Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

14
Jun 17

[A pergunta eventualmente colocada pelo atirador desta quarta-feira antes de entrar em ação]

 

Depois de glorificarem a violência como estratégia política (exclusivamente de sobrevivência e desvalorizando a situação e imagem do seu próprio país), os Democratas vêm-se agora com as primeiras consequências da sua campanha absolutamente implacável, não olhando a limites e verdadeiramente Assassina (no mínimo um assassinato político): com células agora ativadas (como as do ISIS) a tomarem a iniciativa (tendo Donald Trump como alvo) e a passarem à ação (a matar).

 

Congressman critical after surgery for wounds in DC-area shooting

(reviewjournal.com)

 

“A rifle-wielding attacker opened fire on Republican lawmakers at a congressional baseball practice Wednesday, wounding House GOP Whip Steve Scalise of Louisiana and several others as congressmen and aides dove for cover.”

 

58028868.jpg

Tentativa de assassinato tendo Republicanos como alvo (à falta de melhor ou seja de DT)

(na imagem com Steve Scalise nº 3 na Câmara dos Representantes dos EUA pelos REP)

 

Quando a 7 de Novembro de 2000 após dois mandatos Democratas na Presidência dos EUA (com Bill Clinton como Presidente e Al Gore na Vice-Presidência) George W. Bush foi eleito para o seu 1º mandato, apesar do menor número de votos populares alcançados (mais de meio milhão) mas tendo atingido a maioria no Colégio Eleitoral (271/266), a vitória de G. W. Bush não foi então contestada baseada na vitória de AL Gore no Voto Popular (pois toda a gente conhecia as regras do jogo com a vitória a ser conseguida através da maioria no Colégio Eleitoral) mas sim pela atribuição da vitória no Estado da Florida atribuindo 25 votos para o Colégio Eleitoral e desempatando a contenda a favor dos Republicanos (inicialmente tendo sido os Democratas a ganhar a Florida mas numa recontagem passando para o lado Democrata). Com a situação de impasse a manter-se durante uns tempos (pelo menos até meados de Dezembro) mas com os Democratas a aceitarem finalmente os resultados. Já em 2000 sendo a 4ª eleição em que tal sucedia (Voto Popular face Colégio Eleitoral) sendo Donald Trump apenas o quinto. Com os restantes a serem em 1824 John Q. Adams (Democratic-Republican Party), em 1876 Rutherford B. Hayes (REP) e em 1888 Benjamin Harrison (REP).

 

Presidenciais de 2000

7 Novembro

Voto Popular

%

Colégio Eleitoral

Estados

George W. Bush

REP

50.456.002

47,9

271

30

Al

Gore

DEM

50,999,897

48,4

266

20+DC

Presidenciais de 2016

8 Novembro

Voto Popular

%

Colégio Eleitoral

Estados

Donald

Trump

REP

62.984.825

46,1

304

30

Hillary

Clinton

DEM

65.853.516

48,2

227

20+DC

(Resultados das Presidenciais de 2000 e 2016)

 

Em 2016 e num contexto completamente diferente com o 45º Presidente dos EUA (Donald Trump/REP) a repetir o feito destes seus 4 antecessores (pela 5ª vez), ficando a quase 3 milhões de votos de distância do seu opositor (Hillary Clinton/DEM) ‒ mas obtendo uma grande maioria (ao contrário de G. W. Bush) no Colégio Eleitoral (304/227). E apesar da clara vitória no Colégio Eleitoral (+77) com o candidato vitorioso e já nomeado Presidente a continuar a ser atacado de uma forma violenta (fazendo lembrar os tempos, os processos e a metodologia do macartismo) e mesmo extremamente perigosa (por afetar todo o Governo, toda a Administração e toda a estrutura em que se baseia a sociedade norte-americana) apenas por ser quem é (uma ameaça à atual classe política parasitária seja Democrata seja Republicana) e pela sua vitória nunca esperada: mesmo sendo apelidado de Palhaço e de Boneco de Putin derrotando o Sistema (incarnado em Hillary Clinton) até aí apoiando os instalados (os Democratas com uma poderosa máquina nos média). Numa luta fratricida entre dois Partidos de referência e num tempo da História em que não haverá (num futuro já presente) lugares para todos: com as Corporações a assumirem de vez os instrumentos do poder, diluindo o Estado (com a ajuda dos milionários) e com ele dispensando os seus funcionários (e não apenas os de base como até os de topo ‒ eliminando os políticos). E disso todos tendo medo (os políticos) com o mesmo (sentimento) alastrando à (velhinha e decrépita) Europa (pela paupérrima imagem dos seus líderes).

