Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Dez 13

 

A “bolha” do mercado de acções norte-americano poderá estar prestes a rebentar, com todas as consequências negativas que tal acontecimento terá não só para os EUA como para todo o mundo financeiro e económico, talvez excluindo o seu principal credor a R. P. China; mesmo assim as acções na bolsa não param surpreendentemente de subir, o que face à grave crise económica e financeira que todo o mundo atravessa – com os EUA à cabeça a assumirem todo o protagonismo – não deixa de ser contraditório e matematicamente incompreensível, para não se dizer já inaceitável: vejam-se os casos brilhantes dos índices Dow Jones, S&P e Nasdaq, que não reflectem minimamente a realidade do mercado;

 

O défice orçamental norte-americano não para de crescer duma forma inconcebível e brutal – ou seja exponencial – atingindo todos os dias um novo recorde, com a administração norte-americana constantemente a atirar a sua resolução para um pretenso e indefinido futuro; o que ajuda a “engordar a bolha” que alastra por todo o mercado, tornando-a gigantesca e desse modo incontrolável, atingindo níveis cada vez mais preocupantes e muito semelhantes ao sucedido há seis anos atrás, mesmo antes do último crash vivido pelos EUA e pelo mundo;



E quanto ao ratio? Mesmo sem lucros sempre a subir! Vejam o caso duma grande companhia parasita e não reprodutiva já com mais de uma meia dúzia de anos, que apesar de registar perdas recentes superiores a 60.000.000 de dólares, ainda vale em bolsa mais de 20.000.000 de dólares – Twitter – para já não falar do Facebook;

 

Mas apesar de toda esta loucura e de todos os prenúncios e evidências de que todo este cenário mal montado e explicado poderá acabar muito mal em muitíssimo menos tempo do que se pensa, nada é feito tudo é adiado; talvez até ao dia em que as novas grandes potências mundiais como a R. P. China venham buscar os seus dólares ao Tesouro Norte-Americano e lhes cedam a um câmbio compensativo (para os chineses) um punhado de yuans;



Vivemos hoje em dia num mundo em que escasseando quase todo para a esmagadora maioria da população mundial – incluindo também aqui os cidadãos norte-americanos nascidos nesta ilusória Terra de Sonhos agora transformada em Terra de Pesadelos e Zombies – tudo o que não está nas suas mãos e que não consegue controlar, é valorizado excessivamente se estiver à venda pelos “únicos que possuem na verdadeira acepção do termo” (o poder, o dinheiro, a lei) e desvalorizado violentamente se estiver à venda pelos “que vão temporariamente pensando possuir”; o síndrome é inevitável e uma consequência lógica da degenerescência do sistema que nos controla e dirige – na agonia em que estamos e soterrados por toda esta pesada e demagógica estrutura aceitamos apaticamente tudo, mesmo os extremos inaceitáveis talvez porque já estejamos mortos ou para lá caminhemos como um autêntico e perfeito morto-vivo;

 

(texto a partir de artigo: Michael Snyder/The Watchers – imagens: retiradas da Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:36

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