Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

06
Jan 16

Os investidores não querem compreender que chegou a sua vez (como credores): é que o tempo da caridade está quase-quase a acabar (por parte dos contribuintes).

 

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Carlos Costa – O sucessor de Vítor Constâncio como 17.º Governador do Banco de Portugal
(nomeado em 2010/com José Sócrates PM e reconduzido em 2015/com Passos Coelho PM)

 

Investidores furiosos com Portugal
BdP acusado de “conspiração”
(alexandre.batista@economico.pt)

 

Pelos vistos os investidores internacionais atuando no nosso país foram apanhados desprevenidos pela decisão do Banco de Portugal (relativamente às últimas decisões tomadas pelos responsáveis do Novo Banco ex-BES). Tendo por tal motivo ficado deveras indignados ao constatarem que os seus interesses também iriam ser bastante afetados (como é o caso da dívida sénior).

 

“Alguns dos nossos clientes estão furiosos perante a situação em Portugal”
“Acusam os reguladores de conspiração, de tentativa deliberada de castigar os investidores institucionais e inclusive de manipulação de mercado”
(Bill Blian/Mint Partners – alexandre.batista@economico.pt)

 

Tudo isto porque o Banco de Portugal resolvendo distribuir de uma forma mais aceitável todos os males por todas as aldeias (pequenas e grandes, pobres e ricas) decidiu que no caso do Novo Banco/ex-BES todos os intervenientes deveriam ser chamados a contribuir segundo as suas possibilidades: não sobrecarregando os contribuintes com mais com mais uma dívida privada, só para salvar da falência uma mão cheia de incompetentes. Num total de 2.000 milhões (de euros) de obrigações seniores (recordando que muitas delas caíram quase 90% podendo os seus investidores perder mesmo tudo).

 

“É absolutamente extraordinário”
“Acho que há suficiente dinheiro envolvido e é tão inusual que vai haver aqui alguma disputa legal”
(Mark Holman/24 Asset Management/ alexandre.batista@economico.pt)

 

“Isto vai abrir uma lata de vermes de litigação”
“Ser colocado no banco mau significa uma percentagem de recuperação de um dígito”
(investidor anónimo/ alexandre.batista@economico.pt)

 

O que nos deixa a pensar se esta operação (transferindo obrigações de um banco para outro para assim capitalizar um desses bancos depenando os investidores) não trará ainda mais problemas. Uma coisa é certa: este cenário já era mais do que conhecido e previsível há vários meses atrás, pelo que suspeito que o governo anterior (se tivesse sido de novo empossado) já estaria certamente a preparar (como sempre o fez) mais um ataque aos contribuintes.

 

(texto/negrito: ECONOMICO – imagem: DN)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:59

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