Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

02
Mar 14

(proporcionado pelo seu amigo bipolar Europeu: com a Rússia a empurrá-la para um lado e a Alemanha – com os EUA à espreita – para o outro)

 

A Ucrânia tem que se convencer que o seu futuro – feliz ou infelizmente – passa actualmente pelo seu vizinho a Rússia, de novo uma grande potência em crescimento e expansão e que muito provavelmente liderará num futuro cada vez mais próximo a maioria do território europeu. Isto se aquele país do centro da Europa, minoritário, fechado em torno de si próprio e sem perspectivas ou propostas revolucionárias de inovação – a sempre presente e intemporal Alemanha – nos continuar a controlar e asfixiar: mas isso também depende de nós (os portugueses).

 

Todos os simples cidadãos percebem, por experiência própria adquirida durante os nossos anos de vida, que um dos factores principais senão mesmo fundamental para a estabilização do nosso quotidiano diário reside na livre e equilibrada utilização da Energia: se esta estiver disponível tudo bem, mas se por qualquer outro factor externo ela acabar por ser condicionada ou mesmo suspensa – mesmo que temporariamente – então as consequências desse incidente poderão levar ao colapso de toda a sociedade, pelo menos tal e qual a conhecemos actualmente. E por arrastamento e contágio tornar instáveis as regiões envolventes.

 

Gasodutos: actual (a azul) e em construção (a vermelho)

 

O que acontece na Ucrânia representa um caso de aparente suicídio dum Estado às mãos dos seus governantes – do regime, da oposição e infiltrados – desejosos de poderem aproveitar exclusivamente em seu interesse não só das correntes de dinheiro da Gazprom que circulam pelos pipelines oriundos da Rússia, como simultaneamente de se poderem virar para o outro lado Ocidental e abrirem amplamente os seus braços às correntes de dinheiro vindo de Bruxelas. Só que sem electricidade não se consegue trabalhar, nem sequer se conseguindo brincar: e o “dono dessa energia fundamental” está a oriente, podendo a qualquer altura e sem aviso prévio fechar as torneiras. E mais uma vez se percebe a vantagem de se ser o detentor da matéria-prima – o patrão – sobre aqueles que apenas poderão usufruir dela (se a pagarem) – o empregado. E na Ucrânia o empregado revoltou-se contra o anterior patrão – contando com o apoio e com as promessas feitas por outros patrões concorrentes e como tal adversários – arriscando-se agora a ficar desempregado e pior do que isso abandonado. Mas esta é infelizmente a estratégia política escolhida pelos nossos governantes – e por nós tacitamente aceite – inicialmente para nos manipular e posteriormente para progressivamente nos suprimir.

 

(imagem – huffingtonpost.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:38

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