Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

20
Ago 19

[Ou o que poderia ser um dos “Roteiros Turísticos (mais comuns) da atual situação (política/económica/financeira/social/cultural) Brasileira, agora que a Ditadura voltou (depois dos Militares, sucedendo o seu agente Bolsonaro) derrotando a Democracia (aproveitando o seu suicídio e servindo-se dos despojos do morto). Num retrato político do Brasil (da esquerda à direita parlamentar, do antes ao depois) simplesmente, Vergonhoso (e pelos sinais e factos que nos chegam criminoso).]

 

No Brasil agora de Jair Bolsonaro

 

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Onde nem as Mulheres (indígenas)

nem a Selva (Amazónia) se safam

 

Justificando a confrontação e a coerção invocando a corrupção – como sintoma de uma doença pelos vistos e segundo a ideologia Bolsonaro (tal como com os comunistas e Lula), sem cura (como será o caso dos homossexuais) – e desse modo recusando o diálogo e a paz e em sua substituição optando pela violência e pela guerra: generalizada, banalizada e acabando por ser aceite (desde que não os atinja) tal como a sobreposição (subordinação) de poderes – ao novo soberano (ditador) e sua corte (político-oportunista):

Education Tsunami strikes again in Brazil

 

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Um Tsunami

invadindo a Educação do Brasil

The third edition of the “Education Tsunami” (Tsunami da Educação) struck Brazil on August 13 in 211 municipalities in 26 States, as well as the Federal District. Thousands of students, teachers, trade unionists, workers, as well as activists from popular movements were out on the streets to protest the far-right Jair Bolsonaro government’s regressive pensions reforms and in defense of public education. (15.08.2019/peoplesdispatch.org)

Estranhamente não entrando como informação em todos os Média Globais, esmagada pela torrente incontrolável de notícias − Pós-Colonialistas e pró-Norte-Americanas (chegando-se a ouvir o hino dos EUA, cantada por organizadores-manifestantes) − oriundas da antiga colónia do Reino Unido, Hong Kong. Esquecendo-se que tal como Macau (feliz ou infelizmente) falamos de territórios (soberanos) integrando (na prática) a R. P. China.

 

Hoje terça-feira (20.08) depois de ter sequestrado pouco antes do nascer-do-dia um autocarro com cerca de 30/40 passageiros, com um indivíduo de nacionalidade brasileira e dizendo-se Polícia Militar (não confirmado), mesmo antes de se saber (pelo menos publicamente ou difundido pelo mesmo) o que pretendia, a ser abatido a tiro e a sangue-frio por um Sniper da PM Brasileira: certamente com autorização superior com o atirador da polícia a cumprir (apenas) a sua obrigação, (no entanto com a ação das autoridades) aparente e estranhamente apanhando o sequestrador completamente de surpresa, logo ali abatido e morto − caso arquivado.

 

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Atravessando o autocarro

no tabuleiro da ponte Niterói/Rio

 

Segundo informações das autoridades (policiais) com o Sequestrador (pelos vistos e segundo os mesmos e só isso, podendo justificar a ação) a ser considerado um indivíduo extremamente perigoso, justificando a atitude radical de o abater a tiro (imediatamente) prevenindo-se e precavendo-se dessa forma contra evoluções mais dramáticas deste incidente (até à morte do sequestrador sem mortos, nem feridos, apenas com alguns reféns certamente e dada a sua situação passando pior). Não lhes restando qualquer tipo de dúvidas (aos Bons, às Chefias) que face à evolução da situação a única solução seria claramente, Matar (o Mau, o Marginal).

 

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Com o sequestrador pela 1ª vez

saindo despreocupadamente do autocarro

 

Depois de cerca de três horas estacionado sobre a ponte ligando Niterói ao Rio de Janeiro – um autocarro intercidades transportando mais de 30 pessoas e o referido sequestrador – e face ao impasse até aí verificado na resolução do Sequestro − não se chegando a conhecer ou sequer a perceber as razões do sequestrador, ou até mesmo aperceber-se minimamente dalgum tipo de negociação – com a decisão tomada a deixar certamente alguns (brasileiros e não só) um pouco espantados, não pela ação em si, mas pela repentina decisão assumida (face aos factos conhecidos até ao momento da entrada em cena do Sniper e envolvendo o sequestrador, o criminosos).

 

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Entretanto já com várias horas de espera e em torno da ponte

com congestionamentos e filas de 70/80Km

 

Um sequestrador tendo na sua posse uma FACA, um TASER (uma arma de eletrochoques), um BIDÃO de GASOLINA e ainda uma PISTOLA DE PLÁSTICO, face a estes instrumentos considerado (e como consequência) potencialmente perigoso e no entanto e incompreensivelmente (só podendo estar inconsciente, doente ou drogado, para desta forma cometer um suicídio não desejado/esperado) − expondo-se completamente ao outro lado e só faltando dizer deem-me um tiro (pelos visos o Sniper tão perto estava não falhou) saindo mais de uma vez do interior do autocarro, expondo-se repetidamente e à segunda levando um tiro CERTEIRO  que poderia ter sido intimidatório mas foi mortal. E se o sequestrador tivesse razões que a nossa razão não entende (ou propositadamente não conhece)?

