Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

20
Dez 17

Para já com OUMUAMUA a limitar-se a ser um Calhau de origem Extrassolar (Natural apesar da sua forma pouco usual) e que por mero acaso passou pelo nosso Sistema (Solar) provavelmente com o Homem a nunca mais o voltar a ver (nas suas diversas e sucessivas gerações). Não havendo nenhuma indicação da presença de algum tipo de ser vivo alienígena no objeto interestelar para além da presença de algumas moléculas orgânicas (como o metano) formando as Tolinas (quando expostas a radiações ultravioletas).

 

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Com o alienígena Oumuamua a poder ser uma nave perdida no Espaço

 

Descoberto em Outubro (pelo telescópio Pan-STARRSA-1) e inicialmente designado como um cometa, posteriormente observado pelo Observatório Europeu (ESO) e dada a sua estranha forma sendo designado como um asteroide (alongado e com cerca de 400 metros de comprimento), o objeto Interestelar OUMUAMUA tal como a sua designação indica originário de uma outra estrela (que não o Sol) e de um outro Sistema (que não o Solar), despertou desde a sua primeira observação (anunciada a 19 de Outubro) a atenção de toda a Comunidade Científica (assim como de outros eruditos e leigos) dado ser o 1ºObjeto Extrassolar/Interestelar a ser registado pelo Homem a entrar no Domínio do SOL: introduzindo-se no interior do nosso Sistema Solar, fazendo a sua aproximação ao Sol e atingindo o seu periélio (relativamente a esta estrela e numa trajetória curva bem aberta) para de novo se começar a afastar (do Sol e da Terra) deslocando-se para as fronteiras do nosso Sistema Planetário, atravessando-a e finalmente alcançando o Outro Lado do Espaço ‒ nunca antes percorrido pelo Homem (exceto no que toca e de uma forma indireta às sondas automáticas PIONEER e VOYAGER) e segundo alguns (entre especialistas, curiosos e especuladores) deslocando-se para VEGA (a 25 anos-luz de distância) a estrela mais brilhante da constelação LIRA.

 

Esta semana de Dezembro (hoje dia 20) antecedendo o Natal e a Passagem de Ano (e com a observação de OUMUAMUA a ter-se iniciado já no fim de Novembro) com os responsáveis pela observação deste corpo celeste de origem INTERESTELAR a fornecerem-nos as primeiras informações sobre o mesmo (atualizando os dados já conhecidos sobre este estranho cometa ou asteroide), indicando-nos tratar-se certamente de um objeto de origem Natural (não produzido por algo/alguém logo não sendo artificial) e não transmitindo a partir do mesmo nenhum tipo de comunicações utilizando diferentes ondas (e frequências) de rádio ‒ e como tal (em princípio e não existindo dados Futuros apontando em sentido contrário) não envolvendo ET’S. Um objeto interestelar agora e de novo referenciado como um cometa (cometa → asteroide → cometa mas estranho), sob os efeitos da luz (visível) revelando uma tonalidade avermelhada e sob luz infravermelha um tom mais acinzentado (o expetável de ser detetado num cometa constituído por gelo e por poeiras e exposto à ação dos raios cósmicos) mas que sendo designado como um COMETA não deixa de ter um comportamento não habitual como aquando da sua recente aproximação ao Sol: não sendo visível aquando da sua passagem no periélio (relativamente ao Sol e concretizado no seu ponto de maior aproximação) nenhuma cauda no cometa nem sinais de sublimação. No caso de Oumuamua com o fenómeno a ser explicado através de uma maior e inesperada presença de material especialmente rico em carbono (a falta de cauda/de sublimação), dando-lhe uma tonalidade diferente para o avermelhado (segundo os especialistas uma das caraterísticas para objetos localizados para lá de Neptuno) e até nomeando os seus responsáveis: as TOLINAS.

 

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Telescópio de GREEN BANK associado à observação de Oumuamua

 

“Tolina é uma molécula formada pela ação de radiação ultravioleta solar em compostos orgânicos simples como metano e etano. Tolinas têm cor vermelha ou marrom e não são achadas naturalmente na Terra atual, mas são abundantes em corpos gelados no Sistema Solar externo, como Titã. Acredita-se também que elas são um dos precursores químicos da vida na Terra.” (wikipedia.org)

 

Assim de momento e em conclusão (passados estes primeiros dias de observação do objeto Interestelar Oumuamua) com os esforços da organização Breakthrough Listen a serem todos em vão, não conseguindo receber qualquer tipo de comunicações (via rádio) oriundas de Oumuamua: com as observações levadas a cabo pelo telescópio de Green Bank (e outros observatórios em colaboração) a não detetarem nenhum sinal mantendo-se o estatuto do objeto (sendo asteroide ou cometa) de origem Natural. Negando-se portanto a versão de ter origem artificial e até ligações a ET’s (porque será que nada dizem?) e de ser apenas um (simples) calhau viajando pelo Universo (local). Não deixando no entanto a sua passagem por cá e o seu estudo mais profundo de ser deveras interessante (e importante), podendo-se aprender com Oumuamua muito do nosso Universo (e da sua Evolução) e até do que poderá existir para lá da nossa Membrana (de limite imaginário e talvez de proteção real) ‒ As Fronteiras do Sistema Solar. Mas (por outro lado) desiludindo muitos, por mais uma facada na sua (já tão mal tratada) Esperança (mesmo que louca ou delirante): “Oumuamua might be a massive cylinder-shaped generation ship or some alien space probe sent to communicate with the whales! I guess first contact – and hence, proof we are NOT alone in the Universe – is something we’ll have to wait a little longer for.” (Mat Williams/universetoday.com)

 

(imagens: GETTY+NASA e GETTY em express.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:41

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