Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]



E o Governo Chumbou

Quarta-feira, 27.10.21

Orçamento do Governo para 2022 (em 230 deputados):

A favor da proposta ─ 108

Contra a proposta ─ 117

Abstenção ─ 5

Sendo a proposta reprovada (maioria a 116).

Screenshot 2021-10-27 at 18-52-13 Orçamento do Es

Assembleia da República

(constituída por 230 deputados)

 

Ainda no Outono (27 de outubro) e prevendo para este período e para o seguinte (o Inverno) a continuação da epidemia de Covid-19 (veja-se o seu crescimento a leste ─ particularmente na Rússia ─ e no Reino Unido), um vírus mais agressivo (este ano) da gripe (a nossa doença endémica) e agora o chumbo do Orçamento para 2022 (finda pelo menos temporariamente a Geringonça), com o previsível agravamento da crise económica (agora que a Europa, ou seja a Alemanha, ainda não tem liderança) e com o caos que já se começa a verificar em muito dos sectores da Saúde (questionando-nos “e se o Covid-19 e a gripe atacarem em força e simultaneamente, o que acontecerá”) ─ já nem falando da crise dos combustíveis podendo a qualquer momento explodir, como já aconteceu no passado e as ondas de greve de diversos sectores profissionais, já anunciados e aí a chegar

thumbs.web.sapo.io 1.jpg

Rui Rio

(líder do maior partido da Oposição o PSD)

 

Com o horizonte que se começa a desenhar perante os nossos olhos (sendo um pouco mais clarificado hoje) e que nos poderá acompanhar ainda durante vários meses (acompanhando-nos durante todo o Inverno), a poder ser se não negro ou escuro (acreditando sempre até ao último momento, nas virtudes da “Bazuca”), bem cinzento: num trajeto ainda no seu período inicial (ou pré-inicial, pois neste país tudo se promete/regista em papel e nada se concretiza/na prática, na vida real) mas ─ sendo tal o caos informativo, já instalado na cabeça deles ─ tendo já o seu canto de anedotas (no Anedotário Político de Portugal), com o Presidente da República na sua senda de resolução do problema (como se fosse um paizinho misto, antigo/novo regime) chamando a si o possível líder da oposição interna, não da AR, mas do maior partido da oposição (candidato a 1º Ministro) o PPD/PSD, deixando o líder como certamente todo o mundo, de boca-aberta.

thumbs.web.sapo.io 2.jpg

António Costa

(líder do PS e do Governo)

 

Passando ou não o Orçamento para 2022 mantendo-se a mesma situação política de impasse, com o PS a continuar no Governo, mas sem maioria na AR para o poder fazer (ou seja, Governar). Recusada a aliança à direita (PSD e CDS) e em maus lençóis à esquerda (BE e PCP) com o fim da Geringonça, não se vendo muito bem qual o futuro de António Costa (não se vislumbrando alianças significativas), logo ali ao lado tendo pronto o sempre atento e interveniente Marcelo sempre pronto para “as suas eleições”: arrumando Costa logo no Orçamento sendo bom (para Marcelo/para o PSD), mas adiar possíveis eleições passando o Orçamento e deixando queimar um pouco mais Costa em “lume-brando”, talvez até sendo melhor (daí a ação do Presidente quanto ao líder da oposição do PSD e agora quanto aos deputados do PSD da Madeira). Rui Rio ou Paulo Rangel para Marcelo sendo apenas um pormenor, na sua estratégia (mesmo tendo um favorito) insignificante.

(imagens: Mário Cruz/LUSA/24.sapo.pt)

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 19:06


Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.