempos antigos da Civilização Maia sempre presentes e rodeando-nos constantemente, como é o caso da pirâmide pré-colombiana de Cobá (construída há mais de mil anos). Num cenário onde a selva desapareceu para melhor acolhimento do curioso viajante e onde os técnicos souberam recuperar e preservar um tesouro histórico agora tornado lucrativo.

 

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A Via Sagrada Maia – Pirâmide de Cobá

 

Vamos ver Cobá e Tulum.
O passeio é amanhã.
Estamos a descansar para ir jantar e depois beber umas tequilas.

 

Uma região atualmente virada para o turismo e para o comércio a ele associado, onde há mais de mil anos surgiu uma civilização social e culturalmente avançada e bem organizada para a época e que deixou para todas as futuras gerações muitos conhecimentos em astronomia, em arquitetura e até no ramo da escrita. Uma Civilização que verdadeiramente acreditava em ciclos temporais (de Vida) e na ocorrência de eventos de tempos-a-tempos (catastróficos).

 

Um continente que nunca pisei (Daniel) mas onde ela já esteve (Daniela).

 

(texto/itálico: D – imagens: D&D)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:23

10
Dez 15

Depois de cinco anos de viagem no espaço e de uma primeira tentativa (falhada) de entrar em órbita do nosso vizinho interior o planeta VÉNUS (a sonda foi lançada em Maio de 2010, tendo o seu encontro sido previsto para Dezembro desse mesmo ano), a sonda interplanetária japonesa AKATSUKI equipada de uma vela solar utilizando a energia fornecida pelas radiações emitidas pelo SOL para se deslocar (IKAROS), atingiu finalmente o seu objetivo: após cinco anos circulando em torno do Sol e espreitando constantemente uma nova oportunidade, a sonda orbitava agora o planeta Vénus.

 

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Planeta Vénus a 72.000km da sonda japonesa Akatsuki
(agora em sua órbita)

 

A 7 de Dezembro de 2015 a sona Akatsuki iniciava então a sua missão de estudo da atmosfera e do clima do planeta Vénus, como o confirmaria pouco tempo depois a agência espacial japonesa (JAXA/ISAS): “As a result of measuring and calculating the Akatsuki’s orbit after its thrust ejection, the orbiter is now flying on the elliptical orbit at the periapsis altitude of about 400 kilometres (250 miles) and apoapsis altitude of about 440,000 kilometres (273,000 miles) from Venus. The orbit period is 13 days and 14 hours. We also found that the orbiter is flying in the same direction as that of Venus’s rotation” (NASA).

 

Esta sonda é atualmente a única em ação nas proximidades deste planeta vizinho (entendendo Vénus e Marte como os nossos vizinhos interiores e exteriores), sendo a sua presença no local considerada fundamental para o estudo e conhecimento do mesmo, em aspetos extremamente importantes para uma melhor compreensão da sua história geológica (atividade vulcânica e fenómenos a ela associados como descargas elétricas), climática (com temperaturas máximas a ultrapassarem os 450⁰C) e atmosférica (com a sua persistente camada de nuvens, fina e bastante tóxica a cobrirem a superfície do planeta).

 

Além da sua influência na Terra.

 

(imagem: JAXA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:26

07
Dez 15

Como se pode constatar não é só em Albufeira que ocorrem grandes inundações. O problema poderá estar nas alterações climáticas, mas o mais certo é que a causa seja só uma: leito de cheia.

 

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Estádio do Carlisle United

 

Enquanto a equipa de futebol do CARLISLE UNITED goleava fora o seu adversário na segunda ronda da Taça de Inglaterra (0-5), na sua cidade natal localizada perto da fronteira com a Escócia mais de 1.000 pessoas tinham que ser evacuadas e outras 60.000 ficavam sem energia elétrica, devido à passagem da tempestade DESMOND.

 

Esta tempestade considerada extremamente perigosa varreu toda a Grã-Bretanha e Irlanda desde o início do último fim-de-semana, sendo acompanhada por ventos bastante fortes e valores recordes de precipitação, acabando por provocar no final grandes inundações e prejuízos elevadíssimos.

 

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Inundações em Carlisle

 

E foi no condado da CÚMBRIA localizado no noroeste da Inglaterra e fazendo fronteira com a Escócia (e com sede na cidade de Carlisle) que se sentiu com maior intensidade e dureza o impacto desta violenta tempestade.

 

Obrigando as autoridades locais a intervirem no terreno imediatamente: socorrendo-se da ajuda de equipas de salvamento do próprio exército e criando em simultâneo vários centros de ajuda e de abrigo para as vítimas das inundações.

