Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

15
Jul 16

"The power in the country has been seized in its entirety."

 

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Istambul

(foto: AFP)

 

Aparentemente na sequência do atentado do 14 de Julho em NICE (que provocou mais de 80 mortos e de 100 feridos) e como consequência logica dos sucessivos atentados extremamente sangrentos registados nos últimos tempos na TURQUIA (pelos extremistas curdos e pelos terroristas do Estado Islâmico), o Exército Turco está neste momento a levar a cabo um Golpe de Estado Militar de modo a derrubar o regime atualmente no poder sob a direção do Presidente (e ditador) ERDOGAN.

 

No preciso momento em que o Secretário de Estado dos EUA JOHN KERRY se encontra numa visita de dois dias a MOSCOVO para pretensamente discutir com o Ministro dos Estrangeiros da Rússia SERGEY LAVROV a situação atual na SÍRIA e novas e decisivas formas de cooperação conjunta para o fim da GUERRA CIVIL e o início da pacificação do MÉDIO ORIENTE. Uma nova porta de esperança para todo o Mundo especialmente para a EUROPA, caso os militares cumpram a promessa enunciada desde os primeiros momentos do golpe:

 

"In order to ensure and restore constitutional order, democracy, human rights and freedoms and let the supremacy law in the country prevail, to restore order which was disrupted."

 

(texto/negrito e imagem: jamaicaobserver.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:14

30
Jun 16

Como um Sintoma da sua Doença

(de um Continente por Sinal Paralisado)

 

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No aeroporto internacional de Istambul o massacre foi cometido à entrada do mesmo

Não no seu interior como o sucedido em Bruxelas

Com os passageiros completamente expostos

E ainda no exterior do perímetro de segurança

 

Enquanto a Grã-Bretanha prossegue o seu caminho já há muito desenhado de abandono progressivo da UE – sendo o referendo BREXIT apenas mais um dos episódios desta tão elaborada SAGA – por seu lado a Alemanha lá continua toda entretida com a sua liderança económica e financeira da EUROPA, agora podendo contar adicionalmente com a grande possibilidade da fuga de alguns nichos de mercado de Londres para Frankfurt, fortalecendo ainda mais o seu poder de decisão, a sua capacidade de controlo e sobretudo a sua eficácia (por imposição) de orientação ideológica (entendendo-se exclusivamente como económica e financeira e desprezando todos os aspetos sociais – especialmente fora da Alemanha).

 

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Um dos atiradores e bombista-suicida

Iniciando o ataque com rajadas de Kalashnikov

E concluindo-o com a sua própria explosão

 

Assim de um lado temos agora a Alemanha (e todos os países ricos do norte), do outro lado todo o resto da Europa (com a França e todos os países pobres do sul) e resguardados no seu canto, na sua ilha da Europa, a independente Grã-Bretanha. Tendo ainda de um dos lados a Rússia e do outro os EUA. Num momento em que surgem muitos pontos em comum com o tempo que antecedeu o início da última grande guerra mundial – substituindo-se apenas nesta nova e brutal guerra (para já económica) os povos de leste pelos povos do sul, mas agora com a projeção futura a não ser o da reconstrução do Eixo Europeu mas a do seu abandono e substituição pelo Eixo Asiático. Ou não fosse esse o desígnio há muito assumido pelos norte-americanos.

 

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Um dos bombistas-suicidas após ser abatido a tiro mas estando ainda vivo

Segundos antes de fazer deflagrar o seu cinto explosivo

E com o segurança que o atingiu a fugir de imediato

Ao aperceber-se do que iria acontecer de seguida

 

E assim chegamos ao atentado levado a cabo ontem ao final da noite no aeroporto de Istambul – neste momento com as vítimas a aproximarem-se dos 50 mortos e 200 feridos – pretensamente levado a cabo pelos terroristas do Estado Islâmico num momento em que os mesmos começam a recuar tanto no Iraque (com a intensificação dos bombardeamentos norte-americanos) como na Síria (devido aos fortes bombardeamentos russos), obrigando-os à prática de outros exercícios de violência brutal, paralela e para eles (necessariamente e como mecanismo de autodefesa) complementar – deslocando-os do palco de guerra para o palco de alguns dos seus financiadores (mas respeitando sempre e até à morte o patrocínio da Arábia Saudita). E logo na altura em que de novo se reatavam as relações entre a Rússia e a Turquia, com o pedido de desculpa do presidente turco Erdogan a ser enviado finalmente e pelo próprio ao seu homólogo russo Putin.

