Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

04
Fev 17

“We know from population studies that eating breakfast is related to lower weight and healthier diet, along with lower risk of cardiovascular disease.”

Marie-Pierre St-Onge – Centro Médico Universitário da Universidade de Columbia em NI

(The Huffington Post)

 

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Em mais uma extraordinária comunicação levada a cabo pelos médicos norte-americanos (o único país do mundo onde os seus estudiosos ainda parecem acreditar que a verdade está logo ali à frente), estes relevam a importância de todos nós (se o pudermos e nos derem tempo) tomarmos todos os dias o nosso pequeno-almoço.

 

Invocando que a dispensa dessa mesma refeição (a primeira de cada dia) pode a prazo vir a provocar (a curto, médio ou longo prazo, dependendo da privação dessa refeição, considerada fundamental) o aparecimento de doenças cardíacas. No fundo reconhecendo o que todos os leigos já sabiam (há muito tempo, desde que comem e aproveitando a experiência e o conhecimento dos seus antepassados), agora e mais uma vez confirmada pela cada vez maior comunidade de eruditos.

 

E se “deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer” é no contexto sanitário, de segurança e de prevenção uma afirmação no mínimo duvidosa (não sendo por acaso que as máximas, na pratica experimental e ignorando tudo á sua volta, sejam mínimas e ineficazes), já a sabedoria do povo e de quem sempre os acompanha no seu desenvolvimento e existência (os verdadeiros cientistas, aproveitando experiências, recolhendo dados, organizando-os com um principio e distribuindo-o igualitariamente por todos), é sempre a mais correta por ser sempre baseada num número (interminável) de anos de muita luta e de diversidades (incríveis) de experiências vividas.

 

Talvez sendo capaz de nos convencer (de vez) de que aquilo que todos diariamente comem (ou sonhamos um dia poder vir a comer), será muito certamente aquilo que um dia inevitavelmente serão – e que a distribuição de alimentos pelas 24 horas diárias será o melhor remédio para a prevenção de doenças. Como se todas as máquinas que conhecemos também não fizessem o mesmo: sabendo que para funcionar só mesmo tendo combustível para alimentar a combustão. E sendo o ideal melhor e sempre que se precisar.

 

Aconselhando-nos a comer (até para evitar desde logo o aparecimento de doenças cardiovasculares) mais calorias ao pequeno-almoço e menos ao jantar – e desse modo evitando “ataques cardíacos, tromboses ou outro tipo de doenças cardíacas ou associadas aos vasos sanguíneos” (de acordo com a Associação Americana do Coração). E entre vários aspetos negativos (para a nossa saúde e pelos vistos para 30% dos adultos norte-americanos) provocados pela ausência de uma primeira refeição diária antes de mais um dia de atividade (intelectual, manual, de desporto ou de outro tipo qualquer) destacando:

 

A ausência sistemática das três refeições diárias obrigatórias (pequeno-almoço, almoço e jantar – em vez de passar o dia a comer snacks e outras porcarias);

 

O risco que representa a ausência desta primeira refeição (diária) – aumentando as possibilidades de virmos a ter colesterol elevado, de sofrermos de hipertensão e até de nos tornarmos obesos (e mesmo diabéticos – que segundo muitos estudos poderão ser já muitos milhões).

 

E para finalizar aconselhando-nos a como fazer uma refeição saudável e de como proceder para não nos deixarmos levar (a comer em excesso e com muita porcaria misturada – por exemplo à noite, bem sentado no sofá e como que hipnotizado, estático em frente à TV):

 

Uma dieta saudável cheia de frutas, de vegetais, de cereais, de alimentos com pouca gordura, de carne de aves e de peixe – e naturalmente cortando (e se possível à faca) carnes vermelhas, sal e açúcar em excesso;

 

E para evitar rasteiras e outros percalços gastronómicos (pondo em causa todo o processo de recuperação alimentar) dando-nos o exemplo do que um dia já foi a Quinta Refeição (já num passado distante e numa Quinta Dimensão): a Ceia. Sugerindo como estratégia para derrotar o inimigo: em vez de nos colocarmos a comer durante toda a noite em frente a um televisor – nem vendo bem o que ingerimos e as calorias que introduzimos – “uma vez o jantar concluído fechando logo a cozinha”. Como se estivéssemos num hotel com horário para as refeições.

 

(dados e imagem: huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:05

De todas as Estrelas até hoje descobertas

 

Estrela R136a1

 

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O Cluster (conjunto de estrelas) R136 (a infravermelho) com a estrela a1 ao centro

 

Fiquei hoje a saber a partir do Site EARTHSKY (earthsky.org), que a estrela mais pesada até agora descoberta, tem como código de identificação a referência R136a1: um monstro com uma massa 265 x maior que a massa do Sol. E por acaso muito mais pesada do que o que seria de esperar (e para os cientistas o dobro do que achariam possível).

