Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

21
Nov 19

[E para deixar desde já alguém com “água-na-boca”, umas imagens da Antártida via Paul Nicklen e National Geographic Portugal.]

 

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Lobo Marinho (↑)

Krill (↓)

 

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 Para quem a Cultura e a Memória é importante, pretendendo-se (a aquisição de) algo de substantivo − e deixando para os outros, os adjetivos – focando-se aqui na questão (atual) do Aquecimento Global e nas consequências do mesmo, no que toca ao continente gelado da Antártida: com as subidas nas temperaturas (provocando o Degelo dos Polos) a alterarem o clima da região, certamente que modificando as suas condições ambientais (do ecossistema antes existente) e podendo dar origem a novas migrações − abrangendo toda a fauna (nela incluindo o Homem) e toda a flora − assim como à mudança dos hábitos alimentares. Ainda-por-cima num ato cultural baseado em experiências diretas e pessoais, proporcionando-nos (e usufruindo-se com imenso prazer) um quadro cronológico explicativo (e objetivo) da evolução registada na Antártida, como vista por uma criança (então − 1988 − com 9 anos) ao longo da sua infância viajando (num veleiro) por esta região polar com os seus pais e irmão: e constatando anos depois (já nos 40 anos) a mesma (a península da Antártida) − tal como a conhecera antes − ter praticamente “desaparecido”.

 

Um artigo da responsabilidade da National Geographic e publicada no Sapo (a 21.11), sem dúvida a ler: “Antárctida − Como o aquecimento está a mudar o que os animais comem, onde descansam e se reproduzem” em

 

[nationalgeographic.sapo.pt/natureza/grandes-reportagens/

1989-antarctida-uma-fenda-no-mundo]

 

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Icebergue (↑)

Cria de Pinguim (↓)

 

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E se colocando a questão de se o Aquecimento Global poderá mudar alguma coisa na Antártida (ou noutra qualquer outra região da Terra), com a resposta a ser claramente SIM tanto nas migrações (onde descansar, onde se reproduzir) como na comida (mudando-se de ambiente, mudando-se a alimentação): desde que se compreenda que não sendo o Mundo (apenas) a Preto & Branco (sendo-se por exemplo, por Trump ou contra Trump) − não nos deixando alternativa, mesmo sabendo-se serem faces da mesma moeda (ou seja, iguais) – as causas para tal Aquecimento Global (Degelo dos polos e/ou Alterações Climáticas) residirá maioritariamente na Evolução Geológica e Natural da Terra (integrada num Sistema muito maior) e apenas minoritariamente (apesar das suas “manias de grandeza”) na Interferência Artificial do Homem. E levando-a (a Terra) até ao extremo, com um dos (como espécie) a poder afirmar desde logo a sua extinção (e pelas suas próprias mãos) a ser precisamente o Homem.

 

E tal como antes regressando a casa e depois de larga ausência já não conhecíamos ninguém (como se o passado, nunca tivesse existido) − destruída a Memória − o que será quando regressarmos a casa e ela já não existir − destruída a Cultura? Nada, porque antes, já teremos deixado de existir.

 

(imagens: Paul Nicklen e National Geographic Portugal/nationalgeographic.sapo.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:16

[Ou a “confirmação” da existência de Vida no Planeta Vermelho (o planeta dos “Canais”) feita pelo professor da Universidade do Ohio Emeritus William Romoser, além de investigador e cientista, observador de imagens (sua forma e textura) oriundas da superfície do planeta Marte.]

 

I

 

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Putative fossil insect

On its dorsum with head to the top,

and

with selected structures labelled.

 

Enquanto se procura desesperadamente e para lá do nosso horizonte (visual) o que “por cá temos, mas não vemos – envolvidos pela Morte esquecendo (progressivamente) a VIDA e pensando aí encontrar (no Espaço) uma solução para as nossas profundas “questões existenciais(porque nascemos, porque morremos e como protagonistas, qual o nosso papel nisto tudo) − na Terra e como que confirmando essa Cegueira e talvez numa ação estratégica (tais os horrores de violência, doença, guerra e morte, continuada e sequencialmente vividos ou transmitidos), muitos de nós continuam de olhos (presos) no Céu de modo a fugir ao modelo, muito próximo senão mesmo, do tantas vezes referido Inferno – com os restantes parecendo felizes física (por lobotomia) e psiquicamente (adaptados ao Inferno, julgando-se no Purgatório), andando curvados e em fila (com palas para não  se perderem) olhando sempre para o chão (a “Coisa” dando-lhes orientação).

 

E na nossa busca de Vida (daqueles preferindo o Céu) de novo surgindo Marte e aí, deixando parte da Terra para os crónicos (sedentários) e a outra parte para os Zombies (dotados ou não de “psique”).

 

II

 

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Does insect/arthropod biodiversity extend beyond earth?

