Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Mar 16

Com tecnologia russa e também portuguesa

 

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Numa colaboração com a Agência Espacial da Federação Russa (ROSCOSMOS) a Agência Espacial Europeia (ESA) acaba de lançar em direção a Marte a sonda EXOMARS 2016 – tendo partido a bordo de um foguetão PROTON-M pelas 09:31 (TMG) da base de BAIKONOUR localizada no Cazaquistão.

 

O objetivo da missão da sonda EXOMARS 2016 será o de tentar descobrir vida em Marte. Utilizando para o efeito os seus dois módulos enviados em direção ao planeta vermelho, o módulo orbital e o módulo de aterragem – que segundo os técnicos da missão atingirão o seu destino dentro de sete meses (lá para meio de Outubro).

 

Mais uma iniciativa da ESA contando não só com a preciosa colaboração dos cientistas e técnicos europeus associados à agência (responsáveis pela construção do módulo orbital e de aterragem), como também com a importantíssima e fundamental ajuda dada pela ROSCOSMOS ao fornecer os seus foguetões PROTON e a sua base de lançamentos na Republica do Cazaquistão (além de outos instrumentos científicos).

 

MARS 1.jpg

 

Numa missão da ESA inicialmente partilhada com a NASA, mas que devido a problemas financeiros por parte da agência norte-americana (que a levou a abandonar o projeto), acabou por levar à sua substituição pelos russos da ROSCOSMOS.

 

Em que o LANDER SCHIAPARELLI se separará da sonda orbital três dias antes de atingir a atmosfera marciana (ficando esta numa órbita elíptica a cerca de 400Km de altitude), acabando por entrar nela a uma v = 6m/s, desacelerar e aterrar tranquilamente na superfície de Marte. Ficando a sonda orbital com a missão da procura de gases constituindo a atmosfera marciana (entre eles o metano como um possível sinal de vida) e o seu LANDER com o trabalho também importante de investigar e desenvolver tecnologias para novas missões (como por exemplo relacionadas com a entrada na atmosfera, a descida e a aterragem do módulo de superfície).

 

MARS2.jpg

 

Numa missão em MARTE que se prevê de curta duração e em que a sonda orbital terminará o seu trabalho em Dezembro de 2022 (dentro de seis anos). E que segundo notícias oriundas dos órgãos de comunicação social (de Portugal) contará também com a colaboração de cientistas e técnicos portugueses associados a mais este projeto da ESA:

 

Na missão 2018, que inclui o rover, a Active Space Technologies participou no fabrico estruturas do Descent Module, nos sistemas de teste do módulo de locomoção do rover, nos sistemas de testes dos aviónicos do rover, no protótipo da bateria do Descent Module, nos sistemas de suporte à integração e testes dos painéis solares do Descent Module e no fabrico de estruturas da antena de comunicação com a Terra.” (oje.pt)

 

O que só vem demonstrar mais uma vez (como se tal fosse preciso) que os portugueses também são capazes, desde que lhes reconheçam as capacidades e lhes retribuam os méritos. PARABÉNS.

 

(dados e imagens: ESA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 22:01

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