 

M de R136a1 = 265 X M do Sol

(uma estrela supermaciça evoluindo rapidamente, vivendo pouco tempo e morrendo violentamente – em explosivas Supernova)

 

Com esta estrela Supermaciça a estar localizada na Grande Nuvem de Magalhães (a cerca de 160.000 anos-luz de distância do Sol), atingindo à sua superfície temperaturas superiores a 55.000⁰C e sendo a mais luminosa de entre todas as conhecidas: apenas 7 milhões de vezes mais luminosa que o Sol.

 

Estrela UY Scuti

 

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Dimensão – Uma estrela anã-vermelha, o Sol, uma estrela tipo B e o monstro R136a1

 

Já que no que toca à estrela com maior dimensão até agora descoberta, com a mesma a ser identificada pela referencia UY Scuti, tendo uma massa apenas 30 X maior que a do Sol. E no entanto tendo apenas 1/9 da massa do monstro anterior, sendo um outro monstro mas agora em dimensão: 1700 X maior que o Sol.

 

D de UY Scuti = 1700 X D do Sol

(uma estrela de dimensões monstruosas em que o tamanho não condiz com a sua massa – mas no entanto extremamente brilhantes)

 

Com esta estrela sendo a maior de todas (mas como se viu não sendo a mais brilhante) a estar muito mais próxima a somente 9.500 anos-luz do Sol. Imaginando e compreendo a sua verdadeira dimensão (8 AU ou 1.200.000.000Km) bastando visualizá-la inserida no nosso Sistema Solar e entender que o limite da sua superfície se estenderia para além da órbita do distante planeta Júpiter.

 

(dados e imagens retirados de: Deborah Byrd em EarthSky)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:39

Europa, América e Portugal

(e os maiores sismos do dia)

 

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No oceano Atlântico a sudoeste de Portugal

O monte Ampére constituindo a cadeia submarina de Horseshoe

(vulcões inativos)

 

O sismo mais intenso sentido hoje na Europa registou-se de novo no centro da ITÁLIA com epicentro a 54Km E de Perugia e a 6Km de profundidade – com uma intensidade de M4.7 (ás 04:10:05 UTC). Seguindo-se a um outro sensivelmente com as mesmas coordenadas a 53Km E de Perugia e a 7Km de profundidade com intensidade M4.1 (22 minutos e 10 segundos antes).

 

Já no caso do sismo mais intenso sentido hoje em todo o Mundo este registou-se na América mais precisamente na região da MARTINICA (em torno das ilhas Windward) com epicentro a 70Km NE de Fort-de-France e a 54Km de profundidade – com uma intensidade M5.7 (às 19:54:23 UTC). Seguindo-se a um outro bem mais a sul (a mais de 5.000Km), com epicentro a 79Km W da cidade argentina de Mendoza e a 10Km de profundidade com intensidade M5.2 (mais de 19 horas antes).

 

Para terminar e no caso de Portugal o único sismo assinalado no dia de hoje refere-se ao monte submarino AMPÉRE (um dos 9 vulcões submarinos e inativos, constituindo a cadeia montanhosa de Horseshoe e situados no Banco de Gorringe), localizado a cerca de 200Km W do Cabo de S. Vicente – com um sismo registado a 14Km de profundidade com intensidade M2.4 (às 21:29 UTC).

 

(imagem: bashny.net)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:25
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03
Fev 17

Com os dezasseis apurados da 1ª Ronda do MASTERS da ALEMANHA a terem entrado em atividade já na tarde de ontem (com 4 jogos disputados), realizam-se hoje os restantes 4 jogos:

 

Jogador

País

RM

Jogador

País

RM

Stuart Bingham

ING

3

David

Gilbert

ING

20

Michael

Holt

ING

22

Yan

Bingtao

CHI

70

Ben Woollaston

ING

27

Barry Hawkins

ING

12

Anthony Hamilton

ING

66

Mark

Selby

ING

1

 

Estando já na 2ª Ronda (jogos realizados ontem):

 

MARTIN GOULD (19ºRM/ING) – 5-3 sobre Ricky Walden

RYAN DAY (24ºRM/GAL) – 5-4 sobre Robin Hull

TOM FORD (37ºRM/ING) – 5-2 sobre Mark King

ALLISTER CARTER (14ºRM/ING) – 5-4 sobre Zhao Xintong

 

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Tempodrom – Berlin

 