 

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Costa da Irlanda

 

Com a atuação por parte das autoridades britânicas a ser muito criticada por parte da generalidade da população afetada, não só por alguma paralisia e ineficácia inicial na prestação de auxílio urgente às populações em risco, como pela pouca enfase dada pela informação meteorológica e não só (o interesse dos media por essa altura deviam ser outros) à tempestade que aí vinha.

 

Apesar de toda a inconsciência dos jovens (impulsionados pela velocidade do seu quotidiano, consumindo ou sendo consumidos) – que ignorando os limites reais (do cenário para eles montado) nem sequer pensam no espaço abstrato (de tempo destinado).

 

(imagens: dailymail.co.uk e independent.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:40

05
Dez 15

Planeta

Marte é um dos oito planetas principais pertencentes ao nosso Sistema Solar, formado há cerca de 4,5 biliões de anos em torno de uma estrela de referência o Sol, na sequência de algum tipo de Evento excecional ocorrido há mais de 12 biliões de anos. (que alguns denominam como o Big Bang).

 

Conjuntamente com o planeta Vénus situado a mais de 100 milhões de km do Sol, o planeta Marte situado a mais do dobro dessa distância e localizado numa órbita agora exterior à da Terra (a pouco mais de 50 milhões de km de nós no seu ponto de maior aproximação), pode ser considerado no conjunto desses dois nossos vizinhos o mais promissor entre eles.

 

Após o abandono inexplicável da Lua e dos voos tripulados, restou-nos a procura da vida tal como apareceu há milhões de anos, noutros tempos e noutros mundos mas com semelhanças terrestres: e aí apareceu Marte como um reflexo da Terra – sendo nós o seu passado e eles o nosso futuro. Mas…e se fosse ao contrário?

 

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Superfície do planeta Marte
(MRO – HiRISE)

 

Transverse aeolian ridges -- or TAR -- are mysterious, wind-blown features that are intermediate in size between ripples and much larger sand dunes.

 

Ripples form from hopping sand grains, and dunes form from sand grains being blown over longer distances. One hypothesis for TAR formation is that larger grains like pebbles are rolled on top of smaller ripples; then, finer dust settles into the cracks, "inflating" the pebbles, making the TAR larger than typical ripples.

 

Looking between the TAR, one sees a network of ancient, beaten-up channels that were carved by water, lava, or both.

 

This whole area is located in Solis Planum, an interesting, tectonic terrain south of Noctis Labrynthus which generally slopes toward the south.

 

Cometa

Nas grandes tragédias pensadas pela Humanidade como possíveis de ocorrer, a morte pelo poder exercido pela Água assim como pelo Fogo, teve sempre nestes dois personagens (básicos da Vida) os seus principais figurantes: como atores principais dum Evento Apocalíptico. E se pensarmos mesmo bem em questões de prioridade, os cometas estarão sempre onde houver água e fogo.

 

No caso do Sistema Solar muitas serão as origens. Rochas de maiores ou menores dimensões percorrendo a grande velocidade todo o nosso sistema, muitos deles oriundos da Cintura de Asteroides, da Cintura de Kuiper ou ainda da distante Nuvem de Oort: como serão o caso dos asteroides, dos cometas de período curto e dos cometas de período longo. Todos eles de maior ou menor dimensão, constituição ou densidade, podendo passar em qualquer das coordenadas interiores ao nosso conjunto planetário e como tal, cumprir normalmente a sua trajetória sem grandes incidentes ou então terminando-o abruptamente com um impacto.

 

Até hoje e que saibamos sem termos conhecimento de eventos notórios e catastróficos dessa ordem (grandes impactos de grandes calhaus) que tenham acarretado grandes repercussões (negativas) no ecossistema terrestre e na sobrevivência do Homem. Exceto a História do Calhau dos Dinossauros (mas aí o problema foi deles) e do incidente de Tunguska (talvez um aviso mas agora para nós).

 

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Cometa Christensen
(Telescópio NEOWISE)

 

An infrared view from NASA's NEOWISE mission of the Oort cloud comet C/2006 W3 (Christensen). The spacecraft observed this comet on April 20th, 2010 as it traveled through the constellation Sagittarius. Comet Christensen was nearly 370 million miles (600 million kilometers) from Earth at the time.

 

The image is half of a degree of the sky on each side. Infrared light with wavelengths of 3.4, 12 and 22 micron channels are mapped to blue, green, and red, respectively. The signal at these wavelengths is dominated primarily by the comet's dust thermal emission, giving it a golden hue.

