Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

25
Ago 13

 

 

E = MC² <=> C = (E/M)½


A Velocidade a que a luz se desloca – 300.000 km/s – de um ponto de origem para outro ponto aleatoriamente escolhido do espaço, nunca poderá ser um limite de referência Universal: ou não será ela uma variável dependente da matéria e do espaço?

No caso das grandes naves de transporte equipadas com um modelo de motor da série R-SWDD (ring-shaped warp drive device) a velocidade máxima atingida poderá muito bem exceder a velocidade da luz desde que o factor de sustentabilidade (E/M) seja superior a 1.

 

O Lado Obscuro da Terra – A História (1.ªparte)



Estávamos no ano 2016 DC – dois anos após o apocalipse controlado levado a cabo pelas três grandes corporações sediadas no planeta Terra – e poucos lugares se encontravam ainda disponíveis para o pessoal da C.A.O.S. poder passar uns dias de férias tranquilas, sem a presença de outro humano a controlá-lo e a ser controlado por este. Todas as estruturas de poder central estatal até aí existentes no planeta tinham sido destruídas ou extintas, sendo agora o seu destino liderado por uma Comissão Trilateral de Multimilionários agrupando as mais poderosas empresas de exploração e prospecção de minérios, de água e de outras formas de energia emergentes e revolucionárias, existentes na imensidão do espaço envolvendo a Terra e o seu sistema. As três grandes corporações representavam quase 2,5 triliões de dólares sendo maioritariamente controladas – segundo a revista especializada em finanças Forbes – pela Choam, pela Acme Corporation e pela Sirius Cybernetics Corp. (integrando ainda misteriosamente e como observador a Oceanic Airlines) que por sua vez controlavam mais de uma vintena de conglomerados de menores dimensões, como a Soylent Corp., a Tyrell Corporation ou mesmo a Umbrella Corporation, valendo todas no seu conjunto cerca de mais 1 trilião de dólares.

 

Tinha efectuado uma reserva na Estação de Visionamento Terrestre Alfa, uma das primeiras agências destinadas aos momentos de ócio e de lazer dos diversos contingentes humanos aglutinados pela Colateral, exclusivamente criados e programados para o preenchimento de tempos acidentalmente mortos não produtivos, pelas equipas de manutenção de recursos biológicos degradável – prioritários ou não – mas essenciais para a consolidação da poderosa organização financeira que controlava a C.A.O.S. Tinham sido posto à sua disposição diversos catálogos com destinos mais ou menos bizarros e implicando maior ou menor esforço motor, mas para contenção de custos e benefícios nos seus bónus de integração – o que iria beneficiar futuras promoções e a lógica subida na hierarquia da organização base – decidira-se imediatamente e sem hesitar por um destino alternativo, implicando esforço físico e de cariz tradicional: optara por uma simulação pré apocalíptica duma planície rodeada de montanhas e atravessada por um pequeno, estreito e límpido rio localizada no planeta Terra, tecnicamente produzida numa plataforma holografica materializada por sugestão mental do operador e que seria concretizada num cenário de vivência natural e solitária, utilizando um habitáculo elaborado por sobreposição de imagens, oriundas de memórias passadas de fontes primárias. O único contratempo residia na qualidade do ar atmosférico, um pouco limitado neste modelo rústico mas já um pouco ultrapassado – um processador atmosférico de nível 2 – aos derradeiros anos que antecederam o grande evento.



A sociedade antiga de valores e conhecimentos tal como a conhecíamos a partir de histórias contadas pelos nossos pais e avós, tinha começado a desaparecer muitos anos do grande apocalipse. As grandes Corporações tinham tomado conta do mundo e de toda a sua matéria-prima, manobrando directamente ou através de estratégias publicitárias de perfuração e parasitação mental, os espíritos mercenários dos políticos representativos dos diversos Estados Mundiais, que se tinham deixado manipular e conquistar integralmente – esquecendo familiares, amigos e até a sua memória futura – em troca duns meros gramas de ouro ou de outro material enigmaticamente poderoso e precioso e do falso poder de em círculos restritos do exercício do comando, poderem espezinhar e destruir certos elementos hierarquicamente inferiores: com a cereja colocada em cima do bolo quando em situações desprezíveis e sucedâneas para as oligarquias dominantes, um deles caía em desgraça e era entregue já desprovido de tudo até de identidade às feras que esta nova sociedade criara, inspirando-se no entanto em tempos remotos da mais pura barbárie, onde num círculo o povo era convidado a assistir à sua morte, triturado e mutilado pelas mandíbulas de poderosos leões num espectáculo supremo de violação e distância.

