Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

09
Mar 15

História de um contribuinte que se queixa da Segurança Social

 

E que tem o apoio da maior figura do Estado!
(ignorando o facto de estar agora em queda livre)

 

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O Estadista que acha que falar de quem deve e não paga ao Estado não passa de mera campanha eleitoral

 

Num buraco do tempo com pouco mais do que alguns meses de existência, encontramo-nos inesperadamente com o nosso conhecido e peculiar cidadão Pedro – um dos membros mais destacados e influentes da família dos Leporídeos. E reproduzindo de novo a cassete instantaneamente recuperamos a memória, recordando estas palavras avassaladoras e claramente dirigidas: “Há muitos que deviam pagar os seus impostos e não pagam. Porquê? Porque não declaram as suas actividades. Ora nós temos obrigação de corrigir estas injustiças.”

 

Meses mais tarde fomo-lo encontrar notoriamente abatido e cabisbaixo, lamentando-se repetidamente da perseguição de que desde há alguns dias era vítima preferencial por parte da Segurança Social, a qual sob a orientação errada dos seus trabalhadores aparentemente lhe exigia pagamentos indevidos. No entanto e apesar de tudo a máquina administrativa não tinha mais parado, criando à sua volta um ambiente próprio e parecendo deliberado no sentido de o condenar antecipadamente ao anátema negativo e exemplar, de ser um perigoso e potencial transmissor da “praga de coelhos distraídos e devedores”.

 

Além de ter o apoio em 2011 de 1 em cada 5 portugueses!
(ignorando o facto de estar agora em queda livre)

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Num Estado que acha que nem todos precisam de pagar as suas dívidas ao Estado

 

Escondido estrategicamente na sua toca e esperando pacientemente o momento decisivo para contra-atacar, Pedro Leporídeo não se coibiu de escrever algo de importante sobre o tema em questão e que se coadunasse com as frases por nós previamente sugeridas. Aqui vão:

 

• Apanhado de surpresa: “Pensei que era opcional.”
• Recuperando do impacto: "Houve anos em que entreguei declarações e pagamentos fora de prazo com coima e juros, umas vezes por distracção, outras por falta de dinheiro."
• Desculpa mais elaborada: "Ninguém com certeza esperará que eu seja um cidadão perfeito."
• Cerimónia de encerramento: “Nunca deixei de pagar o que o Fisco me convidou a pagar.”

 

Enquanto isso e aproveitando a desgraça alheia (tão típico dos portugueses invejosos, como no Estado Novo era a sua inveja dos ricos) outros aproveitam a oportunidade para provocar o caos e a confusão: “Muitos contribuintes com dívidas à Segurança Social queixam-se que a instituição não perdoa e parte para a penhora sem notificação prévia.” (Expresso)

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:43

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