 

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Fugindo à explosão que se previa eminente

Face à presença de um dos três bombistas-suicidas

(com outro nas proximidades e o terceiro na entrada do metro)

 

Um atentado tendo de novo como alvo um aeroporto internacional europeu – neste caso o de ATATURK em Istambul – onde circulam atualmente cerca de 60 milhões de passageiros por ano oriundos de toda a parte do mundo: considerado o 11ºaeroporto com maior tráfego de passageiros a nível mundial e o 3º do continente europeu. Na sequência e em tudo idêntico ao atentado ocorrido há pouco mais de três meses no aeroporto de ZAVENTEM localizado na capital da Bélgica (Bruxelas a 22 de Março), também atingindo uma estação de metropolitano neste caso situada perto do Parlamento Europeu (e de outras agências associadas). Provocando com o seu triplo ataque (dois bombistas suicidas no aeroporto e um outro no metro) quase 300 vítimas entre mortos (mais de 30) e feridos (mais de 250).

 

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O momento de uma das explosões

Registada pelas câmaras de vigilância do aeroporto

Com as pessoas a serem apanhadas na sua fuga desesperada

 

No aeroporto de Ataturk com o ataque terrorista a ser levado a cabo por três operacionais (fala-se de testemunhas que terão visto na altura do atentado um outro grupo suspeito em fuga), que certamente terão tido colaboração no próprio local do atentado de modo a aí se poderem infiltrar com maior facilidade (mesmo que no perímetro exterior de segurança) e transportando consigo e sem que fossem detetadas armas de tiro como as automáticas KALASHNIKOV e cinturas carregadas de explosivos à volta dos seus corpos de bombistas-suicidas: de momento a caminho de bater o número de vítimas registadas na Bélgica com cerca de 40 mortos e 240 feridos a registar (para já). Com dois dos operacionais a fazerem-se explodir à entrada do aeroporto e o terceiro numa entrada de metro aí existente.

 

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Com a Turquia a ser o único país a servir de muralha

Ao avanço do conflito no Médio Oriente

E simultaneamente perante a fuga há muito iniciada pela GB da EU

Os povos da Europa vêm-se agora cada vez mais perdidos e ignorados no seu próprio continente

 

Apêndice

 

Entretanto, como responsáveis e incapazes que sempre foram (politicamente) e como sempre (e incompreensivelmente) de costas voltadas para a Realidade (que também ajudaram a criar), eis que a Europa se vira para a Ilha (o BREXIT inglês) e ignora o Continente (o MASSACRE turco) – levando um murro na mona (na Grã-Bretanha) e mais um tiro no cu (na Turquia)!

 

E com a distância entre Bagdad e Lisboa (dois limites do Califado) a ser cada vez mais curta e perigosa: antes ficando em Bagdad (a 4.800Km no Iraque) agora em Istambul (a 3.200Km na Turquia).

 

“1/3 Da Viagem e já com Batedores (para os restantes 2/3) ”

 

Num atentado certamente levado a cabo pela fação moderada dos mercenários e terroristas associados ao Estado Islâmico – e como tal certificados pela CIA ou pelo Pentágono e com a garantia da chancela dos EUA e a bênção sagrada da Arábia Saudita (com a Europa como beata ou como simples sacristão).

 

(imagens: aljazeera.com/dailymail.co.uk/youtube.com/nbcnews.com/thefinancetimes.co.uk)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:32

10
Jun 16

E Sem a presença do Guionista

 

A crise de crédito de alto risco (subprime crisis), que começou no setor de compra e venda de títulos hipotecários de imóveis residenciais nos EUA, acabou se transformando numa grave crise financeira de grande proporção para toda economia norte-americana. Ocorre que, devido os laços da economia norte-americana com o resto do mundo, a escalada da crise financeira ganhou uma dimensão mundial contaminando os países desenvolvidos e em desenvolvimento.” (David Terreira Carvalho – www.ppge.ufrgs.br)

 

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Erdogan e Assad

Para o Povo as duas faces da mesma Moeda

(à chegada ao aeroporto de Damascos em 17 Jan 2011)

 

No início do ano de 2011 o presidente da Síria BASHAR AL-ASSAD recebia no aeroporto da capital do seu país Damascos o então Primeiro-Ministro da Turquia RECEPT TAYYIP ERDOGAN. Num clima de aparente solidariedade e compreensão entre vizinhos e amigos.

