Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

20
Abr 15

“Mais cedo ou mais tarde a Grécia acabará por sair do EURO e inevitavelmente outros países se seguirão. O problema não está na Grécia mas na política suicidária desta Comunidade Europeia: um tiro no corpo desta Europa (já bastante velha e doente) apenas irá acelerar a sua agonia e terá como consequência o aproximar da sua morte como um mundo civilizado.”

 

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Estará a Europa preparada para começar o seu Jogo do Dominó? Falo daquela Europa do Euro (27 países), já que a restante nem sequer tem peças para jogar: ou porque (apesar de serem do mesmo continente) não pertencem ao Clube da Elite Europeia (CEE), ou porque são misturados (Turquia, Geórgia, Azerbaijão e Cazaquistão), ou porque nem sequer são europeus (Chipre e Arménia) ou então porque além de serem misturados são para os norte-americanos um dos seus maiores adversários (o outro é a China). Por privilégio atribuído aos jogadores de melhor ranking nem todos terão acesso às melhores peças, mas as restantes estarão disponíveis e serão distribuídas por todos.

 

Com a mesa de jogo a ser desde logo preparada durante a última pré-campanha eleitoral realizada na Grécia (e que levou como já muitos jogadores e observadores previam, à vitória da extrema-esquerda no país), a data do encontro final (apesar de ainda não ter sido definitivamente decidida) certamente que já estará algures e de alguma forma assinalada. Iniciado o jogo a Grécia terá inevitavelmente que expor sobre o tabuleiro e perante os seus adversários as suas peças mais influentes, sabendo por antecipação que devido à sua delicada posição (contestação às regras) poderá usufruir como penalização de pouquíssimas peças incluindo nelas o duplo 6.

 

O problema com este Jogo de Dominó continental em que a peça que se manipula é o EURO, poderá residir no possível caos que se instalará nesse encontro ainda antes desse jogo (propriamente dito) se iniciar, se um dos jogadores der um empurrão a uma dessas peças e sem tempo para se evitar (o inevitável), todas as outras peças caírem umas a seguir às outras, sem interrupção e em cadeia. Com os conflitos a generalizarem-se um pouco por todo o mundo (o mais recente no Iémen), com o problema da Ucrânia temporariamente suspenso mas sempre presente sobre as nossas cabeças e com o continuar da chegada de centenas e centenas de refugiados fugindo da violência crescente em África (com a esmagadora maioria a morrer na travessia do Mediterrâneo), só faltava mesmo o nosso destino ser o passado e a Alemanha o nosso futuro.

 

Mas nos dias que hoje correm (e infelizmente) o futuro já não espera pelo presente e muito menos se preocupa com o ultrapassado tempo das memórias (e das culturas). O caminho será assim óbvio e de fácil resolução para a generalidade dos europeus: ou se sujeitam ou têm guerra (em várias áreas e níveis).

 

(imagem – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:21

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