Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

13
Fev 18

De um trabalhador manual (como Catarina Eufémia a Camponesa), como poderia ser de um trabalhador intelectual (como Aquilino Ribeiro o Escritor).

 

Retrato

 

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Catarina Eufémia. O coração que “batia comunismo” vai-se apagando aos poucos.

(ionline.sapo.pt)

 

“Chamava-se Catarina/ O Alentejo a viu nascer/

Serranas viram-na em vida/ Baleizão a viu morrer”.

 

Pela voz de Zeca Afonso, a história de Catarina Eufémia foi ficando guardada nas memórias do comunismo alentejano. A camponesa que deu a vida pela revolução dos trabalhadores, se fosse viva, faria hoje 90 anos.

Uma geração sem Catarina Eufémia

 

Para muitos portugueses, nomeadamente os mais jovens, o nome de Catarina Eufémia não passa hoje de uma rua ou de um largo. “A Catarina tem uma importância enorme, basta ver a quantidade de ruas, praças, pracetas, largos que há em Portugal – especialmente no Alentejo e na zona industrial de Lisboa [para onde vieram grandes comunidades do Alentejo rural nos anos 60] – para ver a importância que teve”, diz o autor (Pedro Prostes da Fonseca autor do livro O Assassínio de Catarina Eufémia). No entanto, entre as pessoas, a história está a perder-se. “Eu fiz o lançamento do livro em Baleizão, na sociedade filarmónica”, conta Prostes da Fonseca. “Disseram-me, ‘atenção que Baleizão não vai ligar nenhuma’, mas eu quis ver com os meus olhos a força que a Catarina teria ainda, neste momento, em Baleizão. Foi uma coisa terrível porque estavam sete ou oito pessoas a assistir à apresentação do livro – uma delas era a filha de Catarina – e cá fora estava imensa gente a beber cerveja e a fazer barulho.”

 

“Ela continua com a sua estátua no largo central de Baleizão, continua lá a foice e o martelo no local onde supostamente foi abatida”, agora, “a malta mais nova – a sensação com que fiquei – é que não, não tem qualquer interesse.”

 

Quando questionado sobre a importância desta parte da história, Prostes da Fonseca não tem dúvida de que“faz sempre sentido recuperar a memória histórica”. “É uma pena a história da Catarina ter desaparecido aos poucos, várias pessoas a cantaram, a escreveram – como Sophia de Mello Breyner [no poema “Catarina Eufémia”] –, ela foi muito importante culturalmente. No fundo, é a nossa história. O Estado Novo não tem assim tantas histórias de pessoas que resistiram para Portugal se poder dar ao luxo de passar quase uma esponja por cima desta figura”, critica.

 

(excertos do texto: Catarina Eufémia. O coração que “batia comunismo” vai-se apagando aos poucos/13.02.2018/ionline.sapo.pt ‒ imagem: ionline.sapo.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:31

Num interregno de uma semana na projeção e na aplicação do Circuito Mundial de Snooker (época 2017/18), um momento para recordarmos uma das promessas do Snooker Mundial, o inglês Paul Hunter (que dá o nome à prova contando para o Ranking Mundial o Paul Hunter Classic): nascido a 14 de Outubro de 1978, de 1995 a 2005 vencendo 6 provas do circuito (3 contando para o RM) e poucos dias antes de fazer 28 anos (em 2006 com o seu compatriota e adversário Ronnie O’Sullivan com 31 anos), falecendo e interrompendo uma carreira promissora, vítima de doença prolongada (diagnosticada em 2005). E ficando conhecido com a alcunha de, Beckham of Baizee.

 

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Ronnie O’Sullivan e Paul Hunter em 2005

(com 29/26 anos respetivamente)

 

Descobrindo por mero acaso ao navegar (ou derivar) pela Web, um registo (em Rocket Ronnie) do encontro realizado a 10 de Fevereiro de 2005 para a 2005 Premier League Snooker, entre dois jogadores (por coincidência) sendo ambos ingleses: Paul Hunter (aí com 26 anos) e Ronnie O’Sullivan (aí com 29 anos) ‒ e com este último (The Rocket) já tendo sido por 2X Campeão do Mundo (2001/2004). Nesse encontro com Ronnie O’Sullivan a bater Paul Hunter por 4-2 (na fase de grupos) ‒ 0-1, 1-1, 2-1, 3-1, 3-2 e 4-2 ‒ para na final bater o galês Mark Williams (aí com 29 anos e já tendo sido por 2X Campeão do Mundo em 2000 e 2003) por uns esclarecedores 6-0.

 

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Durante a fase de grupos da 2005 Premiere League Snooker

(no ano que antecederia o seu abandono da competição)

 

Paul Hunter o vencedor do Grande Prémio de Fürth realizado no ano de 2004 (na Alemanha), ao bater na final o galês Matthew Stevens por 4-2 (ainda no ativo e com 40 anos) naquela que seria (mais tarde em 2007) denominado como Paul Hunter Classic (em sua homenagem). No seu confronto direto com o já lendário e ainda vivo The Rocket (o Penta-Campeão do Mundo Ronnie O’Sullivan) ‒ no qual se integra este encontro realizado em 2005 ‒ nos 13 encontros realizados com Ronnie a ganhar 7 e Paul 6. E com a sua mais saborosa vitória sobre The Rocket a registar-se no ano de 2004 no Masters, com Paul Hunter a vencer na final da prova e na negra por 10-9 (depois de ter estado a perder por 1-6).

 

[Video: Ronnie O'Sullivan vs Paul Hunter 2005 Premier League Snooker Spring Group Stage ‒ Publicado em 23.10.2015 por Rocket Ronnie em youtube.com]

 

(imagens: Rocket Ronnie/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:22

Recordações de Cassini

(15 de Outubro de 1997/15 de Setembro de 2017)

 

Numa imagem com mais de oito anos registada pela descontinuada sonda automática CASSINI (entrando nas camadas superiores de nuvens rodeando o Gigante Gasoso SATURNO/2º maior planeta do Sistema Solar a 15 de Setembro de 2017 e devido às poderosas forças em presença/como as forças geomagnéticas explodindo e desintegrando-se passados poucos segundos) ‒ 1 de Novembro de 2009 ‒ poderemos verificar não só a presença dos anéis de Saturno como de duas das suas luas (mais de 60) Enceladus (a 6ª maior lua de diâmetro> 500Km) e Pandora (diâmetro> 80Km): com todo este cenário a ser iluminado pelos raios solares (retro iluminado) e com a face noturna de Pandora a ser por sua vez iluminada pelos reflexos (dos raios solares) oriundos de Saturno.

 

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Uma Canção de Gelo e de Luz

(Orbitador Cassini ‒PIA 17144)

 

Segundo os especialistas da NASA tendo acompanhando a missão CASSINI (a Saturno) com os anéis a serem bem visíveis devido à sua composição (cristais gelados iluminadas pelo Sol) ‒ assim como os jatos visíveis expulsos para o exterior (para o Espaço) e sendo oriundos do Polo Sul de Enceladus (numa extensão de cerca de 500Km) ‒ e com a pequena lua Pandora a estar localizada (na imagem) do outro lado de Enceladus. Numa imagem capturada pela sonda automática quando a mesma se encontrava a mais de 240.000Km de Enceladus e a mais de 566.000Km de Pandora. Hoje com o planeta Saturno a deixar de estar acompanhado pela sua sonda (CASSINI) ‒ deixando para trás e ao abandono esta região do Sistema Solar ‒ e sendo agora substituído por JÚPITER observado por uma nova sonda automática (JUNO).

 

(imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 03:34

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