 

The WISE spacecraft was put into hibernation in 2011 upon completing its goal of surveying the entire sky in infrared light. WISE cataloged three quarters of a billion objects, including asteroids, stars and galaxies. In August 2013, NASA decided to reinstate the spacecraft on a mission to find and characterize more asteroids.

 

(texto/itálico e imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:32

03
Dez 15

Nesta imagem colocada ontem no twitter pelo astronauta norte-americano SCOTT KELLY atualmente residindo a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS), é bem visível um retrato noturno de toda a superfície de PORTUGAL continental (e parte de Espanha), mais bem iluminado em todo o seu litoral ocidental (especialmente nas zonas em torno do Porto e de Lisboa) assim como na costa do Algarve (incluindo logicamente ALBUFEIRA).

 

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Portugal visto a partir da ISS

 

Como se pode verificar pela iluminação observada a partir da ISS o nosso país encontra-se dividido em quatro regiões distintas, quanto ao consumo de energia elétrica durante o período noturno: todo o litoral a norte do Tejo (a região com maior consumo com o Porto e Lisboa à cabeça), toda a costa do Algarve (com um consumo também elevado), o interior a norte do Tejo (com um consumo mais disperso e menor) e finalmente o Alentejo (onde o consumo é o mais baixo).

 

Num cenário que só vem confirmar mais uma vez as grandes diferenças existentes entre regiões de um tão pequeno país.

 

(imagem: Scott Kelly)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:05

02
Dez 15

“University of Bristol researcher Patricia Sanchez-Baracaldo has identified the catalyst that allowed the evolution of complex life on Earth. Up to 800 million years ago, oceans had almost no oxygen at all, but it was the work of microorganisms, called phytoplankton, which were capable of performing photosynthesis and therefore made oxygen production possible.”
(Egert Indres – The Watchers)

 

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Tendo tomado conhecimento durante a nossa juventude escolar da existência da Tabela Periódica, ficamos a saber a partir daí que o nosso planeta era constituído por vários elementos químicos com números e massas atómicas diferentes: o primeiro indicando o número de protões de cada elemento e o segundo a massa do seu núcleo central (protões+neutrões). Essas unidades básicas começaram então a interligar-se e na nossa cabeça e pensamento a formar o nosso mundo: víamos agora o átomo como a mais pequena porção de matéria, curiosamente desconfiando já que não ficaríamos por aí. Se o Universo se estendia para além da Terra até às profundezas desconhecidas do espaço considerado infinito (infinitamente grande), porque não aceitar desde logo que a mais pequena e elementar porção de matéria conhecida, poderia por sua vez ser indefinidamente decomposta (infinitamente pequena)? Como aconteceu com a descoberta dos quarks. E para já não falarmos das propriedades da antimatéria.

 

Entretanto e até aos nossos dias mais de cem destas unidades básicas foram descobertas, desde os metais (como o precioso ouro) até aos não metais (como o ainda mais precioso oxigénio). Unidades que combinando-se entre elas das mais variadas formas, deram origem a uma enorme quantidade de diferentes substâncias que mais tarde e tendo origem nalgum evento extremamente significativo (natural ou intrusivo), deram origem aos mecanismos necessários para o aparecimento de vida: um organismo primitivo capaz de sobreviver e de se reproduzir debaixo das condições existentes nos primórdios do aparecimento da vida sobre o planeta Terra – em condições ambientais Extrema e segundo os cientistas com reduzida presença de Oxigénio na atmosfera. Um minúsculo ser vivo então introduzido nesse ecossistema (também vivo por introduzir matéria e energia) e que foi capaz de criar vida e até de produzir (mesmo que indiretamente) as nossas futuras reservas de oxigénio.

 

Os Fitoplânctons.

 

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Phytoplanktons covering two thirds of our planet, set the stage to create transformation by producing large amounts of oxygen, made possible to create the life we know today. Oceans fully oxygenated at around up to 800 million years ago, when atmospheric oxygen reached today's concentrations. Photosynthesis, which is mass oxygen production requiring energy from the Sun, carbon dioxide and water, had itself evolved already on the planet about 2.7 billion years ago, has raised questions for the scientists, why it took almost 2 billion years to reach modern concentrations of oxygen.

 

Nevertheless, it has been long known that cyanobacteria were the first microorganisms able to produce oxygen, which made possible evolution of animals and creation of Earth System, what we know today.

 

Sanchez-Baracaldo, Royal Society Research Fellow, from the School of Geographical Sciences at the University of Bristol, whose research was published in Scientific Reports used genomic data to trace back the origin and revealed the various different types of marine planktonic form evolved relatively late, around 800 to 500 million years ago, possibly arising from freshwater and/or marine benthic ancestors.

