Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

04
Abr 21

Olhando para o gráfico (1) apresentando-nos a curva epidemiológica de infeção por SARS CoV-2 na Região do Algarve (do início da Pandemia a 29 de março deste ano), verificando-se desde aproximadamente o início de março (01.03) uma manutenção seguida em meados do mês de uma subida (15.03) ─ ligeira, mas contínua ─ do nº de Infetados.

 

Screenshot_2021-04-04 Report_covid19_02_04_2021 pd

(1)

Evolução da incidência do vírus desde o início da Pandemia

(com o máximo a ser atingido em finais de janeiro de 2021)

 

Um parâmetro indicando através do nº de Infetados (dia/100.000 pessoas) qual o grau de incidência do coronavírus numa determinada população (menos de 120 sendo aceitável, mais de 240 já não o sendo), crescendo só podendo ter um significado: não tendo sido esta vaga completamente ultrapassada podendo regressar de novo (e até com mais força), aliás como o tem feito desde o início (sendo uma só vaga com várias fases, conhecendo-se o seu início, mas não o seu fim). Sendo o Covid-19 uma doença infeciosa crónica (provocada por um vírus respiratório), sendo importante conhecer a sua periodicidade (até pelas vacinas e necessidade ─ de modo a manterem-se eficazes ─ da sua atualização).

 

Screenshot_2021-04-04 Report_covid19_02_04_2021 pd

(2)

Evolução do nível R(t) de agosto/2020 a março/2021

(ultrapassando o índice 1 há cerca de três semanas)

 

No gráfico (2) visualizando-se outro parâmetro bem importante nesta fase de evolução desta Vaga Covid-19 (seja só uma ou sejam várias vagas/fases), para além da evolução do nº de Infetados/dia, tendo-se que ter simultaneamente em consideração o índice de transmissibilidade do vírus (responsável pelo aparecimento da doença): sendo o valor desse índice R(t) aceitável se igual ou inferior a 1 (1 unidade), caso contrário (sendo superior a 1) indicando existir um potencial foco de contaminação (podendo contaminar conforme o índice, 1,2,3 etc. pessoas). Na região do Algarve e segundo dados do INSA já sendo superior a 1 (um) desde medos de março (15.03), subindo durante a 3ª semana (até mais de 1,25) e estando agora (pelo menos até 29.03, já lá vão seis dias) em descida (veremos) mas ainda acima de 1 (por volta de 1,1).

 

Screenshot_2021-04-04 Report_covid19_02_04_2021 pd

(3)

Algarve

Em 5º (casos/dia, últimos 5 dias), em 2º (incidência cumulativa

a 14 dias/100 mil habitantes) e em 2º (R(t) média de 5 dias)

 

Mesmo assim (adicionando a talela 3) e juntando-se a todas as outras (como se estivessem todas no mesmo nível, de possível contágio) com as escolas do 2º/3º Ciclo dos concelhos de Portimão (mais de 240 casos/100.000 pessoas), Lagoa, Albufeira e Vila do Bispo (entre 120/240 casos) ─ certamente com todas a apresentarem R(t) > 1 ─ a abrirem “com todos os cuidados” (não se sabendo, quais mais, nada tendo sido feito entretanto) sem exceção pelo menos durante 15 dias (duas semanas, a 19 de março veremos): à altura da abertura (amanhã) sem reorganização das escolas, sem testes e sem vacinas. “Perfeito”, certamente que dirá o vírus.

 

(dados/imagens: insa.min-saude.pt)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 23:36

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