Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

26
Dez 17

“Na nova caraterização das tempestades Franco-Ibéricas, depois de ANA (a Pioneira) surge BRUNO seguindo-se posteriormente CARMEN.”

 

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Com chuva e vento intenso

 

Agora que um grupo de meteorologistas englobando três países ‒ França, Espanha e Portugal ‒ se reuniram para fundarem o seu Departamento de Tempestades (denominando-as para o seu processador/memória por ordem alfabética/aparecimento), depois da passagem da Tempestade ANA eis que surge agora a Tempestade BRUNO.

 

Esta segunda-feira (dia 26) com a região dos Pirenéus (fazendo fronteira entre a França e a Espanha do Atlântico ao Mediterrânico) a entrar em estado de alerta laranja, devido ao aproximar de uma tempestade (moderada) acompanhada de ventos fortes (com rajadas na ordem dos 100/120Km/h).

 

Posteriormente deslocando-se para Espanha com chuva, neve e fortes ventos (a principal preocupação justificando o alerta), com as comunidades a serem as mais afetadas a serem as rodeando os Pirenéus (atingindo assim a Catalunha), com descida generalizada das temperaturas e podendo ainda levar (nas próximas horas) com outra frente da tempestade (também ela transportando mais chuva).

 

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E com forte agitação marítima

 

Nesta noite de segunda (26) para terça-feira (27) e no que diz respeito a Portugal particularmente aos nossos vizinhos (localizados a norte e habitando a Galiza), começando já a ser sentida a chegada de Bruno com muitos municípios já em estado laranja. Assim já esta terça-feira (27) sentindo-se a chegada do Bruno (obviamente a Portugal) prevendo-se tempo de chuva, vento forte e mar agitado (estendendo-se por todo o dia/27 e ao dia seguinte/28).

 

Com ventos entre os 80/120Km/h (sobretudo a norte e no centro), períodos de chuva e forte agitação marítima (com ondas de 4/6 metros). Segundo informações oriundas do IPMA com o tempo a manter-se assim pelo menos até à próxima quinta-feira (28) e no que diz respeito a Albufeira (sorte de ser do Sul) chovendo sobretudo a 26/27, com vento moderado e temperaturas entre os 9⁰C/20⁰C (mínima/máxima).

 

(imagens: RTP/REUTERS e SÁBADO/GETTY)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:42

“Numa cidade entrando num curto período de repouso antes da Passagem do Ano”

 

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1

Rua dos Bares

(na Av. Descobrimentos virando à direita para a Av. Sá Carneiro)

 

Ultrapassado o dia 24 e 25 de Dezembro e já com todos tendo descoberto o que o seu Pai Natal lhes deixou no sapatinho (mas ainda com muitos com a sola do sapato de boca aberta ou então com o seu único par de meias cheio de buracos ‒ e assim nunca atingindo o efeito desejado nesta quadra natalícia sendo mais um familiar ou amigo para quem não os tem) no dia 26 já no início da tarde e ainda com a esmagadora maioria dos negócios fechados (ligados como é evidente à Hotelaria/Restauração ou associados a essa área) resolvi dar uma pequenina volta pela cidade de Albufeira e no local verificar ao vivo o que se passava nas ruas da cidade (e nas zonas próximas envolventes como será o caso das praias e do mar). E percorrida a Avenida dos Descobrimentos desde a Rotunda dos Relógios (entrando pela Avenida da Bela Vista) virando à direita e entrando na Rua dos Bares passando pelo Figueirinha (1): com pouca gente na rua parecendo mais um deserto.

 

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2

Praia da Oura

(Restaurante/Bar Borda D’Água)

 

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3

Praia da Oura

(mesmo no fim/junto à praia da Rua Ramalho Ortigão)

 

Descendo então toda a Avenida Sá Carneiro, passando à direita do Liberto’s Bar (esquerda do posto dos CTT) e chegados ao Wild & Co, contornando de seguida a rotunda e descendo a rua Ramalho de Ortigão, atingindo-se finalmente a praia da Oura (3) ‒ usufruindo-se não só do colorido artificial das lojas e dos bares (como sempre à beira-mar plantados) como das cores da Natureza (sempre belas e absorventes e fazendo-nos pensar/recordar) nesta época do ano (de Inverno e de Natal). Com o Borda-D’água (2) aberto mas com pouco pessoal (tempo frio e de chuva) e sem ninguém na praia passeando pela areia e aproveitando o momento: no fundo e ultrapassada a terrível semana de compras (sobretudo de comida e prendas) desta quadra de Natal (terminada a 24 de Dezembro por volta das 19:00), entrando-se num período de nojo (de uns 5 dias) terminando a 31 com a Passagem do Ano ‒ e de 31 para 1 com os Xutos & Pontapés (mas já sem o Zé Pedro) iniciando-se aí (na Praia dos Pescadores) o ano de 2018.