 

No ano em que aconteceu o grande e apocalíptico evento a população mundial ultrapassava já a cifra impressionante dos sete triliões de habitantes. Na altura eram grandes as discussões sobre os problemas que tal taxa de ocupação provocaria na sustentabilidade do planeta Terra e nesse sentido, ter-se pensado posteriormente que o Evento tinha sido planeado com esse objectivo primordial e de base: o combate ao excesso populacional mundial, evidenciando nesse exercício a necessidade urgente de diminuir a pressão exercida pelas gorduras resultantes da explosão demográfica – maioritariamente não produtora de mais-valias visíveis e sendo apenas exemplos de compradores de produtos de mercado, mas sem fontes de rendimentos visíveis, logo pertencendo a grupos de economias paralelas, ilegais e perigosamente concorrenciais – e nesse sentido aumentando temporariamente a taxa de mortalidade para valores impressionantes e nunca imaginados, para seguidamente a ir diminuindo até ao ponto de acerto e equilíbrio final – o ponto zero da inversão e da manutenção definitiva da NTTZ (Novo Tempo da Taxa Zero). Foi aí que o tempo deixou de ter o significado que tivera até à ocorrência do Evento, passando apenas a mais um parâmetro dimensional limitado ao espaço e à matéria, na sua confrontação constante – acção/reacção – face à energia por si libertada no seu constante movimento.

A morte deixara de existir e o tempo partira com ela – tal e qual como acontecera com muitos dos dinossauros desaparecidos noutros armários passados e abertos na Terra, que permitiram não só a sobrevivência das espécies mais fortes como o surgimento doutras muito mais evoluídas e adaptadas. O Sonho de qualquer Entidade Controladora e Niveladora.



Não se percebiam exactamente as razões que tinham levado estas três grandes corporações a actuarem naquele preciso momento, aglutinando-se todas na C.A.O.S. e provocando o Evento. É certo que a Terra começara a atravessar um período de estagnação social, económica e científica – que parecia profunda e sem fim à vista – aquando da queda do muro de Berlim e do desagregar da antiga União Soviética, com todos os poderosos Estados do Mundo a implodirem como um dominó, graças à intervenção da pseudo-inteligência oficial – os assalariados certificados e privilegiados pelo uso de liberdade condicionada – sobre a estrutura e arquitectura social baseada na Justiça e Solidariedade e à sua substituição pelo poder estritamente económico e expansionista exercido pelas grandes Corporações já existentes, já poderosas, já militarizadas e já muito influentes e intervenientes. No entanto os terrestres não detinham o conhecimento científico necessário e suficiente para se apropriarem dum planeta inteiro, nem a cultura e a memória ancestral própria que os pudessem tornar capazes de proceder autonomamente, sem manual, sem instruções e sem consentimento prévio dalguém. Teria que existir alguma explicação alternativa nunca mencionada ou pensada anteriormente, sem ligações directas com a espécie dominante no planeta e as suas sociedades organizadas, inevitavelmente dirigida para o exercício do poder e do controlo dominante de todo o processo evolutivo previsto, sempre de acordo com as regras definidas por Entidades de Supervisão de nível superior, responsáveis pela manutenção da estabilidade de todo o cenário representativo SS/1.5.007 (associado ao Sistema Solar) e pela continuação da execução do respectivo programa.

 

Nunca tinham descoberto verdadeiramente de onde viera a nave-mãe, nem o que levara a que se desencadeasse nesse preciso momento o apocalipse Muitas fontes ligavam o Evento à subida vertiginosa do poder das Corporações e à guerra contra elas lançada por alguns grupos terroristas internacionais ligadas a subgrupos de ex-mercenários norte-americanos, aliados a algumas Corporações menores com origem Chinesa/Russa/Iraniana e ainda a outros países emergentes com antigas ligações políticas, comerciais e militares ao anterior poder do extinto Estado Norte-Americano: Obama teria sido apenas um sinal do rápido aproximar do Dia do Juízo Final, aproveitado pelos Senhores do Novo Mundo para se prepararem para a mudança que aí vinha e que iria mudar radicalmente e em todos os sentidos a face do planeta Terra. A ligação secreta dos responsáveis pelas grandes Corporações a nichos nunca reconhecidos oficialmente e já com muitos anos de colaboração conjunta com seres extraterrestres, terá ajudado a despoletar o Evento, encorajando as Elites Terrestres a entrarem em acção e a conquistarem a Terra para si e para os seus amigos estrangeiros. O resultado fora o renascimento duma nova Terra ainda sobre as cinzas quentes da anterior e a construção dum novo modelo auto sustentável e protegido. Mas ainda restava um pequeno contingente de indivíduos vivendo no interior do planeta Terra e sob a sua crosta terrestre, que necessitava de ser eliminado ou – se fosse o caso – processada e integrada.