E com os quartos-de-final a realizarem-se hoje a partir das 20:00 locais (Berlin) – com o quadro definido da seguinte forma:

 

Masters da Alemanha

(Quartos-de-final, 3 Fevereiro – 20:00)

 

Martin GouldRyan Day

Tom FordAllister Carter

Bingham/Gilbert – Holt/Bingtao

Woollaston/Hawkins – Hamilton/Selby

 

Sábado e Domingo decorrendo as duas meias-finais e a final. Neste momento tendo ainda em prova 12 jogadores (4 nos quartos-de-final e 8 ainda a tentarem entrar nele): por nacionalidades sendo a esmagadora maioria Inglesa (10/83%), 1 Galês (16%) e 1 Chinês (16%).

 

E durante este mês de Fevereiro com mais 3 provas a realizarem-se contando para o RM Snooker: dia 6 iniciando-se o Ladbrokes World Grand Prix/Preston (ING)/Vencedor 2016 Shaun Murphy, dia 13 o Coral Welsh Open/Cardiff (GAL)/Vencedor 2016 Ronnie O´Sullivan e finalmente dia 23 o Coral Shoot Out/Watford (ING)/Vencedor 2016 Robin Hull.

 

(imagem: snookerisland.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:29

Ainda bem: significa que a Terra está Viva!

(só esperamos que não abane muito)

 

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Montanhas Gorringe (àdireita) e Ampere (à esquerda)

 

Reportando-nos aos últimos 7 dias (27 de Janeiro a 2 de Fevereiro) pode-se dizer que dentro da normalidade, Portugal Continental (e respetivas áreas marítimo-territoriais) tem estado de algum modo ativo a nível sismológico – tal como seria de prever num território como este (situado tão perto de uma falha tectónica), já com alguma tradição (veja-se o terramoto de 1755) e todos os dias abalado por sismos impercetíveis (a esmagadora maioria). Dos 24 registos de atividade sísmica em Portugal Continental, com 6 localizados na área terrestre/marítima associada à região do Algarve (Albufeira, Faro e Cabo de S. Vicente) e outros 4 nas suas proximidades (com epicentro referido a Almodôvar, Banco do Gorringe, Sines e Mar de Marrocos).

 

Data

Local

Profundidade

(Km)

Magnitude

01.02

SE

Faro

20

1.6

01.02

Mar de

Marrocos

31

2.6

01.02

SE

Faro

31

3.7

31.01

SE

Cabo S. Vicente

31

1.6

31.01

SE

Almodôvar

11

0.5

30.01

SE

Albufeira

13

1.8

28.01

W

Cabo S. Vicente

-

1.3

28.01

Gorringe

 

31

2.4

28.01

NW

Sines

12

2.6

27.01

SE

Cabo S. Vicente

-

1.4

(fonte: IPMA)

 

Como se pode constatar com um sismo de epicentro a SE Faro a atingir a M3.7 (neste caso de intensidade fraca/moderada e provocando nalguns locais da cidade apenas uma ligeira trepidação) – e com outro de menor intensidade mais de cinco horas depois – sendo um dos mais intensos registados nos últimos tempos no Algarve (pelo menos este ano). Anteontem e ontem (1 e 2 de Fevereiro) sendo já acompanhado em Portugal Continental por outros dois sismos (numa sequência algo semelhante de dois sismos, sendo o primeiro o mais forte), mas agora registados fora da região, numa sequência de M3.7 e M2.6 e com epicentro a NW Porto de Mós – com uma particularidade importante da sua profundidade ser menor (8/7 Km contra os 31/20Km de Faro).

 

(imagem: oceana.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 10:40

02
Fev 17

Com a primeira prova do ano de 2017 contando para o Ranking Mundial de Snooker, iniciou-se ontem o MASTERS da ALEMANHA.

 

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Martin Gould (ENG)

Vencedor do Masters da Alemanha de 2016

 

Contando com os 32 sobreviventes da fase de qualificação, realizada entre 6 e 9 de Dezembro do ano passado (onde participaram 128 jogadores).

 

Com a lista a ser encabeçada por MARTIN GOULD/19º RM vencedor do Masters em 2016 (batendo na final LUCA BRECEL/26º RM por 9-5);

Logo seguido por MARK SELBY/1º RM atual Campeão do Mundo e vencedor do Masters em 2015;

E por STUART BINGHAM/3º RM Campeão do Mundo em 2015 (e a partir daí parecendo estar a percorrer um caminho descendente).

