Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

07
Mai 20

“Newfound black hole is the closest one to Earth we've ever found.”

(Hanneke Weitering/space.com)

 

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Constelação Telescópio

onde se situa o buraco negro HR 6819

 

Com o Universo que nos rodeia e onde pelo menos nós vivemos a poder ser facilmente e para sua melhor compreensão equiparado a um Organismo Vivo, pensando seja em seres de base biológica, de base mecânica ou até biomecânica, podendo-se associar esses elementos formando entre si os mais variados conjuntos, posteriormente sendo agrupados e constituindo um Sistema, daí obtendo alguns dos seus momentos, sua compreensão (mecanismos e objetivos) e concretização, e por simples projeção de imagem (adaptando-a à nossa realidade), visualização: assim, tal como integrando o nosso corpo (biológico) falamos de diversos sistemas como o sistema circulatório, tal como integrando um sistema mecânico falamos de um sistema de circulação e de canalizações integrando um sistema de fornecimento/escoamento de águas, também poderemos usar tal raciocínio a um nível mais vasto e mais abrangente (do infinitamente pequeno ao infinitamente grande),

 

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Orbita dos três objetos do sistema triplo HR 6819

constituído por duas estrelas orbitando um buraco negro

 

Aplicando-o a tudo o que vemos à nossa volta (e que define e estrutura o nosso Mundo) incluindo o Sistema Solar e a nossa galáxia a Via Láctea ─ e já que falando em canalizações reclamando-as (para o Espaço) e introduzindo-as no nosso sistema (talvez aí podendo alterar o Tempo, por interseção momentânea abrindo-o e mesmo que coincidindo, interligando-o a outros Espaços). Criando um ponto de comunicação entre geometrias complementares, existindo alimentando-se (ou seja, comunicando) uma da outra: num processo certamente semelhante àquele que connosco acontece, vendo a morte (não como algo necessário, de ter um início e um fim) não como um limite, mas como a passagem de uma para outra fase (tendo de forçosamente  de existir algo “nada se cria, nada se perde, tudo se transforma ─ que ligue Eletromagnetismo com Alma).

 

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Vista simulada de um buraco negro

localizado na Grande Nuvem de Magalhães

 

E enquanto centrado no único Mundo que conhecemos (a Terra)  ─ tal é o tempo que lhe dedicamos e o espaço disponível do qual usufruímos, limitado por todos os lados e por reduzidíssimo (tendendo para zero) sendo nenhum (tempo é dinheiro, espaço matéria-prima) ─ mesmo assim, com muitos de nós “não passando de um estranho numa terra estranha”, obcecados pelo nossa visão centralizada (geocentrismo, heliocentrismo, antropocentrismo) ao longo da nossa evolução sendo deslocada (dado o movimento de tudo o que nos rodeia), em vez de como os antigos Navegadores empreendermos a nossa Aventura e Exploração iniciando aos poucos, por etapas, em reconhecimento e por conquista, a nossa inevitável Viagem ─ alcançando o nosso primeiro entreposto, desenvolvendo-o, instalando-nos e daí partindo de novo

 

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Sistema binário constituído por duas estrelas anãs-brancas

orbitando-se e provavelmente acabando por se fundir

 

Depois de há meio século pisarmos o primeiro Mundo Alienígena (a Lua) abandonando inexplicavelmente o nosso percurso evolutivo e de sobrevivência, virando-nos sendo pequenos mas achando-nos grandes para grandes empreendimentos (como a ida a Marte), esquecendo-nos que ligados ainda umbilicalmente a este planeta jamais o abandonaremos enquanto dele conseguirmos obter (mesmo que aparentemente) qualquer coisa: tal como com a Terra não nos interessando em compreende-la (conhece-la profundamente), nem mesmo os seus semelhantes mais próximos (sabendo-se a nossa disponibilidade ser curta), julgando-nos grandes nem olhando à nossa volta (dentro dos limites do nosso Sistema Solar) e passando a olhar para o infinito para destinos inatingíveis e a milhares de anos-luz: e em vez da Lua escolhendo como nosso objetivo prioritário, sistemas bem distantes e até tendo por próximo planetas e um buraco negro.

 

(imagens: ESO/Digitized Sky Survey 2/Davide De Martin - L. Calçada/ESO - Alain R./Wikimedia Commons - NASA/Tod Strohmayer/GSFC e Dana Berry/Chandra X-Ray Observatory)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:16

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