Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

18
Dez 16

Nem sequer se dignando a realizar um ensaio sobre a (sua) cegueira

(além de mais criminosa por permitir a concretização do ato impunemente)

O Ocidente persiste na sua estratégia sem vergonha e/ou imbecil de tudo resolver Simplesmente arranjando um bode expiatório (o seu Judas).

O que não salvou Jesus levando-o apenas à cruz

Fornecendo o pretexto (a desculpa justificativa) para práticas idênticas.

(e mais doenças, mortes e guerras sem se poder apontar todos os culpados)

 

Primeiro é o fedor que chega e se entranha. Habituamo-nos facilmente a ele e tal como a mosca nunca mais a abandonamos (a Merda) – tornando-nos mesmo fiéis. Então um dia reparamos no odor mas até o que pensamos já não presta e cheira mal. Sinal de velhice e de decadência (desse ser humano tão jovem).

 

A-Sad-view-Syrian-Civil-War.jpg

Vítimas da recente Guerra na Síria consequência lógica da velha guerra no Iraque

Em mais uma Guerra entre dois (EUA e RÚSSIA)

Utilizando um terceiro (SÍRIA)

E com todos os outros a ver (ONU)

 

Reports of mass killings, which could not be independently confirmed, reinforced fears of atrocities in the final hours of the battle for the city. UN Secretary-General Ban Ki-moon told the emergency meeting he had received “credible reports” of civilians killed by intense bombing and summary executions by pro-government forces.

(news.com.au)

 

Como se nada se passasse logo ali ao lado (no IRAQUE) no mínimo há um quarto de século (tomando como referência a Guerra do Golfo iniciada em 1990) e na sequência de relatórios sucessivos de assassinatos de civis (em ALEPPO) na sequência da Guerra Civil SÍRIA (iniciada com protestos populares em 2011),

 

A ONU vem mais uma vez revelar a sua face hipócrita e imoral invariavelmente assumida em cada uma das suas pretensas intervenções, ao mostrar-se mais uma vez uma força de intervenção operacional incompreensível e sistematicamente inativa em momentos fundamentais (de mudança) e apenas respondendo de uma forma alienada da realidade (pensando que num conflito se ouve o mais forte e se avisa o mais fraco) seguindo processos considerados pela restante comunidade despropositados e aleatórios:

 

Mas como um aluno bem comportado e seguindo as ordens do chefe, mantendo o seu estatuto e devida remuneração.

 

According to alarming reports from a doctor in the city, many children, possibly more than 100, unaccompanied or separated from their families, are trapped in a building, under heavy attack in east Aleppo. We are unable to confirm location as we don’t want to expose the children to more danger…and… deeply concerned by unverified reports of extra judicial killings of civilians including children and reminds all parties of their responsibilities under international law. Syrian regime and its allies entered homes and shot dozens of civilians dead during its offensive in eastern Aleppo on Monday.

(aa.com.tr

 

Ou seja num conflito onde existem no mínimo duas partes, a ONU decidiu optar pelo modelo norte-americano de solução do problema (onde existe apenas um lado, o deles), ouvindo sempre a opinião de uma das partes (a mais forte) e comunicando à outra (a mais fraca) a opinião destes (curiosamente a opinião também dela):

 

Transportando atrás de si toda a parafernália ideológica de qualquer estado que gostasse mesmo que inconscientemente de ser tratado como totalitário, mas que (aqui) disfarçado debaixo de máscaras já por elas distorcidas e enganadoras, se atreve mesmo assim a revelar-se vestindo-se e exibindo-se como um verdadeiro mercenário (que é).

 

Impunemente.

 

Syrian regime forces have allegedly committed public mass executions, sexual assault and burned bodies in the streets of east Aleppo, as they swept through the last rebel holdouts. The troops and allied militiamen have killed at least 80 people, burning alive four women and nine children, local pro-rebel media outlet Aleppo24 reported on Tuesday. Aleppo is the new Srebrenica of our time, blood is on the hands of everyone who watched and did nothing.

(alaraby.co.uk)

 

Falando-se sempre no depois (Síria/Aleppo) mas nunca no que antes se poderia ter evitado (Iraque/Mossul).

 

Mesmo deixando de lado os brutais contingentes das mais variadas vítimas materiais e sobretudo (esmagadoramente) humanas que estes conflitos causaram (e continuam a causar), porque não entender que num conflito existem sempre (no mínimo) duas partes e que o mais certo é nenhuma delas ter razão (a razão não é um valor absoluto):

 

Tomar parte por uma das partes é ignorar todas as outras partes incluindo a nossa própria parte (no fundo tratando-se de uma traição por simples conivência).

 

UN Security Council will hold an emergency meeting on Tuesday to urgently address the crisis in Aleppo following reports that Syrian forces executed dozens of civilians in the city. France and Britain requested the meeting as the battle for Syria's second city neared the end, in a turning point for the six-year war. We have credible reports of brutal murders of families, summary executions, including women and children, houses put on fire with people trapped inside, continuing targeting of hospitals and medical staff, and the list goes on and on. What a tragic day for Aleppo.

(yahoo.com)

 

Pelo que títulos que nos chegam ao Ocidente contado por intermediários ocidentais sobre Aleppo, em nada diferem dos títulos que vão chegando ao Oriente contado por intermediários orientais sobre Mossul:

 

Além de manipulativos e criminosos (por tentarem perpetuar o estado de guerra) não levam a nada (sem ser mais morte e destruição).

 

E no dia em que quiserem resolver o problema, terão que os ter todos no palco, cada um na sua respetiva cadeira.

 

[O que nos aguça ainda mais a expetativa sobre a resolução deste conflito (entre muitos outros ativos na região do Médio Oriente) para o ano que aí vem, agora que o português António Guterres assumirá a partir de 1 de Janeiro de 2017 o cargo de Secretário-Geral da ONU: aí se verá a sua força, os seus aliados e sobretudo a sua experiência para exercer o cargo de uma forma mais consentânea com o estado do mundo e com todas as forças em presença (representando os mais de 7 biliões de habitantes deste planeta). Tendo um passado portador de esperança (na sua luta em favor dos refugiados) mas como todo o homem (se não for verdadeiramente apoiado limitando-se tudo a retórica) tornando-se sempre hierarquicamente (ou seja financeiramente) dependente: e quem paga (pelo menos estes assim o afirmam) são os norte-americanos.]

 

(textos/itálico: excertos de notícias – imagem: militanciaviva.blogspot.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:06

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