 

Nessa altura já com a Síria em grande convulsão política interna (pelo menos desde 2009) e com a chegada das célebres Primaveras Árabes (em 2010), com o cenário socioeconómico degradando-se cada vez mais rapidamente e sem sinais visíveis de recuperação.

 

Uma onda revolucionária que atravessou toda a zona do Médio Oriente desde finais de 2010 e que se nalguns países deu apenas origem a manifestações, protestos e quedas de governo (na maioria temporários, regressando a vida quotidiana ao que já era antes), noutros lançou países no caos, na guerra civil e mesmo em cenários de genocídio.

 

Como são casos de destaque o regresso do regime militar e ditatorial instalado de novo no Egipto (através de um golpe militar derrubando o poder político eleito em eleições livres) e as Guerras Civis na Líbia, na Síria e no Iémen (provocando milhares de mortos e feridos, com outros milhares em fuga desesperada pela vida e sobretudo com muitas das suas infraestruturas básicas completamente destruídas).

 

Nesse ano de 2011 e provavelmente com a estratégia já completamente definida e em ampla concretização no terreno (com as ambições norte-americanas para a região já bem presentes em todas as ações de apoio ou rejeição local), com os dois políticos sírio e turco a manterem ainda as aparências de um bom relacionamento, apesar do problema dos CURDOS (inimigos de ERDOGAN) e da guerra interna na Síria (contra o regime de ASSAD).

 

O que só vem demonstrar (ainda mais uma vez) – aos que fazem da incredibilidade sobre factos reais e quotidianos uma forma de sobreviver não querendo saber – que o poder corrompe sempre, com sucesso e seja em que contexto for, quando o dinheiro e os interesses em comum são muito maiores que os valores que certos homens (sem memória, sem cultura, mas certificados) transportam.

 

Pelo que é sempre bom para aqueles que por qualquer motivo perderam a memória e/ou foram vítimas de lacunas culturais, que alguns atrasados mentais sem saberem o que fazerem e ainda com tempo para perderem (ou não fosse verdade que “tempo é dinheiro), se dediquem a recordar o passado para melhor se construir o futuro.

 

As pessoas só se têm de convencer que se ainda querem ter alguma esperança no futuro – respeitando a luta dos seus ascendentes e as aspirações dos seus descendentes – a única coisa que terão de fazer será pensar, dialogar e acordar (escolher) e em consenso com os seus valores e os da Natureza que os recebe e protege, querer viver e partilhar mas sem a presença de instrumentos de guerra, de doença e de morte.

 

Aproveitando Homens & Ideias incompreensivelmente perdidos no Tempo, mas felizmente não perdidos no Espaço Livre do Homem.

 

I have a dream that one day this nation will rise up and live out the true meaning of its creed: We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal.”

(Martin Luther King, Jr.)

 

[discurso de 28.08.1963 – realizado no Lincoln Memorial em Washington, D.C.]

 

(imagem: al-monitor.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:04

02
Jun 16

Recep Tayyip Erdogan já deve ir em mais de 2.000 processos contra os cidadãos que diz representar, levantados pelo próprio como se fossem seus inimigos – esmagadoramente condenados e marginalizados socialmente, apenas por se exprimirem (livremente) quando postos a pensar (sem limites coercivos).

 

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Agora tentando colocar a turca Merve Buyuksarac na posição horizontal

 

Num dos gestos espontâneos com que por tantas vezes nos exprimimos, a utilização da tecnologia para imediata comunicação, torna-se muitas vezes num periférico transmissor de emoções – sendo reais ou virtuais, mas necessariamente expressivas (caso contrário nunca tendo impacto e condenadas ao esquecimento).

 

E na base foi o que fez Merve Buyuksarac conhecida no seu país por ter sido a Miss Turquia de 2006. Que pelos vistos num momento de aberração e de loucura – e excedendo tudo o que de normal se pudesse esperar dela – extravasou competências (físicas e certificadas) utilizando mais qualidades (sem habilitação para as praticar e ainda por cima mentais).

