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Como Vender o Algarve a Arder?

Quarta-feira, 08.08.18

Quais as consequências de um grande incêndio junto de uma grande área turística?

 

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Com os incêndios no interior permanentemente abandonado

Pondo em causa o turismo no litoral ciclicamente superpovoado

Is it safe to travel to Portugal?

(thesun.co.uk)

 

Agora que outros destinos turísticos – Tradicionais e mais Normalizados – concorrem com Portugal (Tunísia, Turquia, Egito), agora que outros destinos – Alternativos e mais Longínquos – se apresentam mais em conta (Ásia e América Central), agora que o BREXIT pode pôr em causa a viabilidade de muitos dos Mercados Turísticos, escolhidos pelos súbditos de todo o Reino Unido (um desses mercados sendo Portugal com cerca de 2 milhões de cidadãos do Reino Unido visitando-o todos os anos),

 

– No caso do Algarve com a Monocultura Turística oriunda do Reino Unido a manter-se, tal e qual um toxicodependente e como tal, existindo uma falha podendo-se originar um Colapso (com o contingente Britânico a ultrapassar uns inacreditáveis 40% do total de estrangeiros, uma brutalidade)

 

Só faltava mesmo que o Grande Incêndio a ocorrer este ano (de 2018) em Portugal Continental – depois da Tragédia de 2017 (em torno de Pedrógão Grande) – se concretizasse no Algarve ainda-por-cima em Monchique (com outra grande tragédia envolvendo outro grande incêndio já tendo sucedido há 15 anos):

 

Perguntando-nos o que terão Eles (Governos, Câmaras, Proteção Civil e outros grupos de indivíduos com finalidades afins – talvez não a dos verdadeiramente afetados) feito (desde 2003) durante estes cerca de 5500 dias, enquanto por outro lado (e sem o mínimo de contrapartida e com total falta de vergonha) desvalorizavam os Bombeiros e todos os Combatentes Afins (incluindo bombeiros e população local experiente – sobretudo pelo importantíssimo papel a desempenhar pelos conhecimentos e cultura da própria população aí nascida, residente e sempre sábia).

 

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Obviamente com a desertificação observada em todo o Mediterrânico

A afetar a qualidade ambiental em terra, como no litoral e no mar

What's the latest with the Monchique wildfires?

(thesun.co.uk)

 

Recuando ao mês de Agosto do ano de 2003 e ao Grande Incêndio que lavrou na Serra de Monchique (queimando quase 80% do concelho e evoluindo para um total de 90% com o incêndio registado no ano seguinte),

 

– Com mais de 40.000 hectares ardidos e estendendo-se a concelhos vizinhos (tal como agora se verifica, afetando igualmente Odemira e Portimão e caminhando agora tal como em 2003 o concelho de Silves) – sendo interessante de relevar (esse ano) como tendo sido o ano de maior área florestal ardida (quase 430.000 ha) em Portugal –

 

Até para se fazer uma associação histórica e cronológica aos que então seriam os nossos Líderes e maiores responsáveis (segurança e proteção) pela Direção a dar ao nosso país – só sendo suplantada a nível nacional 14 anos depois (em 2017) com mais de 560.000ha ardidos: e guardando para o ano seguinte (de 2018) a vez do Algarve, novamente com Monchique e os seus montes e vales (de momento a caminho dos 20.000ha de área ardida), agora com estes últimos a serem considerados (para além evidentemente do sempre presente fator Vento) dos principais responsáveis pelo descontrolo dos fogos na região.

 

Como se a topografia e não o “arrastar e intensificação dos incêndios”, não fosse o fator responsável pelo aparecimento de ventos oriundo de múltiplas direções, originados por diferenças de temperatura/pressões e óbvia deslocação (entre pontos com parâmetros bem diferenciados) de massas de ar.

 

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Já em 2015 e com a eclosão de inúmeros incêndios na Europa do Sul

Com os ingleses a projetarem desde logo uma alteração nos seus destinos turísticos

Climate change could see tourists swap the Med for the Baltics

(theguardian.com)

 

E desresponsabilizando desde já muitos outros (já reformados mas vivos como Cavaco), pelo cenário por todos os quadrantes do círculo do poder já anteriormente (e infelizmente) promovidos e partilhados (no fundo sem nada fazerem, só vendo o aproveitamento político que poderiam tirar disso, para desviando verbas agora distribuídas aos Municípios, em troca o inserirem noutras estratégias e até outras áreas – a isso se chamando desvios talvez mesmo ilegais),

 

Tendo-se forçosamente que mencionar o Quarteto Fantástico de Políticos tendo ultimamente passado pelo poder (domiciliado em Lisboa) – Durão Barroso (2002/2004), Santana Lopes (2004/05), José Sócrates (2005/11) e Passos Coelho (2011/15). Que alguns desejarão passar a Quinteto incluindo ainda Costa, assim dando mãos livres a Marcelo para fazer o que ele, verdadeiramente sempre quis.

 

[Nesta quarta-feira 8 de Agosto (de 2018) entrando-se no 6º dia do fogo de Monchique (de Portimão e agora de Silves).]

 

(imagens: thesun.co.uk – theguardian.com)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 14:21


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