Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

02
Jun 17

“Afundados na sobrevivência da nossa espécie, pouca atenção prestamos a tudo o mais que nos rodeia, esteja perto ou esteja longe, seja visível ou não no Céu. Nem sendo capazes de ao olhar para o Universo aí ver um Organismo Vivo.”

 

PIA21612.jpg

Enceladus

Hemisfério Sul - PIA 21612 - Sonda Cassini

(Antes e Depois)

 

Numa imagem editada na passada quarta-feira (dia 30 de Maio) pelo Site da NASA photojournal.jpl.nasa.gov, os responsáveis da missão Cassini-Huygens observando e estudando a lua de Saturno conhecida como Enceladus, chegaram à conclusão que o eixo da mesma se teria deslocado há milhões de anos atrás cerca de 55⁰ em latitude (em mais uma ação da sonda Cassini com o fim marcado para Setembro).

 

Reorientando-se de tal forma que terrenos localizados anteriormente perto do equador de Enceladus se recolocaram agora nos polos (tendo em conta a posição original do eixo imaginário da lua). Num fenómeno conhecido por true pole wander (a solid-body rotation of a planet or moon with respect to its spin axis, causing the geographic locations of the north and south poles to change, or "wander"/Wikipedia.org).

 

Ignorando estarmos perante um Universo por nós definido como possivelmente (o que nos induz logo numa incerteza sem parâmetros concretos) Infinito (e no entanto inserido num conjunto de outros Universos) continuamos como medida autoproposta de proteção (da nossa espécie) a refugiar-nos numa visão em que somos o centro do Mundo e com tudo o que vemos à nossa volta a estar aí apenas para nos servir (ou não fossemos nós até ao momento e apesar de todos os nossos esforços, os únicos seres considerados organizados e inteligentes): sabendo sermos todos tal como tudo o que nos rodeia um resultado do mesmo molde, evoluindo em conjunto com o Mundo Primordial (surgindo do “Vazio” ao dar-se o choque Matéria/Eletromagnetismo) e espinha dorsal da nossa evolução ‒ o Mundo Mineral.

 

Numa observação direcionada para o Hemisfério Sul da lua de Saturno sendo bem visível a referida deslocação de terrenos (equador → polos), com as diferentes cores atribuídas a representarem a representação topográfica da mesma: a roxo as mais baixas (depressões) e a vermelho as mais altas (elevações) e uma cadeia de bacias ao longo da superfície gelada de Enceladus. Talvez devido à ação criativa do misterioso planeta Saturno.

 

E como tudo tem uma explicação para a sua Evolução e Transformação (lembremo-nos que nada se cria e nada se perde), com a possível oscilação registada no eixo de Enceladus a poder estar associado a um Evento astronómico ocorrido no passado (envolvendo dois objetos e sendo um deles esta lua do planeta Saturno ‒ que apesar do seu poderoso campo magnético não a conseguiu proteger), com o movimento e o subsequente impacto fazendo o planeta “saltar nas suas coordenadas”:

 

"The geological activity in this terrain is unlikely to have been initiated by internal processes. We think that in order to drive such a large reorientation of the moon, it's possible that an impact was behind the formation of this anomalous terrain". A collision with an asteroid or some other object in deep space may have caused the moon's tilt. (space.com)

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:39

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