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Krakatau a Leste de Java

Sexta-feira, 22.06.18

What I say

Anak Krakatau starting to eruption

(Aris Yanto/facebook.com)

 

Imortalizado através do filme realizado em 1968 pelo cineasta norte-americano Bernard Louis Kowalski ‒ “Krakatoa East of Java ‒ o renovado vulcão da Indonésia (localizado no estreito de Sunda entre a ilha de Java e a ilha de Sumatra) parece confirmar o seu retorno à atividade (depois da última erupção de 19 de Fevereiro de 2017) com uma nova erupção registada (para já de pequena intensidade) no passado dia 19 de Junho (esta terça-feira): emitindo cinzas para a atmosfera atingindo algumas centenas de metros (de altitude antes de se dissiparem), mas para já sendo ainda muto cedo para se poder afirmar ser apenas um sobressalto (voltando o vulcão a acalmar-se) ou em alternativa o primeiro sinal para uma fase seguinte mais eruptiva e intensa. Com um dia se terá passado no (já distante) ano de 1883.

 

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Vulcão Krakatau

19 Junho 2018

(foto:Juhdi Black)

 

Nesse sentido com os especialistas a informarem (desde já) da possível continuação da agitação registada no vulcão Krakatau, segundo as suas previsões com uma nova erupção (mais intensa) a poder ocorrer a curto-prazo (dentro de semanas/meses): para já e apesar dos níveis de radiação (térmica) se manterem baixos a moderados (mas em crescimento desde Março deste ano de 2018) ‒ sugerindo que o magma se encontra perto da superfície ‒ com um caso muito semelhante a ter ocorrido (como referido anteriormente) há pouco mais de um ano (Fevereiro de 2017) com uma forte radiação térmica a ser registada seguida dias depois (dois) por uma intensa erupção estromboliana (três anos depois da de 2014 de categoria VEI1 ‒ estromboliana, moderada e emitindo cinzas de 100m/1Km de altitude).

 

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Krakatoa o Inferno de Java

(imagens: filmow.com)

 

Sendo este renovado vulcão (da Indonésia) denominado por Krakatau herdeiro de um longínquo vulcão localizado nas mesmas coordenadas (e com alguns locais ainda preservados como Verlaten e Ilhas Land), mais tarde substituído por outros três vulcões entretanto formados ‒ Rakata, Danan e Perbuwatrn ‒ e finalmente dando origem à Ilha de Krakatoa (e com o colapso do antigo Krakatoa a formar uma caldeira com cerca de 7Km). No ano de 1883 e num cenário retratado pelo filme “Krakatoa a Leste de Java” com a 2ª maior erupção de sempre registada em toda a Indonésia a levar à implosão da ilha de Krakatoa, com todos os seus vulcões a entrarem em violenta erupção (dando-se o colapso da imensa caldeira) terminando (estes, as suas encostas) por se desmoronar no mar provocando Tsunamis devastadores (e ficando uns restos do vulcão Rakata): provocando mais de 36.000 mortos não só entre os locais (da ilha atingida) mas sobretudo devido aos Tsunamis (que se lhe sucederam).

 

E passado mais de um século (135 anos) no seu lugar agora estando o Filho de Krakatoa com o cone de Anak Krakatau ‒ parecendo querer acordar e seguir os passos dos seus antepassados (localizado como está no Anel de Fogo do Pacífico).

 

(dados: watchers.news)

 

 

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:24

Mundial de Futebol FIFA 2018 ‒ Moscovo

Quarta-feira, 20.06.18

[1ª Jornada]

 

Concluída ontem a 1ª jornada do Mundial de Futebol e em função dos resultados registados nos 8 grupos integrando as 32 equipas em competição, é este o Ranking atual das Equipas (ao fim do dia 19 de Junho):

 

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Jogo de Abertura

Rússia-Arábia Saudita

(momento da marcação do 1º golo do Mundial da autoria do russo Gazinsky)

 

R

Equipa

Pontos

Golos

R

Equipa

Pontos

Golos

1

Rússia

3

5-0

-

Islândia

1

1-1

2

Bélgica

3

3-0

-

Brasil

1

1-1

3

Croácia

3

2-0

-

Suíça

1

1-1

4

França

3

2-1

20

Austrália

0

1-2

-

Inglaterra

3

2-1

-

Tunísia

0

1-2

-

Japão

3

2-1

-

Polónia

0

1-2

-

Senegal

3

2-1

-

Colômbia

0

1-2

8

Uruguai

3

1-0

24

Egito

0

0-1

-

Irão

3

1-0

-

Marrocos

0

0-1

-

Dinamarca

3

1-0

-

Peru

0

0-1

-

Sérvia

3

1-0

-

C. Rica

0

0-1

-

Suécia

3

1-0

-

Alemanha

0

0-1

-

México

3

1-0

-

C. do Sul

0

0-1

14

PORTUGAL

1

3-3

30

Nigéria

0

0-2

-

Espanha

1

3-3

31

Panamá

0

0-3

16

Argentina

1

1-1

32

A. Saudita

0

0-5

 

Com Portugal ocupando o 14º lugar conjuntamente com a Espanha (dado terem empatado entre si por 3-3) certamente contando com a preciosa colaboração do seu avançado Cristiano Ronaldo responsável pelos 3 golos da sua equipa e desde já liderando a lista dos melhores marcadores (como se constata a seguir):

 

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Cristiano Ronaldo

Portugal & Espanha e o 3º golo do Madeirense

(golo do empate de Portugal a 3-3 num míssil de CR7 aos 88’)

 

R

 

Jogador

Equipa

Golos

1

CRISTIANO RONALDO

POR

3

2

Denis

Cheryshev

RUS

2

-

Diego

Costa

ESP

2

-

Romelu

Lukaku

BEL

2

-

Harry

Kane

ING

2

 

Tendo como primeiras conclusões a tirar nesta jornada inicial do Mundial FIFA 2018 em disputa na Rússia, a nível de equipas destacando-se,

 

Pela positiva o duo Japão/Senegal e o trio Rússia/Bélgica/Croácia (respetivamente pelas suas vitórias surpreendentes ou claras) ‒ para além da Portugal e de Espanha oferendo-nos o melhor encontro da 1ª jornada;

 

E pela negativa sendo a primeira grande surpresa deste Mundial de Futebol FIFA 2018 disputado a Leste (na Rússia de Vladimir Putin) a derrota da atual Campeã do Mundo ‒ a Alemanha ‒ frente à equipa do México (com os mexicanos a vencerem merecidamente por 1-0).

 

A nível de jogadores e avançados com Cristiano Ronaldo a fazer um hat-trick (3 golos e logo contra a Espanha) e a liderar desde já a lista dos melhores marcadores ‒ com um quarteto de respeito em perseguição mas (para já) sem Messi ou Neymar à vista (com zero golos marcados).

 

2ª Jornada

Última Hora

Portugal ‒ 1 Marrocos ‒ 0

(golo de Cristiano Ronaldo aos 4')

 

(imagens: fifa.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:28

Domingo a Sul

Segunda-feira, 18.06.18

[Albufeira, 17 Junho 2018]

 

ARRAIAL-MERCADO-CALIÇOS.jpg

Mercado Municipal dos Caliços

(esperando pela hora da Festa & das Sardinhas ‒ às 19 horas de 15 de Junho)

 

A poucos dias do início do Verão (a 21 de Junho) e do condicionamento (e acondicionamento) das massas populares (de uma lista de mais de 10 milhões de indivíduos) para as suas tão desejadas como ansiosamente esperadas férias anuais (num ano de vida representando uns 8%) ‒ oficialmente e tal como subobjectos que hoje são (dissolvidos os Sujeitos), fazendo-o de modo a recarregar baterias ‒ as notícias que rodeiam a primeira rodada de turistas (falando de contingentes nacionais) já a meio do mês de Junho (e já bem instalados na praia), resumem-se ao Mundial de Futebol de 2018 (decorrendo na Rússia e contando com a participação do atual Campeão Europeu Portugal), ao Caos instalado no Sporting (numa luta envolvendo o seu Presidente da Republica/Jaime Marta Soares e o seu 1º Ministro/Bruno de Carvalho, com este último hierarquicamente inferior a querer demitir o seu superior num ato público e oficial nunca visto) e ‒ como referência comemorativa (e de pesar) para este fim-de-semana (o último desta Primavera, passada as festas de Santo António) ‒ o incêndio de Pedrógão Grande: com mais de 65 vítimas mortais, mais de 250 feridos (entre ligeiros e graves e com alguns entretanto a falecerem) e muita destruição material (entre ela de 250/300 habitações) ‒ e com os políticos nacionais tendo passado (desde 1974) por posições Governamentais de importância e relevo mais ou menos interligadas (mas sempre associadas ao público Cordão Umbilical do Poder), sendo todos corresponsáveis por nada terem feito, nem sequer sugerido, nem mesmo se insurgido (não isentando os Predadores assim com ‒ por inicialmente o consentirem ‒ as suas vítimas).

 

Screenshot-2018-6-18 MERCADO DOS CALIÇOS RECEBE A

Arraial de Verão em Albufeira

(com o Verão aí mesmo à porta e já com a 1ª Festa & Sardinhada)

 

E assim cumprido o 13 de Maio (em Fátima), iniciado o Mundial (de Futebol) e com as férias já presentes (o nosso Fado anual de cumprimento obrigatório) com todos a prepararem-se para dois meses de Inferno e de Muito Divertimento (Julho e Agosto), com centenas de milhares de pessoas circulando pelo sul do Algarve (por terra, por ar e por mar), amontoando-se em estradas, casas e praias, tentando reproduzir da melhor forma possível o seu quotidiano diário (e anual) de Trabalho e de Miséria, mas agora num novo cenário (como sempre proposto) num ambiente mais aberto, acolhedor e Climatizado (na realidade dada a Multidão presente e o Calor instalado um verdadeiro Pesadelo dito como Climatizado): mais uma vez se cumprindo o destino e a política dos 3F´s (Fátima, Futebol e Fado). Neste domingo 17 de Junho como todos (os períodos de transição) dividido entre a Imaginação da criança (tempo inútil e de usufruto) e a Realidade do adulto (tempo útil e de sobrevivência) ‒ na cidade de Albufeira com muito Sol e Céu limpo, temperaturas de 30⁰C e vento moderado (pelas 15:45) ‒ registando-se um tempo quente propício para uma ida até à praia (ou ao campo ou ao rio e logo de manhãzinha), um almoço gastronómico à base de peixinho grelhado (sendo pena estarem tão mal as antes tão gostosas sardinhas), uma sesta e umas caminhada terminando junto ao mar: e junto ao Pau da Bandeira (da falésia e estendendo o olhar) assistir ao Pôr-do-Sol com o Astro-Rei a desaparecer sob o mar. Tendo-se que ter cuidado com os raios ultravioleta ‒ com os seus índices hoje a estarem nos UV9 (muito elevado) ‒ e sismologicamente sem nada (de relevante) a assinalar.

 

(imagens: jornaldoalgarve.pt ‒ cm-albufeira.pt)

 

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:46

Tempestade em Marte (Junho 2018)

Sábado, 16.06.18

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1

Observando o planeta Marte com a maior aproximação à Terra a ser a de 2003

(utilizando para tal um telescópio)

 

Quando o planeta Marte desde o início de Junho (deste ano) se apresenta no céu noturno terrestre (e ao contrário do que tem acontecido nos últimos anos) cada vez mais brilhante e inicialmente confundindo-se com uma estrela (mas não cintilando não o sendo),

 

‒ Consequência da sua aproximação à Terra atingindo o seu mínimo a 31 de Julho quando estiver a uma distância de apenas 57 590 000 Km do nosso planeta (a sua anterior maior aproximação tendo-se registado em 2003 a 55 760 000 Km da Terra)

 

Sugerindo-nos para os próximos espetáculos (celestiais e noturnos) e para os próximos tempos (e tal como aconteceu há 15 anos atrás) situações muito semelhantes (talvez não tão intensas) com aquela a seguir referida,

 

MarsAeschliman_l.jpg

2

Marte em finais de Agosto de 2003

(no momento da sua maior aproximação à Terra)

 

“For a few months, Mars was exceedingly spectacular in our sky, outshining all the stars and planets except brilliant Venus” (Deborah Byrd/Earthsky/21.05.2018)

 

Talvez pelo mesmo se encontrar em aproximação à Terra e ao Sol (hoje sábado 16 de Junho encontrando-se a mais de 77,2 milhões de Km da Terra e a mais de 214,9 milhões de Km do Sol) e simultaneamente numa mudança de Estação anual (tal como na Terra com as suas 4 Estações) num dos seus polos o Inverno no outro o Verão,

 

Eis que uma Gigantesca Tempestade (de areias e poeiras) atinge a superfície marciana.

 

Imagens (figuras 3 e 4) da grande Tempestade de Poeira atingindo a superfície marciana ‒ iniciada a 31 de Maio e estendendo-se até 11 de Junho ‒ disponibilizadas (respetivamente) pelas câmaras do ROVER CURIOSITY e pelo instrumento ótico MARCI equipando a sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter): dada a sua grande extensão (da tempestade) afetando as tarefas desenvolvidas na superfície de Marte pelos ROVER CURIOSITY e OPPORTUNITY.

