Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

06
Dez 16

Destructive tornado hits Palos de la Frontera, Spain

(01.12.2016 – watchers.news)

 

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Tornado de 5 de Novembro de 2016 em Arcos de La Frontera

(Espanha – Andaluzia – Cádis)

 

Recordando a localização do ALGARVE numa nova região propícia ao aparecimento de fenómenos meteorológicos como são os TORNADOS e as TROMBAS de ÁGUA (veja-se o exemplo recente do Tornado que afetou os concelhos de Lagoa e Silves em 16 de Novembro de 2012 com ventos ciclónicos a tingirem velocidades de quase 300Km/h), temos agora o caso ocorrido em HUELVA no passado dia 1 de Dezembro (quinta-feira) com um tornado a cair sobre a localidade de PALOS DE LA FRONTERA e a afetar estradas, edifícios e terrenos agrícolas (fazendo recordar um outro ocorrido há menos de um mês – 5 de Novembro – em CÁDIS afetando a localidade de ARCOS DE LA FRONTERA). Neste último caso tal como no referido à província de Cádis (Espanha) com os tornados a provocarem DANOS MATERIAIS ELEVADOS (algumas sendo zonas de estufas) mas sem vítimas provocadas.

 

Daí a importante informação que nos é fornecida por LA LÍNEA METEO (wixsite.com) tendo como dúvida essencial (para possível esclarecimento de interessados) o tema de relevância regional (Andaluzia e Algarve) inserido na seguinte questão:

 

Será o Vale do Guadalquivir um Beco de Tornados?

 

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Mapa de Tornados registados desde 2005

(no Golfo de Cádis e no Vale do Guadalquivir)

 

Viendo este mapa de SINOBAS (sistema de notificación de observaciones altomosféricas singulares) de la AEMET, podemos comprobar que 2/3 de los tornados y tubas que han ocurrido en Andalucía desde el 2005 hasta la actualidad han tenido lugar en el entorno del Golfo de Cádiz y el Valle del Guadalquivir. Por tanto, cabe preguntarse si nuestra zona podría ser un callejón de tornados (término que se usa en EEUU para designar al conjunto de estados donde son frecuentes estos fenómenos). Para ello recurrimos al trabajo elaborado y publicado por AEMET en 2015 titulado Climatología de tornados en España peninsular y Baleares.

 

En España son relativamente frecuentes los tornados invernales, particularmente en la vertiente Atlántica, y sobre todo cerca del litoral del Golfo de Cádiz, Estrecho y, en menor medida, Galicia. En otras zonas del mundo con características climáticas similares, como California o el sur de Australia, se da la misma circunstancia.

 

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Imagem gráfica do fenómeno aqui descrito

(da formação de Tornados no Sul de Espanha – e áreas adjacentes como o Algarve)

 

Las situaciones sinópticas en que se producen tornados suelen estar asociadas a profundas borrascas Atlánticas que pueden tener reflejo en todos los niveles de la troposfera. Estas estructuras sinópticas proporcionan condiciones favorables para la ocurrencia de tornados. En ocasiones producen condiciones de inestabilidad débil y valores destacables de cizalladura, condiciones similares, por ejemplo, a las que provocan tornados en bandas exteriores de ciclones tropicales. A veces las condiciones de cizalladura y flotabilidad conducen a la aparición de sistemas convectivos cuasilineales capaces también de generar tornados. Otras veces, el aire frío en altura produce grandes diferencias térmicas entre la superficie (particularmente la marina) y niveles medios de la troposfera, lo que unido a la presencia de líneas de convergencia o simplemente la existencia de una fuerte vorticidad cerca del centro de la baja en superficie, favorece la formación de trombas marinas y tornados terrestres (en este caso similares a los landspouts de EEUU).

