Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Jan 16

Galaxy Cluster IDCS J1426
(distância: 10 biliões anos-luz)

 

Na extensa ausência de cor que é a vasta imensidão do espaço – no entanto sempre cheio de energia (e de movimento) e preenchido de matéria (mesmo que no seu estado neutro) – surge sempre um farol que nos diz que ali não há limite: como o maciço aglomerado de galáxias IDCS J1426 localizado a uns incomensuráveis 10 biliões de anos-luz da Terra (cerca de 10 triliões de quilómetros). Uma imagem obtida através da conjugação de esforços do Observatório de Raios-X Chandra, do telescópio espacial Hubble e do telescópio espacial Spitzer, muito importante para o estudo e compreensão destas imensas estruturas formadas no início do Universo (em mundos cheios de estrelas).

 

PIA20063_fig1.jpg

Galaxy Cluster IDCS J1426
(PIA20063)

 

IDCS J1426 um imenso mar de matéria e de energia ainda palpável por visível (recorrendo a instrumentos de observação auxiliares) apesar da sua longa idade (estima-se que a idade do Universo ande entre 13/14 biliões de anos) contendo no seu interior (tão maciço como 500 triliões de sóis) com imensos aglomerados de estrelas (muitas delas ainda jovens): e cuja luz-própria que hoje nos chega e ao planeta foi emitida quando o Universo ainda só tinha 3,8 biliões de anos – ou seja há 10 biliões de anos (a Terra tem cerca de 4,5 biliões de anos). Um aglomerado de estrelas constituído em 90% por matéria-negra, essa misteriosa substância que (com a matéria) preenche o Universo. E de cuja imagem usufruímos numa micro fração de segundos (se quisermos comparar o Homem com o todo do Universo).

 

Star Eta Carinae
(distância: 7500 anos-luz)

 

No caso de Star Eta Carinae não estamos perante outro aglomerado de galáxias mas de uma única estrela. No entanto tratando-se de uma estrela muito especial, enorme (estimativas afirmam que o seu raio poderá andar num máximo de 0,9UA uma brutalidade se comparada com o Sol), com cerca de 90X a massa do Sol e apenas 5 milhões de vezes mais brilhante do que ele. Fazendo parte de um sistema binário (Eta Carinae) e sendo acompanhada por uma estrela irmã (de menor dimensão).

 

PIA20294.jpg

Star Eta Carinae
(PIA20294)

 

Uma estrela que quando foi descoberta (1667) tinha uma magnitude de -4 (tendo como referência de escala a estrela Vega de magnitude zero), mas que no entanto e à medida que os anos iam passando foi mudando a intensidade do seu brilho: como terá acontecido 66 anos depois da sua descoberta, com uma grande erupção a registar-se em Eta Carinae tornando a estrela e todo o espaço que a envolvia muito mais luminoso e brilhante (e com a intensidade a continuar a variar de tempos a tempos). Considerada devido a este facto como uma estrela variável de alta luminosidade e que tal como todas as estrelas de grandes dimensões (gastam muito combustível devido à alta luminosidade) se esgotará rapidamente talvez explodindo finalmente em mais uma Supernova. Mas que para já nos presenteia com mais uma imagem enviada pelo telescópio espacial Hubble.

 

(dados: NASA – imagem: photojournal.jpl.nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:21

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