Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

14
Mar 17

Com o Mundial de Snooker Feminino a decorrer em Singapura (desde o dia de ontem), conclui-se hoje a 2ºjornada dos 8 grupos de apuramento (cada um deles com 4 jogadoras e apurando-se as 2 primeiras). Ao contrário do sucedido no setor masculino sem transmissão televisiva (que se saiba), mas podendo-se recorrer a www.cuesports.org.sg (ou à sua página no Facebook) para se poderem ver gravações de algumas das partidas da competição.

 

u13213nFCt.jpg

Diana Schuler

(GER)

Uma das jovens apuradas para a 2ªfase do Mundial

(13ª do Ranking)

 

Um Mundial contando com a participação de 32 jogadoras, podendo ter competido em 4 provas maiores contando para o respetivo Ranking e agora em Singapura (5ªprova) tentando definir a líder do RM e a nova Campeã do Mundo da época 2016/17. Incluindo no lote quatro jogadoras mais jovens, tendo estado nesta época (no mínimo) em meias-finais de outras provas para estas jogadoras em início de carreira (na tabela seguinte aparecendo em itálico):

 

P

J

N

RM

V

PF

PMF

Reanne Evans

ING

1

2

3

4

Ng On Yee

CHI

2

1

1

2

Maria Catalano

ING

3

1

1

2

Tatjana Vasiljeva

LET

6

0

1

2

Rebecca Grranger

ING

8

0

1

1

So Man Yan

HK

16

0

1

1

Laura Evans

GAL

4

0

0

3

Charlene Chai

SIN

53

1

1

1

Jeong Min Park

CS

21

0

1

3

10º

Regina Toh

SIN

59

0

1

1

11º

Diana Schuler

GER

13

0

0

1

Jogadoras com Vitórias, Presenças em Finais e Presenças em Meias-Finais

 

Concluída a 2ªjornada já com 9 jogadoras apuradas para a 2ªfase a eliminar: Maria Catalano/ING e Vidya Pillai/ÍND (grupo A), W. Sukritthanes/TAI e Tatjana Vasiljeva/LET (grupo B), Reanne Evans/IND (grupo C), Rebecca Granger/ING e Chu Pui Ying/HK (grupo F) e Katrina Wan/HK e Diana Schuler/GER (grupo G). E com as cabeças-de-série nº 4 Laura Evans/GAL e n.º 6 Suzie Opacic/ING em grandes dificuldades para se apurarem (com esta última quase fora).

 

Grupo

J

N

CS

R

J

N

CS

A

Maria

Catalano

ING

3

5-0

Paula

Jugde

IRL

-

A

Vidya

Pillai

ÍND

-

5-0

Jeong Min

Park

CS

-

B

Waratthanun

Sukritthanes

TAI

-

5-0

Tan Bee

Yen

SIN

-

C

Reanne

Evans

ING

1

5-0

Suniti

Damani

ÍND

-

C

Hoe Shu Wah

SIN

-

3-2

Nutcharat

W.

TAI

-

E

Suzie

Opacic

ING

6

2-3

Amee

Kamani

ÍND

-

G

Diana

Schuller

GER

-

4-1

Neelam

Mittal

ÍND

-

H

Laura

Evans

GAL

4

2-3

Varsha

Sanjeev

ÍND

-

Alguns dos resultados da 2ªjornada da fase de grupos

(dos 16 Jogos realizados)

 

Amanhã encerrando-se com a realização da 3ªjornada a 1ªfase, iniciando-se na próxima quinta-feira a 2ªfase a eliminar (agora com 16 jogadoras). Para já com 4 dos cabeças-de-série já apuradas e com três jovens a tentarem intrometer-se e com uma delas igualmente já apurada: a alemã Diana Schuler. Ficando-se amanhã a saber da sorte das cabeças-de-série em risco e dos jogos da 1ªEliminatória (2ªfase).

 

(imagem: mysnookerstats.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:15

Ou Seja Sem Dinheiro, Não Há Bem Bom!

(só para os vivos porque os outros já estão mortos)

 

maxresdefault.jpg

Explosão num dos reatores da Central Nuclear de Fukushima

(na sequência do violento sismo seguido de tsunami ocorrido em 11 de Março de 2011)

 

“I think it’s one of the evil words of our day – fukko (reconstruction) – because it excuses everything that is going on: the forced returns, the use of workers in very questionable circumstances and work environments, what is done to children.” (Norma Field, Professor of Japanese Studies, University of Chicago – greenpeace.org)

 

Os próximos Jogos Olímpicos a realizarem-se dentro de três anos no Japão, terão a sua Aldeia Olímpica instalada na capital do país – Tóquio. Uma capital escolhida pelo Comité Olímpico Internacional em 7 de Setembro de 2013, superiorizando-se a outras candidaturas apresentadas por Baku (Azerbaijão), Doha (Catar), Istambul (Turquia) e Madrid (Espanha). Numa 1ªfase sendo postas de lado as capitais Baku e Doha e na decisão final com a maioria do comité a apoiar o candidato asiático (Japão) face às duas candidaturas europeias (Espanha e Turquia). Numa decisão tomada em Setembro de 2013 dois anos depois de um violento sismo acompanhado de tsunami ter atingido o Japão (Março de 2011).

 

Após seis anos sobre a data do sismo de M9.0 acompanhado de tsunami que destruiu parcialmente a central nuclear de Fukushima (11 de Março de 2011), enquanto a população aí residente e dai evacuada na altura se mostra reticente ao início do seu regresso (a casa), por outro lado as autoridades japonesas indicam que estão criadas as condições para tal concretização: tudo controlado.

