Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

05
Mar 16

Existirá algum tipo de relação evolutiva entre Vénus, Terra e Marte? E qual a relação destes planetas com a multidão de corpos celestes habitando a Cintura de Asteroides? Nesta mesa de bilhar (aberta) que é o nosso Sistema Solar, alguma bola poderá ter vindo não daqui mas de outro lado qualquer – do exterior nesse caso sendo ALIENA (como os mexicanos para os norte-americanos).

 

Se pegarmos numa fita métrica (mas em KM ou UA) e medirmos a distância do Sol à Terra e aos seus dois planetas vizinhos (Vénus e Marte) veremos que as distâncias são as seguintes (já agora incluindo a Cintura de Asteroides e o planeta Júpiter):

 

Corpos
Celestes
Distância média ao Sol
(milhões km)
Distância média ao Sol
(UA)
Vénus 108 0.7
Terra 150 1
Marte 230 1.5
Cintura Asteroides 300-600 2/4
Júpiter 780 5.2

 

Ou seja, para além do nosso satélite natural (a Lua) orbitando a menos de 0,4 milhões de km da Terra, os dois planetas (principais) situados mais perto de nós são (com Mercúrio, Vénus, Terra e Marte a constituírem os 4 Planetas Interiores à Cintura de Asteroides):

 

Planeta
Principal
Distância aproximada à Terra
(milhões km)
Distância aproximada à Terra
(UA)
Vénus 42 0.3
Marte 80 0.5

 

Com Vénus a ser o planeta mais próximo da Terra (e do Sol) – 100X a Viagem Terra/Lua – e com Marte ao dobro da sua distância (mas sendo de todos o mais afastado do Sol). E no entanto com Marte cheio de sondas (em órbita ou à superfície) e com Vénus reduzido a zero.

 

Planeta Unidades Vénus Marte
Diâmetro Km 12104 6787
Revolução Anos 0.62 1.88
Atmosfera Composição (%) CO₂ (96) CO₂ (95)
Densidade atmosférica Kg/m³ 65 0.0155
Gravidade m/s² 8.97 3.0
Temperatura ◦C +462 -60
Poeiras Vestígios Traços Significativo
Ventos Intensidade Fracos Fortes

 

Talvez pela temperatura que conjuntamente com a sua densidade atmosférica acabaram por destruir em poucos minutos todas as sondas soviéticas VENERA, esmagadas pela pressão de Vénus (90X a da Terra) e pelas temperaturas elevadíssimas à sua superfície (perto dos 500⁰C).

 

Sonda Venera Data em que atingiu superfície de Vénus Minutos de sobrevivência à sua superfície Observações
3

16.11.65

(lançamento)

0 1º Sonda fabricada pelo Homem a atingir outro planeta, tendo no entanto perdido comunicação à entrada na atmosfera, caindo na superfície.
4 18.10.67 0 1.ª Sonda a entrar na atmosfera e a retransmitir dados, caindo na superfície.
7 16.12.70 23 1ª Sonda a atingir a superfície com sucesso e a transmitir.
9 22.10.75 53 Enviou as primeiras imagens p/b para a Terra.
13 01.03.82 - Enviou as primeiras imagens cores para a Terra.
15/16 10.10.83 - Últimas sondas – orbitais – do Programa Venera.

(dados: wikipedia.org)

 

No caso do planeta Marte com uma temperatura média muito mais aceitável (entre mínimas e máximas) e sem a sobrecarga daquela atmosfera esmagadora e infernal cobrindo a superfície de Vénus – em Marte não sendo um problema pela quase não existência de atmosfera.

 

Mas Vénus é desde há milhares de anos uma referência para a História do Homem, talvez pelo seu brilho talvez pelo seu mistério: um contraponto a um Marte velho e perdido no tempo, apresentando-se (no caso de Vénus) na sua violência e extremos como um planeta com uma superfície jovem, ativa e viva.

 

Venus_montage.jpg

Vénus
(EUA – Missão Magellan – 1989/1994)

 

Um corpo celeste dos mais brilhantes a aparecer nos céus noturnos da Terra, observado desde tempos bastante antigos por diversas civilizações e culturas em princípio indígenas (muitas delas já extintas e esquecidas) e que por direito próprio adquirido pela sua presença quotidiana entre nós (existem registos com cerca de 4000 anos), conseguiram alcançar um importante lugar na nossa cultura e conhecimento humano:

 

- Como deusa do Amor (desejo e fertilidade) ou até como uma remanescência de uma civilização que teria existido em Vénus há muitos e muitos milhões de anos atrás (mesmo antes de existir algo de significativo na Terra).

 

venussurface-580x240.jpg

Vénus
(URSS – Missão Venera 13 – 1981)

 

O planeta do Sistema Solar situado mais perto da Terra (o que é bom) e o segundo mais perto do Sol (o que é mau). Com uma superfície ainda jovem (por esse motivo apresentando um número ainda reduzido de crateras de impacto se comparado com outros planetas) e aparentemente viva geologicamente e em contínua evolução (apesar do mistério da existência de poucos vestígios de correntes de lava), mas por outro lado apresentando para o Homem (ou outro tipo qualquer de ser vivo associado ao nosso planeta) um ambiente só possível de comparar à imagem que nós temos do Inferno: um forno fechado sob uma pressão esmagadora.

 

Mas que mesmo assim ainda nos poderá oferecer destinos de ocupação, seguros e protegidos como se estivéssemos em casa (na Terra). E tornada impraticável a presença de humanos e dos seus artefactos à sua superfície (pelo menos para já e pondo de lado a alternativa subterrânea – ainda mais impraticável e dispendiosa) porque não tentar a sua atmosfera e aí instalar uma colónia? Segundo os cientistas a cerca de 50km de altitude a temperatura e a pressão em Vénus são muito parecidas às registadas na Terra, o que possibilitaria a instalação em órbita de Vénus e em zonas mais protegidas das perigosas radiações solares, das chamadas “Cidades Flutuantes” no fundo simples balões aproveitando os movimentos dos gases ascendentes e descendentes do planeta. Só teriam que resolver o problema da presença na atmosfera do ácido sulfúrico! Entretanto a NASA acha que poderá arranjar solução mas voo só lá para o ano de 2023.

 

Zephyr-1-580x435.jpg

Vénus – Ilustração
(EUA – Rover Zephyr – 2023)

 

Venus
50 Years Since Our First Trip and We’re Going Back
(Evan Gough/universetoday.com/02.3.2016)

 

The Venus Landsail—called Zephyr—could be the first craft to survive the hostile environment on Venus. If approved, it would launch in 2023, and spend 50 days on the surface of Venus. But to do so, it has to meet several challenges.

 

NASA thinks they have the electronics that can withstand the heat, pressure, and corrosive atmosphere of Venus. Their development of sensors that can function inside jet engines proves this, and is the kind of breakthrough that really helps to advance space exploration. They also have solar cells that should function on the surface of Venus.

 

But the thick cloud cover will prevent the Zephyr’s solar cells from generating much electricity; certainly not enough for mobility. They needed another solution for traversing the surface of Venus: the land sail.

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:48

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