 

However, cyanobacteria dominated only terrestrial and coastal environments early on, having low impact on nutrient cycles. After, when bacteria colonized properly the oceans, became planet-altering event possible.

 

Dr Sanchez-Baracaldo said: "The results of this large-scale phylogenomic study imply that, early on, terrestrial cyanobacteria capable of building microbial mats dominated the ecology of the Early Earth."

 

"Rather surprisingly, marine planktonic cyanobacteria are relatively young, only evolving just prior to the origin of complex life - animals. By producing oxygen in vast quantities, these cyanobacteria enabled the development of complex life in our oceans. These biological events are linked - they help explain why it took so long for complex life to evolve on our planet. Cyanobacteria needed to colonize the oceans first."

 

"This study shows that several factors contributed to the delay of the oxygenation of the Earth's oceans. Firstly, cyanobacteria evolved in freshwater habitats and not in marine habitats as previously thought, and, second marine productivity had a huge boost when cyanobacteria were finally able to colonize marine habitats, this allowed for the production of oxygen and carbon burial at unprecedented levels."

 

"The genomic revolution has hugely improved our understanding of the tree of life of cyanobacteria. Without cyanobacteria, complex life on our planet as we know it simply would not have happened," said Dr. Sanchez-Baracaldo.

 

(O estudo sobre a Origem das Cianobactérias Planctónicas Marinhas encontra-se em nature.com/articles/srep17418)

 

(texto/itálico: Egert Indres – imagens: The Watchers e Guardian Liberty Voice)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:45

01
Dez 15

No dia 1 de Novembro de 2015 o campo invadiu a cidade de Albufeira

 

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Rua do Túnel

 

No dia 1 de Dezembro de 2015 estava um dia de céu azul com algumas nuvens na cidade de Albufeira. Uma terça-feira com temperaturas apesar de tudo moderadas (para a estação do ano que atravessamos), com Sol mas sobretudo sem chuva e fazendo-nos recordar os acontecimentos ocorridos há um mês atrás na parte velha da cidade: antes mergulhada debaixo de um lençol de água, de lama e de destruição, hoje já com a sua face mais limpa, risonha e atrativa.

 

E com a baixa da cidade a recuperar da inundação, com alguns negócios a começarem a abrir, todo o comércio local se prepara para a chegada do Natal e do dia da Passagem de Ano: graças ao trabalho de centenas de voluntários trabalhando de graça pela alma da sua terra (do seu país), ajudando-se a si próprio e ajudando os outros. Só é pena serem sempre os mais desprotegidos a serem logo chamados para graciosamente colaborar, sendo convocados na hora por muitos daqueles que por eles nada fizeram (ou até deles se esqueceram) a não ser servir-se, usar e como muitos fazem aos restantes animais deitar fora.

 

Por outro lado um dia mais frio e mais triste se nos lembrarmos de todos aqueles que por esta altura não tem emprego ou qualquer outro tipo de rendimento (todos trabalhando quase em exclusivo para a hotelaria e restauração), correndo desesperados à procura de um mínimo de apoio e de solução para as suas vidas verdadeiramente alienadas (muitos desses apoios negados pelo seu próprio estado – IEFP e SS) e para a qual não vêm qualquer perspetiva de sobrevivência ou de esperança no presente (quanto mais no futuro).

 

Ficando a aguardar o que de mais aconteça até à chegada de 2016: aqui e no mundo.

 

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Edifício do INATEL

 

Uma região do país onde o clima torna o nosso quotidiano mais agradável, embelezada pela sua costa litoral recortada por um mar azul calmo e horizontal e decorada no seu interior por uma serra seca e cheia de pedra mas muito rica em iguarias vegetais. Mas que no entanto nada oferece a não ser praias, bares e discotecas. E com um interior velho e deixado ao abandono (existindo sempre exceções como os grandes empreendimentos – alguns agrícolas mas esmagadoramente no imobiliário). Afetando entre outros sectores o relacionado com a Educação: com a esmagadora maioria dos jovens a serem formatados para os empregos (únicos) da região e posteriormente a serem atirados (sem alternativa) para a hotelaria e restauração. Com todas as outras áreas extintas (ou para lá caminhando) até a da manutenção (daquilo que já existe e que como toda a gente sabe se degrada): onde estão os pescadores, os canalizadores, os eletricistas, os pedreiros, os carpinteiros, os agricultores, os mecânicos e todos os outros contingentes de especialistas intermédios, que ainda não deixaram o mundo e a nossa civilização cair? Onde até uma ribeira deu cabo de Albufeira contrariando a teoria e desrespeitando os eruditos (dando razão à prática dos leigos e ao seu conhecimento experimental).

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:56
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