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A Morte da Europa ─ Um risco de uma ponta à outra

Sábado, 05.03.22

Declarada a Guerra na Europa (a 24 de fevereiro de 2022),

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A Ascensão de Adolf Hitler e da Alemanha Nazi

Vivendo-se então num grande período de depressão económica (anos 30 do século passado), recordando pelas suas brutais consequências o que levou à última Guerra na Europa, a 2ª Guerra Mundial (1939/45), entre elas o fracasso dos seus representantes na Liga das Nações (associado do outro lado, ao militarismo da Alemanha), mais tarde sendo substituída pela ONU (desde 1946).

A Rússia atacando militarmente a Ucrânia (Declaração de Guerra Militar),

E a EU atacando economicamente a Rússia (Declaração de Guerra Económica),

Mesmo que tendo existido anteriormente múltiplos conflitos semelhantes provocando para além da devastação material, genocídios com milhões de mortos e de deslocados (sempre postos de lado, esquecidos e dissolvidos no tempo),

Sem a intervenção rigorosa nem sequer mínima da UN (deixando apenas andar),

E sabendo-se qual o seu principal financiador e promotor,

Em 80% dos últimos grandes conflitos globais terminando em guerra, morte e destruição estando lá sempre presente os EUA,

Eis que apesar de o nosso planeta estar dividido essencialmente em três grandes áreas estratégicas de influência geopolítica, com poder efetivo o rico e desenvolvido o Hemisfério Norte Ocidental (liderado pelos EUA e Europa) e o Hemisfério Norte Oriental (liderados pela China e Rússia) e sem poder efetivo o pobre e pouco desenvolvido Hemisfério Sul,

Verificando-se o conflito, confrontação e sobretudo guerra, não bem longe de nós ou mesmo do outro lado do mundo, sendo outros os mortos e sobretudo os locais de destruição (maciça a nível de recursos materiais como humanos, terraplanando-se um território), mas no nosso próprio território, o Velho Continente a Velha Europa,

Literalmente e certamente para muitos de uma forma inesperada (para muitos dos quase 8 biliões de indivíduos vivendo neste planeta único), sobretudo para o Outro Lado que não o sistematicamente referido, como sendo o Ocidental (os escravos começaram pelo Sul, agora pretendendo-se estender esse estatuto ao Oriente),

Habituados eles próprios e este tipo de situações (oriundas já do século passado e atravessando vários continentes), sem a repercussão devida e proporcional principalmente face ao nível extremo de histeria hoje atingido (como o conflito Ucrânia/Rússia), pela primeira vez e desde o fim da 2º Guerra Mundial efetivamente e em bloco com aquilo que pode (nada ou praticamente nada, para lutar contra qualquer um dos blocos, EUA ou China/Rússia),

A Europa levanta-se contra a Guerra, não propriamente por causa da Ucrânia (sendo esta situação apenas um pretexto, um conflito já com muitos anos e não tendo este começado ontem, vindo mesmo de antes do fim da 2ªGuerra Mundial), mas porque devido ao cumprimento das orientações provocadoras oriundas de Washington, tentando manter ocupada a Rússia enquanto se dedicava em exclusivo à China (o verdeiro alvo dos EUA),

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As bombas atómicas sobre Hiroshima e Nagasaki

Pelos vistos e tantos anos e guerras depois não tendo ainda aprendido com a sua experiência, repetindo o processo tal e qual como uma criança não tendo ainda noção das possíveis e reais consequências do seu ato (sendo esta ingénua, o adulto nem tanto), ainda-por-cima e dados os avanços científicos e tecnológicos (do presente) com efeitos e resultados muito mais extremos.

A Rússia forçada ou por sua iniciativa tomou o comando das operações e iniciou as suas operações militares, invasão ou guerra: entrando pela Ucrânia e a partir daí agravando-se a situação, podendo entrar ainda mais no interior da Europa, generalizando-se o conflito, com um pequeno passo ele podendo estar à porta de qualquer um de nós, já num passado recente a própria NATO tendo bombardeado ilegalmente a Sérvia.

E o que o Resto do Mundo vê é a dupla face desta já velha e decadente Europa, virando as costas a qualquer conflito envolvendo guerra, roubo, mortes e destruição, mas entrando em histeria quando o conflito se verifica no seu próprio território, julgando-se ainda importante, no entanto, socorrendo-se dos EUA (no fundo nada lhes dando, só estas manifestações de apoio moral, sansões),

Socorrendo-se de todos os instrumentos propagandísticos levados atá ao extremo nos Média (tudo servindo, sendo verdadeiro ou falso e quem o conteste sendo do contra) para nada fazendo de facto para nos salvar (a todos), ainda extremar mais a situação acrescentando-lhe “gasolina” (lá o fundo de um lado e do outro com os EUA e a China a observarem),

Para além do mais e sabendo-se os EUA e a China terem afirmado não irem intervir diretamente (com a presença de tropas), a Europa de momento está na prática económica (energia) e militarmente (armas) nas mãos da Rússia, não se vendo os EUA a assumirem as despesas da nossa defesa, sabendo do outro lado e como aliado da Rússia, estar o Império Ascendente (Chinês).

E depois de mais este “tiro dado no pé” (pela Europa, pela Rússia), ou se chega a acordo ou é o fim de um (Europa) ou de ambos (Europa e Rússia), no fundo a “Morte da Europa”, não sendo de velhice sendo por suicídio. E um tribunal para julgar crimes de guerra e para ser imparcial só mesmo sendo extraterrestre (cidadãos sem interesse neste planeta), não podendo ter russos, europeus, norte-americanos, chineses e outros seres afins.

E sejamos francos, se não queremos uma enormidade de destruição e de morte tal como vemos todos os dias ocorrer nos martirizados territórios árabes e asiáticos (sempre com os mesmos interlocutores a fomentarem o conflito), não vale a pena mesmo tendo-se razão de insultar e provocar ainda mais a outra parte (ainda-por-cima se aparentemente for mais forte), a única solução sendo um acordo um compromisso, o diálogo não as armas.

Por isso achar que todos os do nosso lado tendo incentivado este clima de guerra, fornecendo-lhe constantemente gasolina (não fosse o fogo apagar-se), deviam ser tal como os criminosos do outro lado, julgados. Vendo-se ainda algo de nunca visto, a extrema-direita e a extrema-esquerda irmãmente unidas, não a atacar os imperialistas norte-americanos, mas contra a Rússia, logo pondo-se ao lado da estratégia dos EUA, de esquecer a Europa, por de lado e em crise a Rússia e apontar o alvo (já bem despreocupado) á China.

(imagens: history.com ─ wikipedia.org)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:11


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