Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

12
Jul 16

O Regresso do Coma Induzido

 

Em 2012 a sonda norte-americana CURIOSITY chegava à superfície de Marte (aterrando na cratera GALE) – planeta onde desde 2004 já se encontravam os ROVER da SPIRIT (inativa desde 2010) e da OPPORTUNITY (ainda em plena atividade). Indicando-os nas suas explorações que este planeta nosso vizinho poderia ter sido no passado (há mais de 3 biliões de anos) muito semelhante ao nosso, com água correndo à sua superfície e nela podendo existir vida.

 

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Curiosity Rover

(imagem obtida no 1387ºdia de permanência do rover em Marte – SOL 1387)

 

Depois de ter entrado temporariamente em estado de coma induzido (dia 2 de Julho) e após a aplicação de todos os procedimentos gerais de segurança e de suporte de vida, o ROVER CURIOSITY voltou de novo ao mundo dos vivos e a entrar em atividade (9 de Julho). Pelo que se espera que rapidamente cheguem ao público novas imagens de Marte (interrompidas desde o passado dia 1 de Julho).

 

Uma situação pela qual o ROVER CURIOSITY já tinha passado anteriormente por 3 vezes (todas em 2013) e das quais sempre tinha recuperado totalmente: provavelmente todas provocadas pelo mesmo motivo, um erro de comunicação entre o SOTWARE da câmara do ROVER e o SOFTWARE de processamento de dados do seu computador. Tendo em Marte a companhia do mais velho ROVER OPPORTUNITY.

 

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Opportunity Rover

(uma das primeiras imagens microscópicas – e colorida – da superfície de Marte)

 

Dois ROVER continuando a executar com excelente desempenho a missão para a qual foram inicialmente programados – apesar de todas as condições ambientais extremamente hostis, a que ambos estão sujeitos há anos (neste planeta seco, desértico e sem qualquer tipo de atmosfera ou campo magnético protetor) – e que certamente verão o seu prazo de missão estendido até ao máximo limite (quando como a SPIRIT deixarem de funcionar).

 

(dados e imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 12:38

17
Jan 16

“Muita pedra (montes dela), muita duna (e bem escura) nada de água (talvez pouca)

e então de vida… nem vê-la!”

 

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Dunas
Aspeto curioso dum Bumbum Dunar
(Curiosity – 14.01.2016)

 

As duas sondas da NASA – a Opportunity e a Curiosity – lançadas de Cabo Canaveral e tendo como destino final a superfície do planeta Marte, continuam diariamente e de dois pontos com coordenadas distintas a enviar-nos imagens deste mundo árido e desértico: um mundo que aparentemente terá sido sujeito a um processo irreversível de extinção (biológica e hidrológica) há vários biliões de anos e do qual hoje em dia só resta uma superfície maioritariamente como que calcinada e sem qualquer tipo de vestígio de vida (presente ou passada).

 

Essas duas sondas (Lander e Rover) ainda se mantêm em plena atividade na superfície do planeta Marte, utilizando para as suas explorações no terreno os veículos motorizados (os chamados Rovers) disponibilizados pela Opportunity e pela Curiosity. Entretanto uma terceira sonda enviada pela mesma altura da Opportunity há anos que deixou de transmitir (lander e rover): a sonda Spirit (ativa entre 2004 e 2010).

 

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Marte
Vale da Maratona
(Câmara do rover Opportunity – SOL 4258)

 

Quanto ao rover da sonda Opportunity o mesmo encontra-se neste momento posicionado nas encostas a norte de Marathon Valley, com o objetivo não só de prosseguir a sua exploração desta região da superfície de Marte como também a dessa forma se poder colocar numa posição mais privilegiada para efetuar o seu regular armazenamento de energia solar (ainda por cima quando o mesmo irá agora atravessar o Inverno marciano). Até ao momento o veículo percorreu pouco mais de 42,65km (distância registada em 12 de Janeiro/SOL 4255).

 

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Marte
Duna de Namib
(Câmara do rover Curiosity – SOL 1223)

 

Já o rover da sonda Curiosity movimenta-se atualmente na região das dunas de Bagnold (mais precisamente na zona da duna de Namib) localizadas a norte do Monte Sharp – na duna mais alta da região com cerca de 4m de altura. Uma zona de construção dunar marciana onde no entanto a sua formação não acompanha de forma idêntica (estrutural e visual) outras construções marcianas do mesmo tipo.