 

Mencionando-se este último facto apenas para recordar que esse tsunami atingiu à sua passagem a central nuclear de Fukushima, ocasionando um desastre nuclear de grandes proporções e levando-nos logo a compará-lo com o ocorrido em Chernobyl: colocando-nos de imediato a pensar qual dos dois seria o mais grave ou se não seriam ambos uma catástrofe. Tanto no caso de Chernobyl como no de Fukushima com toda a área envolvendo as centrais a ter que ser evacuada, deixando localidades desertas, campos e indústria abandonados, vidas feridas e destruídas e sobretudo um silêncio total e um forte sentimento de medo e de abandono. E uma dúvida com toda a certeza existencial: como é que tal foi possível?

 

Com as autoridades governamentais japonesas – e delegada essa responsabilidade ao Ministério da Energia e à Companhia de Eletricidade de Tóquio (a central é em Fukushima mas quem usufrui maioritariamente dela é a capital) – a terem como primeira prioridade o embelezamento superficial e paisagístico da região não fossem os turistas fugirem e as Olimpíadas fracassarem: com os japoneses a serem apenas peças decorativas mas agora de uma peça dramática. Tratando-se deles depois mas agora mostrando-os instalados em casa e felizes.

 

Mas aqui o que mais nos toca e fere profundamente (relembre-se que os efeitos provocados pela radioatividade poderão alastrar por todo o território terrestre ou marítimo, ao serem transportados por ar, terra ou mar) é a indiferença que parece acompanhar este tema (o nuclear) em decisões tão importantes como esta tomada pelo COI. Mas quem os poderá responsabilizar?

 

20141106_Tokyo_800x600.jpg

O estádio central e coração dos Jogos Olímpicos de Verão Tóquio 2020

(uma obra do arquiteto japonês Arata Isozaki fazendo lembrar uma tartaruga)

 

O incidente ocorrido na central nuclear de Fukushima (240Km de Tóquio), não só nos faz lembrar o incidente na central nuclear de Chernobil (há 31 anos) – na semelhança que os efeitos nocivos induzidos pela intensa radioatividade podem provocar numa grande área populacional – como simultaneamente por todo o cenário envolvente e modelo replicador (sismo, tsunami, explosão, fugas e contaminação atmosférica do solo e das águas), podendo ser de um nível de perigosidade ainda não muito bem calculado.

 

É que se não fizermos nada e entrarmos na onda da situação, poderemos um dia e ao virar da esquina não sermos prejudicados na nossa vida e saúde como o foram os ucranianos no caso de Chernobyl (com as autoridades a secundarizarem a segurança da população em volta com falhas graves na manutenção e prevenção),

 

Passados 6 anos sobre a explosão na central nuclear de Fukushima e com indicações de que o nível de radiações emitidas por um dos seus reatores (danificado) está num dos níveis mais elevados desde esse incidente, eis que incompreensivelmente, contra a opinião esmagadora da população e sem dados suficientes que apoiem tal decisão (nem todos os dados são revelados) são as autoridades responsáveis pela manutenção da saúde (dessa população) a aconselharem-nas ao seu regresso: até porque suspensa a evacuação e libertada a área quem não voltar perderá o subsídio (de habitação).

 

Mas ao sê-lo feito de uma forma mais democrática e ocidental (ou seja perversa e sem vergonha) escolhendo a melhor forma de os acalmar (e poupar dinheiro) obrigando apenas as vítimas a regressar (esquecer e morrer) – ao lugar para onde foram declaradamente atirados para a infelicidade e para o terror.

 

Para se compreender o que um desastre Natural poderá provocar numa estrutura Artificial criada pelo Homem, basta referir-se que no sismo seguido de tsunami que varreu a costa leste do Japão em 11 de Março de 2011 (fez sábado 6 anos) – atingindo também Fukushima – morreram dezenas de milhares de pessoas, desapareceram alguns milhares e fugiram mais de centena e meia de outros milhares (nem 1/4 tendo já regressado).

 

Ou seja de uma forma inacreditável e criminosa, com o Governo japonês (ainda-por-cima cada vez mais pressionado com a aproximação dos Jogos Olímpicos) de um modo natural, como se nada se tivesse passado e de modo a tranquilizar os anteriormente considerados como potenciais doentes (agora tratados como saudáveis), “a obrigar essas mesmas vítimas a regressarem aos seus lares sob avisos de penas pesadas”.

 

The massive disaster that struck the east coast of Japan on 11 March 2011 has been referred to as a “triple disaster” – earthquake, tsunami, and triple reactor core meltdowns. The tsunami and earthquake claimed tens of thousands of lives and devastated coastal communities. The Fukushima Daiichi nuclear disaster forced many more people from their homes, communities, and livelihoods and has prevented their return. (greenpeace.org)

 

Quando o defeito não estava nas presas, mas na qualidade do ambiente proporcionado pelos seus predadores – neste caso utilizando o nuclear para o benefício que não certamente o das populações: com os trabalhos em torno da Central Nuclear de Fukushima a prosseguirem, com as fugas de material radioativo para o oceano a continuarem, com todas as áreas em torno da central a serem afetadas, colocando tudo e todos em risco (devido à presença de elementos radioativos no solo, no ar e na água) e mesmo assim não recuando declarando o Japão e Tóquio Livres (de poluição) e dando as boas vindas às Olimpíadas. Do povo se tal for necessário se tratará a seguir).

 

(imagens: ines7.info e sbs.com.au)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:06

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