 

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Risco de tornados em Espanha

(de categoria 1/Azul/baixo até à categoria 5/ Vermelho/moderado)

 

Entre los meses de noviembre y febrero, el chorro polar desciende de latitud, siendo frecuente que discurra por el sur de la Península Ibérica, acompañado en niveles bajos por borrascas más o menos profundas y en niveles medios por bolsas de aire relativamente frío. Este aire frío de niveles medios de la troposfera se superpone a un mar relativamente cálido durante todo el invierno, sobre todo en el Golfo de Cádiz. Es relativamente frecuente además que estas borrascas Atlánticas induzcan la formación de un chorro del suroeste en niveles bajos, cálido y húmedo, procedente en ocasiones de latitudes tropicales o subtropicales, y que en todo caso advecta una capa de aire marítimo, más cálida, hacia el interior del suroeste de la Península, aumentando la inestabilidad en niveles bajos. Con estas situaciones es frecuente que la convección esté presente en el oeste peninsular aún en la estación fría, y que incluso el máximo mensual de días de tormenta en capitales como Cádiz o Huelva se localice en los meses de diciembre y enero. Esta convección suele producirse además en entornos de muy elevada cizalladura, debido a la presencia del chorro en niveles altos. Incluso en niveles bajos, la advección cálida de procedencia marítima en la parte delantera de las vaguadas favorece el giro de los vientos (“veering”), a componente sur e incluso en ocasiones sureste, aumentando de ese modo la cizalladura en niveles bajos y alcanzándose muy destacables valores de helicidad.

 

En definitiva, las situaciones Atlánticas son responsables de gran parte de los tornados de estación fría en España, cuya máxima ocurrencia se da en Galicia, Extremadura y Andalucía (sobre todo en el litoral y Valle del Guadalquivir).

 

[Fuente: Riesco Martín J. y colabos. (2015). Climatología de tornados en España peninsular y Baleares. Ministerio de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente. Agencia Estatal de Meteorología. Madrid.]

 

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Tornado de 1 de Dezembro de 2016 em Palos de La Frontera

(Espanha – Andaluzia – Huelva)

 

Numa colaboração preciosa vinda de Espanha (para pelo menos conhecermos melhor este fenómeno atmosférico) no sentido de nos prevenirmos e desse modo estarmos preparados para qualquer eventualidade deste tipo – o que pelos vistos não é tão praticado em Portugal talvez pelo trabalho talvez pelo custo (numa estratégia tipicamente portuguesa de constante remediação). Mas nunca por falta de candidatos (que querem trabalhar) apenas por defeito de candidaturas (dado não as quererem pagar).

 

 (imagens: wixsite.com e watchers.news/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:25

Um grande calhau resultado da sobreposição de camadas de material bem diferenciado (muito semelhante a um agregado de desperdícios oriundos de um local de construção), apresentando uma forma particular e familiar fazendo-nos lembrar uma sandwich (talvez de queijo). Numa imagem do planeta Marte que em sentido figurado (podendo de uma forma ou de outra ter alguma ligação com a realidade histórica e cronológica do planeta) poderíamos catalogar como um grande porta-aviões, flutuando estaticamente (talvez por estar morto ou suspenso) sobre um vasto oceano de areia.

 

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Marte – Curiosity Rover – Sol 1537

(02.12.2016)

 

Comprimida e calcinada por biliões de anos de eventos cósmicos, incluindo impactos (visíveis na sua superfície), radioatividade elevada (devido à inexistência de atmosfera) e outros acontecimentos desconhecidos e extraordinários (podendo até ter origem na Cintura de Asteroides), toda a geologia marciana observando meramente a sua camada superficial a uma distância de várias dezenas de milhões de quilómetros (obviamente da Terra), é praticamente a demonstração de que o que aí aconteceu poderá mesmo representar um outro tempo cronológico (do mesmo modelo) mas sendo projetado na Terra.

 

Um dos oito planetas do Sistema Solar localizado a mais de 200.000Km do Sol numa região do Espaço situada entre a órbita do nosso planeta e a órbita do que seria o 5º planeta do sistema (onde hoje se localiza a Cintura de Asteroides), que num passado bastante remoto teria parte da sua superfície coberta por um oceano líquido (possivelmente de água mas numa extensão menor que na Terra), possuiria atmosfera (que cumpriria uma das suas funções mais importantes que seria a de proteger o planeta), até podendo ter apresentado sinais de vida mesmo que primitiva no seu período mais ativo.