 

PIA22520.jpg

3

Visão da Tempestade de Poeiras em Marte de Junho de 2018

(CURIOSITY ROVER ‒ SOL 2074 e SOL 2077)

 

Na figura 3 mostrando-nos os efeitos provocados pela tempestade de poeiras (e de areias) no interior da cratera GALE, evoluindo de uma forma crescente (tornando-se cada vez mais intensa) durante um período de 3 dias e afetando notoriamente a visibilidade à sua superfície (da cratera). Com a imagem da esquerda a oferecer-nos o limite E-NE da cratera Gale a 7 de Junho e a imagem da direita a mesma vista mas a 10 de Junho (pior visibilidade).

 

PIA22519 A.jpgPIA22519 B.jpg

4

Tempestade Gigantesca de Poeiras em Marte ‒ 2018

(MRO ‒ PIA 22519)

 

Com a expansão desta grande Tempestade ‒ de Areias e Poeiras (com uma dimensão idêntica à da América do Norte) ‒  afetando há cerca de quinze dias a atmosfera e a superfície marciana, com a mesma a poder afetar equipamentos (terrestres) no terreno como módulos de aterragem ou Rovers (2 norte-americanos como os da figura 4): dos veículos norte-americanos (motorizados) movimentando-se em Marte (à sua superfície) com a Tempestade a afetar menos o ROVER CURIOSITY (menos exposto), enquanto noutra zona do planeta devido à maior intensidade da mesma (tempestade) e à dificuldade dos raios solares em atravessarem a atmosfera (carregada de poeiras suspensas) com o ROVER OPPORTUNITY (com a sua bateria em baixo e levando com a Tempestade em cima) a ser obrigado a proteger-se e a entrar em Modo de Espera. E dos módulos orbitais (como será por exemplo o caso da sonda chinesa MOM/Mars Orbiter Mission da responsabilidade da Agência Espacial Chinesa ISRO) circundando o planeta, com a sua altitude ‒ cerca de 300Km para a MOM ‒ protegendo-as da Tempestade.

 

(imagens: nakedeyeplanets.com ‒ skyandtelescope.com ‒ photojournal.jpl.nasa.gov

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:43

Vulcões Morando Por Perto

Sexta-feira, 15.06.18

Hoje dia 15 de Junho com o vulcão evidenciando maior atividade (última erupção registada a 23 de Maio com algumas explosões e formação de alguns rios de lava) e mais próximo de nós a ser o italiano Stromboli (Ihas Eólicas/Mar Tirreno) ‒ localizado a pouco mais de 2000Km de distância de Lisboa; mas por outro lado e sem qualquer tipo de dúvida (e muita certeza) com o vulcão mais perigoso localizado mais perto de nós aqui a cerca de 1000Km de Lisboa (não só perigoso para Portugal como para todas as costas banhadas pelo oceano Atlântico), a ser o espanhol (Ilhas Canárias) Cumbre Vieja: num registo de uma violenta erupção (e existindo desabamentos) podendo originar um Mega Tsunami (no Atlântico).

 

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Um Vulcão às portas da cidade

(erupção no ano de 2015 do vulcão chileno Calbuco)

 

Tendo em consideração que o nosso país pela sua situação geográfica e proximidade de falhas tectónicas (inserido na placa Euroasiática, a norte da falha de contacto com a placa Africana) tem uma superfície marítima e terrestre bastante suscetível ao aparecimento periódica de sismos de alguma intensidade ‒ deslocando-nos para sul com todo o litoral português a partir da região de Lisboa e até à fronteira do Guadiana a poder ser (caso tal sismo aconteça) o mais afetado ‒ como se comprovou no Terramoto seguido de Tsunami de 1755 ‒ torna-se também interessante verificar para além destes fenómenos sismológicos (envolvendo Portugal e todo o território vizinho) todos os fenómenos vulcanológicos que poderão estar igualmente a influenciar a evolução geológica desta região do planeta rodeando o Mediterrâneo: e juntando sismos e vulcões e outros fenómenos atmosféricos (oriundos do interior ou do exterior deste Ecossistema), podendo-se imaginar esta região (geologicamente falando) no Passado (já bem estudado) e no Futuro (ainda por confirmar).

 

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3.jpg

Erupção dos Capelinhos de 1957

(aqui se assistindo à emersão de um novo território na crosta terrestre por ação de em fenómeno eruptivo e no início da sua formação)

 

Para tal dando uma olhadela a vulcões da região do Mediterrâneo ‒ do passado e do presente em torno do (atual) mar com o mesmo nome ‒ antes e depois da Europa e de África se largarem (e afastarem), originando a oeste o Estreito (de Gibraltar) e deixando vir o grande oceano (Atlântico): já que dada a proximidade interessar a Portugal. E daí partindo do Sul (de Portugal continental) tentando encontrar na região (Algarvia e não só) evidências de vulcanismo: Relativamente ao território continental, as evidências de vulcanismo (rochas vulcânicas – escoadas e piroclastos ‒ e chaminés vulcânicas), encontram-se no Algarve (vulcanismo mesozóico), Alentejo (vulcanismo de idade paleozóica, nomeadamente, do Câmbrico e Silúrico e, posteriormente, Devónico e Carbónico) e Estremadura (vulcanismo de idade mesozóica, realçando o Complexo Vulcânico de Lisboa, de idade cretácica). No entanto, existem manifestações de vulcanismo secundário, através de nascentes termais” (lneg.pt).

 

E nunca esquecendo ser Portugal (continente e ilhas),

 

Um usufrutuário de uma fonte de energia (calorífica) vinda do interior da Terra (sob a forma de Energia Geotérmica) ‒ sendo utilizada para fins terapêuticos (tirando-se partido de águas próximas emergindo nelas e/ou ingerindo-as) em termas espalhadas um pouco por todo o continente ‒ com uma grande concentração verificada a norte (do Tejo) sugerindo uma ligação presente destas (nascentes termais) com manifestações relacionadas e ocorridas no passado; no passado (uns 70 milhões de anos atrás) com o Complexo Vulcânico de Lisboa em grande atividade (estendendo-se de Lisboa a Torres Vedras) ‒ com vestígios da existência de uma chaminé vulcânica em Monsanto ‒ e com a existência do Complexo Vulcânico do Algarve ‒ associado à serra de Monchique, com sinais de atividade registada há uns 72/75 milhões de anos, com vestígios da existência de uma chaminé cónica localizada nas proximidades (em Lagos), com umas Termas de Águas Medicinais aí inserida e com muitos ainda a acreditarem (uma das primeiras coisas de que eu ouvi falar ao chegar ao Algarve) aí poder estar localizado um vulcão adormecido, o Vulcão de Monchique;

 

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O maciço sienítico da serra de Monchique

(formado há mais de 70 milhões de anos devido à ascensão de magma por intrusão e existindo ainda vestígios de cones vulcânicos associados a essa movimentação e escorrências bem próximos em Lagos/praia da Luz) até podendo noutros tempos ter aí existido um vulcão (porque não, existindo material compatível?)