 

Pretensamente partilhando numa página do seu Instagram um poema intitulado The Master´s Poem, considerado insultuoso por associação paralela de ideias (que como todos nós sabemos nem sempre são coincidentes) para o atual Presidente turco: no seu passado como 1ºMinistro (o seu momento de entrada na hierarquia política dominante) tendo sido acusado de ser passivo no combate à corrupção, de que terá beneficiado assim como familiares e amigos.

 

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O verticalíssimo presidente turco Recep Tayyip Erdogan

 

Mas à tentativa desta simples Mulher respondeu logo o Super-Homem ERDOGAN: colocando esta Mulher no seu devido lugar – já que a função dela é apenas para se ver (tal e qual como uma escrava-sexual) – e indicando-o a Ele como o Homem a servir. Esclarecendo logo de vez o nome do predador e da presa e se necessário estendendo-o a outros grupos pensantes.

 

[contando com a conivência de Merkel → e logicamente da Alemanha e do seu Governo,

enquanto chantageia a Europa → com novos refugiados e atentados terroristas]

 

Simultaneamente indicando à Europa a sua Soberania futura (vaporizada em poucos segundos com a sua crise financeira), entalada entre o Atlântico (resguardando os norte-americanos) e a Turquia de Erdogan (impulsionado pelos sauditas): um território a curto-prazo abandonado à sua sorte e destino, com a Rússia mais a leste pensando no que (com ela) fazer e com todo o eixo estratégico (mundial) a fixar-se agora na Ásia (ou não fosse no presente o continente em ascensão, logo agora e por coincidência o vizinho-rico dos EUA).

 

(imagens: independent.ie)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:55

13
Mai 16

“A total of 30 Syrian refugee children, aged between 8 and 12, have been sexually assaulted over a period of three months by a cleaning worker in Turkey’s Nizip refugee camp located in the southeastern province of Gaziantep and administered by the country’s Disaster and Emergency Management Authority (AFAD).”

(GAZİANTEP/hurriyetdailynews.com)

 

[AFAD é uma organização ligada ao gabinete do 1ºMinistro da Turquia Erdogan]

 

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UM LADO FEIO (E VERDADEIRO) DA GUERRA

Destruição de um campo de refugiados instalado na Síria, nas proximidades da fronteira com a Turquia

 

Num momento em que a Guerra no Oriente parece nunca mais terminar e durante o qual por mais que os escondam os contingentes de refugiados continuam irreversivelmente a aumentar, a EUROPA em vez de tomar uma posição individual e decisiva sobre o assunto (que tão profundamente a tem vindo a afetar, num cenário económico de crise profunda e prolongada) resolve indiferente e covardemente nada continuar a fazer (como se nada tivesse com o assunto), colocando-se mais uma vez debaixo dos interesses e das ordens dos norte-americanas (como se este fosse um manto protetor). Apesar de todos já termos percebido o que foram as diversas Primaveras Árabes, quem e a razão de quem as promoveu e as reais consequências para todos os países da região: desde o SOFT retorno dos militares ao poder no Egito através de mais um golpe ilegal (mantendo este grande país africano sob o jugo de outros ditadores) até às situações HARD vividas na Síria e no Iémen (com o genocídio de milhares de civis, a destruição total de infraestruturas básicas e a invasão do seu território por multinacionais de mercenários colocados sobre a ordem de organizações terroristas como a AL-QAEDA e o ESTDO ISLÂMICO). Na área referida com a maioria dos Estados do Golfo liderados pela Arábia Saudita a serem a grande potência militar da região, demonstrando em conjunto capacidade de intervenção imediata e direta no terreno, naturalmente apoiados na retaguarda pelos seus grandes aliados globais (e grandes fornecedores logísticos) os EUA. Nunca esquecendo a terraplanagem da Líbia e a contínua destruição do Iraque.

 

Uma EUROPA que se sujeita agora e por uma mera aplicação de mais uma estratégia norte-americana (num país localizado do lado de lá do Atlântico) a ter que aceitar as pressões inadmissíveis de mais um ditador, ameaçando com retaliações unilaterais da sua parte caso não os aceitem na União Europeia nas condições por eles impostas: com um político como ERDOGAN que permite que o seu país se transforme em mais uma fonte dinamizadora do terrorismo global – bombardeando populações do seu próprio território e país por serem descendentes curdos logo equiparados a terroristas e por outro lado apoiando verdadeiros terroristas atuando na Síria aqui considerados combatentes da liberdade – enquanto vai aterrorizando a EUROPA com mais Guerra e Refugiados (caso não o aceitemos sem condições). Afinal de contas é a Turquia que vai ficar com aqueles que ninguém quer (nem mesmo os seus protetores) – o podre visível da guerra (mas vivos) os tais refugiados (ainda em movimento). E o que faz a EUROPA e a sua consciência política centrada na Alemanha por esta multidão desesperada (apesar dos constantes protestos por parte dos ingleses querendo protagonismo, apenas por serem um grande entreposto de lavagem de dinheiro)? Para os refugiados, personificada na figura da mãe alemã Ângela Merkel.

 

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UM LADO RETOCADO (E HIPÓCRITA) DA GUERRA

Merkel e Erdogan em visita a um dos campos de refugiados instalados na Turquia e localizado em Nizip

 

Que se saiba para os lados do Entreposto dos EUA sediado na EUROPA – a Grã-Bretanha – David Cameron e a sua Rainha continuam entretidos com Chineses e Nigerianos: chamando malcriados a uns e corruptos aos outos. Com a acusação de corrupção à Nigéria a ser por coincidência lançada num país conhecido por nele serem constantes as lavagens de dinheiro incluindo com interesses nigerianos (com petróleo pelo meio) e por outro lado sendo dita pelo seu 1ºMinistro David Cameron líder de um país promotor, financiador e explorador do maior exemplo de convivência de ética e de dinheiro os OFFSHORE. E com a sua Rainha ainda não tendo percebido de onde hoje vêm os dólares (chineses certificados por ouro e não americano certificado por papel): da R. P. China. Mas centremo-nos na Alemanha e deixemos então a Ilha.

O que tem feito a Alemanha para travar Erdogan? Pelos vistos nada – pelo menos no que diz respeito à outra EUROPA, da profunda crise económica, do desregulamento total dos direitos dos seus cidadãos e do brutal desinvestimento público, asfixiando lentamente toda e qualquer hipótese de recuperação desta sociedade doente e extremamente desprotegida, absolutamente dependente do que possa dar o mundo reinante da especulação financeira. Precisamente aquilo que a Alemanha impõe aos outros países da UE e que no entanto recusa aplicar a si própria desafiando todas as diretivas e o próprio FMI – negando a indicação dada pelo FMI para iniciar desde já reformas económicas internas (despedimentos, descida de salários, maior desregulação no mundo laboral e tudo aquilo que todos os portugueses já conhecem) e optando por um forte investimento no consumo interno com subidas em salários, pensões e outros benefícios sociais de modo a dinamizar a economia (que tem demonstrado ultimamente um maior crescimento, apesar do logico aumento das importações) e contrabalançar a queda no mercado exportador (como é o caso das importantíssimas e estratégicas exportações para a Rússia – tanto para a Alemanha como para toda a Europa – agora suspensas até ordem em contrário – dos EUA).

 

Num cenário global em que uma grande potência agora em queda (os EUA ainda com o maior poderio militar) e tendo já outra mais poderosa para a substituir (a R. P. CHINA atualmente o maior poder económico e reconheçam ou não financeiro), ainda pensa poder reconquistar o Mundo à base de impressoras, de dólares e de guerras totais (e ameaçadoramente mortais): não hesitando em coligar-se com ditaduras das mais ferozes a nível global (desde que tenham matéria-prima a condizer) para combater outras mais moderadas mas não tão obedientes e por vezes contestatárias como o pretendido. Que o digam todos os países produtores de petróleo até pelas guerras brutais de que são testemunhas e vítimas (Iraque, Síria, Líbia); nunca esquecendo os outros que apesar de não estarem em guerra já caminham para o caos (Venezuela, Brasil); e ainda aqueles que sabendo resistir e não estando obcecados eternamente pelo dólar (como qualquer moeda tendo o seu ciclo de vida) e podendo pela sua força económica resistir ainda perduram (como a Rússia aliando-se à China na criação do Novo Banco Mundial o AIIB já com adesão a nível global, contrapondo ao outro Banco Mundial Norte-americano uma moeda certificada em OURO – e não em mero papel, por mais carismático e mentalmente obsessivo que este seja, nada valendo face ao peso do metal precioso). Uma tarefa com dificuldades mas na realidade inevitável: em relação a todas as dificuldades de trajetória económica e financeira a seguir que o comprovem os BRICKS com três países a resistirem – China, Rússia e Índia – e outros dois em alto risco – África do Sul e Brasil – tendo sempre por trás e como parte interessada as mãos do dono do Outro Banco Mundial (os EUA). Uma estratégia que até ao momento só tem fortalecido ainda mais o poderio da China e da Rússia no Mundo e que por outro lado tem transportado toda a EUROPA a caminho de um mundo e de uma sociedade que nunca nenhum de nós desejou – mais um palco de guerra e de intervenção entre dois blocos poderosos, julgando-se cada um deles o mais forte e vencedor final e como tal aniquilando-se mutuamente na aplicação da sua obsessão ideológica e como sempre até à morte e extinção (levando-nos com eles).

 

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UM INSTRUMENTO (E REAL) DE GUERRA

Devido à sua intervenção na Guerra Civil Síria apoiando o Estado Islâmico (na luta destes contra as forças do presidente sírio ASSAD), arriscando-se a envolver-se integral e diretamente nessa guerra sangrenta alastrando-se desde o Iraque

 

E enquanto ERDOGAN vai sendo entronizado na Turquia com líder carismático de mais uma oligarquia ditatorial assente no seu poder militar (aplicado internamente sobre os seus cidadãos ditos curdos e externamente no apoio a organizações terroristas como o Estado Islâmico contra os sírios), na Alemanha as suas exigências são imediatamente escutadas e de uma forma ou de outra (direta ou indiretamente) instantaneamente cumpridas: assim se perseguindo um comediante (um cidadão alemão) e aceitando ameaças sobre uma Hamburgueria (uma empresa alemã) – como se disséssemos mal de todos os crimes de HITLER e fossemos presos ou ameaçados.

 

Mas reconheçamos que a continuar tudo assim (num status quo completamente obsessivo, apático e indiferente) a EUROPA não terá mais futuro e a própria ALEMANHA (com MERKEL à cabeça) se afundará – recorrendo-se aí e em desespero à estratégia da Madrasta!

 

(imagens: tribuneindia.com/undercoverinfo.wordpress.com/globalriskinsights.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:17

11
Out 15

E a Turquia ali tão perto!

 

“Em mais um atentado provocado por todos aqueles que fazem apologia da guerra como forma de resolver todos os seus interesses particulares em disputa, Ancara registou agora mais de 100 mortos e de 500 feridos em mais esta criminosa declaração de interesses. Entendam de vez as vítimas que a culpa não é do EI ou do PKK, mas da Terceira Entidade ou predador que lhes fornecem as armas.”

 

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Esta é a resposta de todos os poderes globais (minoritariamente minoritários) à proclamada arma deste povo moribundo (e escandalosamente maioritário)

 

Para quem ainda pensa que a nossa vida se resume (até que a Eternidade nos separe) a 5/7 dias de trabalho e 0/2 dias de descanso (o dia em que inesperadamente morremos) – nem sequer sendo necessário pensarmos mas apenas estarmos ocupados e receber – deveria pensar seria e profundamente no assunto (pelo menos mais uma vez na sua vida) e confirmar na sua agenda os seus parâmetros mínimos de sobrevivência: existir, ser notado, ter dinheiro e ser feliz (o sonho da classe média).

 

E como vivemos na Europa (o continente onde se lutou até à morte e se esteve em contato diário com ela – não sendo por acaso que aí se iniciaram as duas grandes Guerras Mundiais) berço da Paz (onde nasceu a Democracia) e da Guerra (terra de Hitler e Estaline), território despedaçado e recriado (e reimpondo-se no Mundo), não podemos deixar de nos preocupar com a sua crise crescente (económica e de valores) e com a invasão exterior (oriunda das suas fronteiras).

 

Se olharmos para as nossas fronteiras e ignorarmos o Atlântico (com o Ártico gelado a norte e a Grã-Bretanha sendo protagonista neste guião como derradeiro entreposto salvador americano), a Sul temos por perto o Norte de África (Argélia, Tunísia, Líbia, Egipto) e a leste cada vez menos distante o conflito do Médio Oriente (Iémen, Iraque, Síria, Turquia). E já no nosso interior a Guerra Civil na Ucrânia. Com as consequências a serem já vem visíveis através do registo das centenas de milhares de refugiados atravessando desesperados e esfomeados toda a Europa (só na Alemanha serão já este ano perto de 1 milhão de migrantes, em fuga de guerra e da morte nos seus países).

