Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

11
Nov 19

[Sinal verde para observar, pelo menos para 40% (dos terrestres). Em Portugal – até pela meteorologia – dificilmente.]

 

Hoje dia de São Martinho com Mercúrio a passar (em trânsito)

entre o Sol e a Terra: logo, Castanhas & Vinho (iguais), só lá para 2032.

 

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Com Edmund Halley (astrónomo e matemático)

Aproveitando os trânsitos de Mercúrio (de 1761 e de 1769)

Para determinar a distância absoluta ao Sol

 

Considerado um Evento Astronómico não pelos seus efeitos e consequências (para ambos ou colaterais) mas pela sua trajetória particular − a sua raridade estando associada à sua visibilidade, durante o seu trânsito e a partir da Terra − dar-se-á hoje segunda-feira dia 11 de novembro de 2019 Dia de São Martinho − “No dia de São Martinho, comem-se castanhas e prova-se o vinho – e a partir das 12:35 (hora de Portugal), a passagem na concretização da sua trajetória em volta do Sol (movimento de translação concretizado em cerca de 88 dias) do planeta Mercúrio – o mais pequeno e mais próximo (do Sol) planeta do Sistema Solar, de momento a pouco mais de 47 milhões de Km do Sol (numa distância variando entre um mínimo de pouco mais de 46 a quase 70 milhões de Km) – “entrepondo-se entre a estrela e o nosso planeta” e no seu trânsito sendo visível “atravessando de um lado ao outro o Sol”:

 

Pelo seu tamanho (diâmetro da Terra = 2,6X diâmetro de Mercúrio e diâmetro do Sol = 285X diâmetro de Mercúrio) e distância à Terra (no presente ultrapassando os 100 milhões de Km, estando o Sol a 150 milhões de Km), ao ser observado não passando de um pequeno ponto preto atravessando-se à nossa frente e tendo o Sol como pano de fundo e só sendo possível de observar (dado para se efetuar tal observação tendo-se de olhar diretamente para o Sol, sem proteção para tal, danificando parcial ou totalmente o nosso órgão da visão) com equipamento apropriado (um telescópio com filtro solar)

 

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Trânsito de Mercúrio de 9 de maio de 2016

Com Mercúrio a passar entre o Sol e a Terra

Num evento ocorrendo 13X/século

 

Mercury’s tiny disk, jet black and perfectly round, covers a tiny fraction of the Sun’s blinding surface — only 1/283 of the Sun’s apparent diameter. So you’ll need the magnification of a telescope (minimum of 50x) with a solar filter to view the transit. Never look at the Sun directly or through a telescope without proper protection. It can lead to serious and permanent vision damage. Always use a safe Sun filter to protect your eyes!” (07.11.2019/NASA)

 

E se a meteorologia o permitir (oferecendo-nos céu limpo, sem nuvens a encobrir o fenómeno). Pelos vistos num acontecimento visual ocorrendo não tão raramente como isso − cerca de 13X/século – depois do último em 2016, surgindo este de 2019 (passados cerca de 3 anos) e só se voltando a repetir-se em 2032 (num interregno maior de perto de 13 anos). Um fenómeno denominado com o “Trânsito de Mercúrio(relativamente ao Sol e à Terra) e podendo ser observado (recorrendo-se a instrumentos óticos auxiliares e apropriados p/observações solares) – “caso a limpidez da atmosfera o permita” − durante quase 5,5 horas (das 12:35 às 18:04 de Lisboa).

 

Não o sendo, só em 2032.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:11

These are likely water-ice clouds about 19 miles (31 kilometers) above the surface. They are also "noctilucent" clouds, meaning they are so high that they are still illuminated by the Sun, even when it's night at Mars' surface. Scientists can watch when light leaves the clouds and use this information to infer their altitude.” (NASA/JPL-Caltech)

 

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Fig. 1

Céu de Marte

7 maio 2019

(SOL 2400/Curiosity Rover)

 

Ao contrário da Terra possuindo atmosfera (camada de gases envolvendo o nosso planeta) entre outros aspetos (como o das radiações ultravioletas) protegendo a Vida nela existente (e todo o seu Ecossistema)

 

E com uma pressão atmosférica de 101,3KPa

 

Marte possui uma atmosfera rarefeita (de baixa densidade) principalmente constituída por poeiras (em suspensão) e apresentando uma pressão atmosférica (média) de 0,6KPA (quase 170X menor que a da Terra).

 

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Fig. 2

Céu de Marte

12 maio 2019

(SOL 2405/Curiosity Rover)

 

E mesmo na sua composição atmosférica sendo diferentes a atmosfera da Terra, nela dominando o nitrogénio (N₂/78%) e o oxigénio (O₂/21%), enquanto no Planeta Vermelho desempenhando o mesmo papel, mas aqui como “filho-pródigo” o dióxido de carbono (CO₂/95%)

 

– Como componentes comuns destacando-se (entre outros) o argónio (Ar/0,9% na Terra e 1,6% em Marte – 3º na composição de Terra/Marte) e o metano (CH₄ − por poder significar, vida orgânica).

 

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Fig.3

Céu de Marte

17 maio 2019

(SOL 2410/Curiosity Rover)

 

Comparativamente com a atmosfera de Marte se comparada com a da Terra sendo praticamente inexistente.

 

Não oferecendo proteção (da radiação exterior, seja solar e/ou cósmica e nem tendo oxigénio/O₂, nem água/H₂O para poder sobreviver) sendo mortal para o Homem.

 

(imagens: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:52

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