Um espelho que reflecte a vida, que passa por nós num segundo (espelho)

01
Jun 15

Novos Ficheiros Secretos – Albufeira XXI
(tomo A/31.5)

 

Dia 5
5.ª Etapa da Viagem
(Na serra de Monchique)

 

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O veículo parou. Acabáramos de chegar ao fim do nosso trajecto e encontrávamo-nos inseridos num terminal individual: como se tivéssemos chegado à nossa plataforma privada e individual de transporte mesmo junta à nossa propriedade privada. E na realidade foi só percorrer a passagem que nos separava do exterior e entrarmos directamente num novo módulo adjacente: diante de nós um elevador de transporte horizontal e um outro de transporte vertical apontavam-nos as possíveis saídas. Nesse momento estávamos completamente às escuras, não fazendo a mínima ideia da zona de Monchique onde poderíamos estar – isto se fosse mesmo este o local e não um outro qualquer. Tentamos compreender o painel de comando dos elevadores, mas para além de podermos (quase de certeza) ter identificado o botão de arranque, os símbolos do menu exposto no visor eram para nós incompreensíveis: uma mistura de letras com algumas delas muito parecidas às do nosso alfabeto, combinada com uns desenhos estranhos fazendo-nos lembrar por aproximação os hieróglifos egípcios. Enquanto reflectíamos sobre o que iríamos fazer a seguir, aproveitamos para fazer uma leve refeição e descansar por algum tempo: como assim já andavam nisto há mais de sete horas consecutivas. Teríamos que nos decidir entre os dois elevadores (horizontal ou vertical) e entre a oferta de destinos propostos por cada um deles escolher aquele que deveria ser o nosso. O horizontal seria a mais provável opção, a dúvida estava em qual das opções: um menu dispondo de três categorias (verde, amarela e vermelha), cada uma delas com três níveis (superior, médio e inferior) e que nos conduzia para uma possibilidade de êxito total na nossa escolha, nuns reduzidos e preocupantes 11%. Muito pouco para as nossas ambições de concretização da nossa aventura. Mas a Vida seria sempre um risco a correr, se dela quiséssemos tirar o máximo possível (ou seja Tudo).

 

Eliminamos desde logo a categoria vermelha (uma intuição muito forte transportada por esta cor quente, que apesar de indicar protecção também poderia significar outros perigos, como hierarquização e protecção contra intrusões); ficavam ainda duas. E ao lembrar-nos dos semáforos e talvez infantilmente influenciados pelo significado dessa cor, eliminamos de seguida o amarelo e o aviso de perigo a ele associado (simbólico mas muitas vezes real) evitando assim sermos apanhados sem protecção e defesa (e de uma forma inesperada) por algo insuperável e particularmente perigoso. Restava a categoria Verde e a opção por um dos três níveis. 1/3 Sempre era melhor que 1/9.

 

Entramos no elevador de acesso ao nível superior. Talvez por ser aquele que em princípio nos colocaria nalgum ponto mais próximo da superfície. Os meus companheiros achavam que um dos símbolos poderia referir-se ao local onde estaria localizada as Termas de Monchique, já que o desenho lhe fazia lembrar uma fonte. Eu achava que era uma interpretação demasiado simplista do que víamos (ou desejávamos). Mas como não tinha escolha deixei-me levar pelos dois. Uns segundos depois o elevador parava, a porta abria-se e introduzíamos no que parecia ser uma sala intermédia de acesso. Uma das duas portas existentes dava para o que seria um compartimento de apoio técnico, enquanto a outra aparentemente seria um possível acesso para o exterior: era pelo menos o que o símbolo impresso na mesma parecia querer significar, ao vermos uma paisagem estilizada com o mar no horizonte. Fez-nos logo pensar na espectacular vista que todos já apreciáramos a partir de um dos mirantes situados já no interior da serra do Monchique, com uma vasta extensão da costa algarvia a poder ser observada e profundamente apreciada em dias claros, bonitos e sem nuvens. E passados alguns minutos já estávamos a por as nossas cabeças finalmente fora do buraco. E pelas 10:00 da manhã já olhávamos para a costa de Portimão, ainda meio escondidos entre as árvores, da proximidade de algumas pessoas que por ali circulavam. Reparamos então que estávamos um pouco acima da cidade de Monchique, mais precisamente em plena estrada de montanha (que ia dar à Foia) e muito próximo de uma das fontes onde os locais iam recolher habitualmente água para seu consumo. Até se viam dali algumas filas de garrafões de plástico. O nosso plano seria neste momento pensar no que fazer a seguir: para isso teríamos de ter alguma forte intuição ou esperar que algo ou alguém nos desse um significativo sinal. Voltamos então ao interior do buraco de onde saíramos e aí fomos à procura de algum tipo de ajuda.