 

Agora com a Turquia a integrar-se definitivamente na estrutura desta Máquina de Guerra que não respeita nada nem ninguém e como consequência transportando a violência para o interior do seu país: como o demonstra mais este brutal atentado levado a cabo na cidade turca de Ancara, provocando mais de uma centena de mortos e muitos mais feridos entre a população (tratava-se duma manifestação pela Paz). E o que faz entretanto a Europa? Até porque está aí à porta o Inverno e os refugiados desesperados e perdidos são cada vez mais milhares (e a caminho dos milhões). Vindos por mar e por terra e amanhã até pelos ares!

 

Mas quem se alimentará de todas estes atos criminosos? O rico ou o pobre?

 

(imagem: WEB)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:03

26
Dez 13

Erdogan contra Gulen – e outras coisinhas...

 

O Mundo já está todo entregue e cada um de nós só está à espera da chegada do cobrador desde sempre nomeado e por todos aceite como inevitável (lembram-se da teoria do nosso Governo de Portugal?) – a Morte!

Os políticos vestidos de fraques são apenas os cangalheiros e nós os bem-fadados (fardados) somos os nossos próprios coveiros – mas com a esmagadora maioria sendo já um sem-abrigo.

 

Com a decadência acelerada da Europa (sob o comando da velha e ultrapassada Alemanha) e pela sua posição geoestratégica – entre o Ocidente e o Oriente – a Ucrânia e a Turquia tornam-se cada vez mais apetitosas para as grandes potências e para os novos Eixos do poder mundial como os EUA, a China e a Rússia

 

Mais uma vez um povo inteiro é instrumentalizado e utilizado para um combate ilusório que “nada lhe diz nem nada lhe trás” – a luta pelo controlo da Turquia entre o grupo de Erdogan e o grupo de Gulen – apenas porque aqueles que anteriormente tomaram de assalto o poder não o quererem agora entregar, pondo-o agora à disposição duma nova mas idêntica simulação democrática, actuando de acordo com as regras pré-estabelecidas de conquista e de dominação.

 

Tayyip Erdogan

Líder do partido islâmico no poder – AKP – e Primeiro-Ministro da Turquia

 

Fethullah Gulan

Líder do movimento oposicionista – Hizmet – e constituído por muitos ex-AKP

 

Tal e qual a situação em que a Ucrânia vive já há bastante tempo e na qual o seu povo – sem ter total consciência disso – está a ser instrumentalizado e a ser colocado entre a espada e a parede, pelo menos enquanto não houver uma decisão definitiva: ou a favor da Alemanha ou a favor da Rússia, nunca a favor da Ucrânia. No caso turco e como sempre acontece em todo o lado e em todas as economias globais, lá aparece uma grande e poderosa instituição financeira e bancária – o Halkbank – a movimentar ilegalmente milhões e milhões de dólares, neste caso através dum grande homem de negócios como o poderia ser através duma outra organização – como a Goldman Sachs.

 

A evolução económica portuguesa sob o consulado dos contabilistas da Troika e do adversário do Coelho Branco da nossa querida Alice

 

Quanto a Portugal poderemos continuar sossegados e tranquilos sempre como um bom cristão e aprendiz que tudo faz e nada pede, pelo menos enquanto quisermos continuar a ser considerados pela nossa protectora e governanta alemã (e com o auxílio dos miguelistas e leporídeos traidores) os bons, bem comportados e atrasadinhos dos portugueses – trabalhadores dedicados mas com necessidades educativas especiais.

Pelo menos enquanto a porta estiver aberta e não nos tivermos de atirar pela janela!

 

Matrix – Neo e o Coelho Branco

 

Invocado em produções tão marcantes para a evolução dos mercados mundiais e para a estabilização da economia global, como é o caso do sector da comercialização de imagens – sob a forma de produtos capazes por si próprios de criar mais-valias, neste caso sob a tutela de corporações e dos seus média associados – realizações como o são o filme Matrix (com Neo associada à figura do Coelho Branco) e a série Lost (com Jack seguindo o Coelho Branco), são exemplos bem marcantes e esclarecedores da contradição tremenda e equívoca que vivemos actualmente e que aparece bem espelhada na luta cruel e por vezes sem esperança entre os sonhos dum passado nunca concretizados e as visões dum futuro ainda ausente, por assente num presente vazio verificado como inexistente.

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:08

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