Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

19
Mai 16

“In an increasingly dangerous and rapidly changing world, we must guarantee that our military and intelligence community have the capability to defeat barbaric Islamic terror groups and deter aggressor-nations, like Russia, Iran, China, and North Korea.” (Defense Subcommittee Chairman Rodney Frelinghuysen/R-New Jersey)

 

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Com a Globalização todo o poder passou do Estado para as grandes Corporações

(com todas as vítimas a aceitarem sem discutirem as virtualidades do interesse Privado sobre o interesse Público)

 

Na prossecução da luta contra os cortes orçamentais que tem vindo a afetar todas as organizações e agências ligadas ao sistema de Defesa Norte-Americana – como os Militares, a CIA e o Pentágono – eis que estala nos EUA um novo conflito institucional opondo agora os interesses dos Militares (com os Republicanos por trás) aos interesses do Pentágono. Mais um caso que só vem confirmar a verdadeira luta pela conquista do poder no interior dos EUA (que não é certamente a Eleição Presidencial), tendo de um lado todos aqueles que apoiam prioritariamente o desenvolvimento da Indústria Militar Norte-Americana (e de todas as suas estruturas de manutenção e suporte ligadas à economia global de guerra e representadas pelas grandes Corporações) e do outro de todos aqueles que se opõe a esta visão ideológica e estritamente bélica do mundo (contando ainda com o apoio de alguns Republicanos e Democratas reformados acreditando ainda nas virtualidades do diálogo e sobretudo da Paz).

 

Numa disputa interna a decorrer nos EUA – opondo o Congresso maioritariamente Republicano ao presidente Democrata Barack Obama – que só tem criado maior confusão neste sector tão importante da estrutura de defesa do país (tendo os militares à frente) com reflexos evidentes na aplicação das suas estratégias no terreno nos mais diversos conflitos existentes a nível mundial. Por vezes vendo-se as suas agências e organizações governamentais combatendo-se em grupos inimigos, exatamente no mesmo cenário: como é o caso evidente e recente da Guerra Civil Síria, onde a CIA e o Pentágono apoiam grupos terroristas diferentes, rivais e inimigos (provavelmente mortais mas de cariz moderado). E para encobrir tudo isto contando com a preciosa colaboração de toda a comunicação social mundial (especialmente Ocidental), ignorando os provocadores, desprezando as consequências, mas nomeando desde logo e como desculpa e justificação, os mais que prováveis (por aparecimento sistemático nas suas notícias e propaganda) criminosos: esquecendo-se da situação económica no seu próprio país e distraindo toda a sua população e o Mundo, ao apontar o dedo ao Diabo. E metendo no mesmo saco (Rússia, Irão e China) e (ISIS e Coreia do Norte). Mas esquecendo-se do outro (EUA e Arábia Saudita) e porque não do seguinte (Alienígenas).

 

“The Defense Authorization bill is supposed to be an opportunity for Congress to shape national defense priorities and share the responsibility with the president when it comes to foreign policy. Generally the president has significant authority to make his mark on foreign and defense policy and the authorization process for both the Defense and State Departments is the Constitution’s way to make sure the co-equal Legislative Branch of government is properly part of the process. Sadly though this is what was intended, current reality no longer resembles what was meant to be. Instead, Congress members abrogate their authority to set defense spending priorities to the Pentagon, the military-industrial complex, and to special interests in their districts. The result is a mess that has very little to do with defending this country and a whole lot to do with enriching those in position to feed from the trough.” (Daniel McAdams – antiwar.com – 16/05716)

 

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Flight Radar’s estimation of the flight’s location when it disappeared

(egyptianstreets.com)

 

Entretanto com os EUA entretidos com esse verdadeiro circo de hipocrisia que são as Eleições Presidenciais norte-americanas – com um candidato dito representante do sistema a disputar a eleição, contra um outro pretensamente opondo-se-lhe como um milionário antissistema – financiada pelas Corporações que controlam os políticos (antes nossos representantes agora seus advogados) e generosamente os remuneram (substituindo-se ao pobre e descredibilizado Estado). E com o terrorismo global em marcha contínua, acelerada e aparentemente cada vez mais poderoso – como o (ainda fresco) caso do avião das linhas aéreas egípcias parece mais uma vez comprovar:

