Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

09
Nov 11

“O segredo da constituição do sumo português reside apenas, na junção de três ingredientes fundamentais, para um saudável consumo deste produto: meter água, meter religião e meter política. E para rematar, publicar tudo – em bom português – no diário da república.”

 

A Rede, Os Patrões e o Pénis

 

Bandidos da rede prontos a entrar em acção

 

A rede de peixe já estava velhinha e com buracos em todo o lado, por onde o peixe apressado fugia, como um fogo de um balde de água. Fora usada pela última vez há cerca de vinte anos, quando no meio da guerra que deflagrara nos territórios vizinhos, tivéramos de prender umas dezenas de bandidos, que saqueavam as quintas sem razão aparente, apenas para comerem as galinhas e as filhas dos patrões.

 

Filha do patrão controlando o pessoal

 

Os patrões em geral são uns bandidos inimputáveis, que têm como mães umas santas, prontas a parir mais uns tantos cabrões, em troca de carinho, dinheiro e alguma notoriedade flutuante. Mas a mulher não pode pensar que faz parte desta estrutura tentacular, monocórdica e péniana, porque quem manda ainda é o homem – aquele que tem o maior pénis – ou então uma mulher de calças, pronta para se candidatar à operação de implantação de silicone eréctil.

 

Aventuras do homem sem pénis

 

O pénis é uma parte do corpo que sofre muito, entalado entre duas pernas constantemente em movimento e fricção e asfixiado sob uma massa disforme de tecidos. As suas obrigações são pequenas, de pouca monta, sem palavras e por isso, raramente alguém o vê, a não ser o buraco por onde passam todos os seres vivos, depois de prometidos ao Bem, a Deus, à Família e ao Estado. Muitas vezes com o papel de encapuçado, lidando com o mundo envolto em PVC industrial e de protector.

 

Um pénis grande, fora de casa e para todos, já!

 

Sejamos verdadeiros – um pénis também vê o buraco da sanita, aquele artefacto formidável que liga constantemente o nosso cérebro ao mundo, com uma simples pressão do nosso dedo, sobre o botão do autoclismo (instrumento com funcionamento idêntico, a um cérebro normalizado).

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:11

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