 

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Momento em que o Sniper se prepara

colocando-se em posição de tiro e aguardando ordens

 

E para além de tudo mais dando má imagem ao Brasil, agora que Bolsonaro luta pela vida não só internamente (dado os sucessivos escândalos que o envolvem e “aos seus” e às greves chegando a mobilizar 40/50 milhões de brasileiros) mas também externamente (face à mais que provável derrota do seu aliado e atual Presidente da Argentina nas próximas Presidenciais abrindo a porta ao candidato de esquerda seu inimigo). Para já não falar do inconveniente (ou incómodo) causado a milhões de brasileiros nesse nascer do dia de terça-feira (20), quando se deslocavam para o seu emprego sendo interrompidos na sua viagem por um engarrafamento brutal durando horas e horas, chegando a registar filas de 70/80Km e impedindo-os de chegar ao seu destino: milhões de prejuízo, causados por um só (uma única pessoa mas podendo ser apenas, a “ponta-de-um-icebergue”) − mas nunca se curando uma doença limitando-se apenas (e o diagnóstico e o tratamento?) a matar o doente.

 

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À 2ª saída e preparando-se para entrar

com o sequestrador a ser abatido

 

Se formos por aí (sobretudo para os brasileiros) Bolsonaro agradece. Para já não falar do Espetáculo Deprimente proporcionado pelas massas populares “Ululantes” (misturando-se como num Circo Romano, presas e predadores) presentes no aglomerado de gente que se acumulou (como simples mirone ou ave-de-rapina) no tabuleiro da ponte (ligando Niterói/Rio) e em seu redor, sem saber bem o que se passava – fosse o incidente o que os Média afirmavam ou não, mas desde logo aceitando como verdadeira, a descrição do pretenso criminoso-sequestrador (esquecendo-se que numa outra situação, poderemos inesperadamente estar nela e mesmo sendo inocentes, podendo ser abatidos) – tendo consciência da presença do Sniper e esperando o desenrolar desta verdadeira cena de ação (e real) − que já se arrastava por horas provocando grandes engarrafamentos e atrasos − dados os tiros e confirmado o abate do sequestrador, aplaudindo de uma forma eufórica e entusiasta a intervenção do polícia Militar (“este apenas cumprindo Ordens”). Deixando-nos aqui a pensar (algo preocupados) e se fosse no nosso país? Felizmente e para já sem um Bolsonaro (mas não isentando o Povo que conscientemente o elegeu).

 

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Com assistência ao vivo e em direto após o abate do sequestrador

com a multidão presente solucionado o problema a aplaudir

 

Deixando aqui a opinião de um tenente-coronel da PM (Polícia Militar Brasileira) focando entre outros aspetos a cobertura televisiva (e restante média brasileiro) e como não poderia deixar de ser o meio envolvente (de tensão neste caso na região do RJ) − para já não falar da hipótese que se levanta de o sequestrador poder ter “problemas mentais” e não medindo as consequências do seu ato (para ele um protesto normal-mais radical por físico e material), se ter exposto (nem sequer pensando nisso, em ser abatido) às balas e levado (inevitavelmente) com algumas delas. Inserido num artigo da “Rede Brasil Atual” (de 20.08):

 

“Vi a cena de um atirador de elite, chamado sniper, se posicionando em cima de um outro veículo, e o close que determinadas emissoras de TV dão a isso é o caso da estética da guerra, e isso preocupa. Nossa sociedade já está muito afetada com o discurso da violência, do extermínio, da morte. O Rio, por exemplo, é um estado da federação onde o fato de ser suspeito já faz com que a pessoa mereça ser morta. Os números não mentem. O discurso das autoridades no Rio principalmente é um horror. Hoje, o alcance das mídias tradicionais e das novas tecnologias é muito maior e isso influencia mais as pessoas. Os profissionais têm que ter mais responsabilidade. Quem faz a cobertura tem que ser o mais profissional possível e entender que, dependendo do que falar e como falar, poderá colocar vidas em jogo.” (redebrasilatual.com.br)

 

No fundo e generalizando a aplicação da “Doutrina Bolsonaro(como resposta à de Lula, de Dilma e até de Temer): e no final e como sempre o Povo que se “F x x x”!

 

(imagens: tvbrasi/youtube.com − peoplesdispatch.org − Centro de Operações do Rio/Facebook/rt.com − riotimesonline.com − @bandnewsfmrio/Twitter.com − beckbru/youtube.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 21:13

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