Tuesday, November 19, 2019 09:00 AM - 06:30 PM

America's Center - Exhibit Hall 1 & 2

Author: William S. Romoser/Ohio University (Emeritus)

 

Debruçando-nos então sobre Marte e sobre o estudo de Emeritus William Romoser com este com toda a sua autoridade (científica e universitária, logo oficial) a propor-nos uma hipótese (explicativa) mais própria das “Teorias da Conspiração”, afirmando (no entanto e lendo-se o final, sendo suscetível a algumas adaptações, se necessárias e de percurso) pelas evidências por si observadas ao olhar para a superfície do planeta e pelos artefactos aí (visualmente) encontrados, podendo existir (ou ter existido) Vida: descobrindo diversas estruturas possivelmente fossilizadas denunciando a existência (no passado) de estruturas muito similares a alguns dos nossos insetos e repteis terrestres (como vestígio da presença de criaturas vivas). E declarando-o (perante entre outros, os seus pares) na Sociedade Entomológica da América localizada em St. Louis (Missouri).

 

"There has been and still is life on Mars. There is apparent diversity among the Martian insect-like fauna which display many features similar to Terran insects that are interpreted as advanced groups—for example, the presence of wings, wing flexion, agile gliding/flight, and variously structured leg elements." (Emeritus William Romoser)

 

III

 

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A specimen

Whose head appears to have turned in the direction of the camera.

Based on the scale provided in the photo from which this was extracted,

this individual is estimated to be approximately 20 inches long.

 

Deixando-nos, no entanto, entalados entre as versões dos apoiantes das Teorias das Conspiração (maioritariamente de leigos e/ou de autodidatas) e a constante negação da interpretação dos mesmos (“teóricos”) feita por parte das Agências Espaciais Internacionais, seus grupos de investigadores, técnicos e cientistas, aqui parecendo ter versões coincidentes entre leigos e eruditos (estes últimos sempre mais céticos, particularmente os assumindo-se, sem religião). E com o mesmo Emeritus William Romoser a insistir no seu ponto de vista pelos vistos científico (de que “a Vida lá está, só que não a queremos ver”):

 

"The presence of higher metazoan organisms on Mars implies the presence of nutrient/energy sources and processes, food chains and webs, and water as elements functioning in a viable, if extreme, ecological setting sufficient to sustain life. I have observed instances suggestive of standing water or small water courses with evident meander and with the expected blurring of small submerged rocks, larger emergent rocks at the atmosphere/water interface, a moist bank area, and a drier area beyond the moist area. Water on Mars has been reported a number of times, including surface water detected by instrumentation on Viking, Pathfinder, Phoenix, and Curiosity.” (Emeritus William Romoser)

 

(texto/legendas originais: a partir de leitura de artigo Evidence of life on Mars em phys.org − imagens: phys.org e esa.confex.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:08

E com o seu PM ainda não se tendo sujeitado ao “teste da Cegueira”.

 

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Com os incêndios florestais a continuarem a devastar largas áreas da Austrália (o menor Continente-Ilha do Mundo), sendo simultaneamente acompanhados por elevadas temperaturas atmosféricas (ultrapassados os 40°C e a caminho dos 50°C) – originando situações ambientais catastróficas a sul do território australiano – passadas quase três semanas sobre o seu início afetando sobretudo os estados de New South Wales (localizado na costa leste) e de Queensland (localizado a nordeste) estimando-se que até à passada terça-feira (19.11) cerca de 580 casas tivessem ardido assim como mais de 1.600.000 de hectares (de terra).

 

Catastrophic bushfire conditions in Australia,

over a dozen temperature records smashed

(Julie Celestial/watchers.news)

 

Com as temperaturas registadas a baterem muitos dos seus recordes , máximos e de há vários anos – como os sentidos em Nullarbor (46,6°C) situada no estado da Austrália Meridionale com os fogos aparentemente a não quererem abrandar (no seu progresso no terreno, aproveitando o tempo quente e seco), com estes continuando na sua marcha incontrolável e imparável (segundo as autoridades de socorro como o são os bombeiros, dadas as grandes dificuldades de acesso e de combate ao fogo florestal) fazendo desaparecer florestas, destruindo casas, obrigando a evacuações, encerrando escolas (hospitais e outras infraestruturas) e como se vê, afetando toda a vida das diferentes comunidades atravessando-se no seu caminho (só parando, não havendo mesmo nada para arder) − ficando sem os seus serviços básicos de sobrevivência, como o do acesso à água, à eletricidade e às vias de comunicação.

 

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Seven districts have been catastrophic fire danger zones,

including the Mount Lofty Ranges and Mid North near Adelaide,

while two were rated "extreme" and six were "severe".

(Julie Celestial/watchers.news)

 

Colocando todos os sistemas de emergência em “Alerta Vermelho” dada a quase impossibilidade de os combater (sem acesso minimamente eficaz aos mesmos) e dada a incerteza e forma caótica como os incêndios se vão sucedendo (em muitos casos ajudados não só pelo tempo seco como por ventos fortes): extinguindo-se aparentemente um foco de incêndio (podendo a qualquer momento reacender-se) e aparecendo logo outro. Levando as autoridades a declararem:

 

"Fire agencies will find these fires difficult to control.

There is a high likelihood that people in the path of fire

will be killed or seriously injured in these conditions."

(Emergency Management Victoria/watchers.news)

 

E segundo as últimas notícias originárias do Continente da Oceânia e da sua maior ilha (a maior Ilha/Continente da Terra) − a Austrália – com os incêndios florestais a alastrarem para outros estados como o de Victória e de Sidney, como se viu (e como efeito colateral), acabando por cobrir de fumo o céu de muitas cidades (e outras localidades) como foi o caso de Sidney (capital do estado de Nova Gales do Sul e cidade mais populosa da Austrália e do continente a Oceânia) tornando o ar insuportável até pelas temperaturas registadas acima dos 40°C.

 

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Mantendo-se o Alerta Vermelho (mesmo com alguma precipitação, regressando, podendo auxiliar) e no entanto, chegando “tranquilizadora e sem alarmismo adicionais” − além da declaração do tal Alerta (o máximo na escala de perigo mortal) comunicada (ao público em geral) pela Autoridade (com mais de 600 casas destruídas e já para não falar da floresta/ardida, das pessoas/vítimas dos incêndios e até dos Coalas/nos seus espaços agora “atacados”):

 

[Australian PM denies climate link as smoke chokes Sydney]

Australia's Prime Minister on Thursday denied his climate policies

had caused unprecedented bushfires ravaging the country

and insisted his government was doing enough

to tackle global warming.

(AFP/yahoo.com)

 

Com o Povo (como sempre e vendo os “Outros”, ficando “invejoso”) cada vez mais revoltado (sem dinheiro, sem armas e sem certificado de garantia) e com a Elite e como solução (cada vez mais farta, dos “pobres e excedentes”) − aquela que “até tem amigos que são pobres ou pretos(os dois ao mesmo tempo sendo de mais) respondendo de forma convicta e imediata (“paciente e misericordiosa”):

 

“É a Vida!”.

 

(imagens: watchers.news)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:27

Entre tantas “máximas(frases) saídas da boca de Jair Bolsonaro (Presidente do Brasil) mostrando ao Mundo o “calibre” do individuo

 

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O pequenino Jair Bolsonaro

Tal como diria o próprio

e de boca-bem-aberta

(abre a boca, sai asneira)

Com o perigo (agora) a vir do “Cefalópode

 

– “Capaz de eliminar sem remorso e com convicção,

mas cumprindo a sua missão sem se sentir pecador” –

 

E nem sequer perdendo muito tempo com o seu “passado tão revelador

 

− Tendo alcançado um “futuro tanto ou mais glorioso” –

 

Uma caraterização para o “porco” e outra para o “insultuoso” saídas da boca do Artista (conhecido na região como o Trump Sul-Americano)

 

– Aqui o Predador –

 

Referindo-se à (ainda não totalmente consumida pelas chamas) floresta da Amazónia

 

– Aqui a sua Presa:

 

Desde a político-ideologicamente porca

(tratando-nos literalmente como bestas-de-toda-a-carga, destruída “psique”, física)

 

O Brasil é a virgem que todo tarado de fora quer.

(Jair Bolsonaro)

− Entenda-se (completando a frase) para foder”.

(julho 2019/diariodocentrodomundo.com.br)

 

Até à, falando em memória e cultura, insultuosa

(como se não tivéssemos cérebro, raciocínio, sendo bonecos insufláveis, vazios)

 

Você não vai acabar com desmatamento nem com queimadas, é cultural.

(Jair Bolsonaro)

Entenda-se (por banalização) inevitável “Natural”.

(novembro 2019/poder360.com.br)

 

E com este exemplo (criminoso) e tipo de linguagem (racista) alastrando

 

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A Grande Floresta da Amazónia

Enquanto madeireiros/fazendeiros aplicam a teoria da Terra Queimada,

pessoas vão morrendo, comunidades desaparecendo, espécies decaindo

− E aí sendo a terra entregue imediatamente aos “bichos

(maus, “que nos comem a carne e alma”)

 

− Falta de respeito pelo ser humano e pela sua diversidade,

bem retratado no “tratamento” dado à floresta da Amazónia,

em nome do progresso sendo obliterada

e aí anulando a possibilidade de sobrevivência

de muitas comunidades

 

Podendo ter outro tipo de réplicas (extremamente perigosas e mortais) não apenas com incidência local (interna), como regional (externa) e até podendo contaminar toda a América do Sul:

 

Com as palavras (apoiadas por dinheiro) a darem origem aos atos (sendo substituídas pelas armas) e como sempre acontece (desgraçadamente com a nossa colaboração, mesmo sendo por abstenção, ausência e cegueira), com a grande generalidade da população a sofrer dramaticamente (das consequências).

 

Bastando-se olhar para o mapa e lá encontrar inscritos (num determinado tempo e espaço, mas para todos eles omnipresente) todos os países da América do Sul

 

– Entre os últimos e ainda ativos (e com mais impacto mediático) os casos da Venezuela, do Chile e da Bolívia (já com muitos mortos e feridos, fazendo-nos lembrar os tempos das ditaduras militares, como a foi no Chile a de Pinochet).

 

Para já nem se falar (do grande sofrimento de quase todo este continente, a América) nos genocídios (quase sem interrupção) na América Central.

 

(imagens: adorocinema.com – indiatimes.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 09:31

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