 

E até no seu território marítimo (integrando o Atlântico) como insular (ilha da Madeira e arquipélago dos Açores) contabilizando-se uns quantos vulcões (inativos e outros não) algumas histórias e lendas: no caso da Madeira e olhando-a apenas sob o seu aspeto geológico e real, sendo de origem vulcânica e tendo-se formado há uns 60 milhões de anos (com as sucessivas erupções, erguendo-se sobre o leito oceânico e emergindo do fundo do mar), enquanto no caso dos Açores levando-nos para o outro lado da Realidade (e seu complemento) ‒ o Imaginário ‒ e sendo ainda coadjuvado por uma apreciável quantidade de vulcões, orientando-nos para um Passado distante, para um tipo de Aventura diferente, para Civilizações Perdidas no Tempo (e replicadas em múltiplos Espaços) e para Outros Mundos como o do Reino da Atlântida ou da Lenda das Sete Cidades. E com a sua última grande manifestação a registar-se (durante um período de 13 meses) no Faial no vulcão dos Capelinhos (755 metros de altura) em 1958.

 

Como se pode ver com toda esta região indo de este (Portugal continental) a oeste (ilhas da Madeira e Açores) e de norte a sul (envolvendo toda a entrada do Golfo de Cádis e indo até à entrada do Estreito de Gibraltar) ‒ e rodeando toda a falha (tectónica) entre a Placa Euroasiática e a Placa Africana ‒ pela mesmo período de tempo e para um espaço comum e em sobressalto (extremo pelo salto Evolutivo), estando visivelmente ativo simultaneamente em muitos lugares (adjacentes e colaborantes) mas de forma a concretizar um objetivo (replicado e cíclico): entre eles e avançando no tempo (mais de meia centena de milhões de anos) há uns 6 milhões de anos (a partir de um Evento relevante) com o Atlântico quebrando o Arco Terrestre ligando o continente Europeu ao Continente Africano ‒ e aí surgindo o Estreito de Gibraltar ‒ invadindo as terras para além da Muralha (natural e agora quebrada) e inundando e submergindo-as (tal e qual os efeitos de um Dilúvio), fazendo desaparecer horizontes e irrepetíveis paisagens para no seu lugar e em substituição (continuada) emergirem umas ou outras: como terá acontecido há muitos milhões de anos num território próximo e antes estando imerso (na região do Algarve e a caminho da serra) onde poderemos encontrar agora em galerias subterrâneas mas agora emersas (com muitos e muitos quilómetros de tuneis subterrâneos) as Minas de Sal-Gema de Loulé. Certamente com outros Ciclos (evolutivos) a comporem o cenário prognosticando o Futuro.

 

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Há cerca de 6 milhões de anos com o Arco de Gibraltar a fechar-se devido à movimentação das placas tectónicas Africana e Euroasiática, levando durante alguns anos ao quase desaparecimento do mar Mediterrânico; mais tarde abrindo de novo uma brecha ‒ Estreito de Gibraltar ‒ fazendo entrar as águas do Atlântico (em certos locais pelo volume de águas surgindo em tão curto espaço de tempo podendo-se associar a Eventos como o Dilúvio) e enchendo toda a área em cerca de 8 meses

 

No passado (distando os tais 5/6 milhões de anos) com toda esta região iniciando-se a oeste no oceano Atlântico (sudoeste da Península Ibérica/nordeste de África) indo até à ponta leste do mar Mediterrâneo (Turquia/Egito) e estendendo-se no tempo por um intervalo de uns 600.000 anos, a ficar completamente fechada (isolada do oceano Atlântico), tendo como consequência imediata (visível à sua superfície) o abaixamento progressivo do nível das águas aí inseridas (das diversas bacias hidrográficas) e uma radical mudança de cenário: conjuntamente com o aquecimento registado (a diminuição dos afluentes e o aumento da evaporação) levando finalmente à seca (extrema) nessa região e ao aumento da salinidade dos terrenos tornando-os improdutivos ‒ num território agora sujeito a grande atividade geológica, com sismos violentos e crescente atividade vulcânica (incompatível com a presença humana), levando ao abandono e à desertificação e finalmente num cenário de Apocalipse a um Evento relevante (face à grandeza oceânica não um Dilúvio mas um Tsunami).

 

E deixando para trás o Passado (arquivando-o na nossa memória), pensando-o agora no Presente (usufruindo da nossa Cultura) e imaginando-o na nossa mente (como um possível projeto Futuro) tentando de algum modo juntar ‒ as Peças ‒ tentando reconstruir ‒ o Puzzle: tentando replicar no presente um futuro já tendo sido possível, a partir dum molde passado subsidiário do original. Olhando para sismos mas sobretudo vulcões (hoje) aqui rapidamente para se manter a Ilusão (já longa vai a conversa): em Junho de 2018.

 

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Stromboli

(erupção de 22 de Maio de 2018 na sua cratera NE)

 

Dos vulcões do Mediterrânico (ativos/adormecidos) localizados mais perto de nós (e ainda na memória ou já esquecidos), limitando-nos a olhar só para alguns vizinhos da Península Ibérica (e do Estreito de Gibraltar ‒ local de rutura do antigo Arco, ligando a Europa a África): ladeando a norte e a sul todo do Estreito (desde o Rife marroquino) até à Bota (Itália) e ainda indo por instantes mais longe até à Grécia (Thera). Olhando-se (brevemente) para (1) o que se passa em Itália ‒  onde se localizam os vulcões mais ativos e mais próximos de nós ‒ para (2) o que possa passar por Marrocos ‒ nem que sejam só vestígios (ou sinais) ‒ e (3) relembrando por final o Evento registado há 3500 anos atrás (depois de 1500 AC). Para tal olhando globalmente para a Europa (ocidental) e analisando as maiores erupções vulcânicas aí registadas desde há uns 10.000 anos ‒ com os territórios mais ativos a distribuírem-se por Itália e Grécia (ainda hoje os mais ativos e incluindo toda a zona marítima Mediterrânica localizada em seu redor) e ainda pela Alemanha (no distrito de Rhineland ativo até ao início do Holoceno), França (no Maciço Central também em atividade até ao início do Holoceno) e Espanha (no campo vulcânico Olot do período Quaternário 13000/10000 AC) ‒ mas nunca deixando de olhar simultaneamente para o outro lado (do Mediterrânico), apesar da não percetível atividade vulcânica aí verificada na atualidade, mas reconhecendo por outro lado a intensa e constante atividade sísmica aí registada (por exemplo nas proximidades de Portugal e no ponto de separação entre a Espanha e o Reino de Marrocos no mar de Alboran e enquadrado/limitado a oeste pelo Arco de Gibraltar).