 

Egypt's Air Minister:

Terrorism More Likely Cause of Jet Crash Than Technical Issues

 

The crash of an EgyptAir flight en route to Cairo from Paris was more likely caused by a terrorist attack than by a technical failure, Egypt's aviation minister says. Minister Sherif Fathy discussed the crash even as a search operation continued in the Mediterranean for wreckage from the plane, which had 66 people aboard when it disappeared from radar Thursday, moments after it entered Egyptian airspace on the four-hour flight from France;

 

EgyptAir said it lost contact with the Airbus A320 plane at about 2:30 a.m., Cairo time, when the airliner was above 11,000 meters and just 16 kilometers inside Egyptian airspace. Greek defense minister Panos Kamennos said the plane made sudden turns and a sharp descent before disappearing from the radar. 'It turned 90 degrees left and then a 360-degree turn toward the right, dropping from 38,000 (11,582 meters) to 15,000 feet (4,572 meters) and then it was lost at about 10,000 feet (3,048 meters),'' he said. (Hamada Elrasam, Lisa Bryant – voanews.com – 19.05.16)

 

Num roteiro iniciado no distante e desprotegido Afeganistão, prosseguido com grande destruição e violência num país riquíssimo em petróleo como o Iraque, continuado como num intervalo de um filme de guerra com as subtis e manipuladas Primaveras Árabes, entretanto mudando novamente de tom e promovendo de novo a violência e a morte na Líbia e posteriormente na Síria, alastrando a violência ainda mais um pouco mais longe até atingir o Iémen (condenando-o à sua extinção e desaparecimento como estado), permitindo a infiltração da Turquia e a invasão da Europa e finalmente, como se já não o tivéssemos sentido, o fim dos nossos valores (humanos e de solidariedade) como cidadãos europeus. Comprovado com os atentados em terra e no ar para já não falar de milhares morrendo no mar. Hoje com mais uma vítima a adicionar a esta lista (num mais que provável atentado terrorista curiosamente ainda não reivindicado):

 

“EgyptAir Wreckage Found in Sea; Egypt Cites Possible Terrorism.”

(nytimes.com)

 

Ontem a Guerra era lá longe agora é mesmo aqui – e com vítimas de todo o mundo (na queda do avião egípcio sobre o mar Mediterrâneo uma das vítimas era portuguesa).

 

(imagem inicial: Ian56/@Ian56789/twitter.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:41

22
Mar 16

O Boeing 737-800 do Voo FZ 981 das Linhas Aéreas do Dubai (FLYDUBAY) desintegrou-se ontem ao despenhar violentamente contra o solo numa queda quase a pique ocorrida no aeroporto russo de ROSTOV-ON-DON (sudoeste da Rússia). Mais de 60 mortos.

 

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- O que leva um avião transportando a bordo cerca de 240 passageiros e tripulantes (num voo de aproximadamente seis horas entre a capital da Malásia e Pequim), a desaparecer repentina e misteriosamente de todos os radares quando sobrevoava o Golfo da Tailândia (menos de uma hora depois da sua partida)?

 

- O que leva um avião transportando a bordo quase 300 passageiros e tripulantes (num voo de quase doze horas entre Amesterdão e a capital asiática de Kuala Lumpur), a atravessar o espaço aéreo de um estado em guerra civil (e com interventores externos poderosíssimos) acabando por ser atingido e despenhando-seno solo?

 

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- O que leva um avião transportando a bordo mais de 220 passageiros e tripulantes (num voo turístico de regresso de férias a realizar entre o Egito e a Rússia), a sem motivo aparente partir-se em pleno voo esmagando-se depois no deserto (mesmo estando avisados da ameaça terrorista e duas semanas antes do atentado de Paris)?

 

E já agora o que leva um avião transportando a bordo exatamente 62 passageiros e tripulantes (num voo entre o Dubai e a Rússia) sob o comando de pilotos experimentados e com milhares de horas de voo, à chegada ao seu aeroporto de destino e apesar das difíceis condições climatéricas que se faziam sentir no local (dois voos anteriores tinham cancelado a respetiva aterragem, derivando-a para outro aeroporto), persistir na sua atitude contrariando a dos restantes e decidindo-se pela aterragem: terminando tudo num grande desastre e numa enorme explosão.

