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Covid-19 PT/21.05 (e Algarve)

Sexta-feira, 21.05.21

Ao fim do 5º dia desde a abertura do nosso espaço aéreo aos “viajantes turísticos” (maioritariamente ingleses) e com a época alta do Verão aí a bater à porta (falta um mês), tendo-se que dedicar e a nível externo uma especial atenção a esta nova abertura acrescentando mais uma Via de Comunicação (não só aos indivíduos que vão chegando, como àquilo que “os mesmos transportam”), assim como e simultaneamente a nível interno controlar os estaleiros, as estufas e as diversas migrações de mão-de-obra (incluindo obviamente a turística). No que diz respeito ao Algarve e dada a sua “monocultura turística” (por quase única e intensiva) uns ─ estaleiros/estufas/migrações internas ─ podendo fazer implodir o outro, o sector do Turismo. Nem vale a pena pensar o que seria, sem dúvida uma tragédia, dado estar muito em jogo (e em suspenso há mais de um ano).

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Fig. 1

 

Nos gráficos elaborados através de dados fornecidos pela DGS/INSA, verificando-se (Fig. 1) a continuação da instabilidade na evolução do nº de Infetados/dia (subindo, descendo e assim sucessivamente), uma situação começando a ser preocupante (incomodando) dada a coincidência com a subida desde há alguns dias do índice de transmissibilidade, situado a nível nacional já acima de 1, hoje com R(T)=1,03 (subindo de 0,92 em 11 de maio para 1,03 em 21 de maio, uns 12%). Podendo significar nada ou talvez não, mas confiando-se (sobretudo) nas testagens e nas vacinas ─ apesar da maior parte da gente nova, talvez agora a maior transmissora mesmo aparentemente não desenvolvendo a doença/ou sendo assintomática, não tendo sido vacinada. Um caso ainda mais agravado no Algarve tendo (aí residindo ou em visita) muita gente jovem.

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Fig. 2

 

Neste último gráfico (Fig. 2) apresentando-se os vinte concelhos de Portugal com maior incidência de infetados por cada 100.000 habitantes (um índice importante, mas nas condições em que se efetua com conclusões/decisões muito discutíveis ─ uma estufa/um estaleiro. um caso limitado e pontual, podendo fechar uma localidade) com os casos mais importantes e problemáticos (no continente) a localizarem-se em Montalegre (a norte, distrito de Vila Real) e Odemira (a sul, litoral alentejano), mas com quatro concelhos do Algarve a terem que se precaver (se não quiserem recuar no Desconfinamento): Vila do Bispo, Lagoa, Albufeira e Tavira (assinalados na fig. 2 a vermelho). Não sendo muito difícil de adivinhar as consequências que daí adviriam (encerrando-se muitos espaços e serviços), se por exemplo o concelho de Albufeira recuasse.

(dados: dgs.pt ─ imagens: Produções Anormais)

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publicado por Produções Anormais - Albufeira às 20:59