 

Nas 10 provas anteriormente realizadas (OPEN ou MASTERS contando para o RM ou não) apenas com dois jogadores a repetirem o feito:

JOHN HIGGINS (2 OPEN contando para o RM);

E RONNIE O´SULLIVAN (1 OPEN e 1 MASTERS contando para o RM).

 

Com os outros vencedores a serem JOHN PARROT, MARK WILLIAMS, ALI CARTER e DING JUNHUI (além dos vencedores de 2015 e 2016 já referenciados anteriormente).

 

Com o Masters da Alemanha a decorrer desde ontem (dia 1 quarta-feira) e com algumas das 16 partidas do 1º ROUND entretanto já concluídas (11 faltando 5):

Destacando-se entre essas 11 partidas iniciais a surpreendente eliminação de RONNIE O´SULLIVAN/13º RM às mãos de MARK KING/21º RM, com o recente vencedor do DAFABET MASTERS a perder logo à primeira (eliminatória) por 5-4 (na negra à melhor de 9).

 

Um acontecimento negativo para quem pretendia retornar ao TOP TEN do RM de Snooker (saindo derrotado logo na 1ª prova do ano contando para o Ranking).

 

E com os oitavos-de-final a iniciarem-se sexta-feira (para de 16 se apurarem 8) com sessões pelas 14:00 e pelas 20:00 (na EUROSPORT).

 

[Com o vencedor do Masters da Alemanha de 2016 (Martin Gould) já apurado para os oitavos-de-final – os melhores 16 – e com o finalista vencido (Luca Brecel) ausente da prova em Berlin dado ter sido eliminado logo na 1ª Ronda do torneio de Qualificação (disputado em Dezembro na Inglaterra).]

 

(imagem: Wikipedia.org)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:50

Já dizia a professora primária – e com razão!

 

“Extinto há mais de 70 milhões de anos nada nos garante que dentro de outros milhões, o vulcão de Monchique ressurja ativando de novo o complexo vulcânico do Algarve.”

 

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Pontos de subdução existentes entre as placas tectónicas

 

Quando passamos pela vila algarvia de Monchique e olhamos para os picos da Fóia (902m) e da Picota (774m) – com outras pequenas elevações espalhadas pelo terreno e ondulando como vagas até ao mar – a primeira coisa que nos vem logo à cabeça (não só pela constituição do terreno, pela sua evolução ao longo de milhões de anos, como até pela presença de águas termais a cerca de 32⁰C de temperatura nas Caldas de Monchique) é que esta região poderá ter tido num passado já muito distante o seu próprio Vulcão (ou vulcões): há muitos anos atrás quando cheguei a esta região ainda ouvindo falar pelos mais antigos e residentes na zona (e áreas adjacentes) do antigo e agora extinto Vulcão de Monchique (um vulcão declara-se extinto se não se verifica atividade visível ao fim de 10.000 anos – e se não tiver magma debaixo dele; adormecido se tiver tido uma erupção recente ou algum tipo de atividade menor e visível).

 

Na realidade com os dois picos a serem mesmo de origem vulcânica com o terreno (geologicamente falando) composto por SIENITO (uma tipo raro de rocha plutônica semelhante ao granito) e XISTOS (um tipo de rocha metamórfica predominante nas zonas menos elevadas): sendo esse território argiloso muito característico de alguns terrenos algarvios (xistosos), dado ter sido a partir da argila ao ser sujeita a grandes pressões e temperaturas que se obteve o produto final – o tal Xisto (uma rocha metamórfica – uma rocha obtida a partir de reações químicas e físicas aplicadas a uma outra rocha original). Sabendo-se que em Portugal Continental de momento todos os vulcões existentes e tendo estado em atividade no passado (já muito remoto) se encontram completamente extintos (pelo menos sem atividade visível do exterior) – em todos os complexos vulcânicos conhecidos: como o Complexo Vulcânico de Lisboa (tendo estada em atividade há cerca de 70 milhões de anos) e o complexo associado à serra de Monchique (tendo estado em atividade há mais de 72 milhões de anos).

 

Num processo de transformação contínua de toda a superfície da Terra (á vista ou submersa), no qual uma zona ativa tornada inativa poderá posteriormente ressurgir entrando num novo ciclo evolutivo (e geológico): o que poderá significar recolhidos alguns dados entretanto analisados e esclarecedores (indícios, vestígios, sinais) que poderemos no futuro entrar numa nova era de vulcanismo no Mundo como em Portugal – mas como tudo demorando o seu tempo e talvez ocorrendo daqui a mais uns milhões de anos.

 

“Existindo há mais de 4,5 biliões de anos o planeta Terra já testemunhou na sua História Geológica a existência de vários Supercontinentes: provavelmente num deles com a África e a Europa ligadas entre si e com o mar Mediterrâneo (então um território emerso, vulcânico e bastante fértil) isolado do oceano Atlântico pela então existente junção (terrestre) localizada no estreito de Gibraltar.”