 

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O que se pode afirmar é que nestes quatro acidentes envolvendo o mesmo tipo de transporte (por sinal considerado o mais seguro do mundo), morreram mais de 800 pessoas – todas elas como resultado de incidentes improváveis por claramente sinalizados, previsíveis e como tal impossíveis de ocorrer: a todos eles podendo (no entanto) apontar e reportar antecedentes políticos, económicos, militares e geoestratégicos (entre muitos outros fatores até os mais insuspeitos), que puderam por repetição (normalização de atitudes) e através de uma conjugação inesperada de determinadas circunstâncias (deliberadas por conscientes e talvez mesmo planeadas) originar estes quatro eventos violentos e 100% mortais (inevitáveis de acontecer em processos semelhantes).

 

O que nos conduz a uma reflexão mais aprofundada sobre a problemática da utilização do avião, considerando-o como mais uma das vítimas objetivas (e como objetos dirigidos) de todo este esquema premeditado/viciado. E não como um casuístico (e nos últimos tempos aleatoriamente sobrecarregado), temporário e simples predador situacionista – ou seja transformando-se (neste caso o Avião) na personificação do Diabo (materialista) para os não crentes na Estrutura (não querendo idealizar e personificar interiormente o papel fulcral e intrusivo do Objeto, na concretização da nossa sobrevivência e bem-estar – por algum motivo ou razão criado pelo Homem). Sendo o Homem ao mesmo tempo a vítima e o seu único predador – e com os primeiros a matarem-se para a sobrevivência dos segundos.

 

E com o Diabo lá em cima (Criatura Excecional) já em contacto com Deus (executando as suas ordens à medida e imagem do Homem).

 

(imagens: rt.com/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 16:56

26
Mar 15

Na passada terça-feira um Airbus A320 de uma subsidiária do grupo alemão Lufthansa, colidiu a cerca de 2.000 metros de altitude e a cerca de 700km/h com uma das montanhas da cordilheira dos Alpes, provocando com o violentíssimo impacto que se seguiu a completa desintegração da aeronave e 150 vítimas mortais (entre passageiros e tripulação).

 

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Destroços resultantes do choque brutal do A320
(contra uma das montanhas da cordilheira dos Alpes)

 

“A young German co-pilot locked himself alone in the cockpit of a Germanwings airliner and flew it into a mountain with what appears to have been the intent to destroy it, a French prosecutor said on Thursday.” (reuters.com)

 

“We must confirm to our deepest regret that Germanwings Flight 4U 9525 from Barcelona to Düsseldorf has suffered an accident over the French Alps. The flight was being operated with an Airbus A320 aircraft, and was carrying 144 passengers and six crew members.” (germanwings.com)

 

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O co-piloto do Airbus A320
(pertencente à companhia alemã Germanwings/Lufthansa)

 

Depois dos dois últimos grandes acidentes ocorridos no decorrer do ano passado (no espaço de quatro meses e envolvendo a mesma linha aérea), certamente que os frequentadores deste meio de transporte começam a ter algumas dúvidas sobre esta opção de veículo e sobretudo sobre as suas condições de segurança: só nestes dois acidentes aéreos registaram-se um total de 537 mortos (MH370/Malásia e MH17/Ucrânia).

 

E se decidirem lembrar-se de acidentes aéreos anteriormente ocorridos em circunstâncias e consequências muito semelhantes, facilmente descobrirão mais uns quantos casos que de tão idênticos e familiares, nos dirão que esta última tragédia não é uma situação tão virgem e irrepetível como pensamos.

 

Já no ano de 1997 um avião indonésio da companhia Silk Air conduzido pelo seu comandante suicida se tinha despenhado sobre um rio provocando mais de 100 mortos, para dois anos depois um avião da Egypt Air acabado de levantar voo de Nova Iorque em direcção ao Cairo e trinta minutos depois da descolagem (e com o seu comandante suicida a gritar “I rely on God”) se despenhou no mar e provocou mais de 200 mortos.

