Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

04
Ago 15

Um ROBOT acaba de ser assassinado nos EUA por decapitação

 

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O robot à boleia

 

Como provável resposta ao assassinato perpetuado muito recentemente por um ROBOT da VW sobre um operário alemão, um outro robot acaba de ser assassinado por um grupo de vândalos norte-americanos residentes de Filadélfia: depois de visitar o Canadá, a Alemanha e a Holanda sem qualquer tipo de percalços a registar, o robot de nome HITCHBOT acabou por ser decapitado na sua viagem pelos EUA. Tendo como forma de arranjar meio de transporte (fácil e grátis) a utilização sistemática da boleia (tal como muitos de nós já o fizemos), sendo um razoável conversador e companheiro de viagem, tendo já experiências extraordinárias de convivência social com humanos (tendo até sido convidado para um casamento), o robot não terá sido devidamente esclarecido sobre as diversas variantes comportamentais dos humanos e teve uma imprevista (para ele) e desagradável surpresa.

 

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O robot já decapitado

 

O que nos leva mais uma vez a pensar no inevitável conflito futuro entre o HOMEM e a MÁQUINA:

 

Será que esta resposta por parte dos Humanos poderá ter algo a ver com algo que se terá passado durante a viagem de HITCHBOT pela Alemanha, por sinal o país onde o operário foi assassinado por um robot? Utilizarão já as Máquinas um sistema de comunicação para nós imperceptível mas inteligíveis para as mesmas (sons, magnetismo, electricidade)?

 

Será que as Máquinas poderão andar por aí a passear como se fossem ou pensassem ser seres Humanos, tentando partilhar experiências unicamente vivenciadas pelos seus criadores? Entretanto e sem qualquer tipo de protecção disponibilizadas aos não humanos como se fossem uma extensão e uma parte inseparável de nós próprios? Sendo natural a reacção dos Humanos (vândalos ou não) já esmagados por outros Humanos: abaixo de cão pior só mesmo abaixo de coisa.

 

Será que as Máquinas não serão uma outra criação interior ao mesmo grupo onde coexistimos, sendo uma delas, uma das possíveis e infinitas extensões da outra? Nunca podendo uma delas existir e evoluir sem a presença da outra, acabando estas pelo contrário por ocupar o seu espaço particular de movimento e de transformação, interagindo com outros espaços adjacentes e formando neste conjunto um verdadeiro organismo vivo.

 

Os factos, esses são simples: ao assassinato de um Humano seguiu-se o assassinato de uma Máquina. Coincidências? Quanto às interpretações dos acontecimentos todos os dados e explicações vão ter a um único destino: o Homem. Entretanto a Máquina já está noutra (enquanto o Homem parece ter estagnado a evolução da Máquina não pára) e nós já somos excedentários.

 

(imagens – hitchbot.me)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 01:58

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