 

De Itália destacando-se uns 13 vulcões/campos vulcânicos, com a maioria adormecida (8) e poucos em princípio extintos (2) ‒ mas com outros (3) em atividade, de menos a mais intensa: do vulcão de Campo Flegrei (Nápoles), passando pelo Etna (Catânia) e terminando no Stromboli (Ginostra, de momento o mais ativo de todos);

 

De Marrocos e igualmente com a sua história (geológica) a ser já bem conhecida e antiga ‒ como se constata de seguida,

 

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Vulcão Cumbre Vieja

Localizado nas Canárias e sob constante monitorização podendo a qualquer momento entrar em erupção, correndo o risco (sendo intensa) de entrar em colapso (desmoronando-se no oceano) e dando origem a um Mega Tsunami Global (Atlântico)

 

“Three hundred million years ago, late in the Carboniferous period, the sea disappeared from Morocco. The region rose up and its rocks were bent and crushed by enormous forces inside the Earth. Africa, North America and Europe collided and became welded together. A massive mountain chain came into being, stretching right across the newly formed supercontinent of Pangaea. Apart from the Anti-Atlas, only a few remnants of the former massif are left in Morocco today. The mountains were worn away over the subsequent 100 million years. They collapsed and huge cracks and basins opened up that quickly filled with red debris … Where today the High and Central Atlas tower into the sky, tectonic forces endeavoured to rip apart North Africa and, indeed, the supercontinent of Pangaea. The Atlantic Ocean came into being and also played a part in ripping open the African continent. Enclosed by steep slopes, the tropical ocean washed into a broad gash through the heart of Morocco 1,000km long and 100km wide – the ancient ‘Atlas Gulf’. Ultimately, however, these forces were unable to split North Africa apart.” (Natural wonders of the Maghreb ‒ Morocco/depositsmag.com);

 

“Morocco is located at a triple junction between a continent (Africa), an ocean (the Atlantic) and an active plate collision zone (the Alpine belt system). This results in a rugged topography with a wide range of outcropping terranes spanning from Archean to Cenozoic in age, as well as diverse tectonic systems from sedimentary basins to metamorphic fold belts.” (An Outline of the Geology of Morocco/researchgate.net);

 

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Thera

Com a violenta erupção verificada há 3500 anos atrás e levando à explosão do vulcão localizado na ilha grega de Santorini (em poucos segundos ao explodir provocando efeitos 4/5 X superiores ao registado em 1883 em Krakatoa) a levar à extinção ‒ submetida ainda a Tsunamis extremos ‒ da Civilização Minoica

 

Na atualidade geológica de toda esta região do Atlântico-Mediterrânico (com zonas de contacto entre placas, originando falhas, sismos e erupções) abrangendo o Arco de Gibraltar e toda a área circundando-o (o arco) em todas as direções, até nas nossas proximidades e fronteiras (de Portugal), já inserido no oceano Atlântico mas ainda se misturando com as águas (diferente em temperatura/salinidade) do mar Mediterrânico, se descobrindo (hoje) recursos minerais marinhos (abrangendo território português) oriundas de estruturas geológicas (antigas) deixando escapar fluídos ricos em Hidrocarbonetos: e tudo partindo da descoberta em 1999 (finais do séc. XX) dos primeiros vulcões de lama no sector marroquino do Golfo de Cádis (posteriormente sendo descobertos 6 em território marítimo nacional, num deles sendo recuperado hidratos de metano), estruturas de origem termogénica polvilhando toda esta zona e podendo ser uma fonte futura e importante de produção de energia ‒ e também sugerindo uma intensa assinatura sismológica e vulcanológica no seu passado, podendo manter-se temporariamente estabilizada, mas podendo regressar ao ativo no futuro (devido a alguma instabilidade à superfície): numa zona ativa (geologicamente) talvez adormecida (na nossa imaginação sonhadora) mas em contínua transformação (talvez com réplicas sendo cíclica). Sugerindo-se no início do Verão uma leitura de férias (englobando a região Mediterrânica) da história de uma epopeia, não a de Ulisses nem a de Camões, mas sim a de Gilgamesh: A Epopeia de Gilgamesh (um manuscrito anterior à Bíblia) já falando no Dilúvio e na Arca de Noé (associado ao povo hebreu) ‒ evidenciando fenómenos naturais extremos ocorrendo na mesma região e podendo estar correlacionados (no tempo).

 

E da Grécia particularmente sobre o Evento de Thera (recorrendo-se à enciclopédia Britannica): “Thera is the remaining eastern half of an exploded volcano. Known as Calliste (“Most Beautiful”) in antiquity, Thera was occupied before 2000 bce. One of the largest volcanic eruptions known occurred on the island. This is thought to have occurred about 1500 bce. Ash and pumice from the eruption have been found as far away as Egypt and Israel, and there has been speculation that the eruption was the source of the legend of Atlantis and of stories in the Old Testament book of Exodus.” (Thera/britannica.com)

 

(imagens: earthporm.com/imgur.com ‒ zores.gov.pt ‒ vidaterra.wordpress.com ‒ ingomar200/youtube.com ‒ volcanodiscovery.com ‒ city-data.com ‒ arpitapatra.blogspot.com)

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Bilhete de Ida e de Volta Com um Pequeno Carnívoro

Quarta-feira, 13.06.18

[Afirmando julgar-se insectívoro, capaz de cantar e tendo asas, igualmente de voar.]

 

Num passeio com um Cartaxo comum (em forma de mamífero) não a Vilamoura (com as suas dunas em asfalto e cimento e os seus sapais com buracos de golfe) mas à capital do Algarve a cidade de Faro (nos seus mais de 200Km² residindo cerca de 65.000 pessoas) ‒ e com as primeiras referências históricas atirando-a para o século VIII AC (o tempo dos Fenícios) sob o nome de Ossónoba ‒ o 1º registo visual (percecionado e imediatamente sentido) destacando-se do cenário geral (atmosférico e geológico) apresentado nessa segunda-feira dia 11 de Junho (no nosso calendário curiosamente sucedendo ao Dia de Portugal), foi sem sombra de dúvida o olhar lançado por esta flor na minha direção.

