Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Dez 11

Carrosséis

 

A feira de Outono começou na sexta-feira de 25 e acabou na terça-feira de 29. O meu amigo telefonou-me na quarta-feira do dia 30 – para combinar uma ida à feira, no feriado do dia 1 – mas tive dolorosamente de o informar, dessa verdadeira inutilidade. Não soubera da sua antecipação e lá tivera que ficar com a sua mulher, em casa a chuchar no dedo e a pensar no que perdera de bom. Eu moro lá perto e sabia da sua existência. Ainda comi uns churros quentinhos e saboreei um polvinho assado na grelha.

 

Castanhas

 

Vi o Keita, o Armando que conheci quando cheguei a Albufeira há mais de vinte anos, como basquetebolista do Imortal e até o Índio, com a sua nova namorada que dizem ser madeirense. Estava fresquinho ao fim do dia, mas o ambiente lá ia ajudando a aquecer a alma, apesar da falta de dinheiro. O fumo subia aos céus, os carrinhos giravam sem parar, a casa misteriosa esperava por novos clientes, as farturas e as minis rodavam nas roulottes e o povo girando no meio das tendas, lá se ia animando e entretendo. Mas ao acordar de manhã e ao olhar para o fundo da terra, o horizonte encontrava-se já despido e não se via nenhum ser vivo a circular. A feira acabara de vez, restando apenas alguns camiões.

 

(fotos – blogues: albufeira sempre/passeio dos tristes)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:47

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