 

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 Falha do Marquês de Pombal nas proximidades do Cabo de S. Vicente

 

Com todo este percurso sequencial e vulcânico ativo-inativo-ativo a poder ser explicado pela presença a sul de Portugal e submersa sob as águas do oceano Atlântico de uma importante falha tectónica separando a placa euroasiática da placa Africana: na sua deslocação provocando sismos (propagando-se em terra), abaixamento e elevação de terrenos (do fundo do mar) e em certos casos originando ondas gigantes (tsunamis). Como terá acontecido no sismo de 1755 em Lisboa (a zona de maior densidade populacional, mais exposta, mais afetada e vítima de um tsunami) – com uma nova zona de subdução a surgir a sudoeste da Península Ibérica (a falha do Marquês) a pouco mais de 100Km do cabo de São Vicente e talvez a iniciar aí as suas próprias ações para a formação futura de um Novo Continente (a que até já dão o nome de AURICA). No caso português com a placa oceânica a mergulhar sob a placa continental bem à frente de Portugal. Com ÚR a poder ter sido o 1º Supercontinente da Terra (teoricamente) há cerca de 3-4 mil milhões de anos.

 

Regressando a Portugal Continental e como comprovativo da passada atividade vulcânica nessas zonas do território português, podendo-se mencionar (entre outras) a chaminé vulcânica de Monsanto (Lisboa), a mina de Neves Corvo (Baixo-Alentejo), as chaminés de Sines (Setúbal) e o complexo vulcânico do Algarve – com a chaminé vulcânica da Praia da Luz (Lagos). Em conclusão bastando olhar, já que o solo é testemunha.

 

Em todo o caso – e para todos nós que passamos a maioria da nossa vida com os pés bem assentes (ou não) em terra – devendo apenas preocuparmo-nos com os possíveis sinais de alarme vindos do exterior (podendo ser progressivos e só se manifestando de forma mais violenta a muito longo prazo) e no caso de aí chegarmos (certamente muitas gerações passadas) e habitando em terra firme verificarmos (pelo perigo que o seu aumento pode constituir): a temperatura do solo, a sismicidade e a variação magnética.

 

(dados: LUSA/meteopt.com – imagens: rtp.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:32

Na sequência da derrocada registada no último dia do ano de 2016 na encosta de uma das ilhas constituindo o arquipélago de origem vulcânica do HAVAI

 

– Localizado no oceano Pacífico e aí focando-nos no vulcão KILAUEA –

 

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Queda de Lava quente sobre Água fria (e salgada)

(Fig. 1)

 

É visível um fenómeno não muito comum de se ver (pela exposição imediata, proximidade, perigo envolvido e sobretudo frescura), com a lava originária do referido vulcão (a altíssimas temperaturas) a escorrer pelos diversos declives e tubos emanando dele (mesmo que subterrâneos) até atingir as águas do oceano, também elas líquidas (como a lava) mas muito menos densas e muito mais frias.

 

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Evaporação (de água) e Solidificação (da lava)

(Fig. 2)

 

Neste caso com o acontecimento a ocorrer devido a uma derrocada parcial de uma das encostas desta ilha de origem vulcânica (tal como todo o Havai que tal como um dia apareceu, outro dia virá em que fará o seu trajeto inverso desaparecendo);

 

Pondo a nu um tubo de lava expelindo-a diretamente para o mar e provocando o aparecimento de um cenário com contraste e devido aos efeitos especiais introduzidos certamente espetacular (de se ver no local). Como se constata de uma forma não presencial nas figuras 1, 2 e 3.

 

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Contraste entre um vermelho (sangue) e um branco em amplitude (explosiva)

(Fig. 3)

 

No momento em que a Terra (integrada no seu Sistema planetário) percorre novas regiões do Espaço (numa espécie de carrossel universal) centralizado num ponto também móvel ocupado pelo Sol (sofrendo não só das radiações solares como do ataque dos raios cósmicos);

 

E simultaneamente (coincidência) em que dada a sequência do Ciclo Solar (na fase baixa de atividade) a mesma se encontra aparentemente menos ameaçada (e todo o ecossistema terrestre).

 

Mas nunca esquecendo que a diminuição da ação protetora do campo magnético terrestre poderá originar um “pau de dois bicos”, já que estando o Sol pouco ativo os raios cósmicos nunca param (e logo com o nosso planeta a poder já estar a caminho de uma nova inversão do seu campo magnético).

