Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

16
Mar 13

Vivo em Albufeira num apartamento normal mas preferia viver na Praia da Coelha (como o Cavaco, o Catroga ou o Fantasia), mais rigorosamente na Aldeia BPN. Com praia à frente e uma marina mesmo ao lado, o que poderia desejar mais para a minha sonhada reforma?

 

“Diz-me com quem andas – ou andaste – e dir-te-ei quem és”!

 

Retrato de dois pobres pensionistas

 

Cavaco Silva é o maior responsável pela situação actual que o país atravessa. Sendo o homem que comandava o leme do barco aquando da chegada a Portugal dos milhões da Comunidade Europeia, foi pelas suas mãos como Primeiro-Ministro que se iniciou a destruição criminosa da Indústria, da Pesca e da Agricultura e ainda a grande caminhada para a alienação e comercialização da Educação e da Saúde ou seja, da obliteração deliberada da generalidade do tecido vivo de qualquer país. Resumindo miseravelmente a sua actuação como líder político incontestado na altura, a sua opção interventiva foi muito simples e estritamente contabilística: a nossa elite decadente e parasitária receberia dinheiro aos milhões para poder manter por mais uns largos anos o seu excelente nível de vida – trocando os seus negócios já há muito falidos por moradias, automóveis, restaurantes, viagens e caridade – enquanto os outros portugueses também conhecidos como pobres, miseráveis, analfabetos, indigentes, excedentários, logo sem a escola toda, receberiam os restos que antigamente os poderosos guardavam para os porcos, a lavagem.

Mas se tudo a que hoje assistimos é nojento, prepotente e provocador – e revelador do oportunismo e hipocrisia dos nossos políticos e das suas forças vivas associadas – esta situação e ao contrário do que muitos pensam, ainda poderá atingir proporções muito mais perigosas e degradantes: é que ao princípio o veneno (como a doença) estranhasse mas depois entranhasse – e aí já ninguém nos poderá salvar!

 

Última Hora:

 

“Cavaco chocado com o preço da água”

(Económico – Sapo)

 

E com o preço do vinho?

 

(imagem – Sapo)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:37

Pois, o sonho das classes médias portuguesas era ( e coninua a ser) confundir-se com os países ricos, ou seja ser QUEQUE, ( 2ª habitação com relva, mota d`água, roupa de marca e audi preto). Como se costuma dizer, não há fome que não dê em fartura. Não sei porquê mas lembrei um documentário sobre um xeque saudita colecionador de automóveis que dizia que, por pertencer à família real não lhe ficava bem vender peças da sua colecção. O avô vivia da venda de tâmaras, burros e camelos mas agora, o labrego , acha-se bom demais para comerciar outra coisa que não seja petróleo.
Ouvi um historiador na TV afirmar que cinquenta anos após a descoberta do caminho da Ìndia o lucro daquele monopólio destinava-se a pagar juros sobre a importação de bens de luxo. Isto tudo para dizer que parece ser o problema de Portugal a mania das grandezas, o querer PARECER aquilo que se não é. Segundo Filomena Mónica a percentagem de analfabetos em Portugal nos anos trinta era de 75%, ( UM por cento na Suécia em 1900), hoje parece que não há quem não pretenda uma suposta origem aristocrática. Parece haver um nojo do que é simples, de quem trabalha com as mãos. Estou convencidíssimo tratar-se da nossa herança judaico árabe, culturas onde o trabalho manual é profundamente desprezado. Onde o que conta é a opulência e o brilho das suas elites e onde o trabalho é considerado como algo desprezível.
:) a 16 de Março de 2013 às 14:31

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