 

No caso da duna de Namib com as suas areias a serem arrastadas pela sua superfície seca e ondulada, caindo repentinamente em zonas mais abrigadas (e profundas) das faces da própria duna – que mais tarde e por acumulação acabam por colapsar (em pontos limites dessa duna).

 

Uma boa oportunidade para os cientistas da NASA perceberem o processo de transporte de areias no interior das formações dunares (pelos ventos marcianos), num ambiente tão diferente do terrestre praticamente sem atmosfera e com menor gravidade.

 

(imagens: NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:44
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23
Abr 15

Domiciliado desde o dia 6 de Agosto de 2012 na planície de AEOLIS PALUS situada na cratera de GALE e localizada no planeta MARTE, o ROVER CURIOSITY continua tranquilamente a sua visita de estudo ao ainda misterioso Planeta Vermelho. Movimentando-se numa região bastante árida e desértica e parecendo à primeira vista ser o resultado de algum cataclismo inesperado e extremamente violento (que terá varrido tudo que apanhou à sua frente, devastando a paisagem marciana e enchendo o seu caminho duma infinidade de destroços), o veículo da NASA tem cumprido até agora com bastante eficiência e apesar das condições agressivas do meio exterior os objectivos da sua missão: além de estudar a geologia e o clima de Marte, irá ainda investigar a probabilidade de aí ter existido alguma vez água ou até alguma forma de vida.

 

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Uma das rodas do ROVER
(aspecto exterior)

 

A nível das estações do ano o planeta Marte é muito parecido com a Terra. A maior diferença reside na duração do seu movimento de translação em torno do Sol, que devido à sua maior distância à estrela é praticamente o dobro do nosso. Por outro lado o dia marciano é quase idêntico ao terrestre. Se nos referirmos às temperaturas as mesmas são mais extremas a sul e mais leves a norte, podendo as mesmas variar entre valores perto dos 150ºC negativos, até uns 35ºC positivos (com a média por volta dos -60ºC). E se a estas temperaturas extremas adicionarmos a acção contínua e nociva dos raios solares que livremente atingem este planeta (Marte não tem camada atmosférica que o proteja) e noutro grau de influência mais geral as suas características tempestades de areia, poderemos rapidamente verificar que o cenário que o ROVER enfrenta diariamente desde há aproximadamente 1000 dias, representa um sempre renovado e árduo trabalho para esta máquina para já infatigável.

 

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Uma das rodas do ROVER
(aspecto interior)

 

Um exercício executado por essa máquina num planeta situado a mais de 200 milhões de quilómetros da Terra e submetida a condições que nenhum ser humano jamais suportaria. Num planeta dispondo de uma atmosfera minúscula (mais de 100x mais fina que a que nos envolve), incapaz de proteger o planeta das radiações vindas do espaço, não sendo capaz de fixar o calor oriundo do Sol (apesar de receber como consequência da sua distância ao Sol cerca de 40% dessa luz/energia), com certa assiduidade sofrendo impactos exteriores na sua superfície e com uma força de gravidade (aliada à sua quase inexistente atmosfera) incapaz de reter água ou oxigénio. Com grandes extensões de planícies cravadas aqui e ali por alguns relevos, crateras e uma multitude de fragmentos e percorridas nos seus intervalos por conjuntos de elevações bem visíveis e agrupadas, por vezes parecendo ser atravessadas (como numa ilusão) por caminhos sinalizados.

 

Mas toda a máquina tem o seu respectivo período limite de utilização. Esse limite depende da sua capacidade de resistir ao desgaste provocado pela passagem do tempo, mais correctamente ao poder erosivo provocado pelo movimento no espaço e sua transformação por transferência de energia: no caso destas duas imagens focando uma das rodas do ROVER CURIOSITY é bem visível o dano provocado pelos objectos que o veículo vai encontrando pelo caminho, assim como o desgaste provocado tanto pelas tempestades de areia, como pelo próprio ambiente envolvente extremamente agressivo, térmico, radioactivo, seco, desintegrante.

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:31

19
Abr 14

Numa foto tirada a partir da câmara do telescópio HiRISE colocada a bordo da sonda norte-americana MRO (em órbita ao planeta Marte), pode-se ver na sua parte inferior a imagem de um veículo desconhecido estacionado sobre a superfície marciana. A veracidade desta foto é confirmada pelo engenheiro da NASA Bobak Ferdowsky.

 

Veículo na região marciana de The Kimberley

(podendo-se ainda ver o traçado deixado pelas rodas)

 

Trata-se na realidade de um ROVER transportado desde a Terra até ao planeta Marte pela sonda CURIOSITY, encontrando-se neste momento numa missão de exploração na superfície do Planeta Vermelho, na zona conhecida como THE KIMBERLEY. Aí serão realizados trabalhos de perfuração no solo marciano, na procura de material orgânico e de vestígios de vida (como fósseis).


(imagem – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 02:37

08
Ago 12

O Rover “Curiosidade”, enviado pela agência espacial norte-americana NASA e tendo como destino final a superfície do planeta Marte, aterrou hoje (dia 6) sem incidentes no distante Planeta Vermelho, após uma viagem de trinta e seis semanas, com partida do nosso planeta.

 

Topografia de Marte

 

O relevo deste planeta revela a existência de antigos e extensos vales atravessados em muitos casos por redes de canais, talvez resultantes da existência em tempos passados de grandes extensões de água, que cobririam parte da superfície de Marte. A água teria assim tido um papel muito importante, na formação geológica deste planeta.

 

Local de aterragem

 

Será na zona de Gale que o Rover “Curiosidade” será colocado, tratando-se o relevo desta região de uma antiga cratera marciana, escolhida para a aterragem deste viajante exterior, por estar situada num local não muito elevado. Esta cratera tem cerca de 155Km de diâmetro.

 

Veículos espaciais

                                                                                                        

O Rover “Curiosidade” foi transportado na viagem entre os dois planetas – Terra e Marte – no interior da nave espacial ORION, podendo esta tecnologia ser utilizada posteriormente e como provavelmente estará previsto, no transporte de humanos para o planeta Marte. O presidente Obama aponta a concretização deste projeto para o ano de 2030.

 

Aterragem do Rover “Curiosidade”

 

Nesta imagem fantástica da aterragem do Rover “Curiosidade” em Marte, às primeiras horas desta segunda-feira de Agosto, é bem visível o paraquedas completamente aberto durante a sua descida até à superfície de dunas, cobrindo nesse local a região da cratera Gale.

 

Cratera Gale

 

O Rover “Curiosidade” aterrou na cratera de Gale na zona assinalada com uma elipse. Se tudo correr conforme planeado, este iniciará as suas primeiras pesquisas deslocando-se em direção ao Monte Sharp, já situado numa zona da superfície marciana exterior à zona assinalada na imagem. O monte Sharp eleva-se a uma altitude superior a 5Km, na cratera de Gale.

 

Rover “Curiosidade”

 

Este Rover está equipado com dezassete câmaras. Dessas dezassete câmaras disponíveis, sete terão um papel muito importante a desempenhar no acompanhamento desta missão científica, complementadas com o desempenho das outras câmaras restantes: desde as câmaras de navegação, até à câmara instalada no braço robótico, passando por outras câmaras destinadas prioritariamente ao acompanhamento das pesquisas efetuadas na superfície marciana, com imagens disponibilizadas nuns casos a cores e noutros casos a preto-e-branco. Estará também equipado com um pequeno reator nuclear com um tempo estimado de utilização de aproximadamente dez anos – apesar da duração desta missão ser bem menor.

 

Monte Sharp

 

Uma das primeiras imagens enviadas pelo Rover “Curiosidade”, após a sua aterragem no misterioso planeta Marte. Ao fundo avista-se o Monte Sharp, o principal objetivo científico desta missão lançada pela NASA. Os cientistas acreditam que a investigação científica a ser realizada nas imediações deste relevo marciano, poderá fornecer pistas importantes sobre as mudanças ambientais ocorridas no passado, à superfície deste planeta pertencente ao nosso Sistema Solar.

 

(imagens e dados – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:55

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