Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Dez 16

Agora que a sonda automática JUNO já se encontra em órbita de JÚPITER (lançada da TERRA em Agosto de 2011 e chegando ao seu destino em Julho de 2016) começa a chegar ao público as primeiras imagens enviadas deste GIGANTE GASOSO (e maior planeta do SISTEMA SOLAR) localizado a quase 800 milhões de Km do SOL.

 

PIA21219.jpg

Júpiter – 11 Dezembro 2016

(JUNO – PIA 21219)

Com Juno a 24600Km de Júpiter

 

Uma realidade que até agora só era possível utilizando uma outra sonda norte-americana lançada no último trimestre de 1989 e tendo entrado em órbita deste planeta no final de 1995: a GALILEU inicialmente transportada para o espaço a bordo do vaivém ATLANTIS e posteriormente lançada em direção a Júpiter e às suas quase 70 luas.

 

Uma sonda já com mais de 20 anos de atividade em torno deste planeta gigante e que conjuntamente com uma outra dirigida a um vizinho (aqui numa iniciativa conjunta NASA/ESA/ISA) se focou nos planetas, exteriores mas mais próximos: caso da sonda CASSINI-HUYGENS lançada em 1997 e atingindo SATURNO em 2004 (12 anos de atividade).

 

Sondas automáticas (GALILEU e CASSINI-HUYGENS) que ao longo de todos estes anos nos têm presenteado através das lentes das suas câmaras com imagens espetaculares desta longínqua região do nosso Sistema (situada para além da Cintura de Asteroides e pertencendo ao grupo dos Planetas Exteriores) ainda tão misterioso para o Homem.

 

E que para além do cumprimento de todos os objetivos pretendidos para estas missões – como estudar os planetas, as suas luas, outros corpos celestes e até testar a teoria de EINSTEIN – ainda assistiu a fenómenos incríveis (como entidade mecânica) nunca vistos por estes lados (pela entidade biológica): como o foi o impacto do cometa SHOEMAKER-LEVY 9 com JÚPITER em 1994 (testemunhada pela GALILEU).

 

Podendo-se desfrutar agora de imagens (em princípio) com melhor resolução e através da sua análise melhor compreender o Gigante, a região que ocupa e todo o Sistema Solar: origem, evolução e estrutura. Como é o caso da imagem inicial fornecida pelas câmaras instaladas na jovem sonda JUNO mostrando-nos o HEMISFÉRIO SUL do planeta JÚPITER.

 

Cingindo-nos à imagem inicial enviada pela sonda JUNO e tendo como alvo o planeta JÚPITER, com as suas câmaras a proporcionar-nos a observação de tempestades formando-se à superfície deste planeta (círculos brancos) no seu hemisfério sul (rodando no sentido contrário ao dos ponteiros dos relógios) – no seu conjunto formando as conhecidas Pérolas de Marte (variando nos últimos 30 anos entre 6 e 10).

 

Um privilégio não só destinado aos técnicos da NASA como igual e generosamente posto à disposição do público em geral: não oferecido sem pedir nada em troca, neste caso solicitando-nos apenas (às claras e de uma forma honesta) o nosso próprio envolvimento (e compromisso) no seu projeto em Júpiter. Oferecendo guloseimas a crianças interessadas.

 

(dados e imagem: nasa.gov)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:33

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