 

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4

A caminho do INATEL

(vindo da Oura e descendo a Avenida Infante D. Henrique)

 

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5

Praia do INATEL

(parecendo uma escavação aspeto tradicional da praia durante o Inverno)

 

Saído do Borda D’Água e dirigindo-me (4) para o INATEL (pela Avenida Infante D. Henrique) aproveitando a ocasião (dada a pouquíssima gente presente e ausência de confusão) para espreitar a praia (5) reconfirmando a sua evolução (muito peculiar nesta altura do ano): mais uma vez com o esgoto a céu aberto que há dezenas de anos acompanha esta praia (de referência para quem vem a Albufeira frequentando o INATEL) ‒ umas vezes mais escondido/outras menos, umas vezes mais feio e sujo/outras menos ‒ a dizer Presente, confesso que agora parecendo mais uma escavação (arqueológica) de algum caminho antigo e perdido no passado e agora indo dar (sabe-se lá porquê) ao mar. Talvez fazendo parte de um antigo muito caminho (ele está lá bem visível) levando para um Outro Mundo mas não se sabendo bem qual (e em nome do Progresso/de Albufeira, hoje sendo apenas um emissário/submarino/ou nem tanto, dedicando-se exclusivamente ao transporte de produtos de grande toxicidade).

 

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6

Praia do INATEL

(olhando o mar durante a tarde a partir do seu areal)

 

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7

Albufeira

(passando pela Praia dos Pescadores, pela Praia do Túnel e chegando à Praia do Peneco)

 

Mas como tudo no Mundo tem a sua própria beleza (mesmo que escondida entre toneladas de construções supérfluas e artificiais) seja ao olhar para o mar seja ao olhar para terra, conseguimos ainda interpretar este único cenário (necessitando de apenas e para tal ter um pouco de cultura e para ajudar de memória ‒ as Referências) desde que recuemos um pouco (nas coordenadas do tempo e do espaço) colocando-nos como se frente a um Espelho no respetivo Lugar (utilizando de preferência todos os órgãos dos sentidos): sendo sempre maravilhoso (estonteante) um cenário (6) à beira-mar (sendo 100% natural) ou a descoberta extraordinária (7) entre os escombros (edifícios novos soterrando edificações antigas e esmagando pessoas ainda vivas) do passado já lendário de Albufeira (na sua cronologia passada e por espírito de sobrevivência indígena seguramente na presente). Só sendo necessário parar, por uns breves instantes pensar e como as vagas das ondas, deixar-se ir e penetrar ‒ e mesmo entre o cimento altaneiro sobre o mar, descobrir algo de outrora e assim recordar/respeitar (todos os antepassados que ‒ como eu ‒ um dia por cá passaram). Com esta bela baía de águas em geral tranquilas, de um lado tendo as casas e do outro o vasto mar.

 

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8

À esquerda e ao fundo ficando/encoberta a Rotunda dos Descobrimentos

(com a estrada oriunda da EN125 e chegando a Albufeira, para um lado tendo a marina, para o outro tendo a Câmara e descendo a zona antiga)

 

E terminando esta voltinha na Rua da Encosta lá para os lados do ALDI (8) ‒ de início procurando o presépio (visível de certos lados para quem se dirige à rotunda) mas não o encontrando, desistindo ‒ dirigindo-me então para casa mas já lá não encontrando (quase) ninguém: tal como eu tendo saído (com o cão) para darem uma voltinha. Depois de uma semana infernal antecedendo 25 (praticamente de 15 a 24 ou sejam 10 dias) com todos a competirem para uma ida às compras sobretudo em grandes áreas e com milhares de pessoas (formando uma multidão por vezes parecendo ululante), caindo-se repentinamente num estado de letargia, sem grande presença humana e ausência de movimentos (entre extremos, dos 80 aos menos de 8) como se fosse a Bonança antecipando a Tempestade (de 31 para 1): tudo fechado, tudo parado e nada havendo (de novo para além de comer) para fazer. Esperando-se pelo jantar (sendo quase nove da noite e não havendo nada a cheirar) e talvez restos do Natal (do bacalhau/roupa velha e do peru/talvez com massa).

 

(imagens: PA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:46

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