Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

29
Jan 18

A próxima grande luta travar-se-á inevitavelmente entre a minoria detentora da maioria dos recursos (os Patrões) e aquela massa sempre estranha (nem parecendo humana), disforme mas adaptável (os Capatazes e os Gerentes) ‒ que até agora têm sido invariavelmente os seus mais que tudo (até à mais vergonhosa subserviência) ‒ mas que vendo-se agora em perigo eminente de despromoção e de extinção lutam desesperadamente pelos seus direitos pretensamente adquiridos e (como qualquer animal, especialmente se gravemente ferido) pela sua mera sobrevivência (os Políticos): e com a maioria das vítimas a pertencerem como sempre ao 3º grupo ‒ os dos Mal Representados (no total uns 7,5 biliões de terrestres).

 

Presidenciais dos Estados Unidos da América

(realizadas em 2016)

 

Partido

Votação

Variação Presidenciais 2012 (c/Obama)

Colégio Eleitoral

Variação Presidenciais 2012

(c/Obama)

Republicano

(Donald Trump)

62.984.825

+2.051.321

304

+98

Democrata

(Hillary Clinton)

65.853.516

-62.279

227

-105

 

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Presidente Donald Trump

(REP)

Na sua tomada de posse como Presidente dos EUA em 20 de Janeiro de 2017

 

[Em vez do partido Democrata confrontar Hillary Clinton face à sua inesperada (e com consequências) derrota eleitoral (conseguindo até diminuir a votação de 2012 em Barack Obama em mais de 60 mil votos) ‒ com os EUA a escolherem em vez dela e como seu Presidente o milionário Donald Trump (curiosamente com mais de 2 milhões de votos que o seu colega anterior nas eleições presidenciais de 2008 Mitt Romney) ‒ infelizmente optando por não reconhecer a derrota e utilizando de uma forma totalitária os Média lançando o país num estado (felizmente e para já de uma forma aparente e apenas para o Mundo ver ‒ e ser forçado a tomar partido tal como numa luta envolvendo os pais e os filhos) de pré-Guerra Civil.]

 

Câmara de Representantes dos Estados Unidos da América

(composição em 2018)

 

Partido

Membros

%

Variação Congresso anterior

Republicano

239

55

-7

Democrata

193

44

+6

Independentes

0

0

0

(Vagos)

3

1

+1

Total

435

100

435

 

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Líder da Câmara de Representantes Paul Ryan

(REP)

Na Câmara não deixando associar DACA ao problema da Emigração Clandestina

 

[Sendo conveniente recordar que (até para valorizar a campanha levada a cabo pelos apoiantes de Donald Trump) aquando das Presidenciais Norte-Americanas ‒ seguindo-se a um ponto crítico (político) extremamente negativo para o partido Republicano (com as sondagens em queda e algumas críticas a acentuarem-se pela contínua obstrução destes às iniciativas do presidente Democrata Barack Obama) ‒ e com o aproximar (em condições bastante duvidosas de êxito eleitoral) do momento decisivo (com os ataques a Donald Trump a sucederem-se e a intensificarem), igualmente se realizaram eleições para a Câmara (de Representantes) e para o Senado: com os Republicanos a manterem (com alguma surpresa) a mesma maioria anterior (de 2012) ‒ relativa (não absoluta).]

 

No dia de 16 de Novembro de 2016 a Elite Norte-Americana então no Poder (assim como todos os seus associados e restantes adaptados) ‒ rodeando o partido Democrata ‒ teve a maior surpresa da sua vida (e provavelmente de todos os seus antecessores vitoriosos ou derrotados) ao ver o seu Presidente previamente já eleito (facto confirmado no dia das eleições com os quase 3 milhões de votos a mais em relação ao seu adversário) a ser derrotado pelo (sempre vigente mas agora posto em causa) mecanismo eleitoral: colocando inopinadamente a Presidência dos EUA nas mãos de um Republicano, ainda-por-cima não sendo um Político Profissional (sem passado notório como governador, congressista, senador, etc.) ‒ ou seja de uma forma simplificada um erudito dos meandros do mecanismo e do funcionamento da relação patrão/empregadomas apenas um simples (o cerne da questão colocando todo um grupo julgando possuir direitos para sempre adquiridos em risco/a classe política) Milionário bem-sucedido ‒ um leigo, a nível político um verdadeiro ignorante pensando estar a lidar com o seu Império Imobiliário (mesmo que internacional e de evidente sucesso, sendo obviamente de visão e alcance limitado) e não com a maior potência existente à superfície do planeta (Terra seguindo-se Marte) tanto económica, como financeira, como militarmente.

 

Senado dos Estados Unidos da América

(composição em 2018)

 

Partido

Membros

%

Variação Senado anterior

Republicano

51

51

-3

Democrata

47

47

+3

Independentes

2

2

0

(Vagos)

0

0

0

Total

100

100

100

 

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Líder da Maioria no Senado Mitch McConnell

(REP)

Eleito para o Senado pelo Kentucky e ocupando o cargo desde 03.01.2015

 

[Com o partido Republicano apesar de deter a Presidência, a maioria na Câmara e a maioria no Senado (ambas relativas), não tendo a mínima hipótese de impor condições dado não atingir a maioria absoluta nem na Câmara nem no Senado (necessitando para tal de votos dos Democratas).]

 

Nesse dia de Novembro iniciando-se todo um plano de não-aceitação da derrota (por parte dos apoiantes de Hillary Clinton) e da tentativa alternativa de assalto ao poder, não o tendo atingido de forma legal dinamitando em sua substituição a Casa Branca e fazendo implodir o Presidente: com o processo de assalto ao poder a tornar-se mais notório desde a tomada de posse (20 de Janeiro de 2017), colocando aparentemente os EUA em clima interno de pré-Guerra Civil (contrariando a evolução económica positiva) ‒ e transmitindo mais uma sua péssima imagem ao Mundo ‒ e por outro lado colocando (definitivamente) Donald Trump nas mãos dos militares (muito do gosto Republicano e do Complexo Industrial-Militar) dando-lhe ainda mais protagonismo externo (certamente mais perigoso). Num conflito norte-americano mas que amanhã se tornará global, opondo os Donos do Mundo aos seus ainda atuais representantes: com os Milionários (os Patrões) a quererem dispensar os Políticos (na hierarquia social sendo apenas os elementos de ligação entre patrões/empregados, podendo teoricamente e a qualquer momento ser substituídos mas pelos vistos nunca excluídos, por direitos talvez sobrenaturais adquiridos) eliminando-os progressivamente da cadeia (alimentar) e terminando com a intermediação ‒ uma das maiores fontes de riqueza num imenso oceano de corrupção. Daí a Guerra de Morte (nos EUA) entre Políticos e Milionários, naturalmente não comentado sem autorização dos patrões (agora reunidos em Davos e com um Presidente-Milionário à frente dos EUA).

 

[Sendo conveniente recordar a existência nos EUA de uma outra Assembleia (além da Câmara dos Representantes e do Senado) o Congresso dos EUA: juntando os 435 Representantes aos 100 Senadores sob a liderança do Mike Pence (o Vice-Presidente dos EUA) e de Paul Ryan.]

 

(imagens: AFP/GETTY/GETTY)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:19

Hillary Clinton!

 

[Na cerimónia conduzida por James Corden e transmitida pela CBS a partir do Madison Square Garden (em Nova Iorque), com o apresentador (misturando política e humor e a partir da leitura do livro Fogo & Fúria) tentando eleger o seu melhor narrador atribuindo-lhe um Grammy Award ‒ neste caso Hillary Clinton e tal como diria Donald Trump Jr “Getting to read a fakenews book excerpt at the Grammys seems like a great consolation prize for losing the presidency.” (@DonaldTrumpJr/twitter.com/GrammyAwards)]

 

1.jpg

Falando-se de Donald Trump

 

Com a realização no passado domingo da 60ª edição do GRAMMY AWARDS e quando toda a gente já pensava que o grande vencedor teria sido BRUNO MARS (ganhando todos os prémios para o qual estava nomeado),

 

2.jpg

Esperando-se o veredicto

 

Eis que concluído o evento e quando todos esperavam a consagração do músico havaiano outro elemento assume todo o Protagonismo (mesmo não sendo músico, nem sequer tendo estado presente) ofuscando-o (e exibindo todo o seu aparente poder como Agente Infiltrado) nos Média:

 

Hillary Clinton Brings The Heat In ‘Fire And Fury’ Reading During Grammys

Cardi B, John Legend, Snoop Dogg, DJ Khaled and Cher also read from Michael Wolff’s book in the political sketch.

(Jenna Amatulli/huffingtonpost.com)

 

Acompanhado pela sua banda (Cardy B, Cher, DJ Khaled, John Legend e Snoop Dogg) e (certamente) por um dos seus promotores (James Corden), uma artista claramente com um objetivo/político (de um hipotético sucesso individual, mesmo que assente em sucessivas derrotas coletivas), oriunda do Mundo (subliminar e manipulativo) do Espetáculo (com alguns dos seus atores estranhamente comprometidos) e de nome HILLARY CLINTON ‒

 

3.jpg

James Corden

 

Antes tornada mundialmente famosa pelas mãos (uma forma figurada de apresentar a questão) do seu marido (e do seu pretenso escândalo sexual numa América bipolar) agora transformada num ícone pelas suas próprias mãos.

 

In a sketch during the award show, host gathered music greats to audition to narrate Michael Wolff’s best-selling account of President Donald Trump’s White House, “Fire & Fury: Inside the Trump White House”, in an effort to get nominated for the Best Spoken Word Album category. But there was one not-so-musically inclined reader in the mix too: Hillary Clinton.

(Jenna Amatulli/huffingtonpost.com)

 

Sendo capaz (mesmo que perdendo mais de 60.000 votos) de transformar uma campanha presidencial vencedora e suportada pela manutenção dos 65 milhões de apoiantes de Obama em 2012, numa inesperada senão mesmo inqualificável derrota eleitoral (sobretudo político-ideológica e com fortes implicações no futuro dos EUA, da Europa e do Mundo),

 

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Cher

 

Ao conseguir lançar mais de 2.000.000 de Deploráveis nas mãos de TRUMP dando-lhe a vitória de bandeja (mesmo com mais 3.000.000 de votos no total) no decisivo Colégio Eleitoral (esmagando-a por 304-227). Inacreditável!

 

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Bruno Mars

 

Mas nunca esquecendo Bruno Mars (o último acessório de Hillary Clinton).

 

Apêndice

 

Mas como tudo é política com ou sem música de ambiente, surgindo de imediato a resposta por parte dos Republicanos (neste caso de Nikki Haley embaixadora dos EUA na ONU): “I have always loved the Grammys but to have artists read the Fire and Fury book killed it. Don’t ruin great music with trash. Some of us love music without the politics thrown in it” (@nikkihaley/twitter.com) ‒ com o lixo a ser o livro (de Michael Wolff) e a presença de Hillary (como narradora).

 

Vindo de alguém sem estatuto moral para se insurgir contra tal desaforro (ainda por cima maioritariamente oriundos não de Estrelas/com cultura e memória, mas muito provavelmente de Cometas ou de Asteroides/só relevando o impacto) depois de muito recentemente ter ameaçado (à sua maneira) as nações Não Apoiantes de uma resolução unilateral norte-americana (como mediador do conflito israelo-palestiniano, colocando-se do lado de Israel e reconhecendo Jerusalém como a capital do Estado Judaico) igualmente com Fogo & Fúria.

 

Com os dois únicos partidos do Bloco Governamental Norte-Americano (Republicanos e Democratas) a confundirem-se na teoria e na prática, em nome de Algo+ que não o povo norte-americano (e não sendo um Sujeito/como no passado um ditador, podendo ser já um Objeto/personificado numa Corporação).

 

(imagens: CBS e GETTY)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:56

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