 

Deixando-nos pregados às imagens de uma Terra em ferida aberta, com fortes hemorragias internas expulsando o sangue da vida: e com um jacto vermelho bem vincado e sem parar (fazendo lembrar uma língua) saindo do seu ventre e desaparecendo (transformando-se) no mar.

 

(imagens: USGS)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:26

01
Fev 17

[E neste caso algo mais]

 

Entre todos os planetas conhecidos fazendo parte do Sistema Solar, o maior deles e simultaneamente o que mais satélites naturais possuem (para já 67) é sem dúvida o planeta gigante gasoso JÚPITER.

 

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IO

(NASA – sonda GALILEU – resultado da junção de imagens de 07.09 e 06.11 de 1996)

 

De todos esses satélites tendo quatro deles sido descobertos há mais de 400 anos por GALILEU (1610), tendo sido tal feito e para a época considerado extraordinário utilizando apenas uma LUNETA: a Luneta de Galileu um instrumento ótico inventado anos antes pelo fabricante de lentes holandês (nascido na Alemanha) Hans Lippershey para observação terrestre (comercializado por volta de 1608), adaptado posteriormente por Galileu para a observação astronómica.

 

Com as Luas de Galileu (Europa, Ganimedes, IO e Calisto) a serem os primeiros quatro objetos descobertos no Espaço a girarem não em torno do Sol (como os planetas) nem em torno da Terra (como a Lua) mas à volta de outro corpo celeste – neste caso Júpiter localizado a quase 800.000.000Km de distância do Sol (mais de 5 AU).

 

No caso de IO a terceira maior lua de Júpiter e a quarta do Sistema Solar (ligeiramente maior que a nossa LUA), apresentando-se esta como um Mundo bastante dinâmico e caraterizado pela sua intensa atividade vulcânica. Habitando uma região do Sistema Solar situada para além da Cintura de Asteroides (entre Marte e Júpiter) a cerca de 3-4 AU do Sol.

 

E pertencendo a um Sistema ainda delimitado por uma segunda e terceira fronteira mesmo que virtual (o cinturão de KUIPER a 30-50 AU e a Nuvem de OORT a 50.000-100.000 AU), mas talvez protetora ou servindo apenas de marco: um marco que para o caso da Nuvem de OORT poderia representar (apenas) 25% da distância de uma possível viagem interestelar entre o SOL e a estrela mais próxima PROXIMA CENTAURU – 4 anos-luz (ou seja a distância percorrida pela luz durante 4 anos à velocidade de 300.000Km/s).

 

No Ranking Solar dos maiores satélites naturais com IO estando em 4º lugar logo à frente da nossa LUA (5ª Ranking Solar).

 

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BLACK KNIGHT

(NASA – STS088-724-66 – 11.12.1998 – 20:17:04 TMG)

 

Com a Estação Espacial Internacional (ISS) a ser de momento o maior satélite artificial da Terra com cerca de 109 metros (equiparado a um estádio de futebol), seguido da MIR com 31 metros (equiparado a uma baleia) e do SKYLAB com pouco mais de 26 metros (equiparado a um dinossauro) – e ainda da VOYAGER 1 (mais de 17 metros) e no fim da tabela com o diminuto SPUTNIK 1 (não atingindo sequer 1 metro).

 

Isto para já não falar de outros satélites artificiais podendo também orbitar a Terra (e pondo de lado todos os outros planetas mais distantes e desconhecidos do nosso Sistema) alternativamente de origem desconhecida mas talvez com indícios de remetente alienígena: como o poderia ser para alguns a nossa própria Lua (o nosso único satélite para além de alguns troianos) ou então esse mais que provável bocado de sucata orbitando há já vários anos a Terra e conhecido como BLACK KNIGHT (e segundo alguns emitindo sinais).

 

No primeiro caso com a Lua (e tal como o cientista e escritor de ficção-científica ISAAC ASIMOV afirmou) a apresentar os parâmetros necessários e exatos (uma coincidência) para a mesma não se escapar da órbita da Terra sendo inevitavelmente puxada para as proximidades do Sol (o que deveria acontecer aplicando a Lei da Gravitação Universal a qual diz que F = G x (M₁ x M₂)/d²) – para além de ser curiosa e  eventualmente mais velha do que a Terra, não possuir campo magnético e apesar disso possuir as suas rochas magnetizadas (no mínimo algo estranho e podendo apontar para uma possível origem externa);

 

Já no segundo caso com um objeto de origem desconhecida, pretensamente artificial e muito provavelmente alienígena (dada a sua idade atual, reportada a 13.000 anos) a levar – segundo alguns teóricos acreditando veementemente na sua existência e suportados unicamente por uma imagem divulgada pela NASA há já quase 20 anos – a afirmar com toda a certeza e convicção tratar-se de um artefacto extraterrestre transmitindo sinais de rádio pelo menos há 50 anos (envolvendo mesmo o grande Nikola Tesla há quase 120 anos atrás como o primeiro a descobrir os sinais vindos deste satélite).