 

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Num registo meteorológico de um típico dia de Primavera, com o céu com algumas nuvens dispersas (mas quase sem vestígios de chuva), o Sol sempre a aparecer (com os seus raios para nos aquecer), com as temperaturas do ar a subir e o movimento na praia a crescer (e gente até a nadar) … sendo necessário partir (de Albufeira) para a algum local (entretanto) chegar (neste caso a Faro) ‒ limitados como sempre pelo tempo e pelos ponteiros do Relógio-Guilhotina ‒ pegando firme num carro, ocupando-o ao volante ou ao lado e sendo capaz de o executar no “cumprimento do trajeto devido” (uma consulta médica), aí usufruir da paisagem (amplamente oferecida) usando todos os (5) órgãos dos sentidos e tentando atingir o orgasmo (tentando não se despistar). E indo ter ao Largo de São Pedro passando pela Igreja do Carmo.

 

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A Ordem que ainda hoje é responsável pela gestão da Igreja do Carmo foi fundada pelo então Bispo do Algarve D. António Pereira da Silva, «grande devoto de Nossa Senhora do Carmo, que viu na espiritualidade carmelita um meio adequado para melhor evangelizar os seus diocesanos, particularmente os residentes na cidade episcopal», segundo revela o diácono Luís Seabra Galante, presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Ordem no site da instituição. «O nosso Sodalício de Faro foi fundado entre 1710 e 1712 pelo Bispo do Algarve D. António Pereira da Silva, que foi o seu primeiro Prior e Protetor, tendo a Ordem, sob o impulso inicial daquele Prelado diocesano, comprado os terrenos da horta de São Pedro, para neles edificar a bela igreja de estilo barroco, onde temos a nossa sede, inegavelmente uma das mais belas edificações religiosas de Faro, do Algarve e do Sul de Portugal», continuou.

 

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«Nela poderemos apreciar a bela talha dourada dos seus altares, os magníficos azulejos das suas paredes, a famosa “capela dos ossos” e o cemitério da Ordem, onde os irmãos eram sepultados até à primeira década do século XX», acrescenta. Os primeiros membros da Ordem do Carmo foram cavaleiros dos séculos XI e XII que fundaram a instituição religiosa na Terra Santa durante as Cruzadas. Uma das principais referências da Ordem em Portugal é Nuno Alvares Pereira, o Santo Condestável (Hugo Rodrigues/sulinformacao.pt/11.02.2013).

 

E após consulta médica complementada com uma colonoscopia (exame ao intestino grosso) do nosso amigo Cartaxo (o tal mamífero comum, com nome de quem tem asas, mas que de facto não as tendo, ainda assim consegue voar ‒ de avião para o estrangeiro onde mora a fêmea/de plumagem menos intensa) ‒ com uma grande cacetada (devido ao sedativo tomado), enfiando-se-lhe algo pelo ânus (enquanto na Terra dos Sonhos) para um estudo mais profundo ‒ ainda meio avariado e depois de comer e beber, entrando-se de novo no carro para a viagem de retorno.

 

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No regresso a Albufeira e em vez de optar pela EN125 (ou pela indevidamente cobrada Via do Infante) enfiando-me em direção a Loulé (apanhando além do litoral o barrocal Algarvio) para espreitar o meio envolvente (onde se localizam as Minas de Sal-Gema de Loulé formadas ao longo de um período de 150/250 milhões de anos e onde terá existido num passado bastante remoto um mar primitivo e com pouca profundidade denominado Tethys) e a cidade (inserido num concelho de mais de 760Km² e com mais de 70.000 residentes) ‒ e o seu centro comercial e histórico ‒ saindo a oeste pela estrada passando lateralmente ao Convento (de Santo António) e seguindo em direção a Boliqueime. Passando pela Pedreira e deliberadamente colocando-me de costas para ela (com o monstro da CIMPOR mesmo à esquerda e de noite iluminado, imaginado como a nossa base espacial de Campo Canaveral) aproveitando para tirar um retrato da planície estendendo-se até ao mar. Faltando passar pelas laranjas (indo pela Patã de Baixo) e ainda pelo restaurante (logo a seguir à rotunda da Vigia) à entrada da Estrada dos Brejos.

 

Pouco antes das 19:00 chegando ao restaurante-takeaway ‒ em plena estrada dos Brejos e a caminho do Montechoro ‒ desenrascando-me com uma Feijoada (à portuguesa) e também com um bacalhau (Nham-Nham).

 

Na diversidade da restauração algarvia e de outros negócios similares (muitos deles promovendo indiferenciadamente ‒ do prato principal à sobremesa, do prato tradicional ao artístico ‒ a gastronomia da região),

 

‒ Em imóveis ou tasquinhas (passando pelas roulottes e pelos vendedores ambulantes), em convívios (como o das Sopas & Papas) e festivais (como o da Sardinha & do Caracol)

 

Conjugando-se todos os dias um pouco da cultura algarvia (praticamente toda perdida, desde o fim da ocupação árabe e do arraso ‒ até físico e quase integral ‒ da sua importante memória),

    

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Com alguns dos seus sabores ainda prontos a degustar (como a sardinha e o caracol), com alguns dos seus fortes “aromas” ainda circulando no ar (como o do forte odor a citrinos e o cheirinho da cataplana), com paisagens da serra e do mar (com o barrocal a intermediar) ainda à espera por calcorrear (com queijinhos, chouriços e vinho ‒ um medronho e uns morgadinhos ‒ prontos a saborear) e com um povo misturado (trabalhador ou turista) e de muito lugar importado (de Portugal e do Mundo),

 

Deixando ainda no ar um pouco da tradição e da vida do povo do extremo sul deste canto de Portugal: o Algarve.

 

No meio tendo Albufeira uma aldeia de pescadores (inicialmente agricultores/criadores), passando pela indústria pesqueira, alterando o seu desígnio, escolhendo outro destino e entregando-se (ao ramo imobiliário/hoteleiro) reconvertida em aldeia turística, lançando então as estruturas (para alguns apocalíptica sobretudo sendo um dos poucos sobrevivente algarvio) para uma Muralha de Betão entrelaçada por asfalto atravessando todo o Algarve (com Albufeira a poder continuar a ser a “bela” capital do turismo) dividindo-o ao meio e amputando a Terra do Mar.

 

Agora que é cidade.