 

Assistindo-se agora e como se estivéssemos irremediavelmente inseridos numa corrente violenta, destrutiva e unidirecional, a uma sucessão de acontecimentos sempre vindos do mesmo lado e com o único objetivo de fazer desaparecer um Presidente: associando-o aos russos e chamando-o de “traidor”, utilizando métodos do ISIS e “cortando-lhe a cabeça”, ainda o vendo mexer e chamando-lhe “monte de merda”, adaptando-o a uma peça e “esfaqueando-o até à morte” e nada mais acontecendo “nem mesmo no Congresso” (nas suas estupidificantes audiências) passando ao nível seguinte e “começando a matar” (mas ainda com o Presidente bastante lá para o fundo). Democratas que hoje nada têm a ver com figuras históricas como John F. Kennedy (1961/1963) e Jimmy Carter (1977/1981), num partido destruído por uma família (os Clinton) e colocado em banho-maria por um Evento algo estranho (a eleição de uma minoria fosse de raça negra ‒ neste caso Obama ‒ ou do género feminino, que não HC).

 

(texto/inglês e imagem: reviewjournal.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:37

[Depois de Decapitado ‒ e entretanto equiparado a Merda ‒ Esfaqueado Até à Morte com selo CNN de garantia]

 

Com a CNN completamente descontrolada na sua obsessão de fazer desaparecer seja de que maneira for o 45º Presidente dos EUA da cena política norte-americana (nem há cinco meses lá está), eis que é agora um dos apresentadores mais conhecidos desta estação Fareed Zakaria (norte-americano de origem indiana opondo-se de forma extrema ao atual Presidente) a envolver-se pessoalmente nesta campanha (de verdadeira tentativa de assassinato político) convidando inocentemente os que ainda o escutam (veremos o que acontece agora com os patrocínios) a ver a peça Júlio César como uma interpretação brilhante para a era de Trump (ao mesmo adaptada) e considerando-a mesmo uma obra-prima.

 

dt1.jpg

1

 

Como se pode ver pelas imagens (de 1 a 6) que atiraram esta peça para o palco e para a ribalta não de cariz teatral mas declaradamente informativo (senão nem sequer saberíamos da sua existência), o momento particularmente brilhante (6) e que contribuiu para o elogio do apresentador Fareed Zakari (erguendo segundo ele a peça a obra-prima do universo teatral):

 

dt4.jpgdt5.jpg

2/3

 

E já depois de ter sido “decapitado” e de ter sido considerado um “monte de merda” (contando inicialmente com a colaboração da CNN e posteriormente com a mesma distanciando-se e despedindo os seus agentes), eis que de novo o comportamento se replica e o Presidente é atacado, esfaqueado e mais uma vez assassinado ‒ num cenário ensanguentado, obviamente Primário, Violento e Selvagem e fazendo-nos de novo lembrar os atos perpetrados pelo ISIS (agora pelos vistos incluídos nos guiões “softs” da estação). Sugerindo mesmo a participação no festim da 1ª Dama.

 

dt6.jpgdt7.jpg

4/5

 

Ficando-se agora à espera da reação da estação CNN face a este ato deprimente e convidando à violência (nos atos semelhantes praticados anteriormente, acabando na dispensa do colaborador/funcionário) agora que é posto em causa não uma Katty Griffin ou um Reza Aslan mas um apresentador (dito) de referência como Fareed Zakaria: servindo-se de uma rede de televisão para numa expressão individual de ódio pelo seu Presidente (tentando cativar outros para a sua campanha pessoal) considerar uma obra-prima uma peça de teatro em que a “Cena” nos mostra o (convite ao) esfaqueamento e assassinato do 45º Presidente dos EUA.

 

snapshotdt9.jpg

6

 

Concluindo-se com toda esta Campanha Ininterrupta, Esmagadora e Nunca Vista de Assassinato Político Presidencial (iniciado no momento em que Trump de Palhaço passou a potencial Presidente), que jamais a sociedade norte-americana mudará enquanto se mantiverem de pé as duas principais estruturas de perpetuação de poder e recrutamento de clientela: o partido Democrata (c/ Clinton) e o partido Republicano (c/ Trump), sendo ambos os principais elementos parasitários de um Sistema e de uma Estrutura que já não precisando mais deles, se tentam (sistema e estrutura) libertarem dos mesmos, mas deparando com reações violentas como resposta. Com as grandes Corporações mandando no Mundo decoradas pelos seus patrões e acessórios, que falta fazem hoje os políticos?

 

(imagens: Inside Edition/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 08:59

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