 

Agora surge esta tragédia não só envolvendo (de novo) a Europa, uma companhia alemã bem creditada no mercado como a Lufthansa, obliteração total do aparelho e de todos os passageiros que transportava e novamente contando com a participação de mais um piloto suicida. Que apesar de ser o aprendiz e sem grande dificuldade tomou nas suas mãos o destino de outras pessoas.

 

Como é possível?

Tem que haver responsabilidade criminal e não será só do co-piloto. Pelo menos em respeito e homenagem a todos aqueles que não o sabendo, foram involuntárias vítimas mortais (como parece ter sido o piloto).

 

(imagem – wsj.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 17:47

04
Fev 15

Só uma amostra do que se passa num país chamado Ucrânia

 

Desde logo temos que compreender que o povo ucraniano se encontra neste momento entalado entre dois blocos militares poderosos e irredutíveis: um deles controlado localmente pela Federação Russa, o outro comandado à distância pelos Estados Unidos da América. O que é certo é que neste momento o número de vítimas registadas na Ucrânia desde o golpe de estado que derrubou Víktor Yanukóvytch, já começa a ameaçar um dos mais recentes e miseráveis recordes mundiais (só possíveis de ocorrerem com políticos deste calibre): o número de mortos do último surto do EBOLA.

 

Mas tal como na altura, ninguém os avisou – ou não quiseram saber!

 

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Ucrânia
Como em todas as guerras as vítimas são sempre os civis

 

Apenas num dos lados da Fronteira
(porque num conflito, no mínimo existem dois lados)

 

"It’s perfectly simple. You need to kill 1.5 million people in Donbass"

 

Ok, you ask me "How can this be happening?" Well, it happens because Donbass, in general, is not simply a region in a very depressed condition, it has got a whole number of problems, the biggest of which is that it is severely overpopulated with people nobody has any use for. Trust me I know perfectly well what I am saying.

 

If we take, for example, just the Donetsk oblast, there are approximately 4 million inhabitants, at least 1.5 million of which are superfluous. That's what I mean: we don't need to [try to] "understand" Donbass, we need to understand Ukrainian national interests.

 

Donbass must be exploited as a resource, which it is. I don't claim to have a quick solution recipe, but the most important thing that must be done - no matter how cruel it may sound - is that there is a certain category of people that must be exterminated.

 

Mas quem é o jornalista ucraniano Bogdan Boutkevitch?
Melhor ainda: quem representa a estação de TV da Ucrânia para a qual o referido jornalista trabalha, a HROMADSKE TV?

 

“Hromadske TV was funded in 2013 by the Embassy of the Kingdom of The Netherlands, the Embassy of the United States of America and by George Soros International Renaissance Foundation.” (Wikipedia)

 

Enquanto isso e tal como os norte-americanos, os russos continuam a desempenhar a sua parte (no guião e no elenco de mais um filme de guerra real).

 

(texto em itálico: Bogdan Boutkevitch/Hromadske TV – imagem: Sergey Polezhaka/Reuters)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 15:23

08
Mar 12

“Proteger declaradamente num determinado momento e com um emaranhado de leis confusas e em constante alteração, o criminoso face à sua vítima, é uma declaração convicta de interesses”

 

As histórias de um país – como se de um filtro se tratasse – retratam a sua cultura e a sua memória, que culminam ou não, na consolidação da sua soberania e da sua independência. Não é de admirar portanto, que com a proliferação noticiosa de factos genéticos como este, estejamos cada vez mais perto do abismo.

 

Francisco Leitão

                                                                                                          

Ignorado enquanto perseguia os seus objetivos privados, praticou impunemente todos os atos de que o acusam agora, com o consentimento passivo de
toda a população envolvente e que apenas após o toque de alarme público o reconheceu, julgou e condenou, mesmo sem o reconhecer nessa altura – talvez devido aos remorsos – como anterior companheiro de estrada: o problema não está nas razões de um indivíduo, mas na sociedade sem valores que o viu nascer e criou.

 

A solidão tem destas coisas: muita gente à nossa volta, mas a olhar para o outro lado. Só pensamos em julgar os outros, quando descobrimos que também somos responsáveis pelo crime, por omissão persistente.

 

(foto – Lusa)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 13:44

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