 

Aqui com as câmaras da sonda Curiosity a presentear-nos com mais um registo deste Mundo Alienígena, hoje um planeta árido e desértico, sem água nem atmosfera e sem qualquer tipo de previsão de futuro (em que algo de vivo possa surgir ou mesmo reaparecer) e em que as únicas imagens que nos chegam nos refletem um corpo morto, movimentando-se entre outros corpos e em muitos dos casos fazendo-nos recordar mesmo que inconscientemente (talvez porque faça parte do nosso Imaginário uma parte da nossa Realidade) cenários terrestres extremamente familiares (nas praias e nos areais do litoral).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 08:35

“A maioria do que vem à rede é peixe – e o peixe é um fenómeno natural”

 

Até prova em contrário todos os fenómenos a que assistimos (por mais incompreensíveis que sejam para nós) terão sempre uma explicação lógica e natural (tal como sempre nos ensinaram).

 

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País de Gales

Uma Nuvem de denso nevoeiro que uns dizem em forma de UFO

 

A Natureza tem destas coisas: aproveitando o estado de alerta meteorológico lançado pelas autoridades para todo o Reino Unido – dadas as correntes de ar frio que têm atravessado o país, atirando as temperaturas para os 4⁰C abaixo de zero – a mesma Natureza decidiu presentear algumas testemunhas residentes no norte do País de Gales, oferecendo-lhes de uma forma inesperada e surpreendente um “fenómeno inacreditável e parecendo formar sobre o solo uma cúpula perfeita”.

 

Num registo de 2 de Novembro de 2016, fotografado perto da localidade de Tremeirchion (País de Gales) e tendo como testemunha uma moradora local Hannah Blandford. Tal como ela tão bem descreve, com um objeto em forma de cúpula como que assente sobre o solo e passados alguns minutos com a sua forma e contornos a desvanecerem-se até desaparecerem.

 

Para um leigo como eu e dadas as condições climatéricas adversas que se passavam na altura um pouco por todo o Reino Unido como naturalmente por aquela localidade, não passando de uma nuvem de baixa altitude tocando o solo e com a forma de uma semiesfera.

 

(imagem: daillymail.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 08:32
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Earth is a powerful and at times violent planet.

 

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National Oceanic and Atmospheric Administration’s

Pacific Tsunami Warning Center

Earthquake as it occurred from Jan. 1, 2001, through Dec. 31, 2015

 

Para aqueles que acreditam que é o Homem que transforma o planeta, tal acontece porque a nossa espécie (dada a sua visão homocêntrica) ao considerar-se superior a tudo o que complementaria a Natureza do seu Mundo (animal, vegetal e mineral), ainda não interiorizou que tal pensamento (estritamente ideológico e manipulativo) não representa a Realidade (pelo menos do que ocorre em todo o planeta) mas a projeção de um desejo seu (do Homem) há muito perdido no (nosso) Imaginário e entretanto esmagado no Tempo (esse bem tão indefinido como fulcral e precioso). Com o Tempo a toldar a visão e impedindo-nos de ver (o todo).

 

Sendo o Homem apenas mais uma das muitas formas podendo ser observado evoluindo sobre a superfície do planeta Terra, inserido num tecido mais vasto e em constante transformação (que a envolve e protege), em que o mesmo (o Homem) é apenas mais uma peça de uma engrenagem complexa (Infinita) e com objetivos obviamente coletivos. E com a Terra (como célula e organismo vivo) a ser o laboratório de mais uma experiência evolutiva, no seu conjunto formando o Ovo (aglutinador de todos os constituintes) no meio de um grande Aviário: local onde o protagonista não é nenhuma unidade (como a gema e como a clara) mas todo o conjunto de fatos (ações/reações) que estes projetam no cenário.

 

Implantado num território por muitos visto como o Paraíso (compaixão maternal da espécie nativa), localizado num Sistema deveras pequeno e primitivo (como qualquer ponto colocado perante o seu próprio conjunto), passagem acidental de objetos e mistérios (rodeando e atravessando um caminho de âmbito local) e que no entanto apesar dos múltiplos motivos associados a estas passagens (naturais ou artificiais) ainda não foi abandonado, destruído ou transformado num simples território de caça: talvez por para os Outros não sermos verdadeiramente nada (exprimindo-nos preferencialmente através de atos violentos), confundindo-nos como camaleões (por um lado sendo bom) entre a cor da Natureza (para nós sendo mau por não sobressairmos) e não dando jamais importância a quem os não perturbe.

 

There’s no shortage of activity ― Earth’s tectonic plate boundaries light up like a Christmas tree.

