Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Nov 14

“The U.S. schizophrenia is evident from the fact that Americans want their country to be powerful with exceptional global interests and privileges, yet do not want to offer sacrifices and do not want to be engaged. Americans take pride in that they are superior to everyone else when it comes to human rights and ethics, yet they do not agonize over turning a blind eye to U.S. violations in covert wars or by sitting idly by vis-à-vis the atrocities in Syria, one of the biggest humanitarian disasters in this era.” (Raghida Dergham – al-Hayat)

 

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The Winner

 

Nem todas as grandes cadeias de televisão norte-americanas transmitiram o último discurso do seu presidente o democrata Barack Obama. O discurso tinha como tema o problema da Imigração Ilegal nos EUA e o principal ponto do mesmo relacionava-se com a legalização de 5 milhões de imigrantes ilegais actualmente a residir no país (muitos deles tendo entrado ilegalmente nele e/ou estando de momento desempregados): nos quinze minutos do seu discurso o presidente afirmou que iria emitir uma ordem executiva que iria proporcionar aos imigrantes ilegais permissões temporárias de trabalho e simultaneamente amnistiando-os.

 

O problema é que nem sequer 40% da opinião pública norte-americana concorda com a medida tomada pelo seu presidente e servindo-se disso, sectores mais conservadores nos EUA aproveitaram a ocasião proporcionada por Obama para lhe mostrar o que será o resto do seu mandato presidencial – agora que (os republicanos) controlam a Câmara e o Senado. É certo que apesar de tudo o presidente democrata acabou por ser reeleito para um segundo mandato, mas a sua actuação ao longo de toda a sua presidência tem tido efeitos verdadeiramente devastadores para os Democratas: se quando foi eleito em 2008 os Democratas controlavam tudo (Presidência, Senado e Câmara), durante o primeiro mandato perdeu a maioria na Câmara e recentemente no Senado.

 

E é neste novo cenário de guerra agora reassumida entre a Casa Branca (Democratas) por um lado e a Câmara e o Senado (Republicanos) por outro – Obama apresenta a sua ordem executiva e os seus opositores prometem de imediata lutar contra e declará-la inconstitucional – que entretanto aparecem as grandes cadeias de televisão. Com umas a optarem por transmitir em directo o discurso (apenas 15 minutos) e outras simplesmente ignorando-o: com cadeias como a CNN, a PBS (canal educativo norte-americano) e a UNIVISION (canal em espanhol) a transmitirem e outras como a CBS, NBC, FOX e ABC a não o fazerem. E com as quatro cadeias de televisão a justificarem a sua não presença no directo presidencial (pelo menos é o que nos sugerem) pela coincidência do discurso de Barack Obama (pelos vistos irrelevante) com o horário de prime-time de séries de sucesso (pelos vistos importantíssimas para a formação dos seus espectadores).

 

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The Loser

 

Vejamos então as alternativas propostas por estas cadeias de televisão norte-americanas ao discurso (e acção executiva inconstitucional) do presidente:

 

Cadeia Alternativa Observações
CBS The Big Bang Theory Uma das séries de maior sucesso
NBC The Biggest Loser Reality Show
FOX Bones Uma das séries de maior sucesso
ABC Grey's Anatomy Final da última temporada da série

 

E aproveitando-se logo do cenário que eles próprios montaram e decoraram, os opositores da política levada a cabo pelo seu presidente (e obviamente pelos Democratas), não perderam tempo e avançaram de imediato com a sua teoria de que o verdadeiro “The Biggest Loser” seria Barack Obama. Mas seria mesmo ele ou não seriam os Imigrantes?

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:06

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