Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Dez 16

Date:

December 28, 2016

Source:

U.S. Naval Observatory

Summary:

On December 31, 2016, a "leap second" will be added to the world's clocks at 23 hours, 59 minutes and 59 seconds Coordinated Universal Time (UTC).

 

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Segundo o Observatório Naval dos EUA (e generalizando dada a diferença de fusos horários), no dia 31 de Dezembro de 2016 pelas 23:59:59 e quando os mais de 7 biliões de almas habitando este pequeno planeta esperavam estar a esgotar-se mais um ano da sua (em termos de tempo) tão curta vida (com os ponteiros a funcionar tal como uma guilhotina), eis que surpreendentemente somos todos premiados com mais 1 segundo de vida adicional: assim passado um segundo sobre a hora atrás referenciada, em vez de já estarmos em 2017 ainda teremos mais um segundo para usufruir em 2016.

 

“Historically, time was based on the mean rotation of the Earth relative to celestial bodies and the second was defined in this reference frame. However, the invention of atomic clocks defined a much more precise "atomic" timescale and a second that is independent of Earth's rotation.” (US Naval Observatory/sciencedaily.com)

 

Pelo que vivendo em tempos mais que acelerados, em que nem sequer existe um minuto para se poder olhar e pensar e em que nada se dá sem esperar algo em troca, se por um lado 1 segundo é apenas uma das partes dos mais de 2000 milhões de segundos de toda a nossa vida, já se compararmos a oferta com o minuto para pensar tudo se modifica num instante tornando o banal relevante: neste caso de 1 em 60. Oferecendo a todo o Mundo um pouco mais de Tempo mas mantendo-nos morbidamente paralisados no Espaço. Mas sempre é mais 1 segundo na nossa vida de mosca.

 

(texto/itálico e imagem: sciencedaily.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:54
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Toda a gente devia saber (ou no mínimo por suspeitar dada a sua origem) que atrás do relato informativo de um qualquer tipo de evento (desde logo real ou fictício) considerado minimamente relevante (na maioria das vezes nem se entendendo claramente porquê), estará sempre no início o remetente (e o seu particular interesse e objetivos) e no final o destinatário (aparentemente não considerado um dos objetivos – como sujeito – dessa informação e pelo contrário não passando de mais um instrumento de mera concretização, coexistindo no meio de muitos outros equipamentos e ferramentas – como nós e agora – designados como objetos). Pelo que no contrato e antes de se dizer sim se devem ler sempre as letras pequeninas – entendendo que atrás de cada palavra se esconde um outro mundo por vezes incompreensível para os outros 7 biliões.

 

Pokémon GO e Clash of Clans

 

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Pokémon GO

(no Irão considerado um problema de Segurança Nacional – dada a aplicação nele utilizada na execução do jogo – provocado pelo sistema de localização nele incorporado)

 

Numa informação no mínimo esclarecedora da total falta de liberdade que reina há já 37 anos na Republica Islâmica do Irão (desde que o Xá Reza Pahlavi foi afastado e lá foi colocado o supremo líder religioso e espiritual Ayatollah Khomeini), os seus dirigentes atuais comandados pelo Ayatollah Ali Khameney (líder religioso) e pelo Presidente Hassan Rouhani (líder político), cometeram mais um ato terrível, violento e de consequências imprevisíveis para a generalidade da sua população (especialmente para os mais jovens), ao limitarem os desejos e ambições naturais de qualquer ser humano vivendo e querendo usufruir livremente deste planeta, da sua Natureza e dos seus iguais ou semelhantes: pelo que a 27 de Dezembro deste ano (vamos supor que mesmo sendo o Irão um estado Islamita, já depois das crianças terem aberto as prendas de Natal) num ato provocador e já com todo o mundo apetrechado com as ofertas do pai Natal (e com outro antecedente com o POKÉMON GO) as autoridades iranianas decidiram impor restrições a um simples e conhecidíssimo Jogo como o é CLASH OF CLANS.

 

Claramente um atentado à garantia de liberdade de escolha (e de pensamento) para com todos os seus cidadãos (iranianos), sabendo-se que mais de 60% das pessoas (possuidores de dispositivos móveis) tinham o jogo (e jogavam-no) e que no mundo inteiro já são mais de 100 milhões os seus seguidores. Um acontecimento só sendo possível de ocorrer em países que não respeitam a liberdade, a tradição e os valores da civilização Ocidental e Cristã (baseada no poder do clero e da nobreza antes armados de catana e de revolver agora de um simples, mortal e decisivo certificado), nunca deixando o seu povo pensar (praticar, experimentar, aprender) mesmo socorrendo-se de simples jogos eletrónicos. Acusando jogos como os CLASH OF CLANS de encorajarem a violência e o conflito entre grupos (tribos), viciando os seus utilizadores e tornando-os em indivíduos na realidade e neste contexto vistos como verdadeiros toxicodependentes. Já depois do fim posto ao POKÉMON GO aparentemente por motivos de segurança (nacional) devido ao seu sistema de localização nele incorporado e utilizado.

 

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Clash of Clans

(no Irão considerado um problema social – cultural e educacional – incentivando os seus utilizadores ao conflito e à violência entre grupos e viciando-os a algo viciante além de virtual)

 

Ainda-por-cima numa clara tentativa de provocar o Ocidente (já em 2002 G. W. Bush integrava o Irão no Eixo do Mal com o Iraque e a Coreia do Norte) deixando por outro lado às escuras os seus cidadãos (uma população de 75 milhões de persas) apesar da ligeira abertura do regime e do fim das sanções (este ano e talvez temporariamente). No caso do CLASH OF CLANS e constatando-se a capacidade de penetração dessas aplicações no Universo do ser Humano preferencialmente em indivíduos jovens, ainda em formação e facilmente manipuláveis, com a China a atirar-se para a frente e a comprar mais de 80% da Supercell (a empresa que detém Clash of Clans) por uns módicos 10 biliões (de euros). Com todo este enredo a ser construído em torno de dois produtos comerciais lançados por duas empresas privadas, na concretização de um guião naturalmente aproveitado pelas estratégias de marketing das mesmas, mas tendo no entanto e como seus principais produtores (interessados e impulsionadores) os nossos líderes políticos, os nossos líderes ideológicos e de reconstrução de pensamentos: ou seja aqueles que escolhemos (ou pensamos fazê-lo) para nos representar e defender e que logo no 1º dia mudaram de lado – colocando de uma forma hipócrita mas clara os seus interesses à cabeça (não dos cidadãos/sujeito obrigados a representar mas da empresa /objeto agora assumidos por substituição e melhor pagamento).

 

Num momento em que a História do Homem (e do seu ecossistema terrestre), perdidos os seus contadores (os Homens experimentados da vida) e esterilizada de conteúdos (completamente nua e exposta, sem cultura e sem memória), se esqueceu dos seus mais honestos valores (agora considerados parâmetros intolerantes) e da sua eterna batalha pela dignidade humana (com o sujeito a ser comparado a um objeto, caro de manutenção, de desgaste rápido e de difícil troca ou reciclagem). Já que o Homem só é Homem quando respeita o outro e é respeitado por este.

 

(imagens: youtube.com e tudocelular.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:47

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