Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

15
Jan 18

Arraiolos – dia 15.01/11:51 – Sismo M4.9

 

"Foi horrível, foi muito forte. Não ganhei para o susto, parecia um grande camião a passar e tremeu tudo. Durou poucos segundos. Nunca tinha visto tanta gente aparecer de repente, foi tudo para a rua."

(Sismo em Arraiolos/dn.pt)

 

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Um sismo registado pelas 11:51 desta segunda-feira, com intensidade de M4.9 e epicentro a NW de Arraiolos e segundo testemunhos sentido do Porto a Portimão

 

Hoje dia 15 de Janeiro (segunda-feira) início de mais uma semana de trabalho (para muitos portugueses) e pouco antes do meio-dia (pelas 11:51) a terra tremeu no Alentejo: com um sismo de epicentro localizado a NE de Arraiolos (distrito de Évora), a cerca de 16Km de profundidade e de intensidade M4.9, a ser sentido não só na vila alentejana como noutras regiões mais a sul (como Beja, Ourique e até Portimão) chegando mesmo até Lisboa (e alcançando Coimbra). Com alguns a afirmarem terem-no sentido na região do Porto (Gaia e Matosinhos).

 

Adicionalmente com a intensidade máxima do sismo a ser registada e sentida (a partir de dados fornecidos pelo IPMA) na região de Elvas (por exemplo com as suas escolas a colocarem os seus planos de prevenção e segurança contra sismos em ação, evacuando os alunos) segundo testemunhos sentindo-se bem o abalo e o barulho a acompanhá-lo ‒ e no caso da cidade de Évora (localizada a cerca de 20Km do epicentro) devido essencialmente ao ruído (acompanhando os segundos de abalos) fazendo as pessoas assustadas a fugirem para a rua: nunca tendo sentido uma coisa como esta.

 

E assim depois de outros dois fortes abalos já sentidos nestes últimos dias (e durante este fim-de-semana) ‒ com consequências no Presente o incêndio em Vila Nova da Rainha (provocando 8 vítimas mortais e quase 40 feridos) e com consequências no Futuro as eleições para líder do PSD (tendo como candidatos 2 Pré-Derrotados) ‒ eis que um novo abalo condiciona Portugal, já tão sofrido, já tão explorado: agora com as forças da Natureza de uma forma independente (sem a contribuição direta do Homem) intervindo e fazendo das suas (felizmente só para assustar).

 

O sismo com epicentro a seis quilómetros a norte de Arraiolos, distrito de Évora, atravessou a fronteira e foi sentido “com preocupação e nervosismo” em Badajoz, Mérida e Cáceres, na região espanhola da Extremadura.

(publico.pt)

 

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Um sismo de intensidade M4.9 tendo a vila de Arraiolos como foco, na região sendo o mais forte desde há 58 anos e tendo já registado (até às 20:00) 7 réplicas (entre M1.2 e M2.5)

 

Um sismo considerado ligeiro/moderado (M4.9) não tendo provocado feridos ou danos materiais (conhecidos), mas que pela sua intensidade e ruído (acompanhando o abalo) causou algum pânico entre a população (preparando-se para almoçar) fazendo as pessoas com receio (até pela estabilidade das casas) a sair por (uma questão de) segurança para a rua. E com o último grande sismo registado em Portugal a ocorrer faz daqui a 13 meses (aproximadamente) 50 anos (28 de Fevereiro de 1969), durante o período da madrugada (pelas 02:40) e com magnitude de 8.0 na escala de Mercalli (M6.0/M7.0 na escala de richter).

 

E se no sismo de 1969 se registaram alguns danos materiais e 13 vítimas mortais sentindo-se com maior intensidade os seus efeitos na capital (Lisboa) e a sul do rio Tejo (com o seu epicentro localizado a SW do Cabo de S. Vicente nas profundezas do oceano Atlântico) – como resultado/efeito do movimento/compressão exercida entre duas placas tectónicas (localizadas a sul de Portugal, a Africana e a Euroasiática) – já no de 1909 com outro de M5.0/M6.0 (sismo de Benavente, com origem em terra, na falha do vale do Tejo) com tudo a ser bem diferente registando-se mais de 40 mortos e 75 feridos (sobretudo nessa zona).

 

Em 1755 e como todos já sabem (afetando Lisboa/Algarve/Marrocos – nesse aspeto como no de 1969) com o sismo (M8.7/M9.0) a provocar milhares de vítimas mortais (podendo atingir uma centena de milhar) além de danos materiais (sendo seguido por um tsunami destruindo parcialmente Lisboa); e no que diz respeito ao Algarve (nesse dia) há uns 262 anos atrás (1º de Novembro), além da grande destruição provocada pelo sismo em terra (generalizada), com o tsumani seguinte com ondas até 30 metros a varrer toda a costa (inundando e destruindo) e afetando muitas localidades esmagadoramente (comunidades) piscatórias.

 

[Na região do Algarve com o último sismo a ser também registado esta segunda-feira (dia 15 pelas 00:07) – 11h e 44mn antes do de Arraiolos – curiosamente a SW de Albufeira e com intensidade M1,9.]

 

(imagens: rtp.pt e cmjornal.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:34

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