Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

16
Fev 21

Confirmando mais uma vez a nossa realidade (como se tal fosse necessário, assumindo o Homem o papel de réplica) e conhecendo como conhecemos (antecipadamente e pelos factos históricos) o nosso quotidiano diário e monótono de miséria (desde que adotamos o sedentarismo físico e mental), sustentados pela noção de poder unicamente baseada na ordem e no trabalho (coerciva e convidando à nova escravatura, desejando-se ser integrado) ─ ou seja no autoritarismo e no dinheiro (e aí adicionando a nossa estranha e não natural incapacidade de experimentar/inovar) ─ sendo invariavelmente fácil de interiorizar e a partir daí aceitar (não para se ter uma Vida, mas por conveniente para a nossa sobrevivência) ─ não se movendo, nem sequer pensando ─ “algo, ou alguém e o seu contrário”:

 

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ALENKA

In social media the art object is widely called creepy

(englishrussia.com)

 

E assim, o que hoje sendo verdade amanhã sendo mentira, o que hoje sendo mau amanhã sendo bom, o que hoje sendo herói amanhã sendo traidor, o que hoje valha comprar amanhã se possa vender ─ algo que se terá passado com ALENKA fundadora da que viria a ser a futura localidade russa de NOVOVORONEZH, antes e passados alguns anos sendo homenageada pelos seus (como que comprada), agora caída em desgraça sendo rapidamente (pelos mesmos) despachada (como que vendida). Passando de sujeito a objeto (numa operação de mercado aprovada) ─ de algo de desgaste rápido (oneroso, inconvertível) a algo de reciclável (reutilizável e convertível) ─ e sendo apenas transacionada (produzindo-se alguma mais-valia extra). No fundo e integrando (ilusoriamente) estas grandes minorias (afastadas do poder) neste caso apresentado não passando de uma mulher, numa justificação de procedimentos (subliminarmente ensinada, rapidamente aceite) como os aplicados com outras (minorias, tratando-se apenas de um negócio) ─ todos conhecemos alguém (como um amigo preto) para justificar o contrário (não sermos racistas) ─ resolvendo-se sem grandes percalços (e demoras) todos os problemas.

 

Screenshot_2021-02-15 Torn down after terrifying r

ALENKA

So creepy and so widely that the local authorities decided to remove it

(englishrussia.com)

 

E entrando na história (e no tema base) confirmando a partir da origem (e sempre assente em factos) mais uma das nossas realidades quotidianas (tornadas ainda mais restritas com a Queda do Muro/1989 e com os atentados do 11 de setembro/2001) ─ lembrando-me logo da História (na escola) e da vida violenta (de anjo passando a diabo) e mais radical (se comparada com a de Alenka) de JOANA D’ ARC com este facto sobre ALENKA estando a mesma há muito morta mas sendo agora homenageada em NOVOVORONEZH (250º aniversário da fundação da localidade russa, tendo Alenka como a protagonista/fundadora), resumindo-se (em termos de medo e de negócios) dadas as queixas da população após (o ano passado) a colocação da escultura (estátua) deixando-a aterrorizada (veja-se um caso menor mas algo semelhante, de algum espanto e não aceitação, da estátua de CR7 no aeroporto da Madeira), a um livrar-se da estátua aproveitando para abater dois coelhos com uma só cajadada (como tantas vezes faz o estado): fazendo desaparecer ALENKA (o ZOMBIE ANGELINA JOLIE) através de um leilão ─ segundo uma autoridade da cidade, com olhos (assustadores) de extraterrestre ─ em troca recebendo DINHEIRO (35.500$ mais de 2,5 milhão de rublos) e librando-se do empecilho.

 

(imagens: vk.com/novovoronezh/Нововоронеж/rt.com ─ rt.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 18:50

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