Os primeiros indícios preocupantes que chamaram a atenção das Civilizações Interiores para o que se estava a passar à superfície do planeta, veio do degradar cada vez mais acelerado das condições de vida para todos os seres vivendo à superfície da Terra e para o facto das grandes Corporações já existentes pouco ou nada se preocuparem com o que estava a acontecer. Nem mesmo dos seus cientistas e demais especialistas vinha qualquer tipo de sinal de alerta vindo do espaço exterior envolvendo a Terra, agora que o Sol caminhava para mais um dos seus picos de actividade solar, fenómeno simultaneamente acompanhado por uma mudança dos pólos magnéticos do Sol: o quadro parecia compor-se de modo a obter-se um cenário de consequências imprevisíveis e talvez nefasto para a preservação da vida neste ponto do espaço, já que ao longo de todo o planeta a actividade sismológica estava em crescendo e muitos dos vulcões considerados adormecidos voltavam ao fim de muitos anos a entrar em erupção. Mas a explosão artificialmente provocada do asteróide que atravessou os céus de Chelyabinsk na Rússia – destruído por mísseis – os constantes aparecimentos de meteoros e meteoritos vindos das profundezas do Sistema Solar e atravessando incandescentes a nossa atmosfera – maioritariamente vindos da cintura de asteróides – não foram mais do que a constatação final da realidade, confirmada violentamente com o aproximar do cometa ISON, que afinal de contas não seria mais do que um conjunto de três grandes naves alienígenas tripuladas e vindas do além espaço.



Mas os Albinos não se podiam conformar. As Civilizações Interiores iriam sempre ser afectadas por fenómenos que pudessem alterar globalmente o funcionamento do planeta. A Terra corria um sério risco de não conseguir manter a sua integridade estrutural, já que vários cientistas suspeitavam então que algo de estranho e de desconhecido estaria a exercer uma grande pressão (crescente) sobre o seu sistema, podendo provocar segundo certas previsões em princípio minoritárias mas muito preocupantes, a desestabilização do seu campo magnético protector e mesmo interferir na circulação de materiais circulando no interior do planeta (no manto), que poderiam levar no limite à interrupção do seu movimento de rotação em volta do seu eixo virtual, com todas as graves implicações e consequências dramáticas que isso poderia transportar. Essa a razão para o aparecimento consolidado do Grande Sobressalto, uma iniciativa tornada prioritária para os Albinos e para a sobrevivência das Civilizações Interiores: o objectivo seria contactar de novo os seus enviados à superfície e assim tentar alguma forma de diálogo com os poderosos líderes exteriores – com os quais mantinham estreitas ligações secretas desde os anos cinquenta e os acontecimentos que rodearam Roswell, contribuindo posterior e decisivamente para a explosão tecnológica que aí se verificou, com o seu auge a ser atingido em Silicon Valley – de modo a demoverem-nos de tomarem certas acções irreflectidas que poderiam afectar biliões de seres humanos, eles incluídos. Tudo fazia crer que um objecto de grandes dimensões poderia estar a actuar poderosamente sobre todo o sistema, podendo já encontrar-se no seu interior, cada vez mais perto da Terra e na prossecução da sua trajectória em volta do Sol. Mas a resposta tardou e a reacção lenta e desinteressada vinda do outro lado da crosta terrestre, adicionada à sucessão rápida e inevitável dos acontecimentos, a nada levou senão ao desespero: o próprio Obama foi acusado de alta-traição, por não actuar com firmeza e determinação face aos indícios que se acumulavam e que muitos anunciavam como premonitórios e reveladores do momento apocalíptico que se aproximava, chegando a ser banalizado em cartazes provocatórios e racistas, com imagens suas a serem apresentadas sobre a forma de zombies doentios, responsáveis pela morte em vida do sistema social existente por má utilização da realidade que tinha prometido reabilitar (mais outra impossibilidade para um simples operador).

 

Fim da 1.ªparte (de 2)

 

(imagens – retiradas da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:33

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