 

(imagens: Produções Anormais)

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Donald e Kim ‒ Uma Aventura em Singapura

Terça-feira, 12.06.18

Tal como seria óbvio de prever e de concluir,

 

‒ Face à atual estratégia Global da Administração Norte-Americana liderada pelo trio Mike Pompeo/John Bolton/Gina Haspel ‒

 

A Cimeira de Singapura entre o Presidente dos EUA Donald Trump e o Líder da Coreia do Norte Kim Jong-Un apenas daria à luz um papel de circunstância,

 

‒ Um Certificado de Garantia temporário subscrito pelas duas partes ‒

 

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Kim Jong-Un e Donald Trump

(Singapura, 12 de Junho de 2018)

Estabelecendo entre eles um Certificado de Garantia Temporário

 

  1. The United States and the DPRK commit to establish new U.S.-DPRK relations in accordance with the desire of the peoples of the two countries for peace and prosperity.
  2. The United States and the DPRK will join their efforts to build a lasting and stable peace regime on the Korean Peninsula.
  3. Reaffirming the April 27, 2018 Panmunjom Declaration, the DPRK commits to work toward complete denuclearization of the Korean Peninsula.
  4. The United States and the DPRK commit to recovering POW/MIA remains, including the immediate repatriation of those already identified

(os 4 pontos da declaração conjunta EUA/Coreia do Norte)

 

Dado de momento e por motivos bem superiores (Militares e Económicos), todos os holofotes do Complexo Industrial-Militar (norte-americano) estarem de baterias (quase) prontas e já apontadas ao Irão (e com a Venezuela de reserva):

 

Entre os países com maiores reservas petrolíferas (já confirmadas) restando aos EUA apoderarem-se (de uma forma ou de outra) das reservas do Irão e da Venezuela, já que do terceiro,

 

‒ A Rússia (ou não fosse esta a maior ameaça Militar para os EUA)

 

Sendo mais problemático de executar, apesar do problema da Crimeia (um território Europeu).

 

Aproximando-nos no Hemisfério Norte (o hemisfério que conta e onde tudo está concentrado) da estação das férias do Verão (iniciando-se a 21 de Junho), restando apenas aos Europeus não se deixarem levar,

 

‒ Passando todo o tempo a falar do problema das Coreias e esquecendo (ou ignorando) a questão do Irão (e da sua acompanhante de luxo Venezuela)

 

Tomando a sua opção brevemente e já com o tempo a correr:

 

Mantendo a sua forte oposição ao fim do Acordo Nuclear com o Irão não permitindo um pretexto (definitivo) para o ataque dos EUA ao Irão,

 

‒ Colocando de novo em polvorosa todo o Médio-Oriente, originando novos e esmagadores contingentes de migrantes invadindo toda a Europa, recolocando Rússia e China (juntas) no palco da Guerra, deteriorando o clima de Guerra na Ucrânia e finalmente e por contágio estendendo o conflito a toda a Europa (o grande objetivo do Estado Islâmico estendendo o Califado até à Península Ibérica)

 

E desse modo defendendo os interesses da Europa (inevitavelmente ligada à Rússia, à China e ao Irão);

 

Ou então aceitando o fim do mesmo (do Acordo Nuclear Iraniano rasgado unilateralmente pelos EUA) de modo a colocar de imediato fim às sanções (pelos vistos insuportáveis) unilateralmente impostas (tipo chantagem mafiosa) e como conclusão (e profissão de Fé) reconhecendo-se a sua (da Europa) total dependência (falência e obediência) à sede domiciliada na Casa Branca (o que já treina e pratica o Reino Unido).

 

E assim,

 

(tal como terá acontecido num outro conflito no passado, no futuro próximo sendo apenas replicado)

 

À assinatura desta declaração pública de 12 de Junho de 2018 envolvendo o detentor de 6800 ogivas nucleares os EUA e o detentor de outras 25 a 60 ogivas nucleares a Coreia do Norte,

 

‒ Estabelecido num ambiente fantástico de Bonança e podendo ainda durar mais algum tempo (até ao aparecimento do seu ponto de inversão)

 

Seguindo-se subsequente e inevitavelmente um período de Tempestade (no presente no seu preambulo), como um processo tradicional de cura para poucos e de morte para muitos milhões.

 

Num processo de intervenção mais rápido (e certamente mais barato em USD) na Venezuela que no Irão, ficando apenas a aguardar a hora destinada ao Presidente (Donald Trump) para carregar no botão: indicando aí e então o início da Invasão.

 

(imagem: Evan Vucci/AP/USA TODAY)

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O Canoísta Fernando Pimenta

Terça-feira, 12.06.18

“O Fernando é um atleta de exceção.

Tem um organismo fabuloso e treina com uma dedicação ímpar “

(Marcos Oliveira/Secretário-Geral da Federação Portuguesa de Canoagem/2012)

 

Entre os vários desportistas portugueses podendo desde já fazer parte do friso cronológico referente ao século XXI ‒ entre aqueles que gostam do trabalho que fazem, mostrando para tal resultados ‒ tendo-se obrigatoriamente de destacar o canoísta FERNANDO PIMENTA (28 anos/Ponte de Lima): desde o ano de 2010 tendo já conquistado (num total de 23) 5 Medalhas de Bronze, 10 Medalhas de Prata e 8 Medalhas de Ouro.

 

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Fernando Pimenta

Medalha de Ouro nos Europeus de Belgrado 2018

(K-1 1000m)

 

E entre os seus vários títulos sendo de destacar a conquista da Medalha de Prata nas Olimpíadas de 2012 (Londres/K-2 1000m) e a conquista da Medalha de Ouro no Mundial de 2017 (Racice/k-1 5000m). Já este ano de 2018 no Europeu de Belgrado (e demonstrando no seu caso a afirmação “quanto mais velho melhor”) com o canoísta Fernando Pimenta a juntar mais 3 Medalhas (às 20) atingindo o tal número mágico de 23: uma de Bronze (K-1 1500m), uma de Prata (K1-5000m) e outra de Ouro (K-1 1000m).

 

[Atleta do Clube Náutico de Ponte de Lima.]

 

(imagem: Martin Divisek/EPA/observador.pt)

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Como Num Jogo de Casino ‒ 2018 LA

Terça-feira, 12.06.18

[Um asteroide observado pela 1ª vez a 2 de Junho de 2018, com as suas características orbitais definidas a 5 de Junho e com impacto com a Terra previsto para 7 a 8 horas depois ‒ no fundo o Tempo de Preparação até à sua chegada.]

 

Numa aparição felizmente pequena (em dimensão) e com impacto previsto num prazo de 8 horas (e com muitos deles só sendo descobertos depois), um objeto com 2 metros e em trajetória de colisão com a Terra, entrou no início deste mês na atmosfera terrestre, explodindo e desintegrando-se de seguida: surgindo a uma V = 17Km/s e atravessando sob a forma de uma bola luminosa ‒ uma Bola de Fogo ‒ o céu do Botswana (iluminando-o por breves segundos à sua passagem).

 

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2018 LA

(ilustração)

 

Designado como o asteroide 2018 LA (descoberto pela NASA a 2 de Junho) sendo observado pela 1ª vez quando se encontrava a uma distância muito próxima da distância Terra/Lua (384 400Km) e após análise dos dados ao mesmo referente e entretanto recolhidos, sendo-lhe atribuída uma órbita colidindo com o nosso planeta num prazo de poucas horas (300000: 17: 60: 60 = 6,28 horas): mas dada a sua reduzida dimensão e dado ir desintegrar-se na atmosfera, sendo inofensivo não sendo dado o alerta.

 

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Asteroide 2018 LA

(a 2 de Junho de 2018)

 

Um objeto que pelas suas dimensões reduzidas até poderia ter sido criado numa outra colisão registada há pouco tempo e nas nossas proximidades (do planeta Terra), com um outro objeto (o original em princípio de maior dimensão) impactando um planeta por exemplo Marte e enviando na direção da Terra pequenos fragmentos rochosos: um objeto que sendo maior mas estando mais bem escondido (antes pequeno e estando escondido pela pequena Lua), poderia surgir vindo do Lado de Lá (do Sol) e aqui chegar em apenas 50 a 100 dias ‒ o tempo para nos prepararmos.

 

(imagens: nasa.gov)

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Marte ‒ Metano Sim, Vida Ainda Não

Segunda-feira, 11.06.18

Através da utilização do instrumento SAM (um detetor atmosférico) equipando o Rover CURIOSITY (movimentando-se na cratera GALE) os cientistas da NASA detetaram emissões e variações da percentagem de metano emitido (ao longo do ano e atingindo um pico no Verão) da superfície marciana para a sua atmosfera. Certamente que não tendo origem em vacas ou em ovelhas nem na circulação automóvel, na Terra sendo responsáveis por mais de 30% dessas emissões (de metano).

 

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Presença de Metano em Marte

(Curiosity Rover ‒ PIA 22328)

 

Organic matter preserved in 3-billion-year-old mudstones at Gale crater, Mars

Establishing the presence and state of organic matter, including its possible biosignatures, in martian materials has been an elusive quest. We report the in situ detection of organic matter preserved in lacustrine mudstones at the base of the ~3.5-billion-year-old Murray formation at Pahrump Hills, Gale crater.

(coletivo/sciencemag.org/Junho 8, 2018)

 

Depois do abandono da Lua pelo Homem (em 1972) e com o único artefacto artificial claramente visível e simbolizando ‒ como um ÍCONE ou FAROL ‒ o seu poder cientifico-tecnológico a ser a Estação Espacial Internacional (ISS);

 

Depois de anos sucessivos enviando em direção a objetos próximos (Marte) ou longínquas (para lá dos limites do Sistema Solar) sondas automáticas não tripuladas, atingindo os seus alvos mas não presencialmente (usufruindo sensorialmente da sua presença e dele extraindo sem intermediação conhecimento);

 

Depois de notícias sucessivas da possível descoberta de Vida noutros Mundos próximos que não a (até aí exclusiva) Terra ‒ desde o nosso vizinho interior (à Cintura de Asteroides) o planeta Marte até às luas geladas como a de Europa (um dos satélites de Júpiter) ‒ detetando a presença de Matéria Orgânica e sugerindo Algo mais (nem que tal se tivesse verificado num passado bastante remoto, de uns quantos biliões de anos) como a presença de Água e de Algo supostamente Vivo (mas nunca se saindo para tal conclusão da possível existência de Vida, da presença imprescindível de compostos orgânicos incluindo Carbono/C);

 

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Sinais de Vida em Marte

(retratados no rodado de um veículo e num furo aberto à superfície)

 

Organic Compounds Found in Martian Soil

Researchers also found seasonal variations in atmospheric methane on the planet that may have a geological or biological origin.

(Sukanya Charuchandra/the-scientist.com/Junho 11, 2018)

 

Eis que os cientistas da NASA vêm agora afirmar (mais uma vez e tal como com a Água) poder existir Vida em Marte:

 

Apenas por terem detetado vestígios antigos de matéria orgânica em rochas localizadas na cratera de Gale (uma possível bacia hidrográfica) ‒ moléculas constituídas por Hidrogénio, Enxofre e Carbono (um dos Elementos da Vida) não necessariamente relacionadas com atividade biológica (mas envolvendo um processo de reações químicas entre água e minerais);

 

E por terem registado (ao longo de um período de seis anos e na respetiva sequência de Estações) uma variação da percentagem de metano presente na (débil) atmosfera marciana: na Terra sabendo-se ser um resultado explicado pela atividade animal e humana (em constante movimento), em Marte faltando confirmar a origem apesar de aí nada se mexer.

 

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Tempestade de areia em crescimento registada em Marte a 6 de Junho e iniciada a 1

(podendo durar semanas/meses e criando mais vento ‒ devido a diferença de temperaturas entre camadas ‒ levantando ainda mais poeira; e a azul a localização de Opportunity)

 

Did ancient life exist on mars? NASA’s Curiosity finds evidence.

Curiosity Rover has found organic molecules and methane releases on the planet Mars. He has been drilling the surface of the Gale Carter on Mars for a long time and now when the rock samples were analyzed, they were found to be composed of organic matter. Scientists also found mysterious variations in the methane in the Martian atmosphere.

(Purnima/theindianwire.com/ Junho 11, 2018)

 

E verdadeiramente com o diário Online israelita HAARETZ (haaretz.com) a fazer a melhor tradução (desta nova situação):

 

“Hold the Bubbly: The Only Signs of Life Found on Mars Are Rover Tracks”

(Ruth Schuster/haaretz.com/10.06.2018)

 

E assim (segundo Ruth Schuster) com outros processos que não o de origem biológica a estarem na origem do aparecimento de metano (um gaz) na atmosfera de Marte (mais de 95% de CO₂ e traços de metano), nesse outro mecanismo podendo fatores físico-químicos inerentes ao ambiente (definindo esse ecossistema) interferir na elaboração de material orgânico (não Vivo), aqui devido à influência de aspetos (proporcionando transformações) como luz, temperatura, pressão e muitos outros (marcadores e condicionantes): com o metano a ficar preso ‒ em caixas geladas subterrâneas ‒ e descongelando, a libertar-se (de seguida) no Verão.

 

(imagens: nasa.gov)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:07