 

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Para além da forte atividade vulcânica

Com o protagonismo Sismológico a dirigir-se inequivocamente para o Anel de Fogo do Pacífico

Afetando três continentes e dezenas de países

 

Um objeto de contornos aparentemente fechados e com a forma de uma esfera, que como qualquer outra estrutura baseada em (pelo menos) três estados usa um deles como fronteira, entre o berço-mãe que a gerou e a porta-aberta que futuramente lhe proporcionará o Espaço: num conjunto único, perfeito e inacreditável – agora que em nada acreditamos, depois de termos acreditado em tudo. Com uma História de vários biliões de anos e num friso cronológico próprio em que muito terá sucedido e nos teria mesmo surpreendido (com as memórias reduzindo-se a cinzas por acasos apocalípticos no Espaço), onde a Terra terá sido um peão meio-perdido no tabuleiro (do cosmos) até que algo se passou e dele a peça saltou e logo se transformou: chegando ao seu objetivo e evoluindo para Dama. E aos saltos, de um viveiro para o outro e sempre com as mesmas espécies (sendo uma delas o Homem portador único de Alma).

 

Entendendo-se que este Espaço é um todo sem donos nem privilégios, pelo que o que temos que olhar para melhor a entender, será mesmo ouvi-la (a Natureza) em vez de a explorar (como se fossemos mais que ela e não um seu subconjunto). Servindo-nos de todos os nossos órgãos dos sentidos para a olharmos de frente, ouvirmos todos os seus sons, sentirmo-la a tremer, a espalhar o seu odor e sentindo a água nos lábios, reclamar o nosso lugar e tudo á volta respeitar: é a Terra na sua evolução geológica que dita àqueles que a ajudaram a construir, o seu lugar no seu mundo (da Terra) que esta a todos reserva. Nesse sentido a Terra cria o Homem e este apenas a perde. Pelo que o Aquecimento Global não é uma consequência direta da ação do Homem sobre o planeta na total aceção da hipótese de que será este que a está verdadeiramente a destruir (a transformar), mas muito pelo contrário (em total oposição) uma das muitas alternativas que poderíamos escolher aleatoriamente logo à primeira (mesmo sem ver) e que por sua vez a Terra agora nos põe à nossa disposição (e usufruto) sabendo de antemão quem na realidade nós somos (pois fazemos claramente parte dela) e o que muitas das vezes contraditoriamente com a necessidade de preservar a nossa espécie, fazemos e praticamos: se quisermos ir por aí a Terra arranja maneira (ou não fossem bovinos e porcos dos maiores poluidores globais).

 

This time period includes some remarkable events, including several quakes that caused devastating tsunamis.

 

Num planeta onde segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) e analisando os sismos ocorridos nestes últimos 15 anos (2001/2015):

 

A maioria dos sismos ocorre nas fronteiras entre placas tectónicas;

A maioria dos grandes sismos (M8.0 ou superior) ocorre nas regiões de convergência das placas nas chamadas zonas de subdução (onde uma placa se afunda colocando-se sob a outra, numa zona de convergência);

Um sismo para poder originar um Tsunami terá (entre outras particularidades) que dar origem a um levantamento vertical do leito oceânico, registar M8.0 ou superior e ter profundidade* inferior a 100Km;

E onde durante quinze anos se registaram sismos de grande magnitude (M8.0 ou superior) espalhados por oceanos, ilhas e continentes – tendo como mais intensos:

 

América – Chile/no mar (M8.8/2010) e Peru/perto da costa (M8.4/2001)

Ásia – Japão/perto da costa (M9.1/2011) e Indonésia (M9.1/2004)

Oceânia – Nova Zelândia (M8.1/2004) e Ilhas Salomão (M8.1/2007)

 

O que se por um lado tranquiliza os residentes na Europa e em África (onde não costumam ocorrer com alguma regularidade sismos de grande intensidade) – apesar de ocorrerem sempre exceções à regra, a mais recente das quais e dada a proximidade (a Portugal), com um terremoto de M6.2 ocorrido em Itália em 24 de Agosto deste ano provocando 300 mortos; por outro lado deixa em estado de alerta os residentes no Anel de Fogo do Pacífico, não só devido ao grande número de terremotos (alguns de grande intensidade) que constantemente abalam a região, como também devido á grande atividade vulcânica característica da mesma.

 

(texto em itálico: huffingtonpost.com – imagens: ptwc.weather.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 08:23

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