 

Encontramos apenas um pequeno mapa em evidente mau estado (e que parecia ter sido para ali atirado apressadamente e sem cuidado), juntamente com uma (mais bem conservada) caneta e o que parecia ser um conjunto de agrafos. E com estes três artefactos teríamos que decidir os passos seguintes. Abrimos com muito cuidado o já muito deteriorado mapa, estendemo-lo sobre a única mesa existente e tentamos fixa-lo nas suas extremidades: as nossas três lanternas e a bússola que possuíamos serviram muito bem para o efeito pretendido. O que observávamos era uma carta da zona do barlavento algarvio: tinha como fronteira uma linha vertical que passava muito perto de Albufeira, estendendo-se até ao promontório de Sagres. Nessa carta representava-se a topografia de toda esta região do Algarve, além da representação de algumas estruturas subterrâneas que provavelmente seriam túneis. Que pelo traçado e profundidade tanto poderiam ser de origem natural (antigos canais vulcânicos) como até de origem artificial (como já tínhamos constatado na nossa aventura). Com a ajuda da caneta ainda tentamos registar alguns dos pontos da carta que julgávamos mais interessantes para guardar, mas a mesma não escrevia. O que era um pouco estranho para nós, pois até que a caneta parecia mesmo nova. E já agora para que raio serviriam os agrafos? Acabamos por tentar fixar mentalmente alguns dos locais situados mais próximos de nós e que julgávamos importantes para podermos continuar pelo menos provisoriamente com a nossa viagem e voltamos a sair para o exterior. Por desconfiança na compreensão do verdadeiro papel a desempenhar por estes dois objectos, no contexto não completamente normal onde actualmente nos encontrávamos, decidimos levar connosco a caneta e os agrafos. O que como veríamos seria uma decisão por nós assumida talvez que acidentalmente (apesar do acaso poder estar intimamente ligado à necessidade), mas que se revelaria extremamente importante poucos minutos depois.

 

Sem sabermos muito bem que decisão tomar, optamos inicialmente por atravessar a encosta onde nos encontrávamos, em direcção a zonas mais a ocidente. Se entretanto lhes surgisse algum contratempo, logo decidiriam como o contornar. Quando caminhávamos pela encosta tentando cortar caminho entre árvores e alguma vegetação rasteira um pouco mais densa, uma criança viu-nos e com um grito bem audível chamou a atenção dos seus familiares aí presentes. Assustados com o grito emitido pela jovem apareceram logo dois elementos adultos, que face aos gestos da criança logo se puseram a olhar um pouco alarmados na nossa direcção. Mas quando nos viram e nos identificaram como elementos inofensivos, lá acalmaram a criança e ainda se riram e gesticularam para nós. A criança é que não ficou lá muito convencida e já com os familiares mais descansados e afastados começou a fazer-nos caretas e como nós respondemos então evoluiu e até nos atirou umas pedras. Peguei no que estava no bolso e em tons de ameaça simulei que iria responder ao ataque e atirar também umas coisas: aí a jovem assustou-se de verdade e aos gritos fugiu e foi ter com o seu grupo. Ainda nos rimos ao ouvirmos como que transportado pelo vento a resposta de alguém: “Bem feito, é para aprenderes”! Divertido e vencedor apertei as minhas armas entre os dedos e senti uma estranha (mas incomodativa) impressão: larguei logo o que tinha entre dedos. A caneta era uma agenda digital com um pequeno projector capaz de disponibilizar hologramas informativos; só entrava em funcionamento quando o circuito de alimentação era ligado; e para tal eram utilizados os diferentes agrafos, os quais fechariam um determinado circuito conforme a aplicação solicitada. E agora estava activa. Só faltava tirar dela o que necessitávamos. O que até foi fácil percebido o seu método de funcionamento: a caneta adaptava-se ao seu operador e era este através da sua capacidade cerebral de funcionamento que projectava virtualmente num ponto não existente do espaço (mas materializado como se fosse uma tela) as informações desejadas. Pensei no trajecto que deveria tomar de seguida e logo toda a descrição me apareceu instantaneamente, apontando agora para um novo local no interior da região do barlavento algarvio cercando a cidade de Lagos. Socorrendo-me da bússola tentei pelas coordenadas identificar visualmente o local e feito isso chamei os meus companheiros e partimos.

 

Dia 6
6.ª Etapa da Viagem
(Um Salto até Lagos a Caminho de Sagres)

 

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Era meia-noite, estávamos muito cansados e até tínhamos algumas bolhas nos pés. Ao abandonarmos a serra de Monchique, sabíamos de antemão que teríamos à nossa frente pelo menos uns bons 40km (ou mais) de caminhada dura e por vezes bastante suada, até atingirmos o nosso próximo destino no concelho de centro em Lagos. O que poderia significar nesta nova etapa da nossa aventura e tendo em atenção todo o cansaço por nós acumulado nestes últimos cinco dias, umas doze horas de viagem. Não foi por isso grande a nossa admiração quando ao fim de quase doze horas de caminhada, pouco mais tivéssemos percorrido do que metade dos quilómetros previstos: tínhamos chegado a uma das extremidades da albufeira da barragem de Odiáxere situada muito perto de Guena (na margem oposta). Estaríamos a uns seis quilómetros da barragem da Bravura e aí resolvemos pernoitar. Acendemos uma pequena fogueira e fizemos um chá de um limão que encontráramos pelo caminho. Enquanto esperávamos deleitamo-nos com uns quantos frutos de medronho apanhados na descida de Monchique, entrecortados por figos secos que trouxéramos nas nossas provisões. E um gole de medronho (que um de nós transportava num pequeno cantil pendurado no pescoço) apenas para recarregar.

 

A noite estava uma verdadeira maravilha. O céu estava límpido e cintilante, a Lua a crescer iluminava suavemente a escuridão nocturna do momento e os contornos da albufeira de Odiáxere, eram aos nossos olhos delineadas por uma linha virtual, contrastando fortemente com o brilho calmo daquelas águas. Verdadeiramente era um tipo de paraíso nocturno: naturalmente silencioso, com pontos de luz sobre a terra e outros a iluminarem o céu. Apenas na distante serra (de Monchique) com um pequeno grupo de nuvens. Enquanto observávamos a albufeira fomos contando as luzinhas: em redor das águas calmas e amenas da albufeira e aproveitando esta perfeita noite de Verão, alguns grupos de pessoas teriam vindo aproveitar esta oportunidade retemperadora (e a chegada do fim-de-semana) para conviverem e usufruírem da noite. Só dentro do nosso campo visual contamos perto de uma dezena. No céu só a Lua, um ou outro planeta e muitas estrelas. Um de nós vira uma estrela cadente. E também se ouvia o ruído (da vida) da noite, algumas ondinhas a bater e o som de uma ou outra ave. Nada mais. E então vimos uma luz vinda de sul a atravessar a albufeira longitudinalmente e em menos de cinco segundos desaparecendo. Mas tudo tinha sempre uma simples explicação. Um pequeno clarão deu-se então atrás de nós. Viramo-nos de novo na direcção da serra (de onde viéramos) e apanhamos bem de frente a pequena onda de choque provocado pelo trovão: já quase em cima de nós um grupo de nuvens escuras com aparência bastante ameaçadora mostrava desde já a frente da muralha de água que dentro de segundos e com grande intensidade nos atingiria, levando-nos de imediato a fugir e a procurar abrigo junto do velho moinho de vento, já há muito tempo abandonado e onde pensáramos (se tal fosse necessário) dormir. De repente chovendo intensamente e sem qualquer momento de interrupção (durante quase dez minutos), deixando grandes parcelas de terrenos todos alagados e fazendo no final com que todas as luzes em torno da albufeira se apagassem. Provocando até uma descarga num posto de transformação e colocando tudo às escuras. Agora é que era de noite. Três horas da madrugada.

 

“Uma Senhora, vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol, espargindo luz, mais clara e intensa que um copo de cristal, cheio d’água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente. Parámos surpreendidos pela aparição. Estávamos tão perto, que ficávamos dentro da luz que A cercava ou que Ela espargia, talvez a metro e meio de distância, mais ou menos.”

 

“Abriu pela primeira vez as mãos, comunicando-nos uma luz tão intensa, como que reflexo que delas expedia, que penetrando-nos no peito e no mais íntimo da alma, fazendo-nos ver a nós mesmos em Deus, que era essa luz, mais claramente que nos vemos no melhor dos espelhos.”

 

“Em seguida, começou-Se a elevar serenamente, subindo em direcção ao nascente, até desaparecer na imensidade da distância. A luz que A circundava ia como que abrindo um caminho no cerrado dos astros, motivo por que alguma vez dissemos que vimos abrir-se o Céu.”

 

“Os relâmpagos também não eram propriamente relâmpagos, mas sim o reflexo duma luz que se aproximava. Por vermos esta luz, é que dizíamos, às vezes, que víamos vir Nossa Senhora; mas, propriamente, Nossa Senhora só A distinguiamos nessa luz, quando já estava sobre a azinheira.”

 

(extractos: fatima.pt)

 

O espectáculo num âmbito aparentemente pirotécnico começou logo a seguir. Aquecêramos o chã e resolvêramos ficar mais um bocadinho a apreciar o cenário que envolvia a albufeira. A electricidade tinha sido reposta (como o demonstrava a iluminação da barragem da Bravura) e lá ao longe (uns pontinhos ali e outros acolá) a iluminação estava de regresso. À volta da albufeira é que já não havia sinais da presença e actividade de outras pessoas. A passagem das nuvens e a intensa precipitação tinha-as afugentado da zona, trazendo-as de regresso às suas terras e à protecção dos seus lares. Em torno da barragem deveríamos ser os únicos que por ali permaneciam, aproveitando ao máximo todas as sensações que esta linda noite nos propunha (apesar da anterior chuvada) e preparando-nos debaixo deste maravilhoso cenário para umas horinhas bem dormidas: já era muito tarde e se queríamos atingir o mais cedo possível a cidade de Lagos, não nos poderíamos esquecer que ainda teríamos pela frente (no mínimo) uma boa dúzia de quilómetros. E foi aí que diante dos nossos olhos o céu se começou a alterar.

 

Inicialmente assemelhava-se a um avião. Vinha de norte e movimentava-se lentamente. Repentinamente pareceu aumentar de velocidade, desceu nitidamente de altitude e pareceu apontar o seu rumo na nossa direcção. Ficamos um pouco assustados. Teria o avião algum problema? Estaríamos nós sugestionados por algo e imaginando casos onde nada se passava? Na verdade não ouvíamos qualquer ruído e até poderia ser outra coisa qualquer (um meteorito?). Mas a luz não se foi embora e rapidamente atingiu um ponto situado no lado oposto da albufeira. E surpreendentemente parou e aí pareceu ficar como que suspensa no ar e a aguardar (durante cinco minutos não vimos um único movimento nem sequer alterações sonoras ou luminosas). Nunca na vida tínhamos estado presentes num acontecimento deste tipo, enfrentando provavelmente um objecto voador desconhecido tripulado por seres vivos e inteligentes, de quem talvez ninguém conhecesse a sua existência. Fossem eles terrestres ou extraterrestres. Apesar de tudo o que víramos nestes últimos dias e do que tal testemunho poderia significar para todos (existência de outros seres vivos inteligentes e mais avançados tecnologicamente), ainda sentimos um arrepio percorrer a espinha, postos frente a frente com algo de desconhecido e inexplicável. O objecto mexeu-se um pouco mais emitindo então durante alguns segundos um jogo complexo de luzes: pelos vistos estariam a emitir sinais (entre eles) já que pouco tempo depois quase que uma dezena de outros pontos luminosos surgiram no céu dirigindo-se na nossa direcção. Assustados refugiamo-nos de novo no interior do moinho e do piso superior (ainda intacto apesar do tempo) ficamos a assistir. Oito objectos aparentando ter a mesma forma e dimensão estavam agora perfeitamente agrupados em volta do objecto que chegara em primeiro lugar: e sem mais começaram a alterar a sua cor numa sequência que parecia planeada e propositada.

 

Primeiro os objectos luminosos iniciaram um bailado sem objectivo visível e completamente caótico, que na mistura incrível de cores e projecções laterais que nos ia proporcionando, acabava por nos oferecer um espectáculo verdadeiramente fantástico, nunca visto e do outro mundo e que nos fazia sentir como se estivéssemos a assistir a um processo transformativo ainda indefinido e oscilando entre esse belo caos e um determinado tipo de fluidez organizativa (e dinâmica pela acção e movimento). Organizaram-se depois segundo um determinado esquema ainda incompreensível para nós e subitamente sentimo-nos como se estivéssemos a olhar para o interior de um caleidoscópio, como uma verdadeira criança não formatada e nunca tendo ocupado um determinado armário certificado e dito evolutivo: provavelmente a orientação destes objectos era um tema livre e aberto. E este bailado durou ainda uns largos minutos (ou horas?) deixando-nos como que hipnotizados e susceptíveis a teorias e práticas que nos esmagavam agora com esta realidade, como se fossemos vítimas presentes de uma avalanche (sentindo os seus efeitos no corpo) que antes consideraríamos idealística, irresponsável e infantil e sobretudo uma característica de utópicos ultrapassados e sem futuro. Quase que nos deixáramos levar mas não era esse o objectivo deles. Então espalharam-se de novo sobre a barragem e a partir de um foco central montaram uma projecção a múltiplas dimensões: visuais mas também com efeitos sonoros ainda mais impactantes, apesar de por nós não audíveis mas profundamente intrusivos e actuantes. E sobre uma tela fictícia mas real vimos a mensagem reconstruída e transportada pelas sondas Pioneer: no início dos anos setenta as sondas Pioneer 10 e 11 levavam consigo (impressa numa das suas placas) uma mensagem com figuras e símbolos utilizados pelos terrestres e destinada aos nossos possíveis colegas extraterrestres. Que pelos vistos de uma forma ou de outra a tinham recebido.

 

Fim da parte 3/4

 

(imagens – Web)

publicado por Produções Anormais - Albufeira às 00:49

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