Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

25
Jul 15

Best Places To Retire Overseas:
Number one on the list for the second year running was Algarve, Portugal.
(huffingtonpost.com)

 

O Algarve foi escolhido neste ano de 2015 pela LIVE AND INVEST OVERSEAS como o melhor destino estrangeiro para todos aqueles que tendo atingido a sua idade de reforma, ainda pretendam ter um resto de vida descansado usufruindo de tudo aquilo de bom e de bonito que a vida ainda lhes possa proporcionar. Não sendo por acaso que os parâmetros que mais favoreceram o Algarve na sua selecção e escolha final fossem entre outros: casas e custo de vida baratos, bom tempo e boa comida, boa qualidade nos tratamentos de saúde e ainda a existência de várias comunidades estrangeiras já aí instaladas e claro está a localização de Portugal no continente europeu (e na EU).

 

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“I won’t hold you in suspense any longer. This year, for the second year running, Algarve, Portugal, takes top honors, thanks to its low cost of living, low cost of real estate, great weather, established expat community, new retiree residency program, and endless options for how to meaningfully fill your days and evenings. In addition, you can get by speaking only English, and I’d say that this coast is one of the safest places on earth right now.” (Kathleen Peddicord – liveandinvestoverseas.com)

 

Só é pena que muito daquilo que o Algarve nos poderia ainda hoje oferecer, se tenha perdido na espuma dos dias criada por aqueles que para além da sua cultura e memória só vêm dinheiro e promoção social: terra planando de uma forma irreversível o passado de um povo (pela destruição total do seu quotidiano fundador), estivesse ele localizado no litoral (pesca artesanal) ou até no interior (agricultura tradicional). No entanto continuando a ser uma alternativa viável na área do turismo, especialmente dirigido para a faixa etária da terceira idade: tal e qual o retrato futuro elaborado pelos técnicos da CEE aquando da entrada de Portugal no espaço económico das União Europeia (turismo, criação de gado, produção florestal) e no caso do Algarve com as suas estruturas a serem pensadas numa lógica de resposta ao crescimento do turismo de massas (sazonal) e a um turismo mais exigente e acompanhado dirigido aos mais velhos (para estadias de médio e longo prazo).

 

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“I'm speaking of Portugal's Algarve, a unique bit of European geography at the southwestern corner of the continent. Situated at the longitude of Great Britain, more or less, and the latitude of Delaware, this region is protected from winter by the movement of the ocean in the Gulf Stream, which carries warm water to the Algarve's coast. It also benefits from prevailing winds that keep it from being unbearably hot or humid, even at the height of summer, and boasts more sunny days than anywhere else in Europe (more than 300 annually).” (Kathleen Peddicord – huffingtonpost.com)

 

(imagens – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:28

22
Jan 14

“O que se passa agora nesta cidade, já ocorria há trinta anos – é o que agora se chama, evolução na continuidade (politicamente falando)".

 

Capital do Algarve, Capital do Turismo

 

Inundação na parte antiga da cidade

 

Uma imagem já considerada normal e habitual em Albufeira e transformada ao longo de muitos anos num postal típico da cidade. Já quando aqui cheguei vindo duma região com maior nível de pluviosidade – a região do Grande Porto – estranhei as constantes inundações na época das chuvas, em torno de toda a zona adjacente ao jardim central da parte antiga da cidade, onde se situava então o saudoso lago e as suas árvores carregadas de passarada (durante a época de Verão). Para já não falar da qualidade de construção da maioria das habitações – e refiro-me às mais novas, pioneiras da devastação urbanística local que se seguiu e da política de betão então de vento em popa a nível nacional – que mal começava a chover um pouco mais, clamavam desesperadamente pela presença dos bombeiros (a sirene começava a tocar) por causa da água que vinha de cima. Inundações e infiltrações que depois vim a saber serem habituais e como tal toleráveis: pelo menos nunca resolveram nada, muitas das vezes só piorando as situações e mesmo assim, sem ninguém a exigir contas. Vejam-se apenas as repetidas obras envolvendo todo o sistema de escoamento das águas pluviais realizadas na parte baixa da cidade e as consequências negativas que esses brilhantes projectos de intervenção provocaram em toda a zona adjacente: mais inundações, mais caos em todo o sector comercial aí instalado e até a marmorização do acesso ao mar pela Praça dos Pescadores e o convite ao mesmo para quando quiser entrar pela cidade dentro, o fazer suavemente e com o menor atrito possível, através do “tapete vermelho estendido proveniente das pedreiras algarvias”.

 

Vivi muitos anos naquela que em tempos também foi uma vila piscatória – Espinho – hoje já transformada em mais um local de destino turístico como Albufeira e completamente descaracterizada em construções e pessoas, em função daquilo que antes fora e esquecendo deliberadamente as suas gentes – agora vistos como dinossauros desprezados e em vias de extinção, mas com direito a Museu. A terra continua a ser vítima dos ataques sucessivos do mar e se são os pescadores depois de toda uma vida de trabalho e de sofrimento ainda os mais afectados, até as novas estruturas continuam a ser atacadas, mas agora por incúria, desprezo e absoluta incompetência: basta falar da estratégia falhada dos esporões na defesa da costa e do passeio pedestre adjacente ao mar, agora parcialmente destruído com a passagem da tempestade Hércules.

 

(imagem – albufeirasempre.blogs.sapo.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:36

28
Jun 11

Praia dos Pescadores

 

Já existiu para a alegria e tristeza de muita gente desta terra.

 

Hoje ainda lá está o espaço, alguns edifícios ainda se reconhecem, mas o povo que a fez viver e a viu morrer, já se foi embora com ela.

 

Ainda conheci alguns descendentes desta espécie extinta, já perdidos debaixo das promessas abundantes do turismo e esmagados pelas teorias dos invasores progressistas.

 

Tudo ofereceram, até sexo e dinheiro estrangeiro, mas hoje, mesmo para um migrante como eu, de quase trinta anos de Albufeira, me custa lembrar a alma de uma terra que em menos do que uma geração, se incendiou e extinguiu.

 

Dando origem a uma nova espécie invasora.

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:51

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