 

Voltando de novo à terceira maior lua de Júpiter e quarta do Sistema Solar (a maior de todas sendo Ganimedes um dos satélites naturais de Júpiter) – IO.

 

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O Outro Lado da Lua

(NASA – LRO – PIA 14021)

 

Conhecida como o corpo celeste mais vulcanicamente ativo de todo o Sistema Solar e no seu registo topográfico preenchido à sua superfície por um terreno bastante acidentado (com montanhas podendo atingir vários Km de altitude), formando aqui e ali planaltos (por sobreposição de camadas) e algumas depressões de origem vulcânica (caldeiras): com a sua superfície preenchida pela maior concentração de vulcões (em todo o Sistema Solar) e apesar das temperaturas (aí registadas) serem mesmo muito baixas (atingindo temperaturas inferiores a 180⁰C negativos), podendo ter temperaturas elevadas na zona desses vulcões (na ordem dos 1700⁰C positivos e mais quentes que os da atual Terra).

 

Dada a sua Evolução (de IO) e em função da sua composição (de todos os elementos e compostos aí produzidos), apresentando-se com um colorido variado semelhante a uma pintura – muito diferente do aspeto da Lua que apesar da sua cor (base) pouco se diferencia do preto-e-branco. E até ejetando material (devido à intensa atividade vulcânica) para muito longe da mesma. Um corpo celeste localizado a quase 630 milhões de Km da Terra, com uma força de gravidade 5.5 X menor que a nossa, vestígios de oxigénio e cheio de SO₂ e com temperaturas médias em torno dos 140⁰C negativos. O que nos deixa a pensar sobre o que se passará na região de transição entre as zonas mais frias e as zonas mais quentes e se por acaso existirá água – ou outra forma de vida qualquer (já que a poção parece pronta).

 

Ontem e hoje com a sonda Cassini a proporcionar-nos (ainda) imagens únicas do planeta Saturno, dos seus múltiplos anéis e das suas dezenas de luas (mais de sessenta como Júpiter) – e de outros corpos celestes passando pela vizinhança – mas com o seu episódio final a estar já traçado para o final do terceiro trimestre deste ano com a sonda automática a entrar na atmosfera do planeta, acabando por se despenhar e desintegrar (em meados de Setembro). Nessa região do Espaço ocupado por esses dois Gigantes Gasosos (Júpiter e Saturno) ficando-se definitivamente órfão dos seus progenitores (as sondas) e dos astrónomos homenageados (Cassini e Huygens). Mas com um seu descendente integrando o programa da NASA Novas Fronteiras e lançado com a finalidade de explorar o nosso Sistema Solar (dele também fazendo parte a sonda New Horizons, tendo já passado o seu encontro com Plutão e dirigindo-se agora para o Cinturão de Kuiper), já em órbita do planeta Júpiter após uma viagem de mais de cinco anos iniciada no distante planeta Terra (Cabo Canaveral): Juno.

 

Dada a dimensão do Sistema Solar e começando-se a conhecer e a compreender cada vez melhor tudo o que ele nos poderá oferecer (agora imagine-se aquilo, de que nem sequer suspeitamos), é evidente que um dia o Homem terá de partir à Descoberta deste Novo Mundo assumindo o seu lugar no mesmo: é que fazendo parte de um sistema dinâmico, se parar morre.

 

Io-eruption-Tvashtar-animation.gif

IO – com a pluma ultrapassando os 300Km de altitude

(New Horizons – Maio 2007 –  vulcão Tvashtar)

 

Para além do objetivo de estudo mais profundo (e indiretamente presencial) do planeta Júpiter, dos seus anéis e das suas luas, simultaneamente mais uma tentativa de utilizando uma sonda automática (operada a partir da Terra) perscrutar lugares colocados a grandes distâncias de nós e desse modo tentar entender melhor as diferenças existentes (no tempo e no espaço) entre diferentes porções do Sistema e até do Universo – tentando perceber de onde evoluiu, como o fez e para onde ainda hoje se desloca.

 

O que a sonda Juno a partir de agora fará certamente, podendo até um dia destes ser o nosso representante (no local) como uma fiel testemunha, enviando-nos imagens de eventos fantásticos e antes nunca vistos – só mesmo imaginados e raramente observados: como foi o caso do impacto do cometa Shoemaker Levy-9 com Júpiter em Julho de 1994. Agora com os cientistas a aproveitarem a boleia proporcionada pela sonda Juno em torno do Gigante Júpiter, para proporem à NASA uma espreitadela a IO para verem os vulcões. Pois tal como afirma Bob King (universetoday.com) por um lado IO poderá ser mesmo especial (sendo um corpo afastado do Sol mas extremamente ativo) e por outro lado as fugas repetidas de Júpiter só fariam bem à sonda Juno (á saúde):

 

“With an estimated 400 volcanoes, many of them still active, Io is the most volcanically active body in the Solar System. In the moon’s low gravity, volcanoes spew sulfur, sulfur dioxide gas and fragments of basaltic rock up to 310 miles (500 km) into space in beautiful, umbrella-shaped plumes.”

 

“Io is the main supplier of particles to Jupiter’s magnetosphere. Some of the same electrons stripped from sulfur and oxygen atoms during an earlier eruption return to strike atoms shot out by later blasts. Round and round they go in a great cycle of microscopic bombardment! The constant flow of high-speed, charged particles in Io’s vicinity make the region a lethal environment not only for humans but also for spacecraft electronics, the reason NASA’s Juno probe gets the heck outta there after each perijove or closest approach to Jupiter.”

 

(dados/texto em inglês: wikipedia.org/universetoday.com – imagens: NASA)

 

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:40

Alerta no Mar

 

Desde o fim do mês de Janeiro com diversas tempestades atravessando o Atlântico Norte (em direção ao continente Europeu) e provocando períodos de chuva intensa ou até mesmo de neve – mas sempre com temperaturas relativamente baixas (dependendo da pressão atmosférica registada),

 

1.jpg

Previsão para 1 Fevereiro

(tempestade a caminho e já sobre os Açores)

 

Eis que o mês de Fevereiro se inicia com mais tempestades (a caminho) oriundas da América do Norte: passando entretanto pelos Açores e deixando desde já um alerta para as condições climatéricas que se poderão registar na próxima quinta-feira dia 2 em Portugal Continental (tanto atmosféricas como marítimas) – provavelmente persistindo no dia seguinte (dia 3). Com as tempestades oriundas de Oriente a perderem-se de seguida pelo norte da Europa.

 

2.jpg

Previsão para 2 Fevereiro

(primeiro impacto da tempestade)

 

No seu conjunto uma enorme tempestade formada na costa leste dos EUA e prevista para atingir a Europa nos próximos dias. Considerada como extremamente perigosa, podendo provocar ventos fortes (soprando com velocidades na ordem dos 130Km/h) e ondas até 15 metros. Dissipando-se de seguida após 5 dias de viagem atravessando o oceano e atingindo de novo terra (de 30 de Janeiro a 3 de Fevereiro).

 

3.jpg

Previsão para 3 Fevereiro

(segundo impacto da tempestade já a caminho da sua dissipação)

 

Com os avisos meteorológicos para a Europa emitidos pelo METEO ALARM (meteoalarm.eu) relativamente a Portugal a colocarem em alerta amarelo/nível de precipitação, em alerta laranja/vento e em alerta vermelho/agitação marítima.

 

Como se vê com todas as atenções a virarem-se sobretudo para o estado do mar: com as zonas do litoral naturalmente mais expostas (sobretudo a costa ocidental) e prevendo-se para a tarde de quinta-feira de uma forma mais acentuada à medida que se sobe o litoral (para norte) o auge da agitação marítima (as maiores ondas de todas).

 

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Portugal – 01.02.2017 – 10:00 UTC

(Imagem satélite – infravermelho)

 

No que toca a Albufeira e mantendo-se relativamente normal a situação meteorológica que se tem vivido nos últimos dias, na próxima quinta-feira 2 e sexta-feira 3, o céu apresentar-se-á encoberto e com alguns períodos de chuva (mais intensa dia 2) e com as temperaturas pelos 10/11 de mínima e 18/19 de máxima (com vento maioritariamente SW).

 

Sismo de M3.7 e epicentro a 31Km de profundidade

Registado hoje dia 1 de Fevereiro a SW de Faro

 

Já sismologicamente e logo no primeiro dia deste mês Fevereiro verificaram-se dois sismos na região do Algarve: ambos a SW da cidade de Faro com o mais intenso a registar-se às 02:03 da manhã (M3.7) seguido de outro menor às 07:41 (M1.6). Com o primeiro a ser sentido (muito ligeiramente quase impercetível) nalgumas partes da cidade.

 

(imagens: opc.ncep.noaa.gov e ipma.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:15

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