Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

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Ago 17

“For tens of thousands of years humans have followed a pattern on Earth: imagination, to technology-enabled exploration, to settlement. It’s how the first humans got to Australia 50,000 or 60,000 years ago, and how we went from Yuri Gagarin and Alan Shepard orbiting Earth to the first people putting footprints on the moon, to people living in orbit. There are six people living on the International Space Station, and we have had people there continuously for nearly 17 years. But the reality is we have not yet figured out how to live permanently off-planet. So I think if we follow the historically driven pattern then the moon would be first. Not just to reaffirm that we can get there, but to show that we can also live there.” (Chris Hadfield/newscientist.com)

 

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Chris Hadfield

Comandante da Estação Espacial Internacional

 

Sendo o primeiro astronauta canadiano a comandar a Estação Espacial Internacional (ISS) desde que a mesma foi concluída (Junho de 2011), Chris Hadfield (figura 1 e 2) juntou-se recente e publicamente e a partir da ISS ao número crescente daqueles (astronautas, cientistas e restantes especialistas) que acham que se devemos retomar as viagens espaciais tripuladas (como as realizadas há quase 50 anos à Lua integrando o Programa Apollo), antes de partirmos para Marte como pretende o milionário Elon Musk (acompanhado pela NASA mas concretizando-o uns anos mais tarde) deveremos fazer isso antes, mas muito mais perto da Terra, como é o caso da Lua.

 

Com a distância e a segurança a ela implícita (viagem) a ser o principal fator (a considerar) para tal e tão óbvia reflexão e referida afirmação: por experiência própria (e de muitos outros antes dele) sendo muito mais seguro circular a uns 340Km da Terra (altitude média da ISS) se comparados com os pouco mais de 384.400Km de distância até à Lua, agravando-se ainda mais o cenário se comparado com Marte e a sua distância à Terra ‒ no mínimo uns 60 milhões de Km (podendo chegar mesmo aos 400 milhões). Para qualquer leigo posto perante um cenário semelhante, sendo imediata a resposta face às opções atrás expostas: depois da ISS, vindo a Lua e só depois o planeta Marte.

 

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Chris Hadfield

Comandante da Estação Espacial Internacional

 

Uma ideia certamente partilhada pela grande maioria de todos os curiosos e interessados (leigos e eruditos) neste tema das viagens espaciais (tripuladas) e suas prioridades (a Lua ou o planeta Marte) e tendo desde já o apoio de três das maiores agências espaciais mundiais como a ESA, a ROSCOSMOS e a CNSA (Europa, Rússia e China) ‒ enquanto todo esse mundo ainda aguarda pelo evoluir da opção há meio século tomada (incompreensivelmente) pela NASA (ao terminar com o Programa Apollo e com as viagens espaciais tripuladas), sabendo-se da sua (da NASA) tentação presente em imitar o privado (Elon Musk e a sua Aventura em Marte) e apesar da promessa de Donald Trump de colocar de novo uma bota norte-americana (não se sabe ainda fabricada onde) na superfície da Lua.

 

No caso do planeta Marte (comparando com a viagem à Lua ‒ pouco mais de 384.400 Km ‒ onde a Apollo 11 fez o trajeto Terra/Lua em apenas 51 horas e 49 minutos) com a distância a percorrer agora traduzida não em milhares mas em muitos milhões de Km e como consequência com uma viagem ao planeta Vermelho a poder demorar entre 150/300 dias (5/10 meses utilizando a tecnologia atual), adicionando de imediato muitos mais problemas (a surgirem e necessitando de ser resolvidos) a uma sempre possível e potencial Viagem a Marte ‒ posta lado a lado com uma outra, já levada por diversas vezes a cabo, ao único satélite natural da Terra a Lua. Para já não falar da ação extremamente nefasta e mortal nos humanos (se não se estiver convenientemente protegido) dos raios solares e cósmicos sempre presentes nestas longas viagens espaciais (a Marte sendo interplanetária), pondo em causa todo o projeto seja no espaço seja no planeta: daí a necessidade da presença Lua como primeiro entreposto solar (primeira colónia terrestre e novo ponto de partida para a nova Era Moderna dos Novos Descobrimentos).

 

(texto inicial: tirado de artigo de Alice Klein/newscientist.com/23.08.17 ‒ imagens: universetoday.com/CTV e nasa.com)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:12

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