Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

10
Fev 15

Enquanto que na Terra o Homem desperdiça a substância química que o constitui maioritariamente e que lhe proporciona a vida (será que o mundo vai acabar?), em sentido contrário e misteriosamente, no Espaço a sua descoberta tornou-se prioritária (será que vamos viajar?). E o nome dessa substância é H2O.

 

Europa-ice-ridge4.jpg

Falha na superfície gelada de Europa

 

Pelos vistos os cientistas da NASA estão bastante interessados em encontrar indícios da existência de água no espaço exterior ao planeta TERRA. Nesse sentido apontaram como um dos destinos prioritários das suas explorações espaciais, a descoberta de outros mundos onde essa preciosa substância química possa existir. Colocando de lado os corpos celestes situados mais perto da Terra (como por exemplo a LUA e MARTE, onde poderão existir depósitos de gelo nas regiões polares), os técnicos da agência espacial norte-americana decidiram apontar os seus telescópios para locais mais longínquos do nosso SISTEMA SOLAR, localizados nas proximidades dos planetas JÚPITER e SATURNO. O motivo foi uma consequência lógica da realização de diversas observações a luas destes dois gigantes gasosos, onde se verificou o aparecimento de fortes indícios da presença de água nalgumas dessas luas. Como foram o caso de EUROPA (lua de Júpiter) e ENCELADUS (lua de Saturno) – para além do planeta anão CERES, o maior corpo celeste pertencente à CINTURA de ASTERÓIDES e localizado entre Marte e Júpiter.

 

Ceres-Feb4-A-spot.jpg

O planeta anão Ceres

 

A sonda norte-americana DAWN continua a aproximar-se rapidamente do planeta anão Ceres, estando marcada para daqui a menos de um mês a data da sua chegada à vizinhança deste objecto pertencente à Cintura de Asteróides (6 de Março). Apresentando um diâmetro ligeiramente inferior a 1.000Km, este que é considerado o maior objecto integrado na região densamente povoada de asteróides do nosso sistema, tem ao longo dos últimos tempos e através das imagens obtidas a partir de missões de exploração como a da sonda CASSINI, revelado fortes indícios da presença de água à sua superfície. E se o telescópio HUBBLE já tinha detectado manchas brancas sobre a superfície de Ceres – o que poderia significar a presença de gelo – a partir do momento em que a sonda Dawn entrou em acção (e aproximação) as condições de observação melhoraram significativamente: o que até agora ainda não permitiu resolver nenhum dos mistérios de Ceres (como o das manchas brancas), nem mesmo o do aspecto geral da superfície deste mini planeta solar (um pouco diferente dos demais).

 

745809main_pia14658-43_428-321.jpg

A lua Enceladus

 

Enceladus faz parte desse grupo de corpos celestes (distantes) que apresentam sinais exteriores muito semelhantes e indicadores da provável existência de água. Neste caso num satélite natural orbitando o planeta Saturno: uma pequena lua com cerca de 500Km de diâmetro e reflectindo a maior parte da luz recebida (oriunda do Sol e até reflectida pelo planeta que orbita – caso da imagem anterior). Uma mistura um pouco caótica de superfícies envelhecidas carregadas de crateras resultantes de antigos impactos, com outras regiões muito mais jovens e ainda em formação

 

Na imagem obtida pela sonda Cassini (e sendo aparentemente ejectados a partir da superfície gelada de Enceladus), são visíveis jactos de material a serem atirados para a escuridão do Espaço (a partir da superfície gelada desta lua de Saturno), o que se por um lado veio confirmar as suspeitas dos cientistas da existência destas poderosas emissões (constituídas por vapor de água, outros gases, determinados cristais e partículas de gelo), por outro lado ainda mais relevou a presença de poderosas forças geológicas (extremamente activas) actuando no interior de Enceladus (capazes de criarem geysers de extraordinárias dimensões).

 

Uma das explicações para a ocorrência deste tipo de fenómenos na superfície da lua Enceladus (os geysers), residiria na proximidade do planeta Saturno relativamente a esta sua lua, situação essa que provocaria durante a sua trajectória em torno do planeta principal, um fenómeno muito semelhante (por simples associação simétrica) ao ocorrido entre a Terra e a Lua: aqui a Lua criava as marés, ali Saturno criava os jactos.

 

(imagens – NASA)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 11:19

Fevereiro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9

18
20

22


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO