Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

24
Mar 13

Não tendo permissão para utilizar armamento militar para dominar a Europa, a Alemanha socorreu-se agora de uma outra arma muito mais sofisticada e de impacto inicial e visual extremamente SOFT: a Arma Económica.

 

J. D. Rockfeller se apercebera disso no século passado – demonstrando competência e lucidez no seu exercício de patrão (e essa é a vantagem da direita de natureza objectiva, sobre a esquerda de natureza subjectiva) – considerando que a utilização duma massa uniforme de empregados era muito mais vantajosa a nível de manipulação e em termos de produção de mais-valia (tal e qual como os escravos), comparativamente à necessidade de se ter que formar em alternativa uma sociedade organizada mas inevitavelmente deformada (para os patrões), em que até se era obrigado a enfrentar pacientemente, as dúvidas insultuosas do mais comum dos cidadãos, mais pensadores ou menos pensadores.

 

E essa produção uniforme de homens-subjectivos – transformando-os em mais-valia-objectiva – seria efectuada como não poderia deixar de ser noutras unidades produtivas auto-replicadas, às quais se atribuiria o estatuto pomposo mas não suficiente, de Escola (dos pobres) ou Universidade (dos ricos). Mas sempre acompanhada solenemente pela vassalagem do douto prostituto.

 

“Eu não quero uma nação de pensadores. Eu quero uma nação de trabalhadores”

(John D. Rockefeller)

 

Se um projéctil de uma arma militar provoca no ser humano consequências físicas imediatas (aspecto positivo a salientar pelos seus apoiantes e estrategas), por outro lado as imagens desta violência extrema – e desrespeitando todos os valores inerentes à nossa condição humana – são impossíveis de justificar ou mesmo de negar pelos seus Generais Militaristas, face às evidências brutais e irreparáveis que sempre provocam (aspecto negativo que nem os nazis – com os seus campos de concentração – nem os norte-americanos – com os seus danos colaterais – conseguiram até hoje esconder). No caso da utilização da arma económica o modo como ela é apresentada pelos novos Generais Economicistas, além de ser mais diluída no tempo – adormecendo a vítima com falsos avanços e recuos, para assim tudo continuar na mesma – torna-se mais aceitável pelas suas vítimas não só porque agora não vêm tantos mortos, como também porque os feridos vão morrendo aos poucos sem se verem, abandonados e esquecidos entre as paredes das suas casas em ruínas.

 

Chipre

 

As Novas Vítimas da Velha Alemanha choram pelo roubo das suas poupanças ligadas a uma vida inteira de trabalho, pelo desemprego galopante que aí vem e pela bancarrota eminente que ameaça o país – que irá inexoravelmente destruir o futuro das suas novas gerações e colocar a sua terra à venda no mercado da oferta e da procura.

 

Cercados por todos os lados na sua paradisíaca ilha mediterrânica e sob os olhares atentos da Grã-Bretanha, Rússia, Grécia, Turquia, Israel e agora até da Alemanha (via CEE), os cipriotas vêm-se literalmente num beco sem saída: numa ilha dividida entre cipriotas-gregos e cipriotas-turcos, contando com a presença de forças militares estrangeiras (inglesas) em bases situadas no seu próprio território, observados ao longe pelos israelitas devido à sua posição estratégica e contando ainda com os investimentos russos e respectiva lavagem de dinheiro (além da presença preventiva de forças militares da ONU), só faltava mesmo a chegada de Merkel a exigir o seu dízimo, o controlo económico e financeiro total do país e a exclusividade na exploração do gás natural. E o ponto da situação é...os cipriotas vão para a miséria e os russos pagam para ver!

 

(imagens – retiradas da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:40

Março 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

12
14

23

27



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO