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Arqueologia Marciana?

Quinta-feira, 07.05.15

O velhinho veículo motorizado que se passeis há já mais de uma década na superfície do planeta Marte, acaba de ultrapassar os 40kms de viagem. Ao contrário do sucedido com o veículo da sonda SPIRIT (entretanto já falecido), o veículo da sonda OPPORTUNITY continua activo e a enviar dados para a Terra.

 

O ROVER encontra-se actualmente na cratera de SPIRIT OF ST. LOUIS movimentando-se em direcção a MARATHON VALLEY, onde os cientistas da NASA pensam poder descobrir cristais e a partir daí confirmarem a existência de água no passado do planeta vermelho.

 

PIA19393_modest.jpg

Marte – Cratera Spirit of St. Louis – Março 2015
(Opportunity – PIA19393)

 

A imagem recolhida pelo ROVER OPPORTUNITY parece querer sugerir a presença na paisagem de algo que dela sobressai (salta), talvez por nossa sugestão e associação ao ambiente terrestre (centrismo): destacando-se da paisagem natural e homogénea, um conjunto de rochas aparece desafiando a monotonia, erguendo-se na vertical e com colaboração exterior (talvez mesmo artificial).

 

As duas primeiras sondas SPIRIT e OPPORTUNITY foram lançadas para locais distintos e opostos da superfície marciana. Desactivada a primeira sonda tornou-se lógico o destino escolhido para a nova sonda CURIOSITY: visitando terrenos para o lado da SPIRIT. E se o veículo mais novo nos tem vindo aos poucos a surpreender, o velho pode estar a mostrar-nos (mais uma vez) a evidência de algo de singular.

 

Na Terra existem muitos vestígios arqueológicos como este. Em Marte talvez nem exista nenhum. Certamente por serem diferentes. Nós é que não vemos. Por isso associamos. Mas não acreditamos. Apenas por protecção, nunca por convicção. Talvez esperança, talvez admiração. Mas também se nunca sonharmos (descodificarmos) jamais compreenderemos o que as nossas percepções (em sensações) nos oferecem.

 

(imagem – NASA)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:52

Kepler

Segunda-feira, 16.02.15

“À noite quando olhamos para o Céu, vemos o Espaço a passar”

 

Um novo planeta acaba de ser confirmado (após seis anos de observação) na profunda escuridão iluminada do espaço: trata-se de um planeta exterior ao (nosso) Sistema Solar, onde logicamente a estrela de referência não é o Sol.

 

o-KEPLER-432B-570.jpg

Trajectória comparativa de Mercúrio e Kepler-432b

 

Segundo os astrónomos que o têm estado a acompanhar durante estes últimos tempos (a partir de dois observatórios localizados em Espanha), tratar-se-á de um enorme corpo celeste com cerca de 6x a massa de Júpiter (que eles acham estranho), orbitando uma estrela gigante vermelha cerca de 4x o tamanho do Sol (que eles acham pouco comum). E como a sua órbita é mais alongada do que a grande maioria deste tipo de planetas extra-solares orbitando estrelas gigantes (sendo concretizada em apenas 52 dias), na sua sequência de estações o Verão e o Inverno atingem temperaturas muitíssimo mais extremas, comparativamente com a Terra: um mínimo de 500°C no Inverno e um máximo de 1.000°C no Verão. No entanto o futuro de ambos não é lá muito risonho (no fundo uma aproximação do que acontecerá no futuro entre o Sol e a Terra): a estrela gigante vermelha continuará a crescer ao longo de milhões e milhões de anos acabando por engolir tudo à sua volta – incluindo o seu planeta Kepler-432b. Data marcada: em menos de 200 milhões de anos.

 

hi-news-ru.jpg

Ilustração de Kepler-432b

 

O melhor método para aprender (e de seguida experimentar e conhecer) é olhar o que se apresenta e o que se passa à nossa volta e tentar a partir das percepções accionadas pelos nossos órgãos dos sentidos (ao serem provocados exteriormente pelos sinais emitidos pelo meio ambiente que os envolve), traduzir as mesmas em sensações que nos possibilitem compreender a mensagem subliminarmente por elas transportadas. Tal e qual como quando utilizamos o manual de instruções de um qualquer objecto utilitário e queremos aplicar e executar eficazmente a função a que o mesmo se destina.

 

No entanto tal exercício nunca poderá ser aplicado em toda a sua extensão e cumprindo plenamente todos os seus objectivos originais, se o mesmo não incluir na sua elaboração (e concretização) duas condições fundamentais: integrado na sua zona de recolha e de processamento de informação, a existência de dois blocos orientadores e provocadores de movimento e interacções (facilitadores), capazes de armazenar e de disponibilizar Memória (organizando-a a partir do caos de informações recebidas) e ao mesmo tempo associando-a com a Cultura (o conhecimento), entretanto adquirida e em constante movimento (evolução/adaptação).

 

E se pensarmos que do infinitamente pequeno até à mais monstruosa porção de Matéria (e de Energia e Movimento) aquilo com que nos deparamos poderá ser apenas mais uma réplica do mesmo molde original, de uma coisa já poderemos estar certos: ao olharmos para nós ou para todos os lados, estaremos sempre a aprender. Com o que vemos e experienciamos à vista desarmada, com o pequeno ser ou outro tipo de matéria que espreitamos ao microscópio, com os corpos celestes e longínquas galáxias que vislumbramos com os telescópios e até com o que sonhamos quando aparentemente nos desligamos da realidade.

 

(imagens e dados: huffingtonpost.com/uni-heidelberg.de/Web)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:38

Mercúrio

Quarta-feira, 23.03.11

Messenger orbitando Mercúrio – NASA

 

O nosso mundo tem um princípio e um fim.

E o Universo? Será um reflexo da nossa imagem?

Impossível!

 

Mercúrio – NASA

 

Mercúrio é o planeta do sistema solar mais próximo da sua estrela – o Sol.

O estudo do sistema solar poderá através da análise de cada um dos seus planetas, explicar a evolução da nossa galáxia e indicar-nos um caminho possível para a sobrevivência da nossa espécie; ou pelo menos, para explicá-la em tempo útil!

Mas para quê?

Devemos – isso sim – ver este paradoxo como uma etapa, não como um fim determinado e limitado, da “nossa” história: é que o universo